Sergipe e suas oito Unidades de Gestão de Recursos Hidricos
Sergipe possui 8 unidades de gestão hídrica principais, classificadas entre rios federais e estaduais:
Federais: São Francisco, Vaza-Barris e Real (atravessam outros estados).
Estaduais: Sergipe, Japaratuba e Piauí (domínio inteiramente sergipano).
Litorâneas: Grupos de Bacias Costeiras 01 e 02.
Santana do São Francisco BH São Francisco
https://vilaaju.com.br/conheca-santana-de-sao-francisco-em-sergipe/
Pinhão – BH Vaza Barris
Indiaroba – BH Real
https://diariodoavoante.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/12/indiaroba-sergipe-8.jpg
Jacarecica – BH Sergipe https://coderse.se.gov.br/governo-de-sergipe-intensifica-acoes-para-garantir-seguranca-das-barragens-sergipanas
Pirambu – BH Japaratuba https://al.se.leg.br/dia-estadual-do-rio-japaratuba-e-alerta-pela-preservacao/
Piauitinga – BH Piaui https://bemvindoasergipe.blogspot.com/
Sergipe é um Universo completo de Recursos Hídricos
AMORIM, J. R. A. de; CRUZ, M. A. S.; RESENDE, R. S. Qualidade da água subterrânea para irrigação na bacia hidrográfica do Rio Piauí, em Sergipe. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 14, n. 8, p. 804-811, 2010.
Nota: Este trabalho avalia as características hidroquímicas (pH, CE, SDT, íons maiores e RAS) de 278 poços tubulares operados na bacia, correlacionando-os com os domínios estruturais (aquíferos fissurais no cristalino, cársticos e granulares no setor sedimentar).
SILVEIRA, T. V. S.; SILVA, J. M. da; SATURNINO, N. M. S. R.; SANTOS, M. B. dos; VIEIRA, M. E. da S.; GARCIA, C. A. B.; GONÇALVES, R. D. Padrões hidrogeoquímicos na Bacia do Rio Piauí: Uma abordagem estatística multivariada. Scientia Plena, v. 21, n. 11, 2025.
Nota: Estudo recente que utiliza ferramentas estatísticas para segmentar o comportamento geoquímico dos poços da bacia, contrastando a maior mineralização (cálcio, bicarbonato e condutividade) do domínio cárstico com os aquíferos fissurais e granulares.
2. Geodiversidade, Geomorfologia e Dinâmica de Paisagem
SANTANA, Bruna Leidiane Pereira. Geodiversidade das unidades de paisagem da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí - Sergipe. 2023. 233 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristóvão, 2023.
Nota: Tese que mapeia e discute os componentes abióticos da bacia sob a ótica da compartimentação ambiental e interações com o uso da terra.
SANTOS, Lucas Marcone dos; LIMA, Alexandre Herculano de Souza; RAMOS, Luan Lacerda; MISSURA, Ronaldo. Bacia do rio Piauí-SE: cartografia das unidades de modelado de relevo com auxílio de geoprocessamento. In: Anais do XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Campinas: Unicamp, 2017. p. 5117-5125.
Nota: Artigo focado no mapeamento geomorfológico da bacia na escala 1:100.000, aplicando a taxonomia de Ross e delimitando compartimentos como os plainos aluviais, terraços, pedimentos e maciços residuais.
3. Documentos Oficiais e Atlas de Recursos Hídricos
SERGIPE. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). Plano Estadual de Recursos Hídricos de Sergipe. Aracaju: SEMARH, 2014.
Nota: Documento base de planejamento que detalha o diagnóstico das principais bacias do estado, incluindo o Rio Piauí, seus limites institucionais, balanço hídrico (oferta vs. demanda) e metas de qualidade.
SERGIPE. Secretaria de Estado do Planejamento e da Ciência e Tecnologia. Superintendência de Recursos Hídricos. Atlas digital sobre recursos hídricos. Aracaju: SEPLANTEC/SRH, 2004.
Barragem Rio Piaui Google earth pro /
ESTÂNCIA – BAIXO RIO PIAUI
Piauitinga – BH Piaui https://bemvindoasergipe.blogspot.com/
“Conhecimento em abundância é potência pura!!! Mas, é apenas força sem controle, se não houver o envolvimento das pessoas que moram e vivem no Alto, no Médio e no Baixo Piauí no uso deste conhecimento.”
“A VERDADEIRA GESTÃO NASCE DAS PESSOAS."
BH Piaui Google earth/
Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água
Divisor de águas
entre bacias
Exultório
Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água
Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água
O Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do
Rio Piauí
Instrumento de gestão incrível, conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (SEMAC/SE).
Disponível na plataforma SERhidro,
Ferramenta indicativa para a reversão do quadro de degradação e conflito de usos na região sul e centro-sul de Sergipe.
A bacia abrange dinâmicas socioeconômicas e geográficas muito distintas — desde as cabeceiras e alto curso inseridos no polígono das secas e no domínio geológico do cristalino, até o baixo curso e estuário na planície litorânea de alta permeabilidade (domínio granular e cárstico).
Como o plano visa harmonizar o uso da água entre o abastecimento humano, a irrigação (fortíssima na região de citricultura) e a conservação ambiental, as metas e os municípios são bem integrados a essa dinâmica.
Municípios que Compõem a Bacia (Sergipe)��A bacia abrange, de forma total ou parcial, 15 municípios em território sergipano:��Riachão do Dantas (onde fica uma de suas principais nascentes)��Estância (onde fica a foz do rio)�
MUNICÍPIOS | ||||
ARUÁ | INDIAROBA | LAGARTO | RIACHÃO DAS ANTAS | SIMÃO DIAS |
BOQUIM | ITABAIANINHA | PEDRINHAS | SALGADO | TOBIAS BARRETO |
ESTÂNCIA | ITAPORANGA d’ AJUDA | POÇO VERDE | SANTA LUZIA DO ITANHY | UMBAUBA |
1. Principais Problemas Verificados (Diagnóstico)
Escassez Crítica e Intermitência no Alto Curso:
Degradação da Qualidade e Salinização das Águas Subterrâneas:
Pressão Antrópica na Cobertura Vegetal e Erosão:
Imagem do Google Earth de 05 de julho de 2021
Déficit de Saneamento e Carga Orgânica Lançada:
2. Principais Metas a Serem Alcançadas
As metas do plano buscam a sustentabilidade hídrica por meio de instrumentos operacionais de gestão compartilhada e intervenções estruturais:
A - Universalização do Enquadramento dos Corpos d'Água:
Implementar classes de qualidade estipuladas pelo plano e referendadas pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH), a exemplo do que foi sedimentado para o Rio Fundo (importante sub-bacia do Piauí enquadrado via Resolução CONERH nº 24/15), de modo a balizar os limites de lançamento de efluentes e metas de despoluição.
B - Fortalecimento da Outorga Sazonal e Fiscalização:
Outorga sazonal (diferenciando os meses de maior disponibilidade de abril a setembro) para mitigar os conflitos de uso.
2. Principais Metas a Serem Alcançadas
C - Consolidação da Cobrança pelo Uso da Água Bruta:
Expandir e sedimentar a arrecadação da cobrança pelo uso dos recursos hídricos na bacia (ferramenta de indução ao uso racional e geração de fundos específicos para investimento na própria bacia).
D - Requalificação Ambiental e Recomposição de APPs:
Reduzir as taxas de desmatamento e promover a recomposição florestal de áreas vulneráveis e zonas de recarga de aquíferos por meio de programas integrados à gestão florestal do Estado de Sergipe, garantindo a proteção de nascentes e o controle do aporte de sedimentos.
2. Principais Metas a Serem Alcançadas
E - Modernização da Rede Hidrometeorológica e de Eventos Críticos:
Recuperar e ampliar a rede de estações automáticas e telemétricas (pluviométricas, fluviométricas e agrometeorológicas) na bacia para fornecer previsibilidade frente a secas severas e cheias repentinas.
F - Fortalecimento da Gestão Participativa:
Garantir o pleno funcionamento, empoderamento técnico e suporte financeiro ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí (CBH-Piauí), assegurando assento e poder de decisão equilibrado entre poder público, usuários e sociedade civil nas câmaras técnicas.
Ai surge a pergunta –
Mas, é possível?
Entre tantas histórias de sucesso:
1- A criação das Regras Operativas para os reservatórios de geração de energia elétrica do Paranapanema;
2 - A mudança da vazão de referência das Bacias da vertente do Paranapanema Paulista;
Mas, é possível?
3. Pactuações de Crise e Alocação Negociada (Bacia do Rio São Francisco)
O gerenciamento da severa crise hídrica na Bacia do Rio São Francisco (especialmente entre 2013 e 2018) é considerado um marco de mediação.
A Ação: O Comitê da Bacia (CBHSF), em conjunto com a ANA, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o setor produtivo, coordenou a redução gradual e pactuada das vazões defluentes dos reservatórios de Sobradinho e Xingó para patamares históricos (abaixo de 550 m^3/s).
O Sucesso: Evitou-se o colapso do abastecimento humano em dezenas de cidades ribeirinhas e preservou-se a captação para os perímetros de irrigação de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), equilibrando a geração de energia com a segurança hídrica regional.
Mas, é possível?
4. Programa Produtor de Água e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
Iniciado pela ANA e amplamente encampado por comitês de bacia e municípios, o programa inverteu a lógica tradicional da fiscalização punitiva.
A Ação: Foca no aporte de recursos financeiros (PSA) para produtores rurais que adotam práticas de conservação de água e solo em suas propriedades (como proteção de nascentes, terraceamento e cercamento de matas ciliares).
O Sucesso: O caso do município de Extrema (MG), no âmbito do projeto Conservador das Águas (essencial para o Sistema Cantareira), tornou-se referência mundial ao demonstrar o aumento real da qualidade e da regularidade da vazão dos mananciais através do engajamento voluntário do homem do campo.
PARTICIPE!
DO COMITÊ
DO CONSELHO ESTADUAL
Mas, é possível?
Sim, é possível
PARTICIPE!