Introdução ao
Jornalismo de Dados
Vamos começar do começo…
O jornalismo de dados é a produção jornalística baseada na análise de bases de dados em busca de histórias com relevância para a sociedade.
O jornalismo de dados é a produção jornalística baseada na análise de bases de dados em busca de histórias com relevância para a sociedade.
Mas se engana quem pensa que o jornalismo de dados é coisa nova…
Outra colaboração importante foi do engenheiro e estatístico francês Charles Joseph Minard, que representou em gráficos as perdas do exército de Napoleão Bonaparte na invasão da Rússia, entre 1812 e 1813.
A representação ganhou notoriedade por conseguir reunir o número de tropas, a distância, temperatura do lugar, latitude e longitude e direção da viagem. Além, é claro, da localização e das datas específicas.
Da esquerda para a direita, o gráfico mostra a distância percorrida pelo exército francês em direção a Rússia, enquanto a espessura é relativa ao número de soldados, diminuindo ao decorrer das mortes dos mesmos. Abaixo, a variação da temperatura, diminuindo ao longo do tempo.
Em sua primeira edição, no dia 5 de maio de 1821, o jornal britânico The Guardian conseguiu uma lista vazada com informações sobre as escolas e o número de alunos de cada uma delas nas cidades de Manchester e Salford, na Inglaterra.
O objetivo era calcular o gasto médio do governo britânico com cada instituição e o número de alunos que recebia uma educação gratuita e, consequentemente, eram crianças pobres.
A lista revelou que o número de alunos era maior do que o veiculado pelo governo.
Em 1858, a enfermeira e estatística britânica Florence Nightingale desenhou este gráfico.
Apesar de não ser jornalista, Nightingale colaborou de forma expressiva com a melhora do serviço de saúde do exército britânico, elaborando um gráfico que ficou conhecido como “crista de galo”. Ela queria demonstrar serem as doenças preveníveis, e não tiros, as grandes responsáveis pelos números de mortes da época.
Na imagem ela usa gráficos de barras circulares, divididos em 12 seções representando os meses do ano. Cada cor representa uma causa de mortalidade: infecções hospitalares (azul), ferimentos de guerra (vermelho), e a outras causas (preto).
Isso tudo era feito manualmente, com jornalistas debruçados fazendo perguntas para montanhas de papéis.
Mas tudo muda com a chegada dos computadores.
Com a chegada dos computadores nas redações, o jornalismo começa a aliar métodos de análise e pesquisa das ciências sociais com as facilidades disponibilizadas pelas máquinas. Surge assim, a RAC (Reportagem com Auxílio do Computador), método jornalistico que utilizava o computador para fazer perguntas.
O uso de computadores para a coleta e análise de dados teve a sua primeira aparição em 1952, quando a rede de tv americana CBS utilizou um computador e fórmulas matemáticas para prever o resultado das eleições norte-americanas daquele ano.
Mas tudo muda após a explosão de dados e ao maior acesso aos computadores e a internet.
Este é Philip Meyer, considerado o pioneiro no uso de métodos científicos de análise de dados no jornalismo.
Para ele, essa abundância de dados é um divisor, inclusive na forma com que jornalistas trabalham com dados atualmente. Se antes, a informação era escassa e a maior parte dos esforços se concentrava na busca pelos dados, hoje ela é abundante e processá-la se tornou uma tarefa muito mais complexa para o jornalista.
Jornalismo com dados
X
Jornalismo de Dados
A reportagem ao lado usa dados. Qual é o seu lide?
O que é mais importante?
R: Os dados
E nesta reportagem?
Qual é o lide?
R: A história por trás dos dados
Exemplos
Exercício
Faremos o exercício de “fonte reversa”. A ideia é fazer o caminho inverso ao que o jornalista fez na hora de escrever a reportagem.
Nossas tarefas:
1º: Identificar uma reportagem de jornalismo de dados feita com dados publicos.
2º: Identificar o dado utilizado nesta reportagem.
3º: Encontrar onde este dado está disponível.
https://bit.ly/aulajornalismodados