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MARÍLIA

FERREIRA

LÍNGUA PORTUGUESA

(LITERATURA)

ROMANTISMO: ROMANTISMO NO BRASIL

POESIA DE GONÇALVES DIAS

11/04/2022

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1ª Geração

Indianista ou Ufanista

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Natureza

Sentimentalismo

Religiosidade

Ufanismo e Nacionalismo

Iracema, José Maria de Medeiros.

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Gonçalves Dias

1º poeta da Geração Romântica

Poesia indianista

Caxias-MA

Baixo dos Atins-MA

Um dos melhores poetas líricos

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Características

Indianista – coragem e valentia do índio (herói)

Amor – ecoa os sofrimentos vividos em seu malogrado relacionamento afetivo com Ana

Natureza – elementos que conduzem pensamentos a Deus

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Principais obras

I Juca Pirama

Marabá

Canto do Piaga

Canção do Tamoio

Leito de folhas verdes

Canção do Exílio

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I Juca Pirama – Trecho IV

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  • I-Juca Pirama é um poema que narra a história de um índio tupi que é capturado pela tribo rival e será morto em um ritual de antropofagia. Ao implorar para que seus inimigos o libertem para que ele pudesse cuidar do pai, cego e sozinho, eles o consideram covarde e o deixam ir. Quando volta para seu pai, este sabendo o que havia acontecido, fica indignado e renega o filho, pois para a tribo não aceitar a derrota era uma desonra.
  • O poema traz a imagem de I-Juca como índio corajoso, humilde e generoso, que preferiu parecer covarde do que deixar o pai, dependente dele, sozinho.
  • Algumas marcas de efeito foram inseridas por Gonçalves Dias, como a sonoridade das rimas que produz a musicalidade do poema e a disposição das sílabas tônicas, que confere a ele ritmo que lembra o toque do tambor indígena.

ATIVIDADE

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Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Canção do Exílio

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Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,

Já solta o bogari mais doce aroma!

Como prece de amor, como estas preces,

No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,

Correm perfumes no correr da brisa,

A cujo influxo mágico respira-se

Um quebranto de amor, melhor que a vida!

Leito de Folhas Verdes

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Hora do pôr do sol? - hora fagueira,

Qu’encerras tanto amor, tristeza tanta!

Quem há que de te ver não sinta enlevos,

Quem há na terra que não sinta as fibras

Todas do coração pulsar-lhe amigas,

Quando desse teu manto as pardas franjas

Soltas, roçando a habitação dos homens?

Há i prazer tamanho que embriaga,

Há i prazer tão puro, que parece

Haver anjos dos céus com seus acordes

A mísera existência acalentado!

(Gonçalves Dias, trecho de “A Tarde”)

1. Os versos acima exemplificam a característica do poeta e romântica que abordam

  1. o sentimentalismo romântico que aponta para a desilusão amorosa.
  2. o nacionalismo que exalta a beleza exótica da natureza brasileira.
  3. o escapismo em que a morte representa a libertação da vida material.
  4. a projeção do estado de espírito do poeta nos elementos da natureza.
  5. o pessimismo e da melancolia, configurando o chamado “mal do século”.

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Final feliz - Jorge Vercillo

Chega de fingir

Eu não tenho nada a esconder

Agora é pra valer

Haja o que houver.

Não tô nem aí

Eu não tô nem aqui pro que dizem

Eu quero é ser feliz

E viver pra ti

Pode me abraçar sem medo

Pode encostar tua mão na minha

Meu amor

Deixa o tempo se arrastar

Sem fim

Meu amor

Não há mal nenhum gostar assim

Oh, meu bem!

Acredite no final feliz

Oh meu amor, meu amor...

Disponível em: Acessado em: 13 Out.201

2. O Romantismo, tal qual os demais estilos de época, se

caracteriza por determinados aspectos que lhe são peculiares, levando em consideração todo um contexto social reinante. Em face da realidade dominante nos dois textos

  1. apresenta uma realidade circundante pela busca da espiritualidade/religiosidade.
  2. contrapõe uma visão terrena contra a religião sendo capaz de superar as mazelas do mal do século.
  3. quase sempre tida como opressora, despertava um instinto de revolta e indignação por parte de seus integrantes.
  4. toda a melancolia e pessimismo que rondavam o cotidiano dos escritores que viveram na referida época e o amor não correspondido.
  5. por uma intensa subjetividade, os autores românticos preconizavam a liberdade de criação no que se refere à temática, o que acontece na canção.

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Dos Gamelas um chefe destemido,

Cioso d’alcançar renome e glória,

Vencendo a fama, que os sertões enchia,

Saiu primeiro a campo, armado e forte

Guedelha e ronco dos sertões imensos,

Guerreiros mil e mil vinham trás ele,

Cobrindo os montes e juncando as matas,

Com pejado carcaz3 de ervadas setas

Tingidas d’urucu, segundo a usança

Bárbara e fera, desgarrados gritos

Davam no meio das canções de guerra.

Chegou, e fez saber que era chegado

O rei das selvas a propor combate

Dos Timbiras ao chefe. –– “A nós só caiba,

(Disse ele) a honra e a glória; entre nós ambos

Decida-se a questão do esforço e brios.

Estes, que vês, impávidos guerreiros

São meus, que me obedecem; se me vences,

São teus; se és o vencido, os teus me sigam:

Aceita ou foge, que a vitória é minha.”

3. A cena de luta entre dois guerreiros, narrada logo no início de Os Timbiras, também revela uma situação comunicativa. A conversa entre dois guerreiros revela

  1. a idealização de personagens frágeis e evasivas diante do tédio.
  2. o nacionalismo condoreiro que foi a grande marca do engajamento romântico.
  3. o nacionalismo a partir da retratação fiel do passado histórico brasileiro.
  4. a reprodução de temas e heróis inspirados no comportamento dos cavaleiros medievais.
  5. o sarcasmo autodestrutivo que caracterizou o gosto romântico pelo tema da morte.

DIAS, Gonçalves. Os Timbiras: poema americano. Salvador: Progresso, 1956

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4. A respeito de I-Juca Pirama, o belo poema de Gonçalves Dias, pode-se afirmar que

  1. trata-se de um poema lírico, onde não se percebem momentos de intensa dramaticidade.
  2. não há multiplicidade de ritmos e metros, caracterizando sua monotonia formal.
  3. trata-se de um poema intensamente autobiográfico.
  4. desenvolve o forte amor platônico de Lindóia.
  5. trata-se de um poemeto épico, onde o indianismo é exaltado.

I-Juca Pirama

Meu canto de morte

Guerreiros, ouvi:

Sou filho das selvas,

Nas selvas cresci;

Guerreiros, descendo

Da tribo tupi

Da tribo pujante,

Que agora anda errante

Por fado inconstante,

Guerreiros, nasci:

Sou bravo, sou forte,

Sou filho do Norte;

Meu canto de morte,

Guerreiros, ouvi.

Gonçalves Dias

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