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Estudo de Presença de Microplásticos em Amostras de Água de Diferentes Fontes

Felipe Gonzaga Santos1 , Dayse Crystyne Sobral Lima1, Carlos Eduardo da Silva Cavalcante2, Lucas Nolasco Sales2, Maria Sofia Vasconcelos Azevedo2, Rafael Ferreira Reis dos Santos2, Vinícius Cauã Vieira Souza2

Colégio CEA

santosfelipegonzaga@gmail.com

Resumo

Metodologia

Resultados

CONCLUSÕES

Agradecimentos

Os materiais encontrados nas amostras analisadas foram classificadas em “objetos”, no total foram encontrados 12 objetos de diferentes formas, cores e tipos. A análise morfológica revelou que os fragmentos e as fibras são as formas mais prevalentes, correspondendo a 40% e 50% do total, respectivamente. A presença de fragmentos sugere a degradação de objetos plásticos maiores por processos mecânicos e fotoquímicos, enquanto a alta incidência de fibras indica a contaminação por efluentes de lavanderias e a degradação de cordas e redes de pesca, como observado nas figuras 2-5.

O artigo discute os microplásticos, partículas de plástico menores que 5 mm, que se dividem em primários (produzidos em pequena escala) e secundários (fragmentos de plásticos maiores). O texto alerta para a bioacumulação dessas partículas na cadeia alimentar, afetando organismos marinhos e terrestres, inclusive humanos. O estudo destaca os potenciais riscos à saúde, como inflamação pulmonar, e a dificuldade de remoção em estações de tratamento. Por fim, o texto menciona a situação no Brasil, onde a poluição por microplásticos em águas doces é preocupante, principalmente na região Sudeste e na Amazônia, onde pesquisas apontam sérios impactos ambientais.

  • Identificar os tipos de microplásticos encontrados nas diferentes fontes de água.
  • Analisar os impactos ambientais e na saúde humana causado pelos microplásticos;
  • Classificar os microplásticos em esfera, espuma, pellet, feixe de fibra, fibra, filme ou fragmentos.

Objetivos

Os resultados obtidos confirmam a presença de microplásticos em diferentes fontes de água analisadas, incluindo água do mar, encanada e engarrafada mineral “Marca A” e “Marca B”. A identificação de fragmentos com coloração artificial, formas irregulares e texturas plásticas reforça a gravidade da poluição por microplásticos e a sua onipresença no ambiente. Como ponto positivo, o trabalho contribui para a ampliação do conhecimento sobre a contaminação hídrica por microplásticos, fornecendo evidências visuais e comparativas que podem auxiliar em futuros monitoramentos ambientais.

Entre as limitações do estudo, destaca-se a análise restrita a poucas amostras e a dependência de observações visuais microscópicas, que, embora relevantes, não permitem a caracterização química definitiva dos fragmentos. Dessa forma, os resultados devem ser interpretados como indicativos, e não conclusivos, acerca da composição dos materiais encontrados. Perspectivas futuras incluem a utilização de técnicas analíticas complementares, como espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR).

Referências

1. ATKINS, Peter; JONES, Loretta. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.

 

2. ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. From Pollution to Solution: a global assessment of marine litter and plastic pollution. Nairobi: UNEP, 2021. Disponível em: https://www.unep.org/resources/pollution-solution-global-assessment-marine-litter-and-plastic-pollution . Acesso em: 22 jul. 2025.

 

3. NATURE COMMUNICATIONS. Macroplastic degradation as a major source of microplastics in the environment. Nature Communications, v. 11, 2020. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41467-020-17201-9 . Acesso em: 22 jul. 2025.

Figura 2. Amostra água do mar. (Fonte: Autores, 2025)

Figura 3. Amostra água Encanada. (Fonte: Autores, 2025)

Figura 4. Amostra água Marca A. (Fonte: Autores, 2025)

Figura 4. Amostra água Marca B. (Fonte: Autores, 2025)

Figura 1. Esquema da metodologia. (Fonte: Autores, 2025)