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SECRETARIA DE

ASSISTÊNCIA SOCIAL

3ª EDIÇÃO DE PRÁTICAS EXITOSAS DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE JOINVILLE

CICLO DE ENCONTROS FORMATIVOS:

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

NATACHA MADEIRA DE OLIVEIRA SANTHIAGO

LUCIANA CABRAL

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1. APRESENTAÇÃO/INTRODUÇÃO

A violência contra a mulher é uma realidade que atravessa os territórios e exige respostas que vão além do atendimento individual. A Proteção Social Básica, por meio dos CRAS, tem papel estratégico não apenas na acolhida, mas também na prevenção e mobilização comunitária. Foi nesse contexto que se estruturou o Ciclo de Encontros Formativos: Violência contra a Mulher, em 2023, com o objetivo de capacitar lideranças locais para atuarem como multiplicadoras de informação e articuladoras da rede de proteção. A iniciativa buscou fortalecer vínculos, ampliar o acesso a direitos e estimular o protagonismo comunitário como base para a prevenção das violências de gênero.

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2. OBJETIVOS

  • Capacitar lideranças comunitárias como multiplicadoras de informação e agentes de prevenção;
  • Ampliar conhecimentos sobre tipos de violência, Lei Maria da Penha, direitos e canais de denúncia;
  • Fortalecer o protagonismo comunitário na identificação precoce de riscos e no acolhimento humanizado;
  • Estimular articulação entre comunidade, serviços públicos e organizações sociais;
  • Consolidar a prevenção como função estratégica da Proteção Social Básica.

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3. METODOLOGIA

  • 4 encontros presenciais (2h cada)
  • Metodologia participativa e dialógica, fundamentada na educação popular
  • Atividades: exposições dialogadas, dinâmicas, estudos de caso, rodas de conversa
  • Participação de instituições da rede
  • Foco: lideranças locais como protagonistas e articuladoras da rede de proteção
  • Conteúdo trabalhado: Tipos de violência e impactos nas mulheres, obstáculos enfrentados pelas vítimas, papel da comunidade, Lei Maria da Penha, fluxos e rede de atendimento municipal (CRAS, CREAS, Casa Abrigo, Saúde, Segurança), e articulação comunitária como estratégia de prevenção

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4. RESULTADOS

  • 32 inscritos, 22 concluíram com certificação (mín. 75% de presença);
  • Representação de 20 bairros de Joinville → capilaridade da ação;
  • Avaliação qualitativa positiva (“Que bom, que pena, que tal”);
  • Clareza dos conteúdos e linguagem acessível;
  • Valorização das lideranças locais;
  • Fortalecimento da rede de proteção e do sentimento de pertencimento;
  • Lideranças mais preparadas para reconhecer sinais de violência, orientar pessoas em situação de violência e articular encaminhamentos.

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • A prática mostrou que a prevenção é essencial na PSB;
  • Educação popular se revelou estratégia potente para transformar territórios;
  • Articulação intersetorial consolidada entre serviços e comunidade;
  • Mais que ação pontual, semente para políticas públicas permanentes;
  • Proteger é também informar, formar e mobilizar.

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6. REFERÊNCIAS

  • Lei nº 11.340/2006 – Lei Maria da Penha
  • Freire, Paulo – Pedagogia da Autonomia (2005)
  • Minayo, Maria Cecília – Violência contra mulheres (2006)
  • IPEA, OPAS, ONU Mulheres (2020–2025)
  • Relatórios da Secretaria de Assistência Social de Joinville (2021–2023)

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Malfiza Serafim

Coordenadora de Política para Mulheres e Direitos Humanos

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Natacha Madeira de Oliveira Santhiago

Coordenadora da Área de Proteção Social Básica