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DESENVOLVIMENTO DE GALHAS FOLIARES DE Dipteryx alata VOGEL (FABACEAE): PRINCIPAIS ETAPAS HISTOLÓGICAS

Ester Glória FÉLIX, Maísa Barbosa SANTOS, Mateus da Silva SOUZA, Diego Ismael ROCHA, Vinícius Coelho KUSTER. E-mail: viniciuskuster@ufj.edu.br

Indutores de galhas modificam o crescimento normal de tecidos e órgãos vegetais, através de alterações nos seus padrões morfogênicos. A criação da galha possibilita ao indutor abrigo, alimentação e proteção, direta ou indireta, contra inimigos naturais e fatores abióticos. O processo de rediferenciação dos tecidos da planta hospedeira pode ser considerado o principal gatilho para a formação da galha. Assim, estudos de desenvolvimento podem fornecer subsídios para entendimento de como o galhador manipula a morfogênese vegetal para o seu próprio benefício. O objetivo do presente trabalho foi descrever o desenvolvimento da folha não-galhada e da galha foliar em Dipteryx alata Vogel, buscando as principais etapas e mecanismos para a formação de suas galhas.

Figura 1: Morfologia e anatomia da folha não galhada e da galha. A- Folha não galhada jovem; B- Folha não galhada madura; C- Galha jovem; D- Galha madura.

INTRODUÇÃO

MATERIAL E MÉTODOS

D. alata é uma espécie arbustiva-arbórea que ocorre dentro do campus Jatobá da Universidade Federal de Jataí. Foram realizadas coletadas de folhas não galhadas e galhadas, ambas jovens e maduras, de 5 indivíduos. As amostras foram fixadas em FAA50, incluídas em historesina, cortadas em micrótomo rotativo e coradas com azul de toluidina 0,05%.

RESULTADOS

A folha não-galhada jovem possui epiderme unisseriada, com células isodiamétricas a levemente retangulares (Figura 1A). O mesofilo estava em diferenciação de homogêneo para heterogêneo do tipo dorsiventral, com parênquima paliçádico compacto e células isodiamétricas a levemente alongadas (Figura 1A). O parênquima lacunoso apresenta células isodiamétricas e compactas (Figura 1A). No sistema vascular, o protoxilema apresentou-se diferenciado, enquanto que o metaxilema e o floema encontraram-se em formação (Figura 1A). A folha não-galhada madura é simples, com o limbo foliar verde e pecíolo alado (Figura 1B). O mesofilo é do tipo dorsiventral, com duas camadas de parênquima paliçádico alongadas e com parênquima lacunoso braciforme contendo espaços intercelulares (Figura 1B). A cavidade secretora pouco se modificou. Os feixes colaterais estavam diferenciados, com maturação da extensão de bainha dos feixes de menor calibre (Figura 1B).

A galha jovem apresenta células epidérmicas alongadas periclinalmente (Figura 1C). O mesofilo se compactou, obtendo características homogêneas. Hiperplasia e hipertrofia ocorrem nas células do parênquima paliçádico e no lacunoso, com alongamento anticlinal nas células do parênquima lacunoso. (Figura 1C). O parênquima paliçádico apresentou citoplasma denso, vacúolos pequenos, além da manutenção dos cloroplastos (Figura 1C). A câmera larval é curta, com células reduzidas e achatadas ao seu redor. O ostíolo é aberto. A galha madura é verde, globoide e intralaminar (Figura 1D). A câmara larval pouco se modificou em tamanho, mantendo o ostíolo aberto. O córtex da galha é composto por células alongadas e com poucos espaços intercelulares (Figura 1D).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através da rediferenciação dos tecidos foliares de Dipteryx alata, seguidos por etapas de hiperplasia e hipertrofia, o galhador promoveu grandes�

alterações na estrutura organizacional do tecido foliar, com aquisição de novas funcionalidades. Essa nova organização levou ao surgimento de uma galha globoide, verde e intralaminar.

FIGURA A

FIGURA B

FIGURA C

FIGURA D