Organismos Bentônicos de Mesolitoral na
Área de Influência das Usinas Nucleares
em Angra dos Reis, RJ, Brasil.
João Vitor Mafra 1; Marcos Bastos Pereira 1; Monica Dias Correa da Silva 1; Marcella Zicari Amaral 1;
Ana Carolina Lustosa 1; Maria Eduarda Visentin 1,
1 joaomafragm@gmail.com - Faculdade de Oceanografia (UERJ) #1, Rio de Janeiro, Brasil
Resultados
Introdução
Métodos
Conclusões
Agradecimentos
Referências
O arquipélago da Baía de Ilha Grande, compreendido no estado do Rio de Janeiro, é composto por 187 ilhas e ilhotas (entre outras formações) que possuem vasta diversidade de ambientes com suas particulares formações de fauna e flora.
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto – CNAAA, pertencente à Eletronuclear S.A. está situada na Baía da Ilha Grande, e é responsável pela produção de energia elétrica através do processo de fissão nuclear do urânio. As instalações industriais interagem e pressionam os ecossistemas, sendo imprescindível a realização de estudos de monitoramento das comunidades biológicas em suas áreas adjacentes.
Os habitats costeiros bentônicos estão entre os ecossistemas marinhos mais relevantes do planeta, possuindo alta riqueza de espécies com grande variedade de organismos. Como a sensibilidade aos efeitos varia de uma espécie para a outra, é possível identificar implicações dos poluentes refletidos nas mudanças estruturais da comunidade ao longo do tempo de monitoramento.
Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar e comparar os índices ecológicos de riqueza, diversidade, e equitabilidade das comunidades de costões rochosos do mesolitoral de três pontos amostrais no entorno da Central Nuclear: Piraquara de Fora, Praia Vermelha e Ilha do Pelado.
A obtenção de dados foi realizada na Baía de Ilha Grande, nos pontos: Piraquara de Fora, Praia Vermelha e Ilha do Pelado (mapa 1); entre dezembro de 2019 e março de 2020, e outubro de 2021 e março de 2022. Foram amostrados dados de temperatura, salinidade e pH, e de percentual de cobertura dos organismos bentônicos de três transectos verticais a partir do método de porcentagem de cobertura total em cada uma das estações de coleta.
Foram realizadas amostragens não destrutivas, a partir da leitura de transectos aleatórios dispostos verticalmente em triplicatas pelo mesolitoral de costões das estações de coleta. E, assim, foram observados e registrados os percentuais de cobertura dos indivíduos das classes de invertebrados: bivalvia, cirripedia, cnidaria, crustacea, echinoidea e gastropoda; e dos filos de macroalgas: cladophora, phaeophyta, rhodophyta
A riqueza, o índice da diversidade de Shannon e o índice de equitabilidade de Pielou das espécies foram calculadas no software RStudio a partir do pacote Vegan, e as diferenças entre os resultados de riqueza para comparações entre os pontos e as campanhas, avaliadas.
É possível perceber, assim, os menores valores dos índices de diversidade e equitabilidade para a estação amostral de Piraquara de Fora, que é a estação mais próxima ao efluente de refrigeração da CNAAA. Esse ponto apresentou temperaturas da água mais elevadas (em média 3,5°C) do que os outros dois durante todas as estações sazonais avaliadas. Por isso, julga-se que tal fator influenciou a presença e a cobertura de espécies bentônicas dos costões rochosos próximos. Portanto, conclui-se que a continuidade de estudos sazonais a longo prazo são de grande importância para avaliação dos fatores ambientais atuantes sobre as populações bentônicas de costões rochosos da região.
À Faculdade de Oceanografia (FAOC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) pelo apoio logístico e acadêmico, e à Eletronuclear S.A. pela autorização do uso de dados e apoio na execução do trabalho.
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Gráfico 1. Índice de Diversidade de Shannon das estações de coleta
Gráfico 2. Riqueza das estações de coleta
Mapa 1: estações de coleta
Gráfico 3
Gráfico 4
Gráfico 5
Gráfico 6
Gráficos 3, 4, 5 e 7: dados abióticos (salinidade, pH e temperatura) das estações de coleta por período amostral