Países Andinos – Bolívia
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João F. Tojal
A prata foi a principal riqueza da América espanhola, e não o ouro
Potosí – área de exploração de prata, no inicio da ocupação colonial (1545 – 1650), ainda é importante área de extração mineral.
A exploração de jazidas era controlada por um cartel conhecido como Rosca, aonde faziam parte:
A vida econômica da Bolívia, assim como o poder político, estava subordinada aos interesses desse cartel, que sustentava e financiava os ditadores.
Víctor Paz Estenssoro
Em 1952, uma revolução lidera da por mineiros destituiu o poder da Rosca, estendeu o direito de voto às mulheres e aos analfabetos e nacionalizou as minas do país.
A mecanização da extração do minério reduziu o número de mineiros, eliminando a força política desse setor e obrigando a COB (Central Operária Boliviana) a voltar-se para os camponeses.
Nos anos de 1980, a economia do país entrou em crise, com a queda de produção do estanho, com o fechamento de velhas minas, incapazes de competirem com os baixos preços do mercado internacional.
Juntaram-se a isso a ausência de industrialização e uma agricultura voltada para o mercado interno, com base na agricultura de subsistência.
Com uma população em torno de 8,5 milhões de habitantes, a Bolívia apresenta baixíssimo nível de vida. A expectativa de vida gira em torno de 62 anos de idade e a taxa de analfabetismo é de mais de 14%
Em 1975, o país procurou intensificar relações comerciais com os países do Mercosul, principalmente Brasil e Argentina. Em1997, a Bolívia tornou-se membro associado do Mercosul.
A construção do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), com o fornecimento de gás para o Brasil, é importante para o desenvolvimento da economia boliviana.
Com a eleição de Evo Morales (presidente de origem indígena) em 2005, o país tem implantado uma política econômica e social que tem invertido as estratégias econômicas e sociais em relação aos governos antecessores.
A nacionalização e estatização das riquezas do subsolo (minérios), a renegociação do preço do gás natural exportado pelo país (Gasbol), a implantação de projetos de reforma agrária e o aumento dos investimentos sociais tem promovido uma melhora das condições socioeconômicas da população boliviana, a mais pobre e subdesenvolvida da América do Sul.
As reformas estruturais promovidas pelo governo atual tem encontrado forte resistência da elite nacional e das multinacionais que atuam no país.