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Autor: Anibal Tavares de Azevedo

CÁLCULO I

SEMANA 02 - AULA 03

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6 Agosto 2008

                              

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LIMITES E DERIVADAS

Inclinação de uma reta:

Seja a equação da reta dado por y = ax + b. Deseja-se encontrar para um par de pontos P(x0,y0) e Q(x1, y1) o valor do coeficiente angular a e o valor coeficiente linear b tal como ilustrado no gráfico.

b

P(x0,y0)

0

x

y

f

P(x1,y1)

x0

x1

y0

y1

a

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Exemplo 1: Encontrar os valores de a e b da

reta y=ax+b para dois pontos P(x0,y0) e Q(x1,y1)

Quaisquer.

yo = axo + b ⇒ b = yo - axo (i)

y1 = ax1 + b (ii)

Aplicando (i) em (ii):

y1 = ax1 + (yo - axo)

  • (y1-yo )= a (x1-xo)

⇒ a = (y1-yo )/(x1-xo) e b = yo - axo

LIMITES E DERIVADAS

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Encontrar a reta que toca uma curva em apenas 1 ponto, ou seja, encontrar a reta tangente a uma curva C, com equação y = f(x), no Ponto P(a,f(a)). Como uma reta só pode ser determinada com dois pontos, usa-se a reta secante que passa por um ponto próximo Q(x,f(x)), tal que x ≠ a.

LIMITES E DERIVADAS

0

y

x

a

x

Q(x,f(x))

f(x)

f(a)

P(a,f(a))

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LIMITES E DERIVADAS

0

y

x

a

x

Q(x,f(x))

f(x)

f(a)

f(x) – f(a)

x - a

P(a,f(a))

A inclinação da reta secante PQ, ou o coeficiente angular a da reta y = ax + b, pode ser obtido com:

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Para encontrar a reta tangente que passa por P, basta fazer o ponto Q tender a P ao longo da curva C. Para tanto, toca uma curva em apenas 1 ponto, ou seja, faz-se x tender a a. Se mpq tender a um número m, então, no limite a reta e a inclinação mpq da secante PQ tende a reta e a inclinação m da tangente por P.

LIMITES E DERIVADAS

0

y

x

Q

P

Q

Q

a

x

Desde que o

limite exista

(1)

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Exemplo 2: Encontrar a equação da reta tangente

à parábola y = x2 no ponto P(1,1).

LIMITES E DERIVADAS

Se a = 1 e f(x) = x2, aplicando o limite:

m = lim x→a (f(x) – f(a))/(x - a)

= lim x→1 (f(x) – f(1))/(x - 1)

= lim x→1 (x2 – 12)/(x - 1)

= lim x→1 (x – 1) (x + 1)/(x - 1)

= lim x→1 (x + 1)

= lim x→1 (x) + lim x→1 (1)

= 1 + 1

= 2

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LIMITES E DERIVADAS

y = ax + b → y = 2x + b (passa no ponto P(1,1,))

1 = 2*1 + b → b = 1 – 2 → b = -1

Se a equação da reta é y = ax + b e o coeficiente

angular ou inclinação a é igual a 2 e a reta

tangente passa por P(1,1), então, para encontrar

o coeficiente linear b basta usar o valor de a no

ponto P(1,1), isto é:

Assim, a equação da reta é: y = 2x - 1

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LIMITES E DERIVADAS

0

y

x

a

a+h

Q(a+h,f(a+h))

f(a+h)

f(a)

f(a+h) – f(a)

h

P(a,f(a))

Outra notação pode ser usada para se obter a inclinação da reta secante PQ, ou o coeficiente angular a, da reta y = ax + b:

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Para encontrar a reta tangente que passa por P, basta fazer o ponto Q tender a P ao longo da curva C. Isto é faz-se x=a+h tender x=a, ou seja, h tender a 0, tal que mpq irá tender a um número m, então, no limite a reta e a inclinação mpq da secante PQ tende a reta e a inclinação m da tangente por P.

LIMITES E DERIVADAS

0

y

x

Q

P

Q

Q

a

a+h

Desde que o

limite exista

(2)

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Se a = 1 e f(x) = x2, aplicando o limite:

m = lim h→0 (f(a+h) – f(a))/h

= lim h→0 (f(1+h) – f(1))/h

= lim h→0 ((1+h)2 – 12)/h

= lim h→0 (1 + 2h + h2 - 1)/(h)

= lim h→0 (2h + h2)/(h)

= lim h→0 (2 + h)

= lim h→0 (2) + lim h→0 (h)

= 2 + 0

= 2

Exemplo 3: Encontrar a equação da reta tangente

à parábola y = x2 no ponto P(1,1) usando (2).

LIMITES E DERIVADAS

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Velocidades:

Uma outra interpretação para o problema anterior é que a variável x é substituída por t (tempo) e f(x) passa a ser f(t) tal fornece a posição de um objeto no instante de tempo t. Portanto, no intervalo de tempo t = a e t = a + h a variação da posição será f(a+h)f(a). Como a velocidade média é a distância (metros, p.ex.) percorrida em um dado intervalo de tempo (segundos, p.ex.), matematicamente tem-se:

LIMITES E DERIVADAS

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a = 10 s

f(a) = 500m

a+h = 40 s

f(a+h) = 1100m

LIMITES E DERIVADAS

h = 30 s

f(a+h)-f(a) = 600 m

Graficamente:

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Velocidades:

A velocidade média vmédia corresponde a obtenção da inclinação da reta secante (dois instantes de tempo distintos fornecem dois pontos P e Q). Já a velocidade instantânea v(a), isto é, a velocidade em um dado instante de tempo t = a, pode ser obtida a partir da velocidade média desde que o intervalo de tempo considerado seja suficientemente pequeno e equivale à obtenção da inclinação da reta tangente em P. Matematicamente isto corresponde à Eq. (1) ou (2):

LIMITES E DERIVADAS

(2)

(1)

Desde que o

limite exista

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Para encontrar a velocidade quando t = a:

v(a)= lim h→0 (f(a+h) – f(a))/h

= lim h→0 (4,9*(a+h)2 – 4,9*a2)/h

= lim h→0 4,9*(a + 2ah + h2 - a)/(h)

= lim h→0 4,9*((2ah + h2)/(h)

= lim h→0 4,9*(2a + h)

= lim h→0 4,9*(2a) + lim h→0 4,9*(h)

= 4,9*2*a

= 9,8*a

= Se a = 5, então, v(a = 5) = 9,8*5 = 49m/s

Exemplo 4: Suponha que uma bola foi abandonada do ponto de observação de uma torre com 450 m de altura. Qual a velocidade da bola após 5 segundos, supondo que a Eq. de movimento é s = f(t) = 4,9t2?

LIMITES E DERIVADAS

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LIMITES E DERIVADAS

Definição de Derivada:

A variação de uma função f(x) no ponto x = a é a derivada de uma função f em um número a e é denotada por f’(a) tal que:

Sempre que é necessário calcular a taxa de variação de uma função seja em ciências, engenharia, ou ainda a velocidade de uma reação química, ou o custo marginal em economia, usa-se a derivada.

(2)

(1)

Desde que o

limite exista

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Da definição de derivada:

f’(a)= lim h→0 (f(a+h) – f(a))/h

Seja:

(i) f(a+h) = (a+h)2 – 8(a+h) + 9

= a2 + 2ah + h2 -8a - 8h + 9

(ii)f(a) = a2 -8a + 9

(i)-(ii) = 2ah + h2 - 8h

Logo:

f’(a)= lim h→0 (2ah + h2 – 8h)/(h)

= lim h→0 h*(2a +h– 8)/(h)

= lim h→0 (2a + h - 8)

= 2a - 8

LIMITES E DERIVADAS

Atividade 1:

Seja a função f(x) = x2 – 8x + 9.

Item (A): Encontrar a derivada de f(x) em um ponto a.

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LIMITES E DERIVADAS

Atividade 1:

Seja a função f(x) = x2 – 8x + 9.

Item (B): Encontrar a reta tangente a f(x) em (3,-6).

Se a derivada de f(x) no ponto x = a é:

f’(a) = 2a – 8

Então, basta fazer x = a = 3 para encontrar a

inclinação da reta tangente no ponto (3,-6):

a = f’(a=3) = 2*3 – 8 = 6 – 8 = -2

Para encontrar o coeficiente linear basta

aplicar o ponto (3, -6) na equação da reta:

y = ax + b → -6 = (-2)*3 + b → b = -6 + 6 = 0

Assim, a eq. da reta tangente é: y = -2x

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Taxas de Variação:

Seja y uma função de x tal que y = f(x). Se variar de x1 para x2, então, ocorrerá uma variação correspondente em y de f(x1) para f(x2). Se Δx = x2 – x1 e Δy = y2 – y1, pode-se dizer que a taxa média de variação de y em relação a x no intervalo [x1, x2] é:

LIMITES E DERIVADAS

(3)

O limite dessa taxa de variação média é chamada de taxa instantânea de variação txi de y em relação a x:

(4)

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Taxas de Variação:

Portanto, a taxa de variação média pode ser vista como uma generalização do conceito de velocidade, ou ainda, da inclinação da reta secante a uma curva. O limite da taxa de variação média produz a taxa de variação instantânea que pode ser vista como a inclinação da reta tangente, ou ainda, como a derivada de uma função f(x) em um ponto x1.

LIMITES E DERIVADAS

0

y

x

x1

x2

f(x2)

f(x1)

Δy=y2-y1

Δx=x2-x1

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LIMITES E DERIVADAS

Exemplo 5: A dívida pública Canadense é dada na tabela abaixo. Calcular e interpretar D’(1998).

t(ano)

P(t)(US$ bilhão)

1994

414,0

1996

469,5

1998

467,3

2000

456,4

2002

442,3

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LIMITES E DERIVADAS

A derivada D’(1998) indica a taxa de variação da dívida D em relação a t quando t=1998. As taxas médias podem ser calculadas com:

t(ano)

1994

13,3

1996

-1,1

2000

-5,5

2002

-6,3

(5)

Eq. (5)

Da Tabela obtém-se que D’(1998) está entre -1,1 e -5,5. Usando uma média D’(1998) = -3,3 e que, portanto, a dívida está decrescendo naquele instante.

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LIMITES E DERIVADAS

A derivada como função:

A derivada de uma função f(x) para um ponto fixo a é dada por:

Esta definição pode ser generalizada para qualquer ponto a tal que:

(6)

Assim, para qualquer x, para o qual o limite existe, atribui-se a x o valor f’(x) e assim, pode-se dizer que f’ é uma função chamada de derivada de f e dada pela Eq.(6).

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Da definição de derivada:

f’(x)= lim h→0 (f(x+h) – f(x))/h

Seja:

(i) f(x+h) = (x+h)3 – (x+h)

= x3 + 3x2h + 3xh2 + h3 – x - h

(ii)f(x) = x3 – x

(i)-(ii) = + 3x2h + 3xh2 + h3 - h

Logo:

f’(x)= lim h→0 (3x2h + 3xh2 + h3 - h)/(h)

= lim h→0 h*(3x2 + 3xh + h2 - 1)/(h)

= lim h→0 (3x2 + 3xh + h2 - 1)

= 3x2 - 1

LIMITES E DERIVADAS

Exemplo 6: Se f(x) = x3 – x, encontrar f’(x) e seu gráfico.

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LIMITES E DERIVADAS

-1

-1

f’(x)

1

y

x

0

-1

1

f(x)

1

y

x

0

-1

Exemplo 6: Se f(x) = x3 – x, encontrar f’(x) e seu gráfico.

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LIMITES E DERIVADAS

Derivadas de ordem mais alta:

A função f’ também pode ter derivada e é denotada por f’’. A nova função f’’ é chamada de derivada segunda ou de ordem dois de f e é representada por:

(7)

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Da definição de derivada:

f’’(x)= lim h→0 (f’(x+h) – f’(x))/h

Seja:

(i) f’(x+h) = (x+h)2 – 1

= 3x2 + 6xh + 3h2 – 1

(ii)f’(x) = 3x2 – 1

(i)-(ii) = + 6xh + 3h2

Logo:

f’’(x)= lim h→0 (6xh + 3h2)/(h)

= lim h→0 h*(6x + 3h)/(h)

= lim h→0 (6x + 3h)

= 6x

LIMITES E DERIVADAS

Exemplo 7: Se f(x) = x3 – x e f’(x) = 3x2 – 1, então,

encontrar f’’(x).

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OBRIGADO !!!

FIM !!!

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