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LUIZ ROMERO

LITERATURA

PRÉ-MODERNISMO

EUCLIDES DA CUNHA

MONTEIRO LOBATO

07/04/2022

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PRÉ-MODERNISMO

1902.............................................................. 1922

OS SERTÕES Euclides da Cunha SEMANA DE ARTE MODERNA

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  • Transição cultural.
  • Não é Escola Literária.
  • Resíduos culturais do séc. XIX:

Parnasianismo/Simbolismo/Realismo/Naturalismo.

  • Busca de novas formas de expressão (inovações em relação ao passado acadêmico).
  • “Redescoberta” (denúncia) e reinterpretação social do Brasil: País doente, pobre; o ignorado e esquecido.
  • O abandono do homem rural, e a grave situação de miséria suburbana.

CARACTERÍSTICAS E TEMAS

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EUCLIDES DA CUNHA (1866 – 1909)

  • Formou-se em engenharia militar, matemática e ciências físicas e naturais. Adquiriu vasta cultura.
  • Realizou trabalhos (Norte) para o Ministério das Relações Exteriores.
  • Exerceu o Jornalismo. Fez a cobertura da Guerra de Canudos (1897 – final).
  • Abolicionista e Republicano.
  • Adepto do positivismo e marcado pelo determinismo.
  • Assassinado por questões familiares.

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  • É uma análise sociocultural que revelou ao brasileiro um mundo desconhecido, de miséria, mistérios, horrores e ignorância.
  • Abertura: “E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo”.
  • obra dividida em três partes:

A TERRA: visão cientificista do meio. Minucioso e primoroso relato das condições físicas da região.

“UMBUZEIRO: é a árvore sagrada do sertão. Sócia fiel das rápidas horas felizes e longos dias amargos dos vaqueiros. Representa o mais frisante exemplo de adaptação da flora sertaneja”.

OS SERTÕES (1902)

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O HOMEM: a problemática racial (estudo detalhado do condicionamento do meio, a gênese do jagunço e, principalmente, Antônio Conselheiro.

O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.

É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados”.

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A LUTA: é a parte mais importante, em que Euclides narra todo o conflito até o final terrível.

“Fechemos este livro.

Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados”.

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EUCLIDES DA CUNHA (1866 – 1909)

  • Formou-se em engenharia militar, matemática e ciências físicas e naturais. Adquiriu vasta cultura.
  • Realizou trabalhos (Norte) para o Ministério das Relações Exteriores.
  • Exerceu o Jornalismo. Fez a cobertura da Guerra de Canudos (1897 – final).
  • Abolicionista e Republicano.
  • Adepto do positivismo e marcado pelo determinismo.
  • Assassinado por questões familiares.

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  • É uma análise sociocultural que revelou ao brasileiro um mundo desconhecido, de miséria, misticismo, mistérios, horrores e ignorância.
  • Abertura: “E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo”.
  • obra dividida em três partes:

A TERRA: visão cientificista do meio. Minucioso e primoroso relato das condições físicas da região.

“UMBUZEIRO: é a árvore sagrada do sertão. Sócia fiel das rápidas horas felizes e longos dias amargos dos vaqueiros. Representa o mais frisante exemplo de adaptação da flora sertaneja”.

OS SERTÕES (1902)

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“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.

É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados”.

(CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo: Martin Claret, 2016, p.133)

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  1. Considerando Os sertões (1902), de Euclides da Cunha, responda de que modo essa obra mudou a história oficial no Brasil?
  2. Em nada mudou a versão oficial do massacre de Canudos por parte do governo republicano.
  3. Confirmando notícias da mídia que veiculava uma versão mentirosa de que os adeptos de Conselheiro eram milicianos bem armados.
  4. deu voz àqueles (interior do Nordeste) que não tinham acesso ao restante do país, mostrando suas razões (fé, misticismo, injustiças, abandono, pobreza)..
  5. Euclides revelou em sua majestosa obra, que os adeptos de Conselheiro eram revoltosos e revolucionários reivindicando a monarquia.
  6. Revelou toda a violência dos revoltosos de Canudos contra os militares, humilhando-os perante a nação.

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MONTEIRO LOBATO (1882 – 1948)

  • Urupês (contos – 1918)
  • Cidades Mortas (contos – 1919)
  • Negrinha (contos –1920)
  • Literatura infanto-juvenil: “O sítio do

Pica-pau amarelo”.

CARACTERÍSTICAS:

– Regionalista que revelou a decadência do Vale do Paraíba do ciclo do café.

– Caráter crítico: ironia e irreverência.

– Problemáticas nacionais em sua obra:

petróleo, o autoritarismo governamental.

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MODERNO ANTIMODERNO

  • Ideologicamente avançado, mas esteticamente conservador com o artigo “Paranoia ou mistificação” - (1917), crítica violenta contra a exposição de pinturas expressionistas de Anita Malfatti.
  • Em 1920, integrante da Revista do Brasil, integrou o movimento de divulgação das ideias modernistas.
  • Intelectual participante e polêmico. Na era Vargas, foi preso e provocou intensa comoção no país.
  • Um dos primeiros autores de literatura infantil no Brasil e na América Latina.
  • Autor de vontade doutrinadora e reformadora.

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DUAS PERSONAGENS NOTÁVEIS:

  • O Jeca Tatu é considerado um símbolo da brasilidade: um Brasil miséraval, ignorante e desprezado.
  • O Juca Tatu é um soco no estômago da ignorância ou no da hipocrisia.
  • Ainda é atual em nossa sociedade urbana e rural.
  • “Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!”.
  • O Jeca Tatu é o efeito, a indolência do explorado (do caboclo), cuja causa é o explorador do trabalho alheio.

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  • EMÍLIA, A BONECA ATREVIDA
  • Bonequinha de pano e macela de quarenta centímetros (miniaturização), protagoniza as obras infantis de ML e incendeia a imaginação de todos, a partir da pílula falante do dr. Caramujo.
  • Personagem irresistível, cintilante e espevitada criatura que encanta e desconcerta leitores menores e maiores.
  • Inventiva, crítica e irônica, Emília é como porta-voz de Monteiro Lobato.
  • Esta obra infantil é um monumento de intertextualidade e interdisciplinaridade.

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MONTEIRO LOBATO (1882 – 1948)

  • Urupês (contos – 1918)
  • Cidades Mortas (contos – 1919)
  • Negrinha (contos –1920)
  • Literatura infanto-juvenil: “O sítio do Picapau amarelo”. 100 anos da personagem Narizinho.

CARACTERÍSTICAS:

– Regionalista que revelou a decadência do

Vale do Paraíba do ciclo do café.

Caráter crítico: ironia e irreverência.

– Questões nacionais: petróleo, o autoritarismo governamental.

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  • EMÍLIA, A BONECA ATREVIDA
  • Bonequinha de pano de quarenta centímetros (miniaturização), protagoniza as obras infantis de ML e incendeia a imaginação de todos, a partir da pílula falante do dr. Caramujo.
  • Personagem irresistível, cintilante e espevitada criatura que encanta e desconcerta leitores menores e maiores.
  • Inventiva, crítica e irônica, Emília é como porta-voz de Monteiro Lobato.
  • Esta obra infantil é um monumento de intertextualidade e interdisciplinaridade.

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MODERNO ANTIMODERNO

  • Ideologicamente avançado, mas esteticamente conservador com o artigo “Paranoia ou mistificação” - (1917), crítica violenta contra a exposição de pinturas de Anita Malfatti:

“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem normalmente as coisas e em consequência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. [. . .]

A outra espécie é formada dos que veem anormalmente a natureza e a interpretam à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência; são frutos de fim de estação, bichados ao nascedoiro.”

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DUAS PERSONAGENS NOTÁVEIS:

  • O Jeca Tatu é considerado um símbolo da brasilidade: um Brasil miserável, ignorante e desprezado.
  • O Jeca Tatu é um soco no estômago da ignorância ou no da hipocrisia.
  • Ainda é atual em nossa sociedade urbana e rural.
  • “Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!”.
  • O Jeca Tatu é o efeito, a indolência do explorado (do caboclo), cuja causa é o explorador do trabalho alheio.

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