Capítulo 2
MÓDULO 2
Império Bizantino
AUTORIA:�Natália Bellos
EDIÇÃO DE CONTEÚDO:�Andréa Lobo
EDIÇÃO DE TEXTO:�Paula Garcia da Rocha
CRÉDITOS DAS IMAGENS DE ABERTURA:�iStockphoto.com/Jose Luis Trebolle Larraz; Shutterstock/Nicolay Okhitin; Shutterstock/ Andrers; BERNINI, Gian Lorenzo. David, 1623-1624. Escultura em mármore branco, 170 cm. Galeria Borghese, Roma; Iluminuras do Fac-simile da última página da Carta de Caminha, cujo original se encontra no
Arquivo Nacional da Torre do
Tombo, Portugal.
©Museu do Louvre, Paris
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Objetivos que deverão ser atingidos com o estudo da unidade:
Dois Impérios Romanos: do Ocidente e do Oriente
Mapa com escala calculada para a versão impressa do material didático.
MCEVEDY, Colin. Atlas de história medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 17.
Elaboração: Julio Manoel França da Silva
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Destacar a localização favorável de Constantinopla, ponto de convergência de várias rotas comerciais – do Oriente Asiático, por exemplo, eram levadas grandes variedades de produtos que abasteciam o Império Romano, como madeiras, especiarias, púrpura, tecidos e couro. A cidade também era extremamente fortificada, o que lhe garantia segurança contra invasores.
Império Romano
do Oriente
do Ocidente
Surgiu em 395, após a morte de Teodósio
Seu fim é datado em 1453, quando sucumbe ao ataque turco
Seu fim é datado em 476, quando o líder “bárbaro” Odoacro destronou o “último” imperador romano, Rômulo Augusto
Outra Idade Média
©Museu do Louvre, Paris
Uma outra Idade Média
Império do Oriente
©Museu do Louvre, Paris
Rotas de comércio: do Oriente para o Ocidente, passando por Bizâncio
Mapa com escala calculada para a versão impressa do material didático.
MCEVEDY, Colin. Atlas de história medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 29. DRÈGE, Jean-Pierre. Marco Polo e a rota da seda. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 122-123. (As rotas da Seda, mapa de Patrick Mérienne).
Elaboração: Julio Manoel França da Silva
©Wikimedia Commons/Biblioteca Britânica, Londres
Bizâncio
CONSTANTINOPLA. Mapa produzido a partir das descrições de Christoforo Boudelmonti. [ca. 1480]. 1 aquarela opaca em pergaminho, 55 cm x 40 cm. Biblioteca Britânica, Londres.
Bizâncio
Política, economia e religião
©Museu do Louvre, Paris
Imperadores bizantinos instituíram a autocracia
Com a ascensão do cristianismo, a religião monoteísta foi incorporada ao poder político, assim...
Estabeleceu-se uma monarquia monoteísta, em que a figura do imperador reunia o poder temporal e religioso
Também chamada de cesaropapista (césar + papa)
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Autocracia: poder político ilimitado e absoluto.
Igreja
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Patriarcado: região administrativa nas antigas províncias romanas que estava sob a jurisdição de
um patriarca.
A querela perdurou por mais de um século, até que a divisão (o Cisma) da Igreja ocorreu, em 1054, depois de disputas teológicas entre o papa Leão IX (1002-1054) e o patriarca de Constantinopla, Miguel de Cerulário (1000-1059).
O imperador bizantino Leão III (675-741) queria proibir a adoração de imagens religiosas. Mas, para evitar a invasão dos árabes islâmicos ao império, ele organizou uma procissão religiosa, com a exposição dessas imagens.
Como o objetivo dos invasores foi frustrado, a vitória foi atribuída à intervenção divina. Aqueles que se sentiram ofendidos por ainda cultuarem ícones religiosos procuraram o Papa, que excomungou Leão III.
Cisma da Igreja
Igreja Cristã Latina ou Igreja Católica Apostólica Romana
(Papa)
Igreja Cristã Ortodoxa Grega (imperador bizantino)
Cruzadas
Queda do Império
©Biblioteca Nacional da França, Paris
Queda do Império
Finalmente, em 1453, a cidade de Constantinopla, praticamente único reduto que sobrara, caiu nas mãos dos turcos, pondo fim ao Império Romano do Oriente.
BROQUIÈRE, Bertrandon de la. Viagens ao estrangeiro. 1455. Biblioteca Nacional da frança, Paris.
Influências bizantinas
©Museu do Louvre, Paris
Mosaico no interior da Hagia Sophia. A influência dessa técnica artística, que era conhecida desde a Antiguidade, foi aperfeiçoada pelos bizantinos, depois, novamente, embelezou o mundo ocidental. No mosaico da imagem abunda o dourado, obtido com folhas de ouro. A tonalidade representa a luz divina. Pode-se ler IC XC, um anagrama do nome de Cristo. Atente também para a mão e os dedos: os três dedos juntos podem simbolizar a Trindade
©Shutterstock/Faraways
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A origem desse tipo de arte remonta aos antigos sumérios e egípcios, mas foi entre os romanos que o mosaico se popularizou. Mosaicos feitos com mármore vindos de longínquas regiões do império eram usados na confecção de painéis que decoravam prédios públicos, teatros, templos, palácios e residências de luxo. Por influência da cultura helenística, no Império Romano Oriental, difundiu-se o uso de vidro na confecção de mosaicos. Os mais belos e famosos estão situados nas igrejas da cidade italiana de Ravena, em especial na igreja de San Vitale (São Vital), onde se podem notar as representações do Imperador Justiniano e seu séquito e de Teodora (sua esposa) e seu séquito.
Cultura
Justiniano
Corpus Iuris Civilis ou Corpo de Direito Civil
(dividido em quatro partes)
Para unificar todos os dispositivos legais do mundo romano e ser aplicado a todos os bizantinos
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Na elaboração desse código, as leis romanas promulgadas desde o reinado do Imperador Adriano, em 121, foram codificadas de modo a se adequarem aos preceitos da doutrina cristã, adotada como religião oficial do Império de Justiniano. Esse código permaneceu como a base das legislações de alguns países europeus até meados do século XVII.
É preciso lembrar que o Império Bizantino não foi marcado só pela prosperidade. Durante o reinado de Justiniano, por exemplo, por considerar as formas de pensamento não cristãs uma ameaça, foi ordenado que todas as escolas filosóficas que funcionavam nos limites de seu império fossem fechadas, perseguindo implacavelmente seus seguidores.
©Wikimedia Commons/Marion Schneider & Christoph Aistleitner
Famosa igreja de Santa Sofia (Hagia Sophia), do Imperador Teodósio. Foi reconstruída após um incêndio, em 532. Referência da grandiosidade do Império Bizantino durante toda a Idade Média.