1 of 31

Sergipe e suas oito Unidades de Gestão de Recursos Hidricos

Sergipe possui 8 unidades de gestão hídrica principais, classificadas entre rios federais e estaduais:

Federais: São Francisco, Vaza-Barris e Real (atravessam outros estados).

Estaduais: Sergipe, Japaratuba e Piauí (domínio inteiramente sergipano).

Litorâneas: Grupos de Bacias Costeiras 01 e 02.

Santana do São Francisco BH São Francisco

https://vilaaju.com.br/conheca-santana-de-sao-francisco-em-sergipe/

​

2 of 31

3 of 31

Sergipe é um Universo completo de Recursos Hídricos

4 of 31

CARVALHO, M. E. S. A questão hídrica na bacia sergipana do Rio Vaza Barris. 2010. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2010. Disponível em: https://ri.ufs.br/handle/riufs/5457. Acesso em: 31 maio 2026.

​

O meio físico da bacia do Rio Vaza Barris no Estado de Sergipe

5 of 31

“”

6 of 31

O processo para a instalação oficial do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Rio Vaza-Barris em Sergipe (criado por resolução do conselho estadual) está em fase ativa de implantação

7 of 31

RIO VAZA BARRIS NO ESTADO DE SERGIPE

A bacia abrange os territórios de 13 municípios no estado de Sergipe:

1 - Alto Vaza-Barris (Trecho Oeste / Sertão e Fronteira com a BA)

É uma região de clima seco (semiárido), no Oeste do Estado:

Carira;

Pedra Mole;

Pinhão;

Simão Dias;

Frei Paulo .

8 of 31

RIO VAZA BARRIS NO ESTADO DE SERGIPE

2 - Médio Vaza-Barris (Trecho Central / Agreste)

Região central de Sergipe, caracterizada pela transição geográfica e forte presença de serras (como as Serras de Itabaiana e da Miaba).

Campo do Brito;

Itabaiana;

Lagarto;

Macambira;

São Domingos.

Sistema Produtor de Cajaiba

9 of 31

RIO VAZA BARRIS NO ESTADO DE SERGIPE

Baixo Vaza-Barris (Trecho Leste / Litoral e Região Metropolitana)

Área próxima à foz, onde o rio corre em direção ao Oceano Atlântico. É o trecho mais urbanizado e com manguezais:

Aracaju (Foz / Zona de Expansão);

Areia Branca;

Itaporanga d'Ajuda;

São Cristóvão.

​

10 of 31

“Só conhecimento em abundância é potência pura!!! Mas, é apenas força sem controle.

Haverá controle quando houver o envolvimento das pessoas que moram e vivem no Alto, no Médio e no Baixo Rio Vaza Barris no uso deste conhecimento.”

​

“A VERDADEIRA GESTÃO NASCE DAS PESSOAS."

Geografia Física, Morfometria e Dinâmica Geológica

SANTOS, Maria Gabriela Melo; NASCIMENTO, Paulo Sérgio de Rezende. Análise morfométrica da Bacia Hidrográfica do Rio Vaza-Barris (SE): identificação de área vulnerável à degradação ambiental. Scientia Plena, v. 20, n. 8, 2024. Acesse no Scientia Plena.

SANTOS, J. R.; LATRUBESSE, E. M. The Vaza-Barris River: A late Quaternary decoupled accumulation-erosion model for rivers of the NE Brazil Atlantic passive margin. Journal of South American Earth Sciences, v. 120, 2022. Acesse no ScienceDirect.

🦐 Ecologia e Monitoramento Ambiental do Estuário

OLIVEIRA, Josevânia de. Avaliação das condições ambientais do estuário do rio Vaza-Barris (Sergipe) com o uso de Crassostrea brasiliana (Lamarck, 1819). Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2019. Acesse no Repositório UFS.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE. Acervo informativo-visual e catálogo da ictiofauna do estuário do Rio Vaza-Barris. Relatório de Iniciação Científica/Banco de Dados, UFS, 2019. Acesse no Repositório UFS.

SAMPAIO, C. L. S. et al. Records of the invasive sun coral Tubastraea and migration offshore on the coast of Sergipe state. Biota Neotropica, 2022. Acesse no SciELO.

🏛️ História Regional e Uso da Terra na Bacia

BARRETO, R. Undivided lands, social networks, and the sugar economy in Ribeira do Vaza-Barris, Sergipe (Mid-19th Century). Revista Baraúnas, v. 5, 2025. Acesse na UEFS.

​

“HÁ MUITO CONHECIMENTO SOBRE A BACIA, precisa de mais"

11 of 31

Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

Divisor de águas

entre bacias

Exultório

12 of 31

Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

13 of 31

Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

14 of 31

O Plano Estadual de Recursos Hídricos

Estado de Sergipe

​

Instrumento de gestão incrível, conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (SEMAC/SE).

Disponível na plataforma SERhidro,

Ferramenta indicativa para a reversão do quadro de degradação e conflito de usos na região sul e centro-sul de Sergipe.

​

A bacia abrange dinâmicas socioeconômicas e geográficas muito distintas — desde as cabeceiras e alto curso inseridos no polígono das secas e no domínio geológico do cristalino, até o baixo curso e estuário na planície litorânea de alta permeabilidade (domínio granular e cárstico).

​

Como o plano visa harmonizar o uso da água entre o abastecimento humano, a irrigação (fortíssima na região de citricultura) e a conservação ambiental, as metas e os municípios são bem integrados a essa dinâmica.

15 of 31

1. Principais Problemas Verificados (Diagnóstico)

16 of 31

  1. Escassez e Balanço Hídrico Crítico

​

Déficit Quantitativo: A demanda de água para o abastecimento humano e para as atividades produtivas supera a disponibilidade natural do rio em grande parte do ano.

​

Vazões Irregulares: Por possuir trechos influenciados pelo clima semiárido, o rio sofre com períodos severos de estiagem, exigindo infraestruturas de acumulação (barragens).

17 of 31

2. Conflitos de Uso e Salinidade

​

Qualidade da Água: O PERH-SE alerta para o alto teor de sais em períodos secos na calha do rio, o que limita o uso direto para irrigação e consumo sem tratamento avançado.

​

Múltiplos Usos: O plano mapeia forte pressão pelo uso da água para o abastecimento público de municípios populosos (como Lagarto, Simão Dias e Itabaiana) somado à demanda da agricultura irrigada.

​

18 of 31

3. Vulnerabilidade Ambiental e Pressão Antrópica

​

Expansão Urbana e Poluição: O plano identifica riscos decorrentes do lançamento de efluentes sem tratamento e do desmatamento de matas ciliares ao longo da bacia.

Zona Costeira: A foz do rio Vaza-Barris é apontada como uma área ecológica sensível que sofre pressão por urbanização.

​

19 of 31

4. Necessidade de Intervenções Estruturantes

Segurança Hídrica: Diante do quadro crítico, o PERH-SE reforça a necessidade de projetos de reservação de água (como o projeto do reservatório do Vaza-Barris) para regularizar a vazão e garantir o suprimento da população regional.

20 of 31

5. Salinidade Natural no Alto Curso

O trecho superior da bacia sofre com um problema de ordem geológica/climática. A água das cabeceiras e de alguns aquíferos subterrâneos fraturados apresenta salinidade (água salobra), limitando o seu uso imediato para o consumo humano e para certos tipos de culturas sem prévia dessalinização.

Trabalho da EMBRAPA

21 of 31

2. Principais Metas a Serem Alcançadas

​

Como duas das três Unidades de Planejamento hídrico do Vaza-Barris em Sergipe apresentam balanço hídrico crítico (com destaque para o déficit severo no Rio Traíras), o plano e os programas de segurança hídrica correlatos estipulam metas prioritárias em quatro grandes eixos:

​

22 of 31

2. Principais Metas a Serem Alcançadas

​

​

​

1. Ampliação da Garantia de Oferta e Segurança Hídrica

Implantação de Barramentos Estratégicos:

Mitigar a escassez quantitativa (pelo clima e alto teor de sais) é a execução novas barragens de regularização de vazão e sistemas de reservatórios.

Reversão de Déficits de Vazão: Expandir a infraestrutura de adutoras integradas para garantir o abastecimento humano contínuo e equilibrar a demanda de perímetros irrigados sob forte pressão.

23 of 31

2. Principais Metas a Serem Alcançadas

​

​

2. Controle da Poluição e Conservação da Qualidade da Água.

Saneamento e Esgotamento Sanitário:

Tratar esgotos domésticos despejados nos corpos d'água urbanos da bacia (como o impacto no Baixo Vaza-Barris da urbanização).

Gestão de Sólidos e Salinidade:

Diminuir sólidos em suspensão no leito do rio e controlar a salinidade das águas para que atinjam o enquadramento adequado para uso na irrigação e consumo humano.

24 of 31

2. Principais Metas a Serem Alcançadas

​

​

​

3. Recuperação Ambiental e Manejo de Solos

Proteção de Mananciais e Matas Ciliares:

Recuperar áreas degradadas nos reservatórios de abastecimento público (Rio das Traíras/Cajaíba e Ribeira) para evitar o assoreamento do leito do rio.

Práticas Agrícolas Sustentáveis:

Treinar produtores rurais no uso de tecnologias de conservação de solo e água, freando processos erosivos.

25 of 31

2. Principais Metas a Serem Alcançadas

4. Fortalecimento Institucional e Descentralização da Gestão

Consolidação do Comitê de Bacia:

Efetivar a atuação do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Rio Vaza-Barris para mediar conflitos de uso da água de forma descentralizada.

Implementação de Outorga e Cadastro de Usuários:

Regularizar o cadastro de usuários de água superficiais e subterrâneas (poços profundos), controlando as retiradas para evitar o colapso dos aquíferos locais.

26 of 31

Ai surge a pergunta –

​

Mas, é possível?

Entre tantas histórias de sucesso:

​

1- A criação das Regras Operativas para os reservatórios de geração de energia elétrica do Paranapanema;

​

2 - A mudança da vazão de referência das Bacias da vertente do Paranapanema Paulista;

27 of 31

Mas, é possível?

3. Pactuações de Crise e Alocação Negociada (Rio São Francisco)

O gerenciamento da severa crise na Bacia do Rio São Francisco (entre 2013 e 2018).

A Ação: O Comitê da Bacia, com a ANA, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o setor produtivo, coordenou a redução gradual e pactuada das vazões defluentes dos reservatórios de Sobradinho e Xingó para patamares históricos (abaixo de 550 m3/s).

O Sucesso: Evitou-se o colapso do abastecimento humano em dezenas de cidades ribeirinhas e preservou-se a captação para os perímetros de irrigação de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), equilibrando a geração de energia com a segurança hídrica regional.

28 of 31

Mas, é possível?

4. Programa Produtor de Água e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

Iniciado pela ANA e encampado por comitês de bacia e municípios, o programa inverteu a lógica tradicional da fiscalização punitiva.

A Ação: Foca no aporte de recursos financeiros (PSA) para produtores rurais que adotam práticas de conservação de água e solo em suas propriedades (como proteção de nascentes, terraceamento e cercamento de matas ciliares).

O Sucesso: O caso de Extrema (MG), no projeto Conservador das Águas (Sistema Cantareira), é referência mundial ao demonstrar o aumento da qualidade e da regularidade da vazão dos mananciais através do engajamento voluntário.

29 of 31

Mas, é possível?

​

Sim, é possível, basta

​

PARTICIPAR

​

do Comitê de Bacias Hidrográficas e

do Conselho Estadual de Rec. Hidricos

30 of 31

PARTICIPE!

31 of 31