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Sergipe e suas oito Unidades de Gestão de Recursos Hidricos

Sergipe possui 8 unidades de gestão hídrica principais, classificadas entre rios federais e estaduais:

Federais: São Francisco, Vaza-Barris e Real (atravessam outros estados).

Estaduais: Sergipe, Japaratuba e Piauí (domínio inteiramente sergipano).

Litorâneas: Grupos de Bacias Costeiras 01 e 02.

Santana do São Francisco BH São Francisco

https://vilaaju.com.br/conheca-santana-de-sao-francisco-em-sergipe/

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Sergipe é um Universo completo de Recursos Hídricos

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AMORIM, J. R. A. de; CRUZ, M. A. S.; RESENDE, R. S. Qualidade da água subterrânea para irrigação na bacia hidrográfica do Rio Piauí, em Sergipe. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 14, n. 8, p. 804-811, 2010.

Nota: Este trabalho avalia as características hidroquímicas (pH, CE, SDT, íons maiores e RAS) de 278 poços tubulares operados na bacia, correlacionando-os com os domínios estruturais (aquíferos fissurais no cristalino, cársticos e granulares no setor sedimentar).

SILVEIRA, T. V. S.; SILVA, J. M. da; SATURNINO, N. M. S. R.; SANTOS, M. B. dos; VIEIRA, M. E. da S.; GARCIA, C. A. B.; GONÇALVES, R. D. Padrões hidrogeoquímicos na Bacia do Rio Piauí: Uma abordagem estatística multivariada. Scientia Plena, v. 21, n. 11, 2025.

Nota: Estudo recente que utiliza ferramentas estatísticas para segmentar o comportamento geoquímico dos poços da bacia, contrastando a maior mineralização (cálcio, bicarbonato e condutividade) do domínio cárstico com os aquíferos fissurais e granulares.

2. Geodiversidade, Geomorfologia e Dinâmica de Paisagem

SANTANA, Bruna Leidiane Pereira. Geodiversidade das unidades de paisagem da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí - Sergipe. 2023. 233 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristóvão, 2023.

Nota: Tese que mapeia e discute os componentes abióticos da bacia sob a ótica da compartimentação ambiental e interações com o uso da terra.

SANTOS, Lucas Marcone dos; LIMA, Alexandre Herculano de Souza; RAMOS, Luan Lacerda; MISSURA, Ronaldo. Bacia do rio Piauí-SE: cartografia das unidades de modelado de relevo com auxílio de geoprocessamento. In: Anais do XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Campinas: Unicamp, 2017. p. 5117-5125.

Nota: Artigo focado no mapeamento geomorfológico da bacia na escala 1:100.000, aplicando a taxonomia de Ross e delimitando compartimentos como os plainos aluviais, terraços, pedimentos e maciços residuais.

3. Documentos Oficiais e Atlas de Recursos Hídricos

SERGIPE. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). Plano Estadual de Recursos Hídricos de Sergipe. Aracaju: SEMARH, 2014.

Nota: Documento base de planejamento que detalha o diagnóstico das principais bacias do estado, incluindo o Rio Piauí, seus limites institucionais, balanço hídrico (oferta vs. demanda) e metas de qualidade.

SERGIPE. Secretaria de Estado do Planejamento e da Ciência e Tecnologia. Superintendência de Recursos Hídricos. Atlas digital sobre recursos hídricos. Aracaju: SEPLANTEC/SRH, 2004.

Barragem Rio Piaui Google earth pro /

ESTÂNCIA – BAIXO RIO PIAUI

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“Conhecimento em abundância é potência pura!!! Mas, é apenas força sem controle, se não houver o envolvimento das pessoas que moram e vivem no Alto, no Médio e no Baixo Piauí no uso deste conhecimento.”

“A VERDADEIRA GESTÃO NASCE DAS PESSOAS."

BH Piaui Google earth/

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Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

Divisor de águas

entre bacias

Exultório

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Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

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Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

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O Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do

Rio Piauí

Instrumento de gestão incrível, conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (SEMAC/SE).

Disponível na plataforma SERhidro,

Ferramenta indicativa para a reversão do quadro de degradação e conflito de usos na região sul e centro-sul de Sergipe.

A bacia abrange dinâmicas socioeconômicas e geográficas muito distintas — desde as cabeceiras e alto curso inseridos no polígono das secas e no domínio geológico do cristalino, até o baixo curso e estuário na planície litorânea de alta permeabilidade (domínio granular e cárstico).

Como o plano visa harmonizar o uso da água entre o abastecimento humano, a irrigação (fortíssima na região de citricultura) e a conservação ambiental, as metas e os municípios são bem integrados a essa dinâmica.

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Municípios que Compõem a Bacia (Sergipe)�A bacia abrange, de forma total ou parcial, 15 municípios em território sergipano:��Riachão do Dantas (onde fica uma de suas principais nascentes)��Estância (onde fica a foz do rio)�

MUNICÍPIOS

ARUÁ

INDIAROBA

LAGARTO

RIACHÃO DAS ANTAS

SIMÃO DIAS

BOQUIM

ITABAIANINHA

PEDRINHAS

SALGADO

TOBIAS BARRETO

ESTÂNCIA

ITAPORANGA d’ AJUDA

POÇO VERDE

SANTA LUZIA DO ITANHY

UMBAUBA

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1. Principais Problemas Verificados (Diagnóstico)

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Escassez Crítica e Intermitência no Alto Curso:

  • Irregularidade climática e a variação do substrato geológico (terrenos de embasamento cristalino de baixa capacidade de armazenamento hídrico). No Alto e Médio predominam rios intermitentes. Zero excedentes de água no solo em longos períodos do ano.

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Degradação da Qualidade e Salinização das Águas Subterrâneas:

  • O balanço quali-quantitativo aponta restrições severas ao uso da água subterrânea (especialmente para irrigação e dessedentação) na porção norte e cabeceiras da bacia devido a elevados teores de sais. Além disso, em áreas de domínio cárstico, há alta vulnerabilidade natural à contaminação aquífera e forte presença de cálcio e bicarbonato que afetam sistemas de distribuição.

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  • Conflito pelo Uso da Água Bruta:
  • Grande demanda e adensamento de demandas concorrentes para abastecimento público, indústrias, e áreas agrícolas (como citricultura tradicional e polos de subsistência de mandioca e pastagens).

  • Criticidade e tensão pelo direito de outorga, extrapolando a capacidade de vazão de referência (Q_90%) em meses de estiagem (outubro a março).

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Pressão Antrópica na Cobertura Vegetal e Erosão:

  • Remoção severa de Matas Ciliares nas APPs (Áreas de Preservação Permanente) e nos remanescentes de Mata Atlântica e transição para o Semiárido.

  • Essa retirada de vegetação acelera processos erosivos e o consequente assoreamento dos leitos dos rios e canais estuarinos.

Imagem do Google Earth de 05 de julho de 2021

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Déficit de Saneamento e Carga Orgânica Lançada:

  • Lançamento de efluentes sem o devido tratamento nos corpos d'água da bacia, comprometendo os Índices de Qualidade da Água (IQA) próximos a centros urbanos e alterando parâmetros como a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e coliformes.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

As metas do plano buscam a sustentabilidade hídrica por meio de instrumentos operacionais de gestão compartilhada e intervenções estruturais:

A - Universalização do Enquadramento dos Corpos d'Água:

Implementar classes de qualidade estipuladas pelo plano e referendadas pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH), a exemplo do que foi sedimentado para o Rio Fundo (importante sub-bacia do Piauí enquadrado via Resolução CONERH nº 24/15), de modo a balizar os limites de lançamento de efluentes e metas de despoluição.

B - Fortalecimento da Outorga Sazonal e Fiscalização:

Outorga sazonal (diferenciando os meses de maior disponibilidade de abril a setembro) para mitigar os conflitos de uso.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

C - Consolidação da Cobrança pelo Uso da Água Bruta:

Expandir e sedimentar a arrecadação da cobrança pelo uso dos recursos hídricos na bacia (ferramenta de indução ao uso racional e geração de fundos específicos para investimento na própria bacia).

D - Requalificação Ambiental e Recomposição de APPs:

Reduzir as taxas de desmatamento e promover a recomposição florestal de áreas vulneráveis e zonas de recarga de aquíferos por meio de programas integrados à gestão florestal do Estado de Sergipe, garantindo a proteção de nascentes e o controle do aporte de sedimentos.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

E - Modernização da Rede Hidrometeorológica e de Eventos Críticos:

Recuperar e ampliar a rede de estações automáticas e telemétricas (pluviométricas, fluviométricas e agrometeorológicas) na bacia para fornecer previsibilidade frente a secas severas e cheias repentinas.

F - Fortalecimento da Gestão Participativa:

Garantir o pleno funcionamento, empoderamento técnico e suporte financeiro ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí (CBH-Piauí), assegurando assento e poder de decisão equilibrado entre poder público, usuários e sociedade civil nas câmaras técnicas.

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Ai surge a pergunta –

Mas, é possível?

Entre tantas histórias de sucesso:

1- A criação das Regras Operativas para os reservatórios de geração de energia elétrica do Paranapanema;

2 - A mudança da vazão de referência das Bacias da vertente do Paranapanema Paulista;

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Mas, é possível?

3. Pactuações de Crise e Alocação Negociada (Bacia do Rio São Francisco)

O gerenciamento da severa crise hídrica na Bacia do Rio São Francisco (especialmente entre 2013 e 2018) é considerado um marco de mediação.

A Ação: O Comitê da Bacia (CBHSF), em conjunto com a ANA, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o setor produtivo, coordenou a redução gradual e pactuada das vazões defluentes dos reservatórios de Sobradinho e Xingó para patamares históricos (abaixo de 550 m^3/s).

O Sucesso: Evitou-se o colapso do abastecimento humano em dezenas de cidades ribeirinhas e preservou-se a captação para os perímetros de irrigação de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), equilibrando a geração de energia com a segurança hídrica regional.

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Mas, é possível?

4. Programa Produtor de Água e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

Iniciado pela ANA e amplamente encampado por comitês de bacia e municípios, o programa inverteu a lógica tradicional da fiscalização punitiva.

A Ação: Foca no aporte de recursos financeiros (PSA) para produtores rurais que adotam práticas de conservação de água e solo em suas propriedades (como proteção de nascentes, terraceamento e cercamento de matas ciliares).

O Sucesso: O caso do município de Extrema (MG), no âmbito do projeto Conservador das Águas (essencial para o Sistema Cantareira), tornou-se referência mundial ao demonstrar o aumento real da qualidade e da regularidade da vazão dos mananciais através do engajamento voluntário do homem do campo.

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PARTICIPE!

DO COMITÊ

DO CONSELHO ESTADUAL

Mas, é possível?

Sim, é possível

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PARTICIPE!

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