Energia em Sistemas Vivos II
Prof. Dr. Leandro Nascimento Lemos
1. Ambiente físico e químico
Energia em Sistemas Vivos II
1. Ambiente físico e químico(Alice, Maria, Carlos, Karla Cauê)
Reações geoquímicas e origem do metabolismo
1. Ambiente físico e químico (Bravin e Vinícius)
1. Ambiente físico e químico (Bravin e Vinícius)
O fluido hidrotermal (pH ~9) encontra o oceano (pH ~6), gerando gradiente natural de prótons (H⁺).
Esse gradiente é aproveitado por proteínas primitivas para formar ATP – sem bombas de íons.
Hidrogênio (H₂) e CO₂ disponíveis no ambiente reagem na presença de minerais Fe-S.
As rochas liberam ferro e enxofre, que atuam como catalisadores naturais das reações.
Energia geoquímica inicia reações que formam moléculas orgânicas simples.
Gradiente de prótons
Usa o fluxo de H+ pra produzir ATP
Movimenta íons, balanço de cargas
Oceano/atmosfera primitiva
Serpentinização
Gases dissolvidos vindos da geoquímica do sistema por difusão
Rocha ultramáfica + H2O -> Fe2+ + H2S (minerais ricos em Fe-S, que servem como catalisadores)
Servem como cofatores na via do Acetil-CoA (ciclo do brother lá) pra gerar mol. orgânicas simples
Serpentinização, nada mais é que a reação entre água do mar e rochas do manto terrestre, especialmente peridotitos (ricos em olivina e piroxênio).
(Fe²⁺, Mg)₂SiO₄ (olivina) + H₂O (quente) → serpentina + magnetita (Fe₃O₄) + H₂ (gás hidrogênio)
Mas o que rola? (de importante)
Libera calor, gera H2 (fonte de energia) e libera Fe-S
1. Ambiente físico e químico (Bravin e Vinícius)
1. Gradiente de pH gera força próton-motriz usada para gerar ATP (via ATPase).
2. Fe-S do ambiente catalisa reações que fixam carbono e produzem tioésteres energéticos.
3. Reações entre H₂ e CO₂ formam acetil-CoA → base para síntese de biomoléculas.
→ Início da bioenergética celular: vias metabólicas rudimentares e conservação de energia.
→ LUCA surge explorando diretamente essas condições geoquímicas.
1. Ambiente físico e químico (André)
Fontes Hidrotermais (André)
Geoquímica
Massoth et al., 1988
Dick, G.J. 2019
Fontes Hidrotermais (André)
Fixação de Carbono e Formação de Compostos Orgânicos
ATP sintase primitiva poderia utilizar o gradiente de Na⁺
Formação de Biomoléculas Complexas: glutamina sintase (GS) e nitrogenase (Nif)
1. Ambiente físico e químico (Natália, Izaque, Sérgio e Carlos Eduardo)
Fontes Hidrotermais (Natália, Izaque, Sérgio e Carlos Eduardo)
Energia
Fontes Hidrotermais (Natália, Izaque, Sérgio e Carlos Eduardo)
Termofílico e fontes hidrotermais:
RESPIRAÇÃO
Respiração
Ambiente físico e químico - Versão do Diogo, João Otávio, Gabriel Jesus e José David
1. Ambiente físico e químico - Versão do Diogo, João Otávio, Gabriel Jesus e José David
1. Ambiente físico e químico - Versão do Diogo, João Otávio, Gabriel Jesus e José David
2. Metabolismo e Energia
Energia em Sistemas Vivos II
Geovana, Gustavo, Matheus e Samira
Via de Wood–Ljungdahl
O que é? E por que é considerado uma via metabólica primitiva?
Conjunto de reações bioquímicas usadas por bactérias acetogênicas. É considerada uma das rotas metabólicas mais antigas da vida, devido algumas propriedades:
Simplicidade química e bioenergética: utiliza moléculas simples como CO₂ e H₂ para formar compostos orgânicos e requer pouca energia, compatível com ambientes primitivos da Terra;
Reações abiogênicas: algumas reações dessa via podem ocorrer espontaneamente em condições geoquímicas, sugerindo que poderiam ter existido antes das primeiras células;
Microrganismos basais: essa via está presente em bactérias e arqueias acetogênicas e metanogênicas, que são alguns dos organismos mais antigos conhecidos. Esses microrganismos habitam ambientes extremos, como fontes hidrotermais, semelhantes às condições da Terra primitiva.
Como essa via atua na fixação de carbono e conservação da energia?
Ela pode ser usada para metanogênese e opera na redução de CO2 para acetyl-CoA ou no sentido oxidativo de acetato para H2 e CO2.
Quando utilizada no sentido redutivo ela realiza a conservação de energia e fixação de carbono. Nos organismos metanogênicos, quando crescem em ambiente com H2 + CO2, eles usam a via para fixar o CO2, porém eles também conservam a energia transformando H2 + CO2 em metano.
Energia em Sistemas Vivos II
Ramo metil:
Ramo carbonila:
Produtos finais:
Geovana, Gustavo, Matheus e Samira
2. Metabolismo e Energia
Energia em Sistemas Vivos II
Referências:�https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2646786/
Visão detalhada da via de Wood-Ljungdahl (Davi)
Fonte: George Fuchs. DOI: 10.1146/annurev-micro-090110-102801
Indicam a entrada de moléculas com um único carbono.
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Via estudada em Moorella thermoacetica, uma bactéria acetogênica.
Variante da via. Estudada em Methanothermobacter marburgensis, uma arqueia metanogênica.
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Visão detalhada da via de Wood-Ljungdahl (Davi)
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3. Genômica e Bioquímica
A hipótese que indica para um LUCA anaeróbico e autotrófico parte da análise filogenética de proteínas compartilhadas e entre arqueias e bactérias. Os genes compartilhados entre os anaeróbios surgem como candidatos para o LUCA, devido à natureza aeróbica dos ambientes.
Tais genes estão associados ao metabolismo anaeróbico, como o CODH/ACS, que estão presentes em organismos metanogênicos e acetogênicos. Já sua identidade autotrófica, surge de presença de genes associados a via de fixação de carbono.
Estudos sobre a bioenergética de organismos modernos indicam que LUCA provavelmente habitava ambientes hidrotermais ricos em hidrogênio molecular (H₂) e dióxido de carbono (CO₂).
Gg
Genômica e Bioquímica 2
Gg
Genômica e Bioquímica 2
CODH/ACS (complexo proteico)
CO2 > CO > acetil-CoA
Fixação de carbono pela via Wood–Ljungdahl
Número de genes compartilhados
Azul: baixo
Vermelho: alto
Regiões 1, 2 e 3: responsáveis pelo metabolismo anaeróbio
Gg
Genômica e Bioquímica 2
Eric, Isabela, Júlia e Mayllon
De maneira geral, podemos analisar que:
Phosphotransacetylase (PTA)
NiFe Hydrogenase
Phosphotransacetylase (PTA)
Fonte: SCHÜTZE, Andrea; BENNDORF, Dirk; PÜTTKER, Sebastian; KOHRS, Fabian; BETTENBROCK, Katja. The Impact of ackA, pta, and ackA-pta Mutations on Growth, Gene Expression and Protein Acetylation in Escherichia coli K-12. Frontiers in Microbiology, v. 11, 20 fev. 2020. DOI: 10.3389/fmicb.2020.00233.
NiFe Hydrogenase
Fonte: Proteolytic cleavage orchestrates cofactor insertion and protein assembly in [NiFe]-hydrogenase biosynthesis. Senger, Moritz et al. Journal of Biological Chemistry, Volume 292, Issue 28, 11670 - 11681
Anelise, Anna, Beatriz e Paulo
WEISS, M. C. et al. The last universal common ancestor between ancient Earth chemistry and the onset of genetics. PLOS Genetics, v. 14, n. 8, p. e1007518, 16 ago. 2018.
Ferredoxina
SILVA, João; SANTOS, Maria. Estudo sobre catálise. Journal of Catalysis, v. 50, n. 3, p. 123-130, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1021/jacs.2c11683. Acesso em: 31 mar. 2025.
Enzima CODH-ACS
Via de Wood–Ljungdahl
4. Comparação com Vida Moderna - Bruno, Gabriela, João Pedro e Laís
Energia em Sistemas Vivos II
Quimiossíntese baseada na Monóxido de Carbono Desidrogenase/Acetil-CoA Sintase
Wood-Ljungdahl
Energia em Sistemas Vivos II
Adam, P. S., Borrel, G., & Gribaldo, S. (2018). Evolutionary history of carbon monoxide dehydrogenase/acetyl-CoA synthase, one of the oldest enzymatic complexes. Proceedings of the National Academy of Sciences, 115(6), E1166-E1173.
ilum.cnpem.br
Estudantes da Turma /23
OBRIGADO