1 of 16

FILOSOFIA

1ª SÉRIE

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

AULA 12

2 of 16

3 of 16

  • Compreender o dualismo de Platão;

OBJETIVOS DA AULA:

4 of 16

A escultura de Diet Wiegman, artista holandês nos permite fazer uma analogia com a teoria de Platão, o objeto original apresenta uma forma muito diferente de sua sombra projetada e pode variar com a incidência da luz. Temos o original e o percebido, que não corresponde à realidade.

5 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

Antes de estudarmos as teorias de Platão, vamos relembrar os problemas colocados por Heráclito e Parmênides. Heráclito defendia o movimento como realidade do mundo, o mundo era o que era percebido, era movimento! Já Parmênides defendia o contrário, a imutabilidade das coisas, o movimento é ilusório, e a essência permanece sempre a mesma.

Onde estaria a realidade? No movimento que percebemos pelos sentidos ou na ideia de uma essência imutável? Os filósofos posteriores a eles tiveram que lidar com essas questões, entre eles, Platão. Vamos ver como o filósofo respondeu a essa questão.

6 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

Platão tentou resolver esses problemas criando uma teoria para explicar a realidade que abrangesse o movimento e ao mesmo tempo as coisas que tem a essência imutável, é a chamada Teoria das Ideias ou Teoria das Formas.

Platão faz a divisão entre o conhecimento que é adquirido pelos sentidos e pela razão. Os sentidos mostram a multiplicidade, a mudança do mundo, mas são falsos, já a razão é o meio de conhecer a essência, que é imutável.

7 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

Sócrates - E com relação à multiplicidade das coisas belas: homens, cavalos, vestes e tudo o mais da mesma natureza, que ou são iguais ou belas e recebem a própria designação daquelas realidades: conservam-se sempre idênticas ou, diferentemente das essências, não são jamais idênticas, nem com relação às outras nem, por assim dizer, consigo mesmas?

Cebes - Isso, justamente, Sócrates, é o que se observa, respondeu Cebete, nunca se conservam as mesmas.

Sócrates - E não é certo também que todas essas coisas se podem ver e tocar ou perceber por intermédio de qualquer outro sentido, ao passo que as essências, que se conservam sempre iguais a si mesmas, só podem ser apreendidas pelo raciocínio, por serem todas elas invisíveis e estarem fora do alcance da visão?

Vamos acompanhar o diálogo entre Sócrates e Cebes, da obra Fédon, de Platão. Nele Sócrates coloca sua posição sobre os dois tipos de conhecimento.

8 of 16

ATIVIDADE

Leia com atenção o trecho. Qual a distinção Sócrates faz entre as coisas e a essência?

Escreva em seu caderno o que entendeu.

03min.

9 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

Como vimos, no sistema platônico existem duas realidades, a sensível e a inteligível (aquilo que é objeto do intelecto ou do entendimento, o que não é sensível).

A realidade sensível é composta por coisas que percebemos pelos sentidos: árvores, casas, copos, bolo, café… São coisas que podem ser tocadas, cheiradas, vistas, ouvidas e saboreadas.

10 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

A realidade inteligível não é visível, ela é constituída por conceitos que utilizamos como: belo, bem, justiça.

É possível ver algo que nos deixa felizes, mas não é possível ver o conceito de felicidade porque ele não se mostra aos nossos sentidos. Para compreender a realidade inteligível é preciso superar o conhecimento vindo dos sentidos e por meio do intelecto conhecer a essência ou Ideias das coisas, esse é um conhecimento desenvolvido pela alma.

l1nq.com/GJmyE

O que vemos no mundo sensível é apenas uma cópia das ideias do mundo inteligível.

11 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

l1nq.com/ed4Wg

A realidade inteligível é composta por Ideias, que são as formas perfeitas e imutáveis de tudo o que existe no mundo sensível. Assim, o que percebemos são cópias e portanto imperfeitas.

Converse com seu colega ao lado sobre mais exemplos de percepções do mundo sensível e inteligível.

03 min.

12 of 16

PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS

Lembra do mito da caverna? Ali já estavam elementos da Teoria das Ideias, as sombras representam o conhecimento dos sentidos, que podem nos enganar se acreditarmos que são verdadeiros em absoluto e o mundo fora da caverna representa o mundo inteligível, com as Ideias que são perfeitas e imutáveis. A verdade revelada!

Assim Platão alia a ideia de movimento e mudança de Heráclito e também o pensamento de imutabilidade da essência, como defendia Parmênides.

l1nq.com/LDD4y

13 of 16

ATIVIDADE

Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

A) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

B) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

C) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

D) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não

E) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

Ao sinal do professor, mostre a alternativa correta!

14 of 16

Platão formulou a Teoria das Ideias, de acordo com a qual existe uma distinção entre mundo sensível (material) e o mundo inteligível (das ideias). Para Platão, as ideias e formas puras habitam o mundo das ideias, sendo o mundo material apenas uma cópia imperfeita.

RETOMANDO

15 of 16

Todo material produzido e utilizado nos slides do RCO+aulas é de uso exclusivo dos professores da rede pública estadual de ensino, com a finalidade específica de aplicação em sala de aula, sendo totalmente vedada a publicização, reutilização, reprodução total ou parcial para quaisquer outros fins.

REFERÊNCIAS

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática.

ARANHA, Maria Lúcia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna.

Professor, caso tenha alguma sugestão ou elogio para esta aula, acesse:

https://forms.gle/ZuC8G4UPYMEdztJy5

16 of 16