FILOSOFIA
1ª SÉRIE
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
AULA 12
OBJETIVOS DA AULA:
A escultura de Diet Wiegman, artista holandês nos permite fazer uma analogia com a teoria de Platão, o objeto original apresenta uma forma muito diferente de sua sombra projetada e pode variar com a incidência da luz. Temos o original e o percebido, que não corresponde à realidade.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
Antes de estudarmos as teorias de Platão, vamos relembrar os problemas colocados por Heráclito e Parmênides. Heráclito defendia o movimento como realidade do mundo, o mundo era o que era percebido, era movimento! Já Parmênides defendia o contrário, a imutabilidade das coisas, o movimento é ilusório, e a essência permanece sempre a mesma.
Onde estaria a realidade? No movimento que percebemos pelos sentidos ou na ideia de uma essência imutável? Os filósofos posteriores a eles tiveram que lidar com essas questões, entre eles, Platão. Vamos ver como o filósofo respondeu a essa questão.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
Platão tentou resolver esses problemas criando uma teoria para explicar a realidade que abrangesse o movimento e ao mesmo tempo as coisas que tem a essência imutável, é a chamada Teoria das Ideias ou Teoria das Formas.
Platão faz a divisão entre o conhecimento que é adquirido pelos sentidos e pela razão. Os sentidos mostram a multiplicidade, a mudança do mundo, mas são falsos, já a razão é o meio de conhecer a essência, que é imutável.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
Sócrates - E com relação à multiplicidade das coisas belas: homens, cavalos, vestes e tudo o mais da mesma natureza, que ou são iguais ou belas e recebem a própria designação daquelas realidades: conservam-se sempre idênticas ou, diferentemente das essências, não são jamais idênticas, nem com relação às outras nem, por assim dizer, consigo mesmas?
Cebes - Isso, justamente, Sócrates, é o que se observa, respondeu Cebete, nunca se conservam as mesmas.
Sócrates - E não é certo também que todas essas coisas se podem ver e tocar ou perceber por intermédio de qualquer outro sentido, ao passo que as essências, que se conservam sempre iguais a si mesmas, só podem ser apreendidas pelo raciocínio, por serem todas elas invisíveis e estarem fora do alcance da visão?
Vamos acompanhar o diálogo entre Sócrates e Cebes, da obra Fédon, de Platão. Nele Sócrates coloca sua posição sobre os dois tipos de conhecimento.
ATIVIDADE
Leia com atenção o trecho. Qual a distinção Sócrates faz entre as coisas e a essência?
Escreva em seu caderno o que entendeu.
03min.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
Como vimos, no sistema platônico existem duas realidades, a sensível e a inteligível (aquilo que é objeto do intelecto ou do entendimento, o que não é sensível).
A realidade sensível é composta por coisas que percebemos pelos sentidos: árvores, casas, copos, bolo, café… São coisas que podem ser tocadas, cheiradas, vistas, ouvidas e saboreadas.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
A realidade inteligível não é visível, ela é constituída por conceitos que utilizamos como: belo, bem, justiça.
É possível ver algo que nos deixa felizes, mas não é possível ver o conceito de felicidade porque ele não se mostra aos nossos sentidos. Para compreender a realidade inteligível é preciso superar o conhecimento vindo dos sentidos e por meio do intelecto conhecer a essência ou Ideias das coisas, esse é um conhecimento desenvolvido pela alma.
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O que vemos no mundo sensível é apenas uma cópia das ideias do mundo inteligível.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
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A realidade inteligível é composta por Ideias, que são as formas perfeitas e imutáveis de tudo o que existe no mundo sensível. Assim, o que percebemos são cópias e portanto imperfeitas.
Converse com seu colega ao lado sobre mais exemplos de percepções do mundo sensível e inteligível.
03 min.
PLATÃO E O MUNDO DAS IDEIAS
Lembra do mito da caverna? Ali já estavam elementos da Teoria das Ideias, as sombras representam o conhecimento dos sentidos, que podem nos enganar se acreditarmos que são verdadeiros em absoluto e o mundo fora da caverna representa o mundo inteligível, com as Ideias que são perfeitas e imutáveis. A verdade revelada!
Assim Platão alia a ideia de movimento e mudança de Heráclito e também o pensamento de imutabilidade da essência, como defendia Parmênides.
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ATIVIDADE
Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?
A) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
B) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
C) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
D) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não
E) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
Ao sinal do professor, mostre a alternativa correta!
Platão formulou a Teoria das Ideias, de acordo com a qual existe uma distinção entre mundo sensível (material) e o mundo inteligível (das ideias). Para Platão, as ideias e formas puras habitam o mundo das ideias, sendo o mundo material apenas uma cópia imperfeita.
RETOMANDO
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REFERÊNCIAS
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática.
ARANHA, Maria Lúcia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna.
Professor, caso tenha alguma sugestão ou elogio para esta aula, acesse: