Athena Cursos – Física - Cinemática
Prof. Celso Costa
O que é um sistema massa–mola?
Um sistema massa–mola é, basicamente, uma massa presa na extremidade de uma mola que pode se mover para frente e para trás.�Quando você puxa a massa e depois solta, ela começa a oscilar: vai para um lado, volta, passa pelo ponto central, vai para o outro lado e assim por diante.�Esse tipo de movimento, quando não há atrito nem forças externas atrapalhando, é chamado de Movimento Harmônico Simples (MHS).
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Na vida real, você encontra algo parecido em:
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A Lei de Hooke: a mola empurra de volta
Toda mola obedece, até certo ponto, a uma regra muito simples: quanto mais você estica ou comprime, mais ela empurra de volta para a posição normal.�Essa regra é a Lei de Hooke:
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Ponto de equilíbrio: onde tudo “para”
O ponto de equilíbrio é a posição onde todas as forças se anulam.
Se for estudar as oscilações, é mais fácil medir os deslocamentos a partir do ponto de equilíbrio, porque ali é onde as contas ficam limpas — a gravidade “sai da jogada” quando você mede a partir do equilíbrio.
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Como o movimento começa
Se a massa estiver parada no equilíbrio, nada acontece.�Mas, se você deslocar a massa um pouco e soltar, ela começa a oscilar:
Esse “vai e vem” se repete de forma periódica.
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O PERÍODO
demonstração matemática
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O PERÍODO
Onde:
T = período (s)
m = massa (kg)
k = constante elática (N/m)
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Vale notar que:
1. o período de oscilação depende da massa do corpo e da constante elástica da mola; não depende da aceleração da gravidade nem mesmo da elongação máxima A (amplitude de oscilação);
2. no nosso estudo, o sistema massa-mola será considerado conservativo, ou seja, não perde nem ganha energia;
3. o período é o mesmo se o corpo oscilar na horizontal, na vertical ou em um plano inclinado.
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Exemplo 1 — Calculando o período
Uma massa de 0,50 kg está presa a uma mola de 200N/m.�Qual o período de oscilação?
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DINÂMICA
DO
MHS
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Iniciaremos nosso estudo sobre energia no MHS com a
energia potencial elástica da mola, que pode ser obtida pela expressão:
No Sistema Internacional (SI), a energia será dada
em joules (J).
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Para o MHS, a energia potencial elástica é nula no
ponto de repouso da mola, em que x = 0.
Nas extremidades, x = –A e x = +A, a energia potencial é máxima e pode ser obtida, substituindo-se o x
pela amplitude A:
-A
A
x
Logo:
X = A
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Desta forma podemos construir o gráfico da energia potencial elástica em função da elongação x.
Como temos uma função de 2º grau, será uma parábola, com energia potencial nula no ponto x=0.
x
x
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Energia mecânica
A força elástica que atua sobre o corpo é conservativa;
logo, desprezados os atritos, temos um sistema conservativo. Pela lei da conservação da energia, desprezando-se os atritos, a energia mecânica do sistema é constante e pode ser obtida por:
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Energia mecânica
Nos extremos do movimento, a energia cinética é nula, logo, a energia potencial elástica é máxima. Assim temos:
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Energia cinética
Sabe-se que a velocidade do corpo é nula nos extremos, para que ocorra inversão do movimento. A velocidade é máxima, em módulo, no ponto de elongação nula. Assim, pode-se afirmar que a energia cinética máxima é dada por:
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Lembrando que a função horária da velocidade, no
MHS, é:
v = –ω · A · sen θ,
temos que a velocidade máxima equivale a:
v = ω · A
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Assim, a energia cinética máxima é:
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Ou ainda:
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A energia cinética máxima ocorre quando x = 0;
assim, ela também pode ser obtida pela expressão:
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Pode-se construir o gráfico da energia cinética em
função da elongação x. Como na energia potencial
elástica a função é do 2o grau e por ter o valor máximo
em x = 0, a concavidade é para baixo. Logo:
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Em resumo:
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(PUC-MG) Uma partícula de massa 0,5kg move-se sob ação de apenas uma força, à qual está associada uma energia potencial Ep cujo gráfico em função de x está representado na figura abaixo.
Esse gráfico consiste em uma parábola passando pela origem. A partícula inicia o movimento a partir do repouso, em
x= -2,0m. Pede-se:
a) Sua energia mecânica
b) A velocidade da partícula ao passar por x=0
c) A energia cinética da partícula ao passar por x=1m.
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