P L A T Ã O
SÓCRATES
HERÁCLITO
PARMÊNIDES
PITÁGORAS
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toda sua vida pode ser entendida como um esforço racional para levar adiante as ideias de seu mestre, inclusive em suas obras Sócrates aparece geralmente como o protagonista e personagem principal através do
qual Platão
imortalizou a sua
filosofia e a de
seu mestre.
SÓCRATES
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metafísica
cosmologia
política
ética
educação
antropologia
estética
A FILOSOFIA DE PLATÃO
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A Política em Platão
a “[...] criação do projeto político de Platão teve origem, antes de tudo, nas decepções do filósofo com os modelos de governo baseados na democracia e nas ações dos governantes de seu tempo. O ponto culminante dessa criação foi a condenação e morte de Sócrates” (MENESCAL, 2009, p. 20).
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A Política em Platão
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Inicialmente o diálogo trata de refutar algumas teses apresentadas acerca da natureza da justiça, sobretudo pelo sofista Trasímaco, para quem a justiça consiste no interesse do mais forte (338c). E Sócrates irá se opor frontalmente a esta definição.
Trasímaco conclui que é mais vantajoso ser injusto do que justo, como na tirania, “que arrebata os bens alheios a ocultas e pela violência” (344a), como nas questões de tributo onde “o justo, em condições iguais, paga uma contribuição maior, e o outro, menor” (343d). E mais uma vez aqui temos a definição de justiça como a vantagem do mais forte (344c).
A Política em Platão
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A partir do embate de ideias sobre o
conceito de justiça os personagens
irão discorrer ao longo da obra sobre
a noção de Cidade Justa. Trata-se de encontrar a Calipolis, a cidade ideal, ou a cidade verdadeira (alethiné pólis), aquela que é totalmente descrita por meio do planejamento e da reflexão, em que todos os problemas são cuidadosamente pensados e excluídos.
A Política em Platão
O conceito de justiça (diké) é o tema principal da obra
necessária a instituição de um Estado perfeito
conhecimentos necessários
ideia do Bem
ideia da Verdade
coragem
temperança
sabedoria
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A Política em Platão
O conceito de justiça (diké) é o tema principal da obra
necessária a instituição de um Estado perfeito
conhecimentos necessários
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A Política em Platão
É da ideia de Bem que deve surgir toda justificação das normas políticas e regras sociais
o filósofo-rei
ideia do Bem
ideia da Verdade
coragem
temperança
sabedoria
sofocracia
O filósofo-rei: sofocracia platônica
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ser um apaixonado pelo saber
aspirar à verdade integral
(sabedoria e verdade estão estritamente relacionados)
ser moderado e justo
ser ético
não deixar-se corromper pela sociedade injusta
não ser falso ou mentiroso
Alegoria da caverna
todo filósofo deve ter um papel ativo – prático – dentro da sociedade
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Nesta obra Platão discute ainda as diferentes formas de governo e apresenta uma justificativa racional em defesa daquela que, para ele, era a melhor forma de governo: a aristocracia ou governo dos sábios.
Dentre as diferentes formas de governo Platão discute os tipos de governo monárquico, aristocrático, democrático, tirânico, a timocracia (que é uma espécie de falsa aristocracia) e a oligarquia (o governo dos ricos). Dentre todos a tirania é a pior forma de governo.
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Por fim cumpre notar que o
“projeto político de Platão não se apresenta essencialmente pela
questão política, mas envereda
pela ética e por uma educação, orientada pela filosofia, tão necessárias à formação humana” (MENESCAL, 2009). O projeto político de Platão é um projeto educativo, de formação não apenas do cidadão mas também o homem de bem.
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As Leis: último diálogo (inacabado) e o mais extenso, enfatiza a importância da Leis (legislação) para a sociedade. Importância do papel do legislador cuja missão é evitar que se cometam transgressões e de educar os cidadãos para a obediência das leis
A Carta VII é considerada pelos especialistas como de autenticidade menos duvidosa e apresenta uma espécie de autobiografia de Platão onde o mesmo relata as experiências que tivera na cidade de Siracusa, durante os governos
de Dionísio – o velho –,
e Dionísio – o jovem
“Outrora na minha juventude experimentei o que tantos jovens experimentam. Tinha o projeto de, no dia em que pudesse dispor de mim próprio, imediatamente intervir na política”.
A experiência de Platão em Siracusa
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A experiência de Platão em Siracusa
A Carta VII relata as três viagens feitas ao reino dos Dionísios, realizadas na esperança de transformar os governantes tiranos, primeiro Dionísio o velho e depois Dionísio o jovem, em filósofos-reis. Na carta em questão, o filósofo explana acerca do comportamento e dos atos políticos dos dois Dionísios, assim como reflete a respeito de seu amigo Dión, por intermédio de quem conheceu os tiranos e ainda sobre seus próprios atos, numa espécie de auto-exame (MENESCAL, 2009, p. 22).
todo filósofo deve ter um papel ativo – prático – dentro da sociedade
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A experiência de Platão em Siracusa
O que justifica a ida de Platão à Siracusa, mesmo ele sabendo ser esta cidade governada por um tirano?
Platão acalentou o desejo de “converter” a tirania em uma forma de governo mais justa
no século IV a.C., nos deparamos repetidas vezes com o problema de saber como converter a tirania numa constituição mais suave ou mais justa.
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A experiência de Platão em Siracusa
Platão já havia tratado na sua obra A República da tirania como uma forma degenerada de governo: um governo de um só onde prevalece os interesses pessoais acima dos interesses da coletividade, embora ele não esclareça sobre a possibilidade de converter essa forma degenerada em uma forma justa: o oposto da tirania seria a monarquia (o governo de um só visando os interesses da coletividade).
tanto na República (PLATÃO, 1993, Livro V, 473d) quanto na Carta VII (PLATÃO, 1980, 326a) Platão levanta a possibilidade de uma cidade ser governada pelos filósofos, chegando mesmo a afirmar que enquanto os filósofos não se tornarem reis, ou os reis passarem a filosofar verdadeiramente, os males da cidade não cessarão.
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A experiência de Platão em Siracusa
Por três vezes Platão esteve em Siracusa com o intuito de estabelecer o governo de um filósofo-rei e, desse modo, transformar o rei da cidade em filósofo. Ao lado de Dión, seu amigo, esteve com Dionísio, o velho, que o vendeu como escravo. Depois esteve por duas vezes com Dionísio, o jovem, que não aproveitou as oportunidades de conhecimento oferecidas por Platão como deveria, valendo-se dos ensinamentos do ateniense para apenas satisfazer suas vaidades (MENESCAL, 2009, p. 13).
Na terceira viagem (361 a.C.) vem a cair a máscara do tirano. Platão, agora com sessenta e oito anos, percebe que Dionísio II brinca com a filosofia e articula um pérfido jogo com ele e com seu amigo Díon, pois não apenas proibiu-lhe a saída de Siracusa como negou-se a revogar quaisquer
medidas que tomara contra Díon
(BARROS, 2006, p. 34).
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A experiência de Platão em Siracusa
Ao final de sua vida Platão é levado a fazer o elogio da verdadeira filosofia e proclamar que somente por meio dela é que se pode reconhecer as diferentes formas da justiça política ou individual e que não cessarão os males para o gênero humano antes de alcançar o poder a raça dos verdadeiros e autênticos filósofos ou de começarem seriamente a filosofar, por algum favor divino, os dirigentes das cidades (REPÚBLICA, 326ab e 473d).
(...) deves considerar que nenhum de nós nasceu para si mesmo; a pátria reclama uma boa porção de nossa vida; outra os parentes; outra, ainda, os amigos (...) Quando a pátria manda que nos ocupemos com seus assuntos, não ficaria feio fazermo-nos desentendidos? Desse modo, só facilitaríamos o acesso de gente desqualificada, que não se aproxima dos negócios públicos com boas intenções (CARTA IX – 358 a).
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Referências Bibliográficas
O texto base para apresentação deste slide está disponível no website Sabedoria Política: <https://www.sabedoriapolitica.com.br/filosofia-politica/filosofia-antiga/platao/>. Acesso: 28 nov. 2018
MENESCAL, Ana Alice M. A idéia de justiça e a formação da cidade ideal na República de Platão. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Departamento de Filosofia. Universidade Estadual do Ceará. Fortaleza, 2009.
PLATÃO. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 7. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.
____. Cartas. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade do Pará, 1980. Vol V
____. Marginalia Platonica. Introdução. A Carta Sétima. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade do Pará, 1973.