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Discussão de Casos Clínicos

Radiologia do Abdome

LALESKA FAINA GARCIA

Fellow de abdome da Escola Paulista de Medicina

Coordenação: Giuseppe D'Ippolito e Daniel Bekhor

https://conferenciaweb.rnp.br/conference/rooms/ddi-abdomen/invite

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Caso Clínico

Identificação: D.D.P, masculino, 62 anos, 36049194

HPMA: Com diagnóstico prévio há 30 anos de esquistossomose hepatoeslênica. Em 2011 necessitou de correção de aneurisma de veia esplênica via embolização, cursando com infarto esplênico e esplenectomia. Ao longo do tempo, refere surgimento de hérnia umbilical, que vem apresentando aumento progressivo.

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Caso Clínico

30 dias vem apresentando aumento do volume de saco herniário, além de saída de conteúdo fecal, com evacuações exclusivamente por fístula enterocutânea desde o início do quadro.

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TOMOGRAFIA DE ABDOME

04/03/2026

AXIAL

AXIAL

CORONAL

CORONAL

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SAGITAL

AXIAL

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AXIAL

SAGITAL

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Qual o tipo de fístula enterocutânea mais comum?

A) Neoplásicas.

B) Traumáticas

C) Iatrogênicas.

D) Inflamatórias.

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Qual o tipo de fístula enterocutânea mais comum?

A) Neoplásicas.

B) Traumáticas

C) Iatrogênicas.

D) Inflamatórias.

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FÍSTULAS ENTEROCUTÂNEAS

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DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

  • Uma fístula é uma conexão anormal entre duas superfícies epitelizadas.

  • As fístulas podem se formar entre dois espaços ocos, incluindo vasos sanguíneos, intestino, vagina, bexiga e pele.

  • As fístulas são subdivididas em duas categorias: internas e externas.

  • Internas (enterocólicas, ileossigmoides e aortoentéricas).

  • Externas (fístulas enterocutâneas, enteroatmosféricas e retovaginais).

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DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

  • Estima-se que 80% das fístulas enterocutâneas sejam de origem iatrogênica, secundárias à cirurgia. Complicações cirúrgicas: como enterotomias ou deiscência da anastomose intestinal.

  • 20%: Doença de Crohn /Radiação/Neoplasias/Trauma / isquemia.

Fístulas

ml

Fístulas de baixo débito

< 200 ml por dia

Fístulas de alto débito

> 500 ml por dia

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FISIOPATOLOGIA

  • A fisiopatologia de uma fístula enterocutânea é simples, pois nada mais é do que uma conexão aberrante entre o intestino e a pele.

  • Qualquer fator que cause uma comunicação potencial entre o intestino e a epiderme pode levar ao desenvolvimento de uma fístula enterocutânea.

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FISIOPATOLOGIA

  • Lembrar os fatores que tornam a formação de fístulas favorável e improvável de regredir espontaneamente:

F

Corpo estranho

R

Radiação

I

Inflamação ou infecção

E

Epitelização do trajeto da fístula

N

Neoplasia

D

Obstrução distal

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MÉTODOS DE IMAGEM

  • TC com contraste (padrão-ouro)
    • oral ± endovenoso

  • Fistulografia (em casos selecionados).

  • RM (principalmente em doença inflamatória crônica).

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DESFECHO

  • 90% fecham espontaneamente (até ~5 semanas) - Controle do débito e nutrição (preferência parenteral).

  • Cirurgia (se necessário) - Após 2/3 meses.

  • Prognóstico melhor : Baixo débito e trajeto longo - Resolução definitiva: 95% (com manejo adequado)

  • Manejo multidisciplinar.

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O que eu aprendi com o caso

Identificar trajeto

Origem

Complicações

Fatores que impedem fechamento

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Referências

  1. Ballard DH, Erickson AEM, Ahuja C, Vea R, Sangster GP, D'Agostino HB. Tratamento percutâneo de fístulas enterocutâneas e complexos abscesso-fístula. Dig Dis Interv. 2018 Jun; 2 (2):131-140. [ Artigo gratuito do PMC ] [ PubMed ]
  2. Rodrigues-Pinto E, Morais R, Macedo G. Colocação combinada de clipe sobre o endoscópio e laço destacável para fechamento de fístula enterocutânea. Endoscopy. 2019 Set; 51 (9):E247-E248. [ PubMed ]
  3. Stevens TW, D'Haens GR, Duijvestein M, Bemelman WA, Buskens CJ, Gecse KB. Precisão diagnóstica da calprotectina fecal em pacientes com fístulas perianais ativas. Gastroenterol Europeu Unido J. 2019, maio; 7 (4):496-506. [ Artigo gratuito do PMC ] [ PubMed ]
  4. Li B, Shamah S, Swei E, Chapman CG. Fechamento endoscópico de fístula enterocutânea refratária por meio de um plugue fistuloso com fixação e sutura da mucosa. VideoGIE. 2019 maio; 4 (5):203-205. [ Artigo gratuito do PMC ] [ PubMed ]
  5. Sunday-Adeoye I, Eni UE, Ekwedigwe KC, Isikhuemen ME, Daniyan BC, Yakubu EN, Eliboh MO, Uguru IE. Fístula enterocutânea coexistindo com fístula enterovesical: uma complicação rara da cistectomia ovariana. Afr J Reprod Health. 2019 Mar; 23 (1):139-149. [ PubMed ]

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