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Ao receber a notícia de um diagnóstico de transtornos de personalidade, com ele costuma vir algumas preocupações...

 

Sou louco!?

Será que alguém percebe?

Tenho vergonha disso?

Não vou conseguir ter uma vida normal?

Agora significa que posso surtar?

Terei que tomar esse remédio o resto da vida?

Entre outras.....

 

Vamos entender que:

Quem fecha um diagnóstico para transtorno de personalidade é um profissional específico, no caso o Psiquiatra. Que estuda de modo integral o funcionamento do cérebro e a dinâmica da mente. Ele baseia-se no atendimento clinico e em manuais específicos como o CID-10 e o DSM-V. E para chegar a esse formato, passou por muito, mais muito estudo antes.

 

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O diagnóstico para família e o sujeito que o recebe, no primeiro momento, pode vir como algo que o aprisiona. No entanto, com acompanhamento psicológico, psiquiátrico, orientação e caso necessário, medicação adequada: o diagnóstico pode ser transforma em algo libertador.

 

Mas, como?

Com a compreensão de comportamentos e reações emocionais, que em boa parte, atrapalham suas relações.

Com a verificação e correção de processos físico-químicos ‘desregulados’ no cérebro com o uso da medicação correta.

Com a percepção de ações e compreensão de emoções adequadas para o convívio social.

Com a coragem de perceber que a pessoa é mais que o diagnóstico.

Com a busca de ferramentas para autorregulação e identificação de bases de apoio.

Com a possibilidade de desenvolvimento de habilidades socioemocionais para melhor convivência em sociedade.

 

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Ah! Você pode dizer que nem todos percebem essa necessidade de ajuda. E é verdade!

Seu pensamento mesmo lhe responde... nem todos! No entanto, todos os outros se beneficiam muito com o acompanhamento psicoterapêutico adequando.

Seja na relação com os demais e consigo mesmo.

 

Por esse motivo a Psicologia entende que: muito além de um diagnóstico existe uma pessoa. Quando esta sabe o diagnóstico, tem a possibilidade de buscar ressignificar essa realidade.

Esse pode ser um proposito terapêutico!

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Pais e Familiares precisam se envolver de verdade, observar suas dificuldades e ajuda psicologia e psiquiátrica se necessário. Reconhecer sua dificuldade, desenvolve um contexto mais saudável também.

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Considerações sobre o transtorno.

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Pastore & Lisboa, 2014, pontuam alguns aspectos relacionados a etiologia do transtorno, a fim de melhor compreender o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline.

Existe um conjunto de fatores relacionados a este aspecto, tais como: a genética, experiências de separação e perda, abuso infantil e ambiente familiar conturbado e caótico.

Os autores ainda apontam as perdas na infância como um componente importante na determinação do TPB, sendo que de 20% a 40% dos pacientes com o diagnóstico experimentaram separação traumática de pelo menos um dos pais.

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O abuso sexual infantil também tem aparecido com um dos aspectos a serem considerados na etiologia do TPB. Alguns estudos já identificaram que 81% dos indivíduos diagnosticados com o transtorno de personalidade sofreram abuso sexual na infância.

O percentual alto demonstra a importância de se observar este aspecto durante uma avaliação psicológica para diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (Pastore & Lisboa, 2014 apud Scherer , Paula Fernanda 2016).

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Conceitos, Critérios e Características do Transtorno

1- Existe uma tendência da pessoa a se comportar de uma dada maneira em função de uma história passada de reforçadores instituídos por ele.

2- Envolve um padrão persistente de vivencias íntima ou comportamentos que se desviam acentuadamente das expectativas da cultura da pessoa é invasivo e inflexível, tem seu inicio na adolescência ou no começo da idade adulta, é instável ao longo do tempo e provoca sofrimento e prejuízo.

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3- Envolve fatores genéticos e ambientais. Tem como característica central a desregulagem emocional, traços de predisposição genéticos, experiências tormentosas de apego. Assim, em muitos casos, há presença de familiares portadores de instabilidade afetiva e de impulsividade, bem como a possibilidade de eventos relacionados a abusos em geral.

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4- Fatores genéticos, como de aprendizagem influenciam o desenvolvimento do transtorno. Autores sugerem que é comum encontrar psicopatologias em ambos os pais. De modo geral, resultados sugerem falta de envolvimento dos pais com filhos enquanto crianças.

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5- A pessoa com o transtorno tende a usar estratégias incoerentes e extremas em busca de evitar rejeição. No entanto, perpetua suas dificuldades, impedindo esforço por uma vida melhor. Ocasionando relacionamentos marcados por hostilidade, ansiedade e conflitos.

6- Como tentativas de obter efeitos calmantes, tende ao abuso de comida, álcool ou outras substâncias, bem como automutilação.

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7- No contexto afetivo, tendem apresentar diferentes sensações conflitantes. Assim, mudam rapidamente de um estado de humor para o outro. Passando por períodos disfóricos (humor desagradável, com tristeza, ansiedade e irritabilidade) e eutímicos (humor dito “normal” com ausência de humor deprimido ou elevado) ao longo de um dia.

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8- Necessidades de ficar próximo a figuras de apego, mesmo que com relações difíceis (pais, cônjuges, terapeutas). Apresenta como questões centrais relativas a: separações, abandono e o esforço frenético de evitar solidão. Tal ação, é uma tentativa de auto regulação afetiva. Visto que quando próxima das figuras de apego, o humor parece mais adequado.

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9-Dificuldade em estabelecer e manter-se uma determinada atividade, mesmo que tenha total habilidade para ela. Costumam ser criativos, inteligentes e com capacidade de desenvolver seu potencial.

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10- Em relações de amizade, tendem a ter relações intensas. Ora melhores amigos, ora descartada e substituída por outras. Parece não conseguir distinguir a diferença entre amigos e colegas por viver intensamente as relações. Isso vale para as amorosas também.

11-Não adianta forçar um trabalho que não aprecie ou não tenha interesse. Deve-se seguir o interesse da pessoa, incentiva-la, encoraja-la a seguir na medida do possível algo que aprecie.

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12- Para verificação de resultados no tratamento, a necessidade de psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e mudanças na rotina da casa para eliminar qualquer ação de risco de vida. No entanto, deve ser estudado para não interferir na privacidade do mesmo ou de qualquer pessoa que resida com ele.

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17- Familiares e rede de apoio são fundamentais para oferecer a pessoa com esse transtorno um lugar de acolhimento a fim de promover comportamentos mais adaptados. Não há tratamento adequado sem a participação consciente dos familiares e reconhecimento da necessidade de evitar brechas para o boicote do tratamento, consequente diminuir a eficácia do mesmo.

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18- Familiares precisam lidar de forma adequada com as agressões, precisam de acompanhamento e acolhimento para que as pessoas a sua volta sofram menos com suas atitudes, angustias, desconfianças, ciúmes e temores.

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19- Caso ocorra qualquer tentativa de tirar a vida, esta deve ser levada a sério.

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20- A construção de limites claros, discriminação de emoções dos estímulos externos e internos, o desenvolvimento de repertório de habilidade social, rede de apoio, auxilia na possibilidade de desenvolvimento de relações profissionais e pessoais, mais adequadas e menos sofridas para a pessoa e família.

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Fonte: DSM-V

AT- Teoria e Técnica na TCC