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CÉSAR

ROBÉRIO

HISTÓRIA

O PERÍODO REGENCIAL

E AS CONTESTAÇÕES

AO PODER CENTRAL

17/03/2022

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  • As Províncias se rebelam contra os governos regenciais, não se sentem representadas.

  • A independência em relação a Portugal não trouxe a realização de muitas expectativas quanto o desenvolvimento local.

Instabilidade do período regencial

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A hegemonia da cafeicultura

  • As Províncias questionavam a prioridade que os governos regenciais davam para a cafeicultura, desconsiderando as demais atividades econômicas.

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Instabilidade do período regencial

O Ato Adicional de 1834 assegurou medidas descentralizadoras, como as Assembleias Legislativas Provinciais, reforçando as pretensões de autonomia local.

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A legitimidade do poder dos regentes

era questionada.

  • As revoltas explodiram no país, por diversas causas.

  • Não é possível pensar nessas revoltas de forma homogênea, atribuindo apenas uma única causa, uma mesma motivação, embora, a perda de uma ideia de legitimidade – existente enquanto D. Pedro I esteve à frente do trono – possa ser considerado um fator relevante.

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Movimentos Regenciais

  • A jovem nação é agitada por movimentos contestatórios nas Províncias.

  • A unidade territorial do Brasil, uma exceção em relação às ex-colônias, estava ameaçada.

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REVOLTA DOS MALÊS (BA)

(1835)

  • Em Salvador, nas primeiras décadas do século XIX, os negros escravos ou libertos correspondiam a cerca de metade da população.

  • Pertenciam a vários grupos étnicos, culturais e religiosos, entre os quais os muçulmanos – genericamente denominados malês -, que protagonizaram a Revolta dos Malês, em 1835.

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  • O exército rebelde era formado, em sua maioria, por “negros de ganho”, escravos que vendiam produtos de porta em porta e, ao fim do dia, dividiam os lucros com os senhores.

  • Podiam circular mais livremente pela cidade que os escravos das fazendas, o que facilitava a organização do movimento.

REVOLTA DOS MALÊS (BA)

(1835)

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  • Os revoltosos lutavam contra a escravidão e a imposição da religião católica, em detrimento da religião muçulmana.

  • A repressão oficial resultou no fim da Revolta dos Malês, que teve muitos mortos, presos e feridos.

REVOLTA DOS MALÊS (BA)

(1835)

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CABANAGEM (PA)

(1835-1840)

  • A tendência autonomista do Pará remonta ao período colonial, quando o Grão-Pará estava mais ligado à metrópole do que ao restante da colônia.

  • Com o movimento pela Independência do Brasil, acirrou-se na província o caráter republicano, especialmente entre os mais pobres: os moradores de regiões ribeirinhas – denominados cabanos, pois moravam em cabanas -, indígenas, negros e mestiços.

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CABANAGEM (PA)

(1835-1840)

  • Reivindicando terras e melhores condições de vida, os revoltosos enfrentaram as forças militares do governo em 1835.

  • Derrotados na capital, os cabanos prosseguiram lutando no interior até 1840, quando a sangrenta repressão do governo pôs fim ao conflito da Cabanagem, com um saldo de aproximadamente 30 mil mortos, cerca de 20% da população estimada na província do Pará. 

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SABINADA (BA)

(1837-1838)

  • Liderada pelo médico Francisco Sabino.

  • O movimento contestava a concentração do poder local exercido por autoridades nomeadas pelo governo regencial.

  • Separatistas, os revoltosos propunham a formação de uma república baiana até a maioridade do imperador. A república chegou a ser proclamada, mas durou apenas alguns meses. 

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SABINADA (BA)

(1837-1838)

  • Revolta urbana, a Sabinada teve participação de profissionais liberais (médicos, advogados, jornalistas), servidores públicos, pequenos comerciantes, artesãos e militares.
  • Depois de um momento de avanço, no qual o governador da província foi obrigado a deixar a cidade, os revoltosos sofreram violenta repressão, que debelou o movimento.
  • Muitos morreram em combate, e os líderes foram executados ou deportados.

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BALAIADA (MA/PI)

(1838-1841)

  • Nasceu das disputas políticas entre grupos rivais (conservadores x liberais) e das dificuldades econômicas da província.

  • A disputa entre as elites locais desembocou numa revolta popular.

  • A “Lei dos Prefeitos” em que o Presidente da Província deveria nomear prefeitos revoltou ainda mais os liberais, grupo que estava na oposição.

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BALAIADA (MA/PI)

(1838-1841)

Duque de Caxias

  • Grande participação dos escravos fugitivos e um dos líderes do movimento foi Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, apelidado de Balaio.
  • Entre as elites, havia conflitos entre os fazendeiros de gado liberais, denominados bem-te-vis, e os conservadores da região.
  • As rivalidades se ampliaram, atingindo também as camadas populares.
  • A revolta foi dominada em 1841 pelas tropas do coronel Luís Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias, a mando do governo regencial.

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REVOLUÇÃO FARROUPILHA (RS)

(1835-1845)

  • Iniciada no Rio Grande do Sul e estendida até Santa Catarina, a Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha, foi a maior e mais longa revolta do período regencial.

  • Foi liderado por personagens que ganharam notoriedade no cenário político do Brasil e de outros países: Giuseppe Garibaldi, Bento Gonçalves, Bento Manuel e Anita Garibaldi.

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REVOLUÇÃO FARROUPILHA (RS)

(1835-1845)

  • Os farrapos, como os rebeldes eram denominados, reivindicavam maior autonomia política e econômica para o Sul.

  • Na raiz do conflito estava o descontentamento dos poderosos estancieiros gaúchos com a política de impostos do governo central e a ausência do governo regencial em relação à concorrência do charque platino.

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Questões

01. Durante o período regencial (1831 a 1840) grupos econômicos hegemônicos oriundos dos setores agrários fizeram um intenso debate entre:

  1. Defensores do setor agrícola em oposição aos que defendiam o desenvolvimento industrial.
  2. Aqueles que queriam instalar uma república em conflito com os que defendiam a monarquia.
  3. Os abolicionistas de um lado e os escravocratas do outro.
  4. Os cafeicultores paulistas e os cafeicultores mineiros.
  5. Os que argumentavam a necessidade da descentralização política e os que defendiam a centralização.

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02. Sobre a Guarda Nacional, força para militar criada pelo Padre Feijó, assinale a alternativa incorreta:

  1. Comercializavam patentes, capitão, coronel, por exemplo.
  2. Criada para combater os movimentos regenciais.
  3. Tinham a aprovação do Exército brasileiro, por colaborarem com as forças armadas do país.
  4. Reforçavam as estruturas clientelistas e nepotistas do Brasil.
  5. Um dos argumentos utilizados pelos seus defensores foi que iriam contribuir a manutenção da unidade territorial do país.

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03. O período regencial ficou caracterizado pela forte instabilidade política e ameaça da perda da unidade territorial. Dentre os movimentos regenciais notabilizou-se a Revolta dos Malês em Salvador(BA). Sobre este movimento assinale a alternativa correta:

  1. Semelhante ao Quilombo dos Palmares, organizaram núcleos rurais de resistência à escravidão.
  2. Zumbi dos Palmares foi a grande liderança da Revolta dos Malês, tendo sido executado por Domingos Jorge Velho.
  3. Destacou-se dos outros movimentos de resistência à escravidão pela liderança de africanos islâmicos.
  4. Tiveram muitas dificuldades para mobilizar os escravos por não dominarem a escrita.
  5. Conseguiram controlar a capital da Bahia por alguns dias, com apoio da população pobre.

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04. A Revolução Farroupilha também conhecida como Guerra dos Farrapos, foi um importante movimento regencial que mobilizou a Província do Rio Grande do Sul na luta pela sua autonomia. Sobre a Guerra dos Farrapos assinale a alternativa incorreta:

  1. Foi a mais longa guerra civil brasileira, durou dez anos, de 1835 a 1840.
  2. A concorrência do charque platino foi um dos estopins do conflito, associado ao pouco interesse do governo regencial com o problema.
  3. Proclamaram a separação do Rio Grande do Sul em relação ao Brasil com a instalação da República Rio-Grandense.
  4. Contou com a participação destacada do italiano Giuseppe Garibaldi.
  5. Ao término do movimento suas lideranças foram executadas.

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