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Daylet Gutierrez Martinez; Alexis Borges Lobaina; Darlis Arlet Gutierrez Martinez; Benito Rolando Gutierrez Martinez

TUBERCULOSE EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE 2020 A 2024

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INTRODUÇÃO

A tuberculose permanece como um agravo relevante entre profissionais de saúde. O risco de infecção nos profissionais de saúde é de três a vinte vezes maior em comparação à população geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui esses trabalhadores entre as populações prioritárias para rastreamento da infecção latente.

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OBJETIVO

Analisar as tendências epidemiológicas da tuberculose em profissionais de saúde no Brasil no período de 2020 a 2024 para caracterizar o perfil clínico do grupo, a fim de subsidiar estratégias de vigilância, prevenção e manejo direcionadas.

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METODOLOGIA

  • Estudo observacional, descritivo, longitudinal, de abordagem quantitativa, com análise de série temporal.
  • Utilização de dados secundário do SINAN/DATASUS
  • Incluíram-se os casos de tuberculose notificados em profissionais de saúde no Brasil entre 2020 e 2024

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Total de casos (2020-2024): 6.637 casos (1.32%)

  • Regiões: 1º Sudeste (2.904 casos), 2º Nordeste (1.684), 3º Norte (975), 4º Sul (734) e 5º Centro-Oeste (340)
  • Estado: 1º São Paulo (1.358 casos) e 2º Rio de Janeiro (1.119 casos)
  • Sexo: sexo femenino (64%) e masculino (36%)
  • Raça: pardos (41.1%) e brancos (40.5%)
  • Faixa etária: 20 a 59 anos (88.7%)
  • Forma: forma pulmonar (4.692 casos = 70.7%)
  • Confirmação laboratorial: 3.545 registros (53.4%) MAS não realizaram:
    • 36.9% 1ª baciloscopia de escarro, 67.3% cultura de escarro e 51.5% o teste rápido molecular
  • TDO: 1.698 profissionais (25.6%)
  • Mês de diagnóstico e mês de início do tratamento: p > 0.05 (sem diferença estatisticamente significativa)
  • Desfecho: cura em 5.012 casos (75.5%), abandono em 484 (7.3%) e 104 óbitos por tuberculose (1.6%)

RESULTADOS E DISCUSSÕES

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Conclui-se que a tuberculose me profissionais de sáude apresentou predominância no sexo femenino, na cor parda, em adultos de 20 a 59 anos, na região Sudeste e no estado de São Paulo. Existem lacunas na realização de exames diagnósticos e na adesão ao Tratamento Diretamente Observado (TDO).

Os achados reforçam a necessidade de estratégias direcionadas de vigilância, diagnóstico oportuno e fortalecimento das medidas de prevenção e controle da tuberculose nessa população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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ANDRADE JÚNIOR, F. P. Tuberculose em profissionais da saúde no estado paraíba entre os anos 2009 e 2019. Almanaque Multidisciplinar de Pesquisa, [S. l.], v. 9, n. 2, 2023. Disponível em: https://publicacoes.unigranrio.edu.br/amp/article/view/6963. Acesso em: 18 fev. 2026

BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Tabnet. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/. Acesso em: 23 fev. 2026.

SANTOS, R. S et al. Perfil e lacunas no tratamento preventivo da tuberculose em profissionais de saúde: estudo ecológico (2018-2023). Revista Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, v. 33, n. 1, p. e87500, 2025. DOI: 10.12957/reuerj.2025.87500. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/enfermagemuerj/article/view/87500. Acesso em: 17 fev. 2026.

REFERÊNCIAS

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