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1 º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS MESTRADOS EM ENFERMAGEM

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Título de Póster: ANSIEDADE NA GRAVIDEZ�

Autores: Barros, B.; Barros, D.; Marques, I.; Valadão, R.

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Instituição: USIT - Unidade de Saúde da Ilha Terceira e HSEIT - Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS MESTRADOS EM ENFERMAGEM

METODOLOGIA:

Método: Revisão Narrativa da Literatura.

Palavras-Chaves: gravidez; ansiedade.

Objetivos:

  • Sensibilizar para a ansiedade na gravidez;
  • Identificar fatores que podem influenciar a ansiedade na gravidez;
  • Apresentar estratégias para diminuir a ansiedade na gravidez.

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RESULTADOS/DISCUSSÃO:

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Fatores de risco: Antecedentes de ansiedade, gravidez não planeada, ausência de suporte familiar/social, condições económicas desfavoráveis e experiências traumáticas anteriores (5).

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Sintomas: falta de ar, cefaleias, insónias, tensão muscular e palpitações que diminuem a qualidade de vida da grávida (2, 4).

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A ansiedade na gravidez está também associada a:

  • Maior risco de parto pré-termo e baixo peso à nascença (4);
  • Aumento de sintomas físicos (2);
  • Maior probabilidade de desenvolvimento de depressão pós-parto (1, 3);
  • Impacto negativo na vinculação materno-fetal (1);
  • Redução da adesão aos cuidados pré-natais (1, 3).

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Estratégias: Sessões de educação para a saúde; prática de exercício físico leve; frequência de cursos de preparação para o nascimento; alimentação equilibrada; partilha em grupos de apoio; acesso simplificado aos cuidados de saúde primário; acompanhamento psicológico e o apoio da família (1, 3)

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A Enfermagem, pela proximidade com a grávida, desempenha um papel central na identificação precoce, na educação para a saúde e no suporte e encaminhamento adequado, uma vez que a ansiedade na gravidez é multifatorial e por isso exige uma abordagem interdisciplinar. A literatura evidencia a necessidade de formação específica dos profissionais e de estratégias que promovam cuidados de saúde mental perinatal, acessíveis e integrados (1, 4)

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CONCLUSÃO:

A ansiedade na gravidez é prevalente, com repercussões significativas na saúde materna e fetal sendo uma realidade cada vez mais presente (4, 5). A sua identificação atempada permite adotar medidas e estratégias para promover a vivência de uma gravidez mais tranquila e saudável pelo que é fundamental que os profissionais de saúde estejam sensibilizados e reconheçam a sua importância e que se invista em estratégias de apoio psicológico, assim como em Educação para a Saúde (1, 3).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 - Brito Neto CS, Martins JV, Maia RS. Pré-natal psicológico: revisão integrativa da literatura. Research, Society and Development. 2023;12(3):e29112340880.

2 - Schiavo RA. Construção e validação da Escala de Ansiedade Gestacional. PLURAL – Revista de Psicologia UNESP Bauru. 2023;2:e023009.

3 - Teodoro MTP. O pré-natal psicológico como conduta para tratamento da ansiedade na gestação [Trabalho de Conclusão de Curso]. Inhumas (GO): Universidade Estadual de Goiás; 2024.

4 - Tinta IS, Presado MHCV, Risso SMG. Avaliação da ansiedade e estresse psicológico dos futuros pais na gravidez: uma revisão de escopo. Rev Bras Enferm. 2025;78(6):e20240587.

5 - Silva FLP, Coutinho DJG. Ansiedade na gestação: medos e expectativas de gestantes frente ao parto e à maternidade. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. 2025;11(6):5063–5075.

INTRODUÇÃO:

A gravidez é um processo fisiológico de aproximadamente 41 semanas, iniciando-se com a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, formando um embrião, que se desenvolve dentro do útero materno até ao nascimento (2). Este período marcado por transformações físicas, emocionais e sociais tornam a grávida mais suscetível ao desenvolvimento de ansiedade (5). Na gestação, além do desenvolvimento fetal, surgem mudanças físicas e psicológicas na mulher das quais a ansiedade tem vindo a ganhar prevalência (4, 5). Caracterizando-se por preocupação excessiva, medo constante e pensamentos intrusivos, alguns irracionais, relativamente à saúde do bebé, parto, parentalidade, vida pessoal/social/profissional, tem-se tornado num desafio de saúde pública (5). A necessidade de identificar precocemente sinais de risco e promover estratégias de intervenção adequadas sensibilizando para a ansiedade gestacional, requer atenção e intervenção adequada assim como o acesso a cuidados de saúde e apoio psicológico adequados, promovendo uma gravidez saudável e prevenindo complicações (1, 3). A sua compreensão é essencial na prática de enfermagem, constituindo um passo fundamental na promoção da saúde mental materna, contribuindo para melhores resultados em saúde, maternos e fetais (1,4).

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1 º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS MESTRADOS EM ENFERMAGEM