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Contracepção e DIU - Vencendo dificuldades institucionais na APS no DF

Ana Clara Sousa Nunes - Nunes C.S., Ana - Antônio Carlos Pereira Leite Kotovicz - Kotovicz C.P. L., - Artur Burle Gonçalves - Burle G.A, - Jessica Lucena Wolff- Wolff L. J, Carolina Saldanha Lima- Lima S.N.H, Carolina,

Secretária de Saúde do Governo do Distrito Federal( GDF) – Unidade Básica de Saúde 2 do Itapoã

Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília- Brasília DF

A população do Itapoã apresenta altos índices de natalidade e mortalidade geral e materna, também relacionados ao elevado índice de gestações não planejadas por desinformação e dificuldade de acesso a métodos contraceptivos somados a disparidades de responsabilidade de planejamento reprodutivo por violência de gênero. Nesse cenário o DIU é especialmente estratégico por sua segurança, duração, efetividade, baixo custo e facilidade de inserção.

Descrever o fluxo para implementação do DIU na unidade básica e os empecilhos encontrados para ofertar o serviço.

Introdução

Metodologia

Com o treinamento de inserção de DIU a efetuação do serviço fica baseada no bloco de horas de consultas, abarcando demanda agendada e não programada. Assim como em outras instâncias de matriciamento a dinâmica entre atenção primária e especializada é pautada na atuação conjunta tanto em cenário terciário quanto primário, com padronização do atendimento pela gerência da unidade.

Ao longo de 2016 e 2017 foram tentadas múltiplas tentativas de parceria entre serviços especializados ginecológicos e atenção primária. Houve certa divergência institucional pois o modelo tradicional consistia na inserção do DIU por ginecologistas centros de saúde mais especializados. Como a UBS Itapoã pertence à região leste, área de atuação do Hospital Universitário de Brasília, foi feita uma parceria com especialistas deste serviço para treinamento dos médicos da nossa unidade. Apesar do esforço para decisões colegiadas, o andamento do projeto foi possível somente com decisões diretas da diretoria regional e gestão local.

Resultado

O fortalecimento e resolutividade da abordagem na atenção primária é de suma importância especialmente para grupos de vulnerabilidade, e opções de planejamento familiar e liberdade sexual são importantes fatores de empoderamento. Obstáculos institucionais são amplamente influenciados por ações gerenciais diretas e estratégicas, com mudanças na Secretaria de Saúde para fornecimento de materiais, porta de entrada na atenção primária e priorização de grupos de vulnerabilidade.

Conclusão