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Revoltas sociais na República Velha

"Proclamação da República", 1893, óleo sobre tela de Benedito Calixto (1853-1927). Acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo

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Revoltas sociais

  • O fim da monarquia, não representou grandes transformações sociais para a população brasileira que permaneceu estagnada vendo os cafeicultores agroexportadores enriquecendo com o uso da máquina do governo. Os problemas sociais cresciam à medida que o governo não tinha interesse em resolvê-los. Nas cidades, ex-escravos libertos não receberam nenhum projeto que proporcionasse inclusão social, nos campos e nas cidades imigrantes era trazidos aos montes pois eram mão de obra melhor qualificada e o “melhor de tudo”: eram brancos. Não era de se estranhar que alguns problemas estourassem nesse período.

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Revoltas na República Velha

  • Revolução Federalista (RS 1893 – 1895):
    • PRR – Júlio de Castilhos: “castilhistas”, “chimangos” ou “pica-paus”, defensores de uma república positivista ultra-centralizada. Floriano apoia os castilhistas.

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    • PF – Gaspar Silveira Martins: “maragatos”, defensores de maior autonomia para o poder legislativo e descentralização política. Alguns eram antigos membros do partido liberal durante a monarquia, por isso, eram identificados como partidários da monarquia.
    • Floriano apóia o PRR de Júlio de Castilhos;
    • Revolta também conhecida com “Revolução da Degola”.

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  • Revolta da Armada (RJ 1893): novamente a marinha se opõe ao presidente e ameaça bombardear o RJ. Floriano compra navios dos EUA e reprime os revoltosos. Os revoltosos da armada chegaram a se unir aos federalistas do RS. Ambos foram derrotados.

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Federalistas em 1894

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Canudos e Contestado

  • Revolta de Canudos: Conflito armado que ocorreu entre 1896 e 1897, liderado por Antônio Conselheiro, no sertão da Bahia. Foi uma rebelião contra o governo republicano e as condições sociais precárias na região, envolvendo camponeses, jagunços e seguidores de Conselheiro.
  • Guerra do Contestado: Conflito ocorrido entre 1912 e 1916 nas regiões de Santa Catarina e Paraná, envolvendo posse de terras e injustiças sociais. A guerra foi liderada por sertanejos e caboclos que resistiam à exploração de grandes empresas e à ação do Estado.
  • Ambas as revoltas representaram resistências populares contra a marginalização social, a pobreza extrema e as desigualdades econômicas, demonstrando a insatisfação de parcelas da população brasileira com as condições políticas e sociais vigentes. Em ambos os casos o exército usou armamento de guerra para acabar com as comunidades de camponeses.

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Revolta da Chibata

  • Liderada pelo marinheiro João Cândido, conhecido como "Almirante Negro". Os marinheiros rebelaram-se contra as más condições de trabalho, os baixos salários e o uso frequente da chibata como forma de punição na Marinha brasileira.
  • Os marinheiros assumiram o controle de navios de guerra, incluindo o Minas Gerais, e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro se suas demandas não fossem atendidas.
  • Diante da pressão, o governo decretou o fim do castigo da chibata na Marinha, mas traiu os amotinados condenando-os à cadeia. Lá a revolta continuou e ao todo pelo menos 200 marujos foram mortos.

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Cangaço

  • O cangaço foi um fenômeno social e político que ocorreu no nordeste do Brasil com muita força esse período devido a opressão dos coronéis no sertão do Brasil.
  • Os cangaceiros eram geralmente fugitivos da seca, da fome e da violência no sertão, adotando um estilo de vida nômade e violento. Eles buscavam proteção, vingança e oportunidades de sobrevivência em um contexto marcado pela falta de recursos, ausência do Estado e conflitos de poder local.
  • Existiam grupos de cangaceiros que não obedeciam a ninguém, como por exemplo Lampião e cangaceiros contratados por políticos e latifundiários (milicianos) para se protegerem dos cangaceiros regulares (vistos como bandidos).
  • O cangaço deixou um legado de mitos, lendas e histórias que até hoje permeiam o imaginário brasileiro. Além disso, foi um reflexo das desigualdades sociais, da violência e da fragilidade do poder público nas regiões mais afastadas do país.