FECCIF24 – III Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – de 21 a 26 de Outubro de 2024
O projeto da Banca da Ciência no IFSP Campus Boituva, tem realizado ações de divulgação e comunicação da ciência, tratando de temas de diversas áreas das ciências da natureza como Física, Biologia, Química e Astronomia, por meio de oficinas em escolas de ensino fundamental e na internet, a partir de publicações em redes sociais. Como parte desse projeto, este trabalho tem como objetivo analisar a utilização de um modelo – Caixa Lunar - para promover o ensino sobre as fases da lua e possibilitar reflexões sobre exploração espacial. O engajamento, a criatividade e a mobilização de aprendizados interdisciplinares dos alunos foram estimulados a partir da construção de dessa caixa temática sobre a lua, o que possibilitou a compreensão da formação das chamadas fases da lua e dos conceitos envolvidos..
RESUMO
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
METODOLOGIA
Logo da sua instituição aqui Aluno3,
CAIXA LUNAR: Estratégias de Divulgação Científica em Astronomia
Ryan de Aquino Gomes¹, Vitória Aparecida Alves Nóbrega², Emerson Ferreira Gomes3
1Instituto Federal de São Paulo, Boituva, Brasil – Ryan.gomes@aluno.ifsp.edu.br
2Instituto Federal de São Paulo, Boituva, Brasil - vitória.nobrega@aluno.ifsp.edu.br
3Instituto Federal de São Paulo, Boituva, Brasil – emersonfg@ifsp.edu.br
A Astronomia é uma área que desperta bastante curiosidade nas crianças (Langhi; Nardi, 2009). Dentro desse tema, a Lua é um assunto que está vinculado a diferentes concepções prévias, algumas delas de forma equivocada (Iachel; Langhi; Scalvi, 2008). A construção de um modelo para explorar o tema, junto a alunos de ensino fundamental, pode se revelar uma estratégia bastante promissora por estimular os alunos a utilizarem a criatividade e fazendo-os interagir entre si e com os materiais.
Com o objetivo de divulgar informações sobre as fases da lua e esclarecer possíveis concepções equivocadas, o trabalho consistiu na criação de uma caixa temática dedicada à visualização das fases da lua, permitindo a experimentação e propiciando a reflexão sobre conceitos astronômicos. Os alunos foram envolvidos nas atividades de construção da Caixa Lunar com o objetivo de tornar o aprendizado mais engajador e acessível, estimulando o pensamento crítico e a curiosidade em astronomia.
A atividade foi dividida em duas fases: Elaboração, em que desenvolvemos o modelo e realizamos a sequência de atividades; e Comunicação, que acontece durante encontros com os estudantes nas oficinas. A primeira fase envolveu o desenvolvimento de atividades voltadas para a divulgação científica. Para isso, realizou-se uma pesquisa sobre produtos culturais, experimentos e propostas lúdicas que possam ser usados para promover atividades de divulgação científica. A segunda fase se concentra em comunicar a ciência em diferentes ambientes, seja por meio de oficinas em escolas ou exposições abertas à comunidade. Para a consolidação dessas etapas, nos valemos da articulação de referenciais socioculturais da educação que privilegiam a interação, o diálogo e a satisfação cultural dos estudantes (Freire, 2023; Vigotski, 2001; Snyders, 1988) com estudos de ciência, tecnologia e sociedade (Auler, 2003; Díaz; Alonso, 2003) e comunicação da ciência (Piassi et al., 2019; Gomes et al., 2017).
A Caixa Lunar foi construída de forma a resultar em uma caixa com interior totalmente preto e com uma bola de isopor branca - representando a lua - fixada em uma das faces da caixa por um palito de madeira. Quatro faces da caixa foram perfuradas de maneira a criar quatro janelas por onde os alunos fizeram observações. Uma das faces já perfuradas serviu, também, para uma segunda abertura que foi adaptada para permitir a entrada de luz a partir de uma lanterna – representando o sol. Com a lanterna ligada foi possível visualizar o espalhamento da luz sobre a bola de isopor branca pelas quatro diferentes janelas, simulando as quatro fases da lua. As orientações para a montagem foram dadas em sala e, então, os alunos fizeram suas caixas. A execução dessa atividade evidenciou quão possível é atingir a difusão do conhecimento científico utilizando materiais de baixo custo e com o auxílio de explicações simples e compreensíveis para a faixa etária em questão, atingindo com sucesso uma maneira divertida de educação e aquisição de saberes, ressaltando a experimentação como parte fundamental para a divulgação de conhecimentos científicos. Observamos que a Caixa Lunar gerou interesse nos estudantes do ensino fundamental, promovendo interações, expressões de satisfação entre os estudantes e aguçando a curiosidade das crianças. Temos verificado que esse tipo de atividade permite um engajamento das crianças em relação aos temas científicos. Por fim, os resultados destacaram a importância de iniciativas interativas para a educação científica.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
REFERÊNCIAS
CONCLUSÃO
A Caixa Lunar permitiu uma experiência interativa e educativa, que simula as fases da lua e permite reflexões sobre a exploração espacial, trazendo conceitos de astronomia à vida, reforçando o valor da educação prática e experimental no desenvolvimento do conhecimento astronômico e científico.
AULER, Decio. Alfabetização científico-tecnológica: um novo" paradigma"?. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 5, n. 1, p. 69-83, 2003.
DÍAZ, José Antonio Acevedo; ALONSO, A. VÁZQUEZ; MAS, Maria Antonia M. Papel de la educación CTS en una alfabetización científica y tecnológica para todas las personas. Revista Electrónica de Enseñanza de las ciencias, v. 2, n. 2, p. 80-111, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2013.
GOMES, Emerson F. et al. Sob o Olhar das Lentes: Uma Proposta de Divulgação Científica na Escola a partir do Projeto Banca da Ciência. Revista Interdisciplinar de Tecnologias e Educação, v. 3, p. 1, 2017.
IACHEL, Gustavo; LANGHI, Rodolfo; SCALVI, Rosa Maria Fernandes. Concepções alternativas de alunos do ensino médio sobre o fenômeno de formação das fases da Lua. Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia, n. 5, p. 25-37, 2008.
LANGHI, Rodolfo; NARDI, Roberto. Ensino da astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 31, p. 4402-4412, 2009.
PIASSI, Luís Paulo et al. Science Stand: A Brazilian Activist Science & Technology Outreach Initiative. Journal for Activist Science & Technology Education (JASTE), v. 10, p. 1-11, 2019.
SNYDERS, Georges. A Alegria na Escola. São Paulo: Ed. Manole, 1988.
VIGOTSKI. Lev S. A Construção do Pensamento e da Linguagem. São Paulo. Editora Martins Fontes. 2001.