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IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÓNIO

História e cultura das artes

Elaborado por: Joana Agostinho, Gustavo Perdiz e Miguel Dorropio

Técnico de turismo ambiental e rural

Escola Secundária Conde de Monsaraz

2022/2023

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Reguengos de Monsaraz

  • Reguengos de Monsaraz é, desde 2004, uma cidade portuguesa, no distrito de Évora, na região do Alentejo e na sub-região do Alentejo Central, com 6 773 habitantes (2021).
  • Tornou-se sede de concelho pela primeira vez em 1838 (substituindo a anterior sede do concelho na vila de Monsaraz) e definitivamente em 1851. Foi elevada à categoria administrativa de vila em 1840 e elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004.
  • Reguengos, é um dos quatro municípios que compõem a área suburbana de Évora.

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Turismo:

De todos os municípios que compõem o distrito de Évora, Reguengos de Monsaraz destaca-se pela vasta oferta em termos de turismo rural de alta qualidade[parcial] (nomeadamente de turismo de habitação), ao longo da extensa encosta de Monsaraz sobre o Rio Guadiana e Albufeira de Alqueva. Reguengos de Monsaraz foi a Cidade Europeia do Vinho em 2015.

Economia:

O sector primário emprega 17,9% da população residente, devido, maioritariamente, à vinha, da qual resulta a elevada produção de vinhos do município.

Município de Reguengos:

Está dividido por 4 freguesias, sendo elas: Campo e Campinho; Corval; Monsaraz e Reguengos de Monsaraz.

Alguns patrimónios:

Ermida de São Pedro ou Antiga Igreja Matriz de São Pedro; Azinhalinho; Fortificações da Vila de Monsaraz; Castelo de Esporão ou Torre do Esporão; Castelo Velho do Degebe

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Reguengos no Séc. XVIII/XIX

  • Por volta do século XVIII, Reguengos desdobrava-se em duas aldeias, a de Cima e a de Baixo, sendo que nesta última existia uma ermida dedicada a Santo António. Depois estas aldeias sofreram um grande impulso demográfico e urbanístico, sobretudo o núcleo formado em torno da ermida de Santo António, que ficou patente na ação dos seus moradores no que toca à pastorícia, aos lanifícios e à lavra das vinhas.
  • No século seguinte (XIX) o explosivo salto económico das aldeias dos Reguengos (derivado da elaboração da fábrica de lanifícios) constituiu uma força de progresso técnico e desenvolvimento da vila que, a par do crescimento populacional, está por trás das bases administrativas que conduzem à primeira transferência da sede de concelho de Monsaraz para a Aldeia dos Reguengos.
  • Em 1852, aparece com a sua própria comarca e tem início o primeiro mandato de Manuel Augusto Mendes Papança, a maior personalidade do concelho. É durante o período de vigência de Papança que a vila sofre grandes alterações urbanísticas. Desde logo, delinearam-se novas ruas compridas, adaptaram-se os antigos caminhos e dotou-se a vila de um novo centro. Com efeito, o principal centro da vila deslocou-se da Praça de Santo António para a Praça da Liberdade, onde foram construídos os novos Paços do Concelho.

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  • Esta expansão do final do século XIX contribuiu para unificar os núcleos de Reguengos de Cima e de Baixo.
  • Característico da mudança do século é o aparecimento de unidades industriais, como as moagens e a nova central elétrica (1904), que se adaptaram aos antigos edifícios abandonados. A acompanhar este crescimento industrial, aparece neste início de século, a estação de caminho-de-ferro, que iria revolucionar os transportes de pessoas e de mercadorias e, principalmente, alargar o núcleo da vila com uma artéria de ligação que pouco a pouco era rodeada de casas de habitação.

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Planta de Reguengos Séc. XIX

Reguengos hoje em dia

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Igreja Matriz de Santo António

  • As suas raízes históricas remontam ao ano de 1887, com a determinação da Junta de Paróquia de Reguengos de edificar uma igreja em terrenos mais próximos dos novos Paços do Concelho e, assim, aumentar o número de fiéis.
  • Após a deliberação da Junta de Paróquia, encomendou-se o projeto ao ilustre arquiteto António José Dias da Silva, que traçou o edifício com o espírito romântico da época gótica-manuelina.
  • Em substituição da antiga ermida de Santo António e continuando a professar ao mesmo santo, a primeira pedra viria a ser lançada no dia 27 de outubro de 1887.
  • No dia 25 de agosto de 1912 procedeu-se, finalmente, à sua inauguração.

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Quanto à sua composição

  • A igreja tem forma de cruz latina e uma torre sineira a meio da fachada. O seu interior é constituído por três naves, ladeadas por cinco altares, transepto saliente e três capelas na zona da cabeceira.
  • Do exterior podem-se realçar os grandes arcobotantes e a torre sineira (o que a torna num dos melhores exemplos de igrejas neogóticas em Portugal).
  • Mais tarde, na sequência do Concílio Vaticano II, veio a sofrer obras de adaptação à ordenação determinada pela reforma litúrgica.

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  • O edifício construído não correspondeu fielmente ao projeto inicial, o que se deve a dois factores: a ausência de acompanhamento da construção da igreja por parte do arquiteto e a escassez de recursos económicos; assim, o projeto da torre foi adulterado com a edificação de dois pequenos torreões poligonais, adossados no seu alçado anterior, e o coruchéu viu-se reduzido a c. de metade da sua altura, bem como adornado por um varandim não projetado pelo arquiteto; estas modificações resultaram na alteração da proporção e volumetria do projeto inicial e, consequentemente, na castração da harmonia prevista para o edificado.
  • O revestimento original dos paramentos interiores, a escaiola a imitar o mármore e que se encontra hoje oculto pela cal branca, subsiste visível no teto do primeiro andar da torre. A igreja possui um considerável espólio de mobiliário joanino e de ourivesaria.

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�Alguns materiais utilizados

  • Alvenaria de tijolo rebocada e caiada;
  • Granito em molduras de vãos de porta e janelas, degraus, embasamento exterior da igreja e muro que delimita o adro;
  • Mármore nos pavimentos, no revestimento do primeiro registo das paredes da capela-mor e da parede do altar da capela colateral S., rodapé das capelas da cabeceira, pia baptismal e mesas de altar;
  • Madeira no pavimento do transepto e naves, portas e guarda-ventos, balaustradas junto à zona de altar, varandins do transepto, escadas para as tribunas, mobiliário, altares e estruturas no interior da torre sineira, no último andar;
  • Xisto no pavimento exterior, na continuidade dos contrafortes, no segundo piso da torre e escamas que revestem o telhado; vitrais.