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Discussão de Casos Clínicos

Radiologia do Abdome

Luís Felipe de Magalhães Andrade

R3 de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina

Coordenação: Giuseppe D'Ippolito e Daniel Bekhor

https://conferenciaweb.rnp.br/conference/rooms/ddi-abdomen/invite

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CASO CLÍNICO

  • Paciente do sexo masculino, 47 anos
  • HDA: dor abdominal há 2 meses não associado a alimentação. Sem outros sintomas associados. Nega comorbidades. Houve piora da dor nos últimos dias, e localização no hipocôndrio direito.
  • Lab: GGT 1936 / FA 512 / BT: 15,2 (BD: 13,4) / TGO: 119 / TGP: 205
  • Ultrassonografia abdominal: dilatação de vias biliares intra-hepáticas e múltiplas lesões nodulares hepáticas suspeitas.
  • Paciente realizou estudo por ressonância magnética.

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T2

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T2 SPAIR

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DWI/ADC

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DWI/ADC

334 x 10^-6

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Sobre a avaliação da dilatação da via biliar, por meio da ressonância nuclear magnética, assinale a alternativa correta

  1. Na ressonância magnética, o grau de dilatação da via biliar não costuma ter relação com o nível de colestase.
  2. As sequências de difusão, juntamente com os valores do mapa de ADC (Coeficiente de Difusão Aparente), podem ser utilizados como preditores de colestase.
  3. A presença de áreas de restrição à difusão na parede da via biliar só pode estar relacionado a presença de doença neoplásica.
  4. O uso de gadolínio é indispensável para detectar qualquer dilatação da via biliar em casos de colestase, já que as sequências sem contraste não são eficazes.

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Sobre a avaliação da dilatação da via biliar, por meio da ressonância nuclear magnética, assinale a alternativa correta

  1. Na ressonância magnética, o grau de dilatação da via biliar não costuma ter relação com o nível de colestase
  2. As sequências de difusão, juntamente com os valores do mapa de ADC (Coeficiente de Difusão Aparente), podem ser utilizados como preditores de colestase.
  3. A presença de áreas de restrição à difusão na parede da via biliar só pode estar relacionado a presença de doença neoplásica.
  4. O uso de gadolínio é indispensável para detectar qualquer dilatação da via biliar em casos de colestase, já que as sequências sem contraste não são eficazes.

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O USO DAS SEQUÊNCIAS DE DIFUSÃO COMO FERRAMENTA DIAGNÓSTICA DA OBSTRUÇÃO DE VIA BILIAR

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O USO DAS SEQUÊNCIAS DE DIFUSÃO COMO FERRAMENTA DIAGNÓSTICA DA OBSTRUÇÃO DE VIA BILIAR

  • Métodos
    • 84 pacientes
      • 58 com alterações laboratoriais (BT, GGT, FA)
      • 26 sem alterações laboratoriais
    • Todos foram submetidos à RNM com aquisições:
      • B0 / B50 / B500 / B700
    • Feitos comparações dos achados de imagem com as alterações laboratoriais
      • Sinal nas sequências de difusão
      • Grau de dilatação
      • E medidas do valor de ADC no ducto hepatocolédoco a cima da obstrução.

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Conclusões

Grau de dilatação da via biliar (leve, moderada e grave)

Persistência de sinal da sequência de B500 para B700

Valor médio para o ADC no ducto colédoco <353 x 10^-6 mm²/s

1

2

3

Sensibilidade: 81%

Especificidade: 92,3%

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Voltando ao caso…

  • Paciente foi submetido a drenagem de vias biliares por CPRE

10/09

27/08

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Voltando ao caso…

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Voltando ao caso…

334 x 10^-6

381 x 10^-6

BT: 15,2

BT: 6,1

353

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Aplicabilidade clínica

  • Caso 01
    • Sexo feminino, 27 anos, dor no hipocôndrio direito, náuseas e vômitos. APP: pancreatite aguda biliar há dois meses. Lab: Leuco 11k / BT 3,98 BD 2,94 / TGO 340 / TGP 346 / GGT: 802 / FA 204

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Aplicabilidade clínica

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Aplicabilidade clínica

384 x 10^-6

> 353

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Aplicabilidade clínica

  • Caso 02
    • Paciente internada com pneumonia. TC de tórax observou dilatação de via biliar intra-hepática. Colecistectomia prévia. Laboratório: TGO/TGP/GGT/FA e bilirrubinas normais.

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Aplicabilidade clínica

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Aplicabilidade clínica

385 x 10^-6

> 353

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Grau de dilatação da via biliar (leve, moderada e grave)

Persistência de sinal da sequência de B500 para B700

Valor médio para o ADC no ducto colédoco <353 x 10^-6

1

2

3

Sensibilidade: 81%

Especificidade: 92,3%

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Luís Felipe de Magalhães Andrade

R3 Radiologia e Diagnóstico por Imagem – EPM/UNIFESP

Coordenação: Giuseppe D’Ippolito e Daniel Bekhor

Obrigado.

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Referências

  • Paro, E. D. L., Puchnick, A., Szejnfeld, J., & Goldman, S. M. (2020). Use of diffusion-weighted imaging in the noninvasive diagnostic of obstructed biliary ducts. Abdominal Radiology.
  • Morgan M, Bell D, Baba Y, et al. Bile duct dilatation. Reference article, Radiopaedia.org (Accessed on 11 Sep 2024)