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Trocas gasosas nos animais

Biologia e Geologia  Prof. Nuno Meia-Onça

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Trocas gasosas

Trocas gasosas em diferentes meios

  • As trocas gasosas que os organismos vivos realizam são manifestações do seu complexo metabolismo celular.

  • Os gases trocados entre os seres vivos e o meio são o oxigénio, o dióxido de carbono e o vapor de água.

Trocas gasosas nos animais

H2O

CO2

CO2

O2

Fotossíntese

Mitocôndria

Trocas gasosas nas plantas

CO2

O2

O2

Mitocôndria

Cloroplasto

Respiração aeróbia

Respiração aeróbia

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A atmosfera contém, em média 210 mL de O₂ por litro de ar (21%). Esta quantidade diminui com a altitude.

No oceano, a concentração máxima de oxigénio dissolvido é de cerca de 9 mg/L (ou seja, 0,009 g por litro), 0,001%. Este valor diminui com o aumento de temperatura e profundidade.

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  • Os animais apresentam estruturas especializadas nas trocas gasosas – as superfícies respiratórias.

  • É através destas superfícies que o oxigénio entra e o dióxido de carbono sai do organismo.

  • Todas as superfícies respiratórias possuem as seguintes características em comum:
      • Estruturas com espessura reduzida em muitos casos com apenas uma camada de células;
      • Sempre húmidas de modo a permitir a difusão de gases;
      • Grande superfície de contacto entre o meio interno e o meio externo;
      • Muito vascularizadas.

Superfícies Respiratórias

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Superfícies Respiratórias

Trocas gasosas

Difusão Direta

Difusão Indireta�Hematose

Passagem dos gases diretamente para as células.

O sangue é um intermediário entre as superfícies respiratórias e as células

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Difusão Direta

  • A hidra apresenta apenas duas camadas de células, contactando ambas diretamente com a água.
  • A planária apresenta uma forma achatada que proporciona uma grande superfície relativamente ao volume, por isso a grande maioria das células contacta diretamente com o meio externo.

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  • Os artrópodes terrestres como os insetos, aranhas e escorpiões possuem uma rede de túbulos – as traqueias.

  • As traqueias ramificam-se no interior do animais em canais mais estreitos – as traquíolas.

  • A entrada dos gases ocorre através de orifícios localizados na superfície do corpo – os espiráculos.

Espiráculo

Traqueia

CO2

O2

Traquíola

Músculo

Minhoca-doméstica

Difusão Direta - Traqueias

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  • No insetos voadores, em que o consumo de oxigénio é elevado, existem sacos aéreos que facilitam a ventilação.

  • O sistema circulatório (aberto) não participa na distribuição dos gases respiratórios, apenas de nutrientes.

Difusão Direta - Traqueias

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  • Os anfíbios e anelídeos realizam as trocas gasosas através do tegumento utilizando o fluido circulante – difusão indireta.
  • Estes animais possuem glândulas mucosas que mantem a pele húmida e uma densa redes de vasos sanguíneos perto da superfície.
  • Presente em anelídeos e anfíbios.

Minhoca

Água

CO2

O2

Cutícula

Epiderme

Capilar

Células dos tecidos

Hematose Cutânea

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Hematose Branquial

  • Em seres aquáticos mais complexos há evaginações – prolongamentos para fora do corpo – onde ocorre difusão indireta.

  • Estas estruturas especializadas nas trocas gasosas dentro de água denominam-se brânquias e estão presentes em animais aquáticos como crustáceos, moluscos, anfíbios e peixes.

Brânquias externas

Axolote

Lesma-do-mar

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Lagostim

(crustáceo)

Tubarão

(peixe cartilagíneo)

Hematose Branquial

  • Nos peixes cartilagíneos (tubarões e raias) as brânquias estão presentes em fendas branquiais abertas, nos peixes ósseos encontram-se protegidas pelo opérculo.

(peixe ósseo)

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Trocas gasosas

Hematose Branquial

  • Em cada brânquia podem observar-se estruturas ósseas chamadas arcos branquiais (1) que suportam filamentos branquiais (2). Estes estão inseridos obliquamente nos arcos branquiais e suportam duas arteríolas cada um. Entre estes dois vasos estabelece-se uma rede de capilares em dilatações do chamadas filamento lamelas branquiais (3).

1

2

3

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  • As brânquias dos peixes são altamente vascularizadas e constituem uma grande superfície de contacto.

  • Para aproveitarem ao máximo o oxigénio disponível na água os peixes têm um sistema simples mas muito eficiente – o mecanismo contracorrente.

  • Neste mecanismo o sangue que irriga a superfície respiratória circula no sentido contrário da água.

Para garantir um

fluxo contínuo de água, o peixe, com a fenda opercular fechada, abre a boca e cria uma

tensão de sucção.

A contração da cavidade bucal força a água para as brânquias e para o exterior, quando abre a fenda opercular.

Hematose Branquial

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  • A colonização do ambiente terrestre por parte dos vertebrados foi possível graças a invaginações que protegeram as superfícies respiratórias da dessecação, mantendo a grande superfície de contacto com o ar – os pulmões.
  • Presente em anfíbios, repteis, aves e mamíferos.

Rela

Salamandra

Porquinho da índia

Pardal

Sacos aéreos

Os pulmões dos mamíferos têm a maior relação superfície/volume de todos os vertebrados.

Os pulmões das aves são pequenos e pouco elásticos, mas muito eficientes. Nas aves, o ar percorre os pulmões num só sentido.

Os pulmões dos anfíbios

são pequenos e pouco

compartimentados.

Hematose Pulmonar

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Hematose Pulmonar

  • Durante o processo evolutivo, os sistemas respiratório adquiriram três adaptações:
    • Aumento da superfície respiratória, por compartimentação,

ramificação e pregueamento no interior do pulmão.

    • Ventilação mais eficiente, com participação de um maior número de músculos e estruturas.
    • Circulação sanguínea mais eficaz, por aumento da

vascularização e aquisição de circulação dupla e completa.

Rela

Salamandra

Porquinho da índia

Pardal

Sacos aéreos

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Hematose Pulmonar

  • A ventilação pulmonar é o conjunto de movimentos respiratórios que permitem a inspiração (entrada de ar rico em O₂) e a expiração (saída de ar rico em CO₂).�Funciona graças a alterações de volume da caixa torácica, que provocam variações de pressão no interior dos pulmões, permitindo o fluxo de ar:

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Hematose Pulmonar

  • Na Inspiração ocorre a entrada de ar, rico em oxigénio:
    • Diafragma contrai → desce e fica mais plano.
    • Músculos intercostais externos contraem, puxando as costelas para cima e para fora.
    • A caixa torácica expande-se, aumentando o volume da cavidade torácica.
    • O volume pulmonar aumenta e a pressão intrapulmonar baixa (fica inferior à pressão atmosférica).
    • O ar entra nos pulmões.

Os músculos

intercostais

externos

contraem.

O diafragma contrai.

Inspiração

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Hematose Pulmonar

Os músculos

intercostais

externos

relaxam.

Expiração

O diafragma relaxa.

  • Expiração (saída de ar)
    • Diafragma relaxa e sobe, voltando à forma de cúpula.
    • Músculos intercostais externos relaxam, as costelas descem e movem-se para dentro.
    • A caixa torácica diminui de volume.
    • O volume pulmonar diminui levando ao aumento da pressão intrapulmonar (fica superior à pressão atmosférica).
    • O ar sai dos pulmões.

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  • Nos anfíbios a ventilação pulmonar é feita apenas com recursos à musculatura bucal (não apresentam costelas nem diafragma).

  • A ventilação pulmonar é insuficiente e, portanto, tem de ser auxiliada pela respiração cutânea.

  • Para além destes fatores, possuem circulação incompleta, o que os impede de terem taxas metabólicas muito elevadas.

❶ Com as narinas abertas e a cavidade bucal expandida, o ar entra para a boca.

❷ Com as narinas fechadas e a glote aberta, a cavidade bucal contrai e o ar entra e enche os pulmões.

❸ Quando a cavidade bucal expande, o ar sai dos pulmões e volta à cavidade bucal.

❹ A glote fecha, as narinas

abrem e, com a contração

da cavidade bucal, o ar sai.

Hematose Pulmonar - Anfíbios

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  • Nas aves, o sistema respiratório é constituído por vias respiratórias, sacos aéreos posteriores, anteriores e pulmões.
  • Os sacos aéreos diminuem a densidade da ave, ajudam a dissipar o calor e constituem reservas de ar.
  • No interior dos pulmões, existem estruturas tubulares, parabrônquios, onde ocorre a hematose.
  • Os movimentos respiratórios são da responsabilidade de vários músculos, que levam à expansão ou contração dos sacos aéreos, visto que os pulmões

são relativamente rígidos.

  • O ar flui num só sentido, o que o torna

mais eficaz, permitindo as aves

respirarem em altitudes elevadas.

Hematose Pulmonar - Aves

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Ventilação nas aves

Inspiração 1:

Passagem do ar pelas vias respiratórias para os sacos aéreos posteriores.

Expiração 1:�Passagem do ar para os pulmões e hematose pulmonar.

Inspiração 2

Passagem do ar para os sacos aéreos anteriores.

Expiração 2

Passagem do ar das vias respiratórias para o exterior.��O ar só flui num sentido.

Hematose Pulmonar - Aves

Inspiração 1

Inspiração 2

Expiração 2

Expiração 1

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  • No ser humano, tal como em outros mamíferos, a ventilação pulmonar envolve um número alargado de músculos.

  • O ar entra pelas vias respiratórias superiores até atingir os alvéolos.

  • Nos alvéolos ocorre a hematose pulmonar.

  • O facto de existirem os alvéolos pulmonares com

uma grande superfície de contacto e muito

vascularizados permitiram a colonização com

sucesso de todos os ambientes terrestres

devido a taxas metabólicas muito elevadas.

Sacos alveolares

Capilar

Alvéolos

CO2

O2

Hematose Pulmonar - Mamíferos

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Hematose Pulmonar - Mamíferos

A superfície respiratória dos pulmões humanos é extraordinariamente grande, porque os alvéolos pulmonares aumentam muito a área de contacto entre o ar e o sangue.

  • Em média, um adulto possui cerca de 300 a 500 milhões de alvéolos.
  • A área total de troca gasosa é de aproximadamente 70 m² (pode variar entre 50 e 100 m² consoante a estatura, sexo e condição física do indivíduo).

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Trocas gasosas

Trocas gasosas nos animais – pulmões

  • A troca de gases ao nível dos tecidos ou dos alvéolos ocorre sempre por difusão.

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