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Proposta de governança - Out/2022

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O que é o GT Infra?

  • O GT Infraestrutura, um grupo de trabalho que nasceu em 2012 voltado para a incorporação da justiça socioambiental e climática em políticas, programas e projetos de infraestrutura, especialmente nos setores de transporte e energia, com foco na região amazônica. Hoje conta com mais de 50 organizações socioambientais, locais e nacionais, além de observadores, cientistas convidados e diversos aliados. Vem atuando como rede de entidades da sociedade civil brasileira
  • Nossa atuação tem se caracterizado tanto pelo enfrentamento de ameaças e impactos negativos de obras altamente problemáticas – tipicamente megaprojetos planejados, licenciados, financiados e executados em contextos de baixa governança – quanto pelo apoio a iniciativas inovadoras de boas práticas, protagonizadas por comunidades locais, movimentos sociais e seus parceiros, caracterizadas pela integração das dimensões socioculturais, ambientais e econômicas do desenvolvimento sustentável na sua concepção e implementação.
  • Outra contribuição importante tem sido a capacitação das organizações locais e regionais para uma atuação mais consistente e eficaz no enfrentamento e proposição de alternativas a grandes projetos de infraestrutura na região.

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Missão

  • Contribuir para democratização e efetividade das políticas públicas de infraestrutura, em especial de energia e transportes na região amazônica, incorporando os princípios da justiça socioambiental

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Premissas

 

A infraestrutura PARA a Amazônia e suas populações não é a infraestrutura NA Amazônia que vem sendo implementada há mais de 50 anos

A floresta é a principal infraestrutura da Amazônia. Fundamental para a sobrevivência de suas populações e o equilíbrio do clima regional e global.

A população amazônica precisa estar amplamente informada e ser consultada quanto aos projetos de infraestrutura pensados para a região para ter o direito de exercer livre e previamente sua influência sobre o processo de tomada de decisão;

É fundamental o respeito e a promoção de arranjos socioprodutivos capazes de conviver com a floresta e garantir o acesso a direitos básicos como saúde, educação, energia e saneamento

O desenvolvimento urbano como processo fundamental para a sustentabilidade e bem estar humano na Amazônia, com infraestruturas adequadas ao contexto local. Cidades e assentamentos humanos devem ser protagonistas na implementação de medidas de conservação socioambiental, de promoção da diversidade sociocultural e de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

As políticas públicas devem ter como base a ciência e o planejamento estratégico. Conhecimento tradicional também é ciência;

Transparência, governança pública e accountability

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Formas de atuação

Promoção dos direitos de acesso à informação e de participação da sociedade civil no processo de tomada de decisão nas políticas socioambientais, de desenvolvimento e climáticas

Fórum de organizações da sociedade civil para o intercâmbio, qualificação técnica, reflexão estratégica e articulação de parcerias

Promoção de Rodas de Conversa para construção democrática e coletiva de entendimentos e posicionamentos frente a temas prioritários aos olhos das comunidades e movimentos de base

Produzir [coordenar], socializar e disseminar conhecimento técnico e científico em uma linguagem acessível, inclusive para organizações locais e movimentos sociais, que sirvam como base para posicionamentos bem embasados

Propor e acompanhar a definição de políticas públicas, programas e normas correlacionadas com o planejamento e a implantação de infraestrutura, buscando incidir no processo de tomada de decisões.

A comunicação desempenha um papel fundamental na estratégia de incidência do GT Infra – tanto nas agendas de resistência, como nas agendas propositivas, abrangendo as de valorização de boas práticas locais

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O que faz o GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental?

  • Objetivo Geral:
  • Contribuir com a construção e implementação de um novo paradigma de políticas públicas relacionadas a infraestrutura, especialmente na Amazônia, pautado na justiça socioambiental e climática, voltado para a adoção de iniciativas inovadoras, tendo como base a ação integrada de uma rede de organizações da sociedade, com forte protagonismo de movimentos e comunidades locais e de alianças com outros segmentos da sociedade

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Objetivos específicos

  • Promover estratégias de incidência sobre políticas, planos e projetos de infraestrutura, na Amazônia, questionando modelos predominantes de megaprojetos associados a elevados impactos socioambientais e climáticos, e indicando melhores alternativas para a sociedade brasileira; especialmente nos temas de energia, logística, cidades e mineração.
  • Apoiar iniciativas inovadoras de infraestrutura para a Amazônia com base na visão das comunidades e sua integração com políticas públicas, voltadas para fortalecer meios de vida e o ‘bem viver’ de populações tradicionais, com geração de renda e emprego, como passos fundamentais para a conservação de florestas e rios e o desenvolvimento de uma economia da sociobiodiversidade na região.
  • Garantir o fortalecimento institucional do GT Infraestrutura e de sua capacidade de articular e potencializar a atuação de organizações locais e nacionais da sociedade, aumentando o protagonismo de comunidades locais afetadas por grandes projetos de infraestrutura por meio do aprimoramento de sua governança interna e capacidade de incidência, no âmbito de sua secretaria executiva, assessorias técnicas e de comunicação, coordenação colegiada, núcleos temáticos, rodas de conversa e encontros de plenária.

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Organização em rede

Com 10 anos de atuação, o GT Infra é um importante espaço de articulação da sociedade civil, onde a diversidade entre parceiros – com diferentes capacidades, incluindo a participação de movimentos e comunidades locais, – gera potencialidades de incidência e impactos positivos que não seriam possíveis através da atuação individual de uma organização

O protagonismo dos movimentos sociais é absolutamente essencial para o sucesso de estratégias de incidência – tanto na resistência a projetos impactantes como na valorização de boas práticas e iniciativas locais de ‘bem viver’, que devem ser contempladas nas políticas públicas.

A realização de estudos técnicos independentes, que incorporem os saberes das comunidades tradicionais, inclusive em parceria com instituições de pesquisa públicas e privadas, nacionais e internacionais, são essenciais para fortalecer o embasamento técnico e político da atuação do GT Infra

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Governança e estruturação

Secretaria Executiva

Núcleos Temáticos

Coordenação Colegiada

Rodas de Conversa

Plenária

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Plenária

Cabe a ela:

Aprovar o plano estratégico;

Escolher a Coordenação Colegiada;

Deliberar sobre a entrada de novos membros na rede;

Se reunir ordinariamente uma vez por ano e extraordinariamente sempre que for convocada

Formada pelo conjunto das organizações do GT, é a instância máxima de decisão

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Coordenação Colegiada

Formada por até 11 (onze) membros, observando pelo menos 30% de mulheres, dá seguimento às decisões da Plenária, também apoiando na implementação do planejamento estratégico

Na composição da Coordenação devem estar presentes organizações de base, sejam comunitárias ou de populações tradicionais

Deve manter reuniões periódicas (pelo menos 1 por mês). A critério da Secretaria Executiva outras organizações podem ser convidadas a participar.

Cabe a ela acompanhar o trabalho da Secretaria Executiva e auxiliar no processo de integração e articulação da rede

Escolhida pelo prazo de três anos, em período coincidente com a da Secretaria executiva. Pode ser renovado o período a critério da Plenária.

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Coordenação Colegiada

Fomentar estratégias sinérgicas entre os membros a serem apoiadas pelo GT;

Aprovar o modelo de Governança;

Articular as parcerias de interesse;

Escolha dos membros da Secretaria Executiva e contratação dos colaboradores;

Zela pela constante governança e dos processos decisórios do GT;

Tomar decisões para resolução de eventuais conflitos entre os membros segundo critérios estabelecidos.

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Secretaria Executiva

  • Executa as definições da plenária e trabalha em consonância com a Coordenação Colegiada dentro da Missão e dos Objetivos Estratégicos do GT
  • Composta por 1 Secretário Executivo, 1 Assistente/facilitador, 1 coordenador de núcleos temáticos e Rodas de conversa, um(a) secretário(a) e uma coordenação de comunicação .
  • O prazo do mandato é de 3 anos, podendo ter continuidade ou não, a critério da Coordenação Colegiada.
  • Atuam na Sec. Executiva:
    • Secretário Executivo: Porta-voz da rede; Convoca as reuniões da Coord. Colegiada; Zela pela transparência e aplicação de recursos institucionais; Convoca e coordena as reuniões da Plenária.
    • Coord. de núcleos temáticos: Faz a ponte entre os núcleos temáticos, as organizações que os compõem e a secretaria executiva e a coordenação colegiada. Anima os trabalhos e propõe temas.
    • Coordenação de Comunicação: Responsável pela implementação estratégica da comunicação e pela articulação da mesma entre as organizações de rede.

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Secretaria Executiva

Lidera as ações estratégias tempestivas definidas pela Coordenação Colegiada;

Contratação de serviços de consultoria específicos;

Responsável pela Gestão operacional e captação de recursos financeiros;

Executa as agendas de articulação e comunicação;

Garante a transparência e execução dos recursos financeiros e dos Projetos; 

Elaboração dos relatórios institucionais; 

Convida especialistas e lideranças membros ou não para reuniões especificas dos Núcleos ou Rodas de Conversa;

Lidera e fomenta encontros temáticos, bem como os encontros da Plenária.

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Núcleos temáticos

Atualmente são 3 (três): Energia; Logística e Transportes; Cidades Amazônicas;

Os núcleos mantém-se em contato por meio de grupos no WhatsApp, se reúnem virtualmente ou presencialmente sempre que necessário e possível;

Cabe aos núcleos propor pautas e encaminhamentos à rede dentro de suas respectivas áreas e auxiliar nas atividades técnicas;

As reuniões online acontecem, no mínimo, mensalmente.

Para avanço em questões pontuais ou transversais podem ser criados núcleos ad hoc como o Núcleo de Responsabilidade Socioambiental de Instituições Financeiras

Cabe aos Núcleos temáticos e ao coordenador dos mesmos auxiliar na realização e sistematização das contribuições das Rodas de Conversas

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Rodas de conversa

Considerando a prioridade estratégica do GT Infra de fortalecer parcerias com movimentos de base, implementamos de modo permanente a iniciativa batizada como “Rodas de Conversa”

As estratégias de incidência do GT Infra devem ser construídas coletivamente, considerando as demandas e propostas das bases, com atenção especial para questões como: necessidades de formação e capacitação, ação preventiva frente a ameaças a territórios e direitos, responsabilização por danos socioambientais provocados por obras de Infra de alto risco e a ampliação de vozes de lideranças em espaços de debate e pressão, em nível nacional e internacional

Na metodologia das Rodas de Conversa todos têm o direito a fala, e o produto dessas conversas alimenta o planejamento e os encaminhamentos dos Núcleos Temáticos ao mesmo tempo que podem ser provocadas pelos Núcleos

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Processo decisório

  • Para qualquer tomada de decisão é esperado que sempre se busque o consenso entre as organizações membro. Não sendo possível, busca-se o consentimento. Há dois tipos de tomadas de decisão:

    • Internas: importantes para o funcionamento da rede (regras, associação de novos membros, estruturação interna, etc.). Nesse caso é desejável que a maioria expressiva (2/3 dos presentes) dos membros estejam em acordo;

    • Externas: dizem respeito a manifestações públicas ou ações de articulação da rede (posicionamentos, pronunciamentos, ações, solicitações, etc.). Pressupõem consulta às instituições sobre o seu posicionamento em algum assunto e devem seguir os seguintes passos:

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Rito de decisão

  • Circulação do conteúdo para as instituições membros da rede, requerendo o posicionamento das mesmas. Estas sempre poderão concordar, discordar, propor um novo caminho ou se abster;
  • Em cada caso, estipular um prazo razoável (que será regulado pela Coordenação Colegiada) para as instituições se manifestarem; caso não o façam, será entendido que elas estão de acordo com o posicionamento solicitado.
  • Quando não houver tempo hábil para discutir um assunto polêmico, o GT Infra não deve se manifestar.
  • ATENÇÃO: As posições públicas do GT Infra são tomadas prioritariamente a partir de decisões por consenso. Quando isso não for possível, será buscado o consentimento das posições minoritárias divergentes, as quais, deverão ser apresentadas todas as vezes que a rede se manifestar publicamente.

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Como fazer parte do GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental?

  • Podem fazer parte: Organizações sociais sem fins lucrativos, atuante no país, com personalidade jurídica ou não.
  • O interessado deve enviar uma carta de intenção/e-mail que será apresentada à Coordenação Colegiada e compartilhada com todos os membros explicando os motivos pelos quais quer fazer parte da rede e como está alinhado aos princípios da rede;
  • Pessoas físicas quando aceitas, são consideradas Observadores;
  • Os pedidos de adesão serão submetidos aos membros que deverão responder em até dez dias se aprovam ou não, findo o prazo, a aprovação se dá tacitamente;
  • Em caso de reprovação, o membro que o fizer deve apresentar dentro do mesmo prazo a sua justificativa para o voto contrário que será submetida à votação da rede;
  • A decisão final deve buscar o consenso, sempre. Na falta dele, o consentimento de pelo menos 75% dos membros presentes em Plenária.

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Resolução de conflitos

Qualquer membro pode apresentar denúncia contra outro membro da rede, pedindo uma advertência, suspensão ou exclusão e caberá à Coordenação Colegiada decidir após apreciação dos fatos. É garantida a confidencialidade do processo;

Na justificativa do pedido devem constar respostas às seguintes perguntas: A permanência do membro na rede prejudica de alguma forma a sua organização? Como? A permanência desse membro põe em risco a rede alcançar a sua missão? Há denúncias formais comprovadas de dolo na atuação indevida? Esta opinião é compartilhada por pelo menos 2 outros membros? Quais?

Com o endosso de mais duas organizações cabe ao Secretário Executivo fazer um parecer e encaminhar ao membro acionado que terá 15 dias para sua manifestação;

A decisão final cabe à Coordenação Colegiada se cabe sanção e qual;

A Coordenação Colegiada não terá papel ativo na resolução de conflitos agindo apenas se for provocada

As organizações que não participarem presencial ou virtualmente das Plenárias pelo período de 24 (vinte e quatro) meses sem justificativa podem ser desligadas da rede.

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Transparência Financeira

  • A Coordenação Colegiada recebe todos os números com transparência 2 (duas) vezes por ano;
  • A rede recebe um resumo dos números de captação e execução durante a Plenária;
  • Cabe à Secretaria Executiva a prestação de contas aos doadores conforme os critérios estabelecidos por meio destes contratos de doação.