UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO�ESCOLA DE ARTES, CIÊNCIAS E HUMANIDADES��RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS II
Grupo:
Antonio F. F. Gomes
Flávio H. S. Maria
Giovana Shibata
Pedro G. S. M. Mariano
Pedro H. S. Batista
Orientador: Prof. Dr. Agnaldo Valentin
Diferenças regionais e de gênero na utilização de serviços de saúde e seus reflexos no contexto de Covid-19: uma análise comparada da PNS 2019 e da PNAD-COVID
Introdução
01.
Assunto
Saúde
Covid-19 no Brasil
Recorte de gênero e por regiões
Utilização de serviços de saúde pré e durante pandemia;
Pandemia
Desigualdades
Mulheres foram mais afetadas pelo SARS-Cov-2 devido à desigualdades regionais na utilização dos serviços de saúde
Tese
Metodologia
02.
Metodologia utilizada
Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019
PNAD COVID-19
(Maio – Setembro)
Bibliografia
Métodos quantitativos e qualitativos
Resultados
03.
Sintomáticos por grande região e gênero
Mulheres são maioria entre sintomáticos em relação aos homens em todas as grandes regiões (PNAD COVID)
Consulta médica
PNS - Consulta médica: Sudeste maior, Norte menor. Mulheres consultam mais médicos que homens (10% a mais no Brasil)
Proporção de pessoas que consultaram o médico nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa (PNS)
PNAD - Mulheres representam a maioria em quase todas as grandes regiões, com exceção do sudeste.
Procura por Estabelecimento de Saúde entre sintomáticos (PNAD)
Proporção de pessoas que consultaram o médico nas 2 últimas semanas anteriores à pesquisa (PNS)
Procura de estabelecimentos públicos e privados
PNS - Público no Sudeste é menor e maior no Nordeste. Privado é maior no Sudeste e menor no Norte, mas maior prevalência de serviço público em todas as regiões.
PNAD COVID-19 - 76,3% dos sintomáticos no Brasil procuraram estabelecimento público de saúde, sendo mais frequente no Norte (85,5%) e Nordeste (82,5%) e menor no Sudeste (69,6%) e obviamente o cenário oposto em relação a estabelecimentos privados
Procura por estabelecimento de saúde por Gênero (PNAD COVID-19)
Procura por estabelecimento Público
Procura por estabelecimento Privado
Fonte: Elaboração própria baseada nos dados da PNAD COVID-19
Fonte: Elaboração própria baseada nos dados da PNAD COVID-19
Medicamentos e Práticas Integrativas
Plano de Saúde
PNAD - mulheres compraram e/ou tomaram remédio por conta própria ou por orientação médica mais que os homens
PNS - práticas integrativas mais fortes no Norte e Sul. Maior proporção de mulheres que utilizam práticas integrativas em comparação aos homens. Zonas Rurais usam mais práticas alternativas que a zona urbana.
PNS:
Sudeste (37,5%) maior e Norte (14,7%) menor, embora em ambas não são maioria
Mulheres, no Brasil, possuem mais planos de saúde do que homens.
(27% e 25%, respectivamente)
Proporção de utilização de práticas integrativas por zonas e regiões
Imersão Teórica
04.
Saúde e fatores socioeconômicos e regionais
Concentração da disponibilidade de UTIs em estados do Sudeste e Sul (COSTA; DO LAGO, 2020)
Percepção de saúde piores no Norte e Nordeste e atrelada a baixa renda e escolaridade (VIACAVA et al, 2019)
Serviços favoráveis aos mais ricos (ANDRADE et al, 2013)
Desigualdade de Gênero
Rendimento das mulheres era 22,3% menor dos homens; negros cerca de 27% abaixo da média enquanto que brancos 29,9% acima (PNAD Contínua de 2019)
Insegurança alimentar maior em domicílios chefiados por mulheres (CAMPOS et al, 2020)
Mulheres são maioria em trabalhos de cuidado (enfermeiras) e trabalhadoras domésticas (maior exposição ao vírus) (PINHEIRO; TOKARSKI; VASCONCELOS, 2020; SANTOS et al, 2020)
Mulheres usam mais farmácias públicas que homens (COSTA et al), mas diferença não é tão grande (0,7%) segundo PNAD
Desvantagens de mulheres da zona rural a respeito de oportunidade de acesso aos serviços de saúde (GALVÃO et al, 2019)
Comportamento relacionados à Saúde
Maior chance de mulheres autodeclararem negativamente sua saúde quando comparadas aos homens, tendo relação também com escolaridade e renda per capita (SOUSA et al, 2020)
Maior uso de medicamentos
pelo sexo feminino (COSTA et al)
Norte tem menor uso de anti-hipertensivos (MONTEIRO et al, 2019)
Considerações�Finais
04.
Primeiras teses
Existe diferença regional e entre gêneros na utilização de serviço de saúde antes e durante a pandemia
Foi constatado um fator comportamental nos cuidados à saúde entre homens e mulheres
Mulheres já eram maioria ao declarar suas condições de saúde como negativas
Limitações e sugestões de futuras análises
Referências
05.
ANDRADE, Mônica Viegas et al. Desigualdade socioeconômica no acesso aos serviços de saúde no Brasil: um estudo comparativo entre as regiões brasileiras em 1998 e 2008. Econ. Apl., Ribeirão Preto , v. 17, n. 4, p. 623-645, Dez. 2013. <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-80502013000400005&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 21 de set. 2020.
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