Campafiha da Fraterfiidade 2024
Tema: Fraternidade e Amizade Social
Lema: “Vós sois todos irmãos e
irmãs” (cf. Mt 23, 8)
Objetivo Geral
DESPERTAR para o valor e a beleza da fraternidade humana, promovendo e fortalecendo os vínculos da amizade social, para que, em Jesus Cristo, a paz seja realidade entre todas as pessoas e povos
Objetivos Específicos
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Estimular a espiritualidade de comunhão, incentivar e promover iniciativas de reconciliação
Acolher o magistério da Igreja sobre fraternidade universal
Compreender as causas da atual mentalidade e identificar as iniciativas de comunhão.
Analisar as diferentes formas de indiferença e divisão.
Redescobrir, na Palavra de Deus, a fraternidade, amizade social e a comunhão
Aprofundar a compreensão de fraternidade e conscientizar sobre a
importância de construir a unidade
Quaresma e a CF 2024
A Campanha da Fraternidade é o modo brasileiro de celebrar a quaresma. Não esgota a Quaresma. Dá-lhe, porém, o tom, mostrando, a partir de situações bem específicas, o que o pecado pode fazer quando não o enfrentamos.
Por isso, somos convidados a viver a Campanha da Fraternidade em espírito de conversão pessoal, comunitária e social.
Ifitrodução
Amizade é um DOM , um fenômeno humano universal, que nasce da livre oferta de si mesmo para abrir-se ao mistério do outro.
É um caminho de humanização.
Somos desafiados a ir além dos grupos de amigos e construir uma amizade social, tão necessária para a boa convivência, fugindo da inimizade social que destrói.
Caminho: DIÁLOGO!
Sigfiificado de AMIZADE ao lofigo do tempo
Homero | Relação humana que possui um vínculo de eleição e afeição recíprocas, fundadas na confiança e na lealdade |
Sócrates | Ganha um contorno pessoal e se restringe ao âmbito humano. |
Platão | Forma fundamental de toda comunidade humana que não seja puramente natural, mas sim uma comunidade espiritual e ética. |
Aristóteles | É o vínculo social pro excelência, que mantém a unidade entre os cidadãos. É caracterizada pela sinceridade, fidelidade, desinteresse. É oposta ao egoísmo, orgulho e adulação. |
São Tomás de Aquino | É fundamental para o florescimento da sociedade e a felicidade do ser humano |
A amizade, no mundo clássico, é o modelo de todas as relações humanas pessoais , familiares, políticas, espirituais.
Os filósofos da modernidade abandonaram o tema clássico da amizade e buscaram lançar outros fundamenos para a vida social, alguns baseados no medo como fundamento do Estado.
Projeto de fraterfiidade do Papa Fraficisco
Baseado na AMIZADE SOCIAL e no amor político, tendo o DIÁLOGO como caminho necessário para a cultura do encontro.
A Carta Encíclica FRATELLI TUTTI
é a base dessa reflexão.
O que é a AMIZADE SOCIAL?
“É o amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço” (FT, nº1)
“Uma fraternidade aberta que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas” (FT, nº1) “É comunicar com a vida o amor de Deus, recusando impor doutrinas por meio
da guerra dialética” (FT, nº4)
“Viver livre de todo desejo de domínio sobre o outro” (FT, nº4) “É o amor que rompe as cadeias que
nos isolam e separam,
lançando pontes” (FT, nº62)
“Capacidade diária de alargar o meu círculo,
chegar àqueles que espontaneamente não
sinto como parte do meu mundo de interesses” (FT, nº97)
A amizade social “é o afitídoto cofitra um ser humafio fechado em si mesmo e, cofisequefitemefite, cofitra um mufido fechado aos vulfieráveis e ‘improdutivos’”
Papa Francisco
É absolutamente necessário que o valor recaia na pessoa humana, com a qual se relaciona socialmente, e não no produto desta relação.
Ver: “Ofide está o teu irmão?”
(Gn 4, 9)
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Agir: “Alarga o espaço da tua tefida”
(Is 54, 2)
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Ilumifiar: “Vós sois todos irmãos”
(Mt 23, 8)
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Ver: “Ofide está o teu irmão?”
(Gn 4, 9)
“O homem conheceu Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim, dizendo: "Ganhei um filho homem, graças ao Senhor". Ela tornou a dar à luz e teve Abel, irmão de Caim. Abel tornou-se pastor de ovelhas e Caim, agricultor. Tempos depois, aconteceu que Caim trouxe frutos do solo para oferecer ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe os primogênitos do seu rebanho e a gordura deles. E o Senhor se agradou de Abel e de sua oferta, mas de Caim e de sua oferta não se agradou. Caim ficou muito irritado e com o rosto abatido. Então o Senhor perguntou a Caim: "Por que andas irritado e com o rosto abatido? Porventura, se agires bem, não serás aceito? Mas, se não agires bem, o pecado espreitará à tua porta. Ele te deseja, mas tu deves dominá-lo". Caim falou ao seu irmão Abel: "Vamos ao campo!" Logo que estavam no campo, Caim atirou-se sobre seu irmão Abel e o matou. O Senhor perguntou a Caim: "Onde está Abel, teu irmão?" Ele respondeu: "Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?"
(Gn 4,1-9)
Somos todos irmãos
-Nossa fé nos recorda que somos todos irmãos e irmãs, possuímos a mesma dignidade, o que nos dá uma igualdade fundamental, porque “temos a mesma natureza e remidos por Cristo, temos a mesma vocação e destino” (GS, nº 29)
“Com efeito, vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. Não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois todos vós dois um só, em Cristo Jesus” (Gl 3, 26-28)
-Resguardada a igualdade fundamental, somos distintos no modo de pensar e agir, nas opções de vida, no relacionamento interpessoal e com o transcendente, etc. Somos diferentes!
diferenças, nem as divergência, nem a
Nem as
oposição devem nos impedir de cumprir o
mandamento maior que Jesus nos deixou:
“Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos ufis aos outros” (Jo 13, 34)
Ainda que isso comporte a exigência que nos qualifica como cristãos: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5, 44)
Essas palavras de Jesus estão, de fato, presentes na
nossa vida, guiando cada situação?
O pecado nos distancia do projeto de Deus e nos faz enxergar as diferenças não como riqueza, mas como características dos inimigos a serem abatidos.
“Deve-se eliminar, como contrário à vontade de Deus, qualquer forma social ou cultural de discriminação” (GS, nº 29)
O outro é sempre um irmão, uma irmã que precisamos acolher, conhecer e apreciar. Suas particularidades podem nos enriquecer.
Sifiais de divisões e ifiimizade, sombras de um mufido fechado.
Separações que procedem, por exemplo, de escolhas políticas e geram inimizades.
Etnorracial, social,
sexual, religiosa.
Cultura do
caficelamefito
A superficidade nas redes sociais ampliam a intolerância e o ódio.
Divisões fias
famílias
Discrimifiação
O uso e a exploração do outro como mercadoria, julgamentos precipitados, calúnia e difamação, rejeição gratuita, ódio desmedido, combate a pessoas por causa das ideias e propostas, a banalização da morte, a divulgação de mensagens discriminatórias e intolerantes, além da crença enganosa de que a solução para todas essas formas de violência está no armamento. Tudo isso também são sinais de uma sociedade doente e fechada.
Estes sinais nos indicam uma sociedade marcada pela: divisão (poderíamos ser apenas diferentes, mas erguemos muros de separação e identificamos o outro como inimigo), desigualdade e exclusão.
Sífidrome de Caim
É a “globalização da indiferença” (EG, nº54). Não só não nos sentimos mais responsáveis uns pelos outros como também, ainda que não nos expressemos desse modo, desejamos que as pessoas que pensam diferentes de nós desapareçam, isto é, sejam na prática exterminadas.
A inimizade social se tornou critério determinante para boa parcela de pessoas e grupos da sociedade.
O que se enxerga é a ausência da fraternidade, o desvalor da outra pessoa, a mesma atitude de Caim quando Deus lhe indagou a respeito de seu irmão Abel.
‘Alterofobia’
Essa é a enfermidade que nossa sociedade padece, isso significa: medo, rejeição, aversão a tudo aquilo que é o outro. Tudo o que não seja eu mesmo, acaba por se tornar ameaçador, destinado à rejeição ou mesma à extinção
Essa realidade clama por transformação à luz da fraternidade nascida do Evangelho. Como discípulos/as de Jesus Cristo, entendemos que o remédio para essa enfermidade é a amizade social, a fraternidade.
Ilumifiar: “Vós sois
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todos irmãos”
(Mt 23, 8)
“Depois, Jesus falou às multidões e a seus discípulos: "Na cátedra de Moisés estão sentados os escribas e os fariseus. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis as suas ações, pois eles falam e não fazem. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem aos ombros dos homens, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas obras só para serem vistos pelos homens, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto borlas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e chamados de rabi. Quanto a vós, não vos façais chamar de 'rabi', pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. Não chameis a ninguém na terra de 'pai', pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não vos deixeis chamar de 'guia', pois um só é o vosso Guia, o Cristo. "Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado." (Mt 23, 1-12)
Jesus ensina a conduta correta a seus discípulos e também mostra o contraponto da má conduta a ser evitado.
Se trata de uma orientação a respeito da vida fraterna à luz
da Lei do Senhor.
Jesus denuncia algo grave:
instrumentalização da fé.
Os falsos profetas eram aqueles que não alinhavam palavra e ação. Essa crítica de Jesus continua
fazendo sentido.
A incoerência entre a Lei anunciada e a vida tem seu fundamento na utilização da Lei de
modo equivocado.
A Lei de Deus fião é um cofijufito de proibições, mas uma chave de vida para alcafiçar a salvação.
Por isso, não devem ser usadas para embasar algum tipo
de opressão.
Na interpretação dos fariseus e dos escribas, em nome da Lei, impõe-se indiferença, confronto e conflito: sinônimos de morte.
Jesus transforma a lógica da Lei em lógica da Graça. Apesar da salvação ser dom e graça, Ele cria um caminho ético que precisa ser assumido com todo esforço humano por quem deseja tais dádivas: ESSE É O CAMINHO DA FRATERNIDADE.
A Nova Aliafiça, em Jesus, é comufiidade fia qual todos são irmãos, porque estão ufiidos pelos víficulos do amor a exemplo do Mestre.
No lugar de Deus ou
do irmão?
capaz de se alegrar com a alegria do irmão (Gn 4). Sua expressão radical: o assassinato. Sua expressão mais sutil: a indiferença.
Compaixão
Mas Jesus espera outro víficulo efitre os seus discípulos:
Nos fará enxergar o coração do outro e nos ajudará a escolher o diálogo.
Cultura do
eficofitro
Nos ajudará a superar as relações líquidas, superficiais e impessoais
Afiúficio da esperafiça
Fará com que os vínculos nasçam do único que pode livremente dar a vida: Jesus Cristo.
Sifiais de salvação
Se comunicarão como dons que vem do
Senhor em confirmação dos nossos esforços.
“Quem ama seu irmão permafiece fia luz” (1Jo 2, 10)
Cofivite: viver a espiritualidade de comufihão.
Saber ‘criar espaços’ para o irmão, levando o fardo uns dos outros (Gl 6, 2)
Ter o olhar do coração voltado para o Mistério da Trindade
Ser capaz de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo Místico
Ser capaz de ver primeiro o que há de positivo no outro, acolher e valorizar
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“A amizade é um grafide bem humafio, mas esvar- se-ia de seu valor, se fosse cofisiderada fim em si mesma. Os amigos devem sustefitar-se e eficorajarse reciprocamefite fio desefivolviemefito de seus dofis e talefitos e fia sua colocação a serviço da comufiidade humafia”
Papa Bento XVI
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Agir: “Alarga o espaço
da tua tefida”
(Is 54, 2)
“Alarga o espaço da tua tenda, estende as peles das tuas barracas - nada poupes! - estica as cordas, finca bem as estacas! Para a direita e para a esquerda te expandirás, e a tua descendência herdará as nações que virão repovoar as cidades abandonadas. Não tenhas medo, pois não passarás vergonha; não te enrubesças, pois não terás de que te envergonhar!" (Is 54,2-4).
Somefite a ação é capaz
de cofiverter o juízo.
A palavra do profeta recorda ao povo no exílio a experiência do êxodo e da travessia do deserto, quando habitava nas tendas, e anuncia a promessa do regresso à terra, sinal
de alegria e esperança.
Para se preparar é preciso
alargar a tenda!
Alargar os espaços das nossas tendas significa que "perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras" (FT, nº 6)
Vivenciando a experiência da fraternidade, da amizade, da comunhão, a Igreja, por seu testemunho, irradia para toda a sociedade, o valor da amizade, mostrando com atitudes concretas que, mesmo diante do contexto de inimizade, separação e conflito, é possível fazer da fraternidade um valor indispensável.
Algumas ações para alargar o espaço da mifiha tefida pessoal:
Buscar e resgatar
a identidade pessoal, o
conhecimento de si mesmo,
de suas qualidades...
Idefitificar
nossas guerras, falsidades,
ambições, maquinações e não deixar o mal crescer.
Olhar
cada pessoa com amor.
Recolher
os frutos da renúncia quaresmal e oferecer na Coleta Nacional da
Solidariedade.
Cultivar
uma espiritualidade de
comunhão.
Reagir
como o Bom Samaritano:
ver, sentir, compaixão e
cuidar.
Algumas ações para alargar o espaço da fiossa tefida
comufiitária-eclesial:
Empreefider
com coragem a
conversão pastoral.
Desmascarar
com caridade, atitudes
de ódio, exclusão e cancelamento.
Alargar
nosso círculo de atuação
para além da nossa Igreja, sendo “Igreja em saída”.
Ifivestir
decididamente na mística, fugindo do ativismo e individualismo.
Promover
pequenos grupos de ajuda
mútua, solidariedade e caridade.
Educar
para o bom uso das
redes sociais, como espaços de partilha e cooperação.
Algumas ações para alargar o espaço da fiossa tefida social:
Valorizar
o voluntariado e o serviço
comunitário.
Apoiar e fomefitar
campanhas contra o
racismo e todo tipo de preconceito.
Cofisciefitizar
as pessoas para o bom
uso dos recursos digitais.
Promover
a democracia e a paz participando dos organismos locais.
Ificefitivar
atividades que conduzam
ao pensamento crítico e o fortaleçam.
Promover
as instituições que cuidam
da cultura de paz através do lazer, cultura e educação.
Que Maria, fiossa boa Mãe, fios eduque para sermos verdadeiros irmãos e discípulos do seu Filho, Jesus Cristo, e verdadeiros irmãos e amigos de todas as pessoas e de todos os povos, a fim de darmos fiossa cofitribuição fia cofistrução do Reifio de Deus, aqui e agora, a camifiho do Reifio defifiitivo.
Material elaborado por
P. Diego da Silva, sdb
Inspetoria São Pio X (BPA)