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O 25 de abril dos meus avôs

Realizado por: Dinis Reis, 7ºF

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Introdução

Neste trabalho, vou dar a conhecer os testemunhos dos meus avôs sobre algumas coisas do 25 de abril. Para isso entrevistei os meus dois avôs.

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Avô materno - ANTÓNIO MARQUES - nascido em 1949

  • Onde estava a 25 de abril de 1974? O que fazia na altura?
  • Tinha saído há um ano da tropa, vivia em Gonçalo e lá trabalhava numa empresa que fazia dragagem de minério.
  • Como viveu esse dia e os seguintes?
  • Soubemos da notícia pela rádio e foi uma grande alegria. Houve festa por todo o lado, com foguetes e tudo. Depois até já se podia acender um cigarro com isqueiro, antes pagava-se um imposto!

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Avô materno - nascido em 1949

  • Esteve em África antes do 25 de abril? Que memórias guarda disso?
  • Eu fiz o serviço militar entre abril de 1970 e abril de 1973, mas não cheguei a ir para África. É uma longa história… Durante esses três anos passei por quatro quartéis militares - Guarda, Abrantes, Santa Margarida e Viseu. Meio ano depois de ter começado o serviço militar recebi ordem de mobilização para o sul de Angola. Mas como já tinha casado, não queria ir. Então encontrei um colega que a troco de dinheiro foi no meu lugar a quem paguei 5.000 escudos, que agora são 25 €.Graças a Deus ele voltou são e salvo.

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Avô materno - nascido em 1949

  • O que pensa que ficou de mais importante da revolução do 25 de abril? Valeu a pena?
  • O mais importante foi a liberdade. Parecia um mundo diferente, visto com outros olhos e sem medo de poder fazer alguma coisa errada e ser preso. Claro que valeu a pena!

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Avô paterno - AFONSO REIS - nascido em 1945

  • Onde estava a 25 de abril de 1974? O que fazia na altura?
  • Nessa época morava na Guarda e trabalhava com o meu pai num negócio de comércio e transporte de produtos agrícolas.
  • Como viveu esse dia e os seguintes?
  • Lembro-me de haver festa e até foguetes.

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Avô paterno - nascido em 1945

  • Esteve em África antes do 25 de abril? Que memórias guarda disso?
  • Não cheguei a ir para o ultramar. Já não me recordo bem das datas, mas estive mobilizado para ir para a Guiné. Mas não fui porque houve um colega corajoso que quis ir no meu lugar a troco de dinheiro, paguei -lhe 20.000 escudos, agora 100€. Ele voltou vivo.

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Avô paterno - nascido em 1945

  • O que pensa que ficou de mais importante da revolução do 25 de abril? Valeu a pena?
  • O que ficou de mais importante foi a liberdade, só por isso valeu a pena. Mas infelizmente perderam-se muitas coisas, como a honestidade, especialmente nos governos que temos tido.

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Conclusão

Foi muito interessante descobrir que os meus dois avôs têm histórias semelhantes sobre o 25 de abril. O mais incrível foi saber que havia pessoas que davam mais valor ao dinheiro do que à própria vida. Mas fico feliz que esses senhores tenham voltado com vida e os meus avôs também cá estejam, senão eu não teria feito este trabalho!