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Período Regencial no Brasil (1831-1840)

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Dom Pedro I abdicou do trono do Brasil em 1831

  • Problemas políticos e instabilidade: O reinado de Dom Pedro I foi marcado por conflitos políticos ef instabilidade, tanto no Brasil quanto em Portugal.
  • Conflitos com a Assembleia Constituinte: Em 1828, Dom Pedro I dissolveu a primeira Assembleia Constituinte brasileira, o que gerou descontentamento e oposição. Esse episódio contribuiu para a polarização política no país. Assembleia constituinte é um órgão colegiado que tem como função redigir ou reformar a constituição, a ordem político-institucional de um Estado
  • Problemas pessoais: Dom Pedro I estava repleto de problemas pessoais, incluindo problemas conjugais com sua esposa, a imperatriz Leopoldina. Além disso, a morte de sua mãe, Maria Leopoldina de Áustria, em 1826, deixou-o emocionalmente abalado.

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Dom Pedro I abdicou do trono do Brasil em 1831

  • Questões econômicas e financeiras: O Brasil também enfrentou problemas econômicos e financeiros na época, o que contribuiu para a instabilidade política. As administrações do império ficaram debilitadas
  • Pressão internacional: Houve pressões internacionais sobre Dom Pedro I para que abdicasse em favor de seu filho, Dom Pedro II. A abdicação era vista como uma forma de preservação da estabilidade e continuidade dinâmica.
  • Diante desses desafios, Dom Pedro I decidiu abdicar do trono brasileiro em favor de seu filho, Dom Pedro II, em 7 de abril de 1831. Após a abdicação, ele retornou a Portugal para resolver questões políticas no país de origem e nunca mais voltou ao Brasil.

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O período regencial no Brasil (1831-1840) foi marcado por uma série de crises econômicas, sociais e políticas que se desenvolveram para a instabilidade no país.

  • Crise Econômica: Endividamento: O Brasil teve problemas econômicos significativos, incluindo o endividamento excessivo do Estado. As despesas militares e a manutenção da estrutura monárquica desenvolvidas para o agravamento das finanças públicas.
  • Baixa Produção Agrícola: A economia era predominantemente agrária, e a produção enfrentava desafios devido às práticas agrícolas tradicionais, falta de infraestrutura.
  • Declínio do Ciclo do Café: O declínio das exportações de açúcar e a diminuição da rentabilidade do ciclo do café também impactaram níveis de economia.

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O período regencial no Brasil (1831-1840) foi marcado por uma série de crises econômicas, sociais e políticas que se desenvolveram para a instabilidade no país.

  • Crise Social: O período regencial foi marcado por um aumento do movimento abolicionista, tanto no Brasil quanto internacionalmente. A pressão para a abolição da escravidão e o reconhecimento dos direitos humanos desenvolvidos para mudanças na legislação e para o declínio do sistema escravista
  • Sertão Nordestino: Secas recorrentes no sertão nordestino provocaram êxodos em massa, aumentando a pobreza e a migração para áreas urbanas.

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O período regencial no Brasil (1831-1840) foi marcado por uma série de crises econômicas, sociais e políticas que se desenvolveram para a instabilidade no país.

  • Crise Política: Com a abdicação de Dom Pedro I em 1831, seu filho, Dom Pedro II, era menor de idade. Durante sua menoridade, o país foi governado por regentes, inicialmente por seu tio, o futuro imperador Dom Miguel.
  • Instabilidade Política: A falta de uma liderança central forte e as disputas entre facções políticas desenvolvidas para a instabilidade política. Surgiram divergências entre liberais e conservadores, gerando conflitos armados e agitações.
  • Guerras Civis: As lutas entre liberais e conservadores, nomeadamente a Revolta dos Malês, a Cabanagem, a Balaiada e a Sabinada, foram expressões dos conflitos políticos e sociais desse período.

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Revoltas

  • A revolta dos Malês foi uma manifestação de escravizados que enfrentou o império em busca de liberdade religiosa e fim da escravidão. Em 1835, a cidade de Salvador, na Bahia, viveu uma grande manifestação racial e religiosa.
  • Cabanagem Foi uma revolta que aconteceu no Grão-Pará, entre os anos de 1835 e 1840, durante o Período Regencial. Suas causas foram a grave crise social e econômica vivida na região. Seus principais líderes tinham origem indígena, negra e da camada mais pobre. Foi derrotada pelas tropas regenciais.

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Revoltas

  • A Balaiada, chamada ainda Guerra dos Bem-te-vis, foi uma revolta popular e social ocorrida no estado brasileiro do Maranhão entre os anos de 1838 e 1841, essa foi uma rebelião popular, motivada pela insatisfação popular com a pobreza e desigualdade social da província.
  • Revolta de Sabinada que foi um movimento de revolta que eclodiu na Bahia. Foi liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, por isso ficou conhecida como Sabinada. A causa dessa revolta foi a Insatisfação diante da falta de autonomia política e administrativa da província, pois aos olhos dos revoltosos, o governo regencial era ilegítimo.

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Regência

  • Destaque para as três regências: Regência Trina Provisória, Regência Trina Permanente e Regência Una.
  • A regência Trina Provisória, que teve uma duração de aproximadamente 3 meses (7/04/1831 – 17/07/1831), marcou o inicio do Avanço Liberal (que durou até meados de 1837), tinha como principal objetivo reunir convocar o demais parlamentares para uma eleição, em Assembleia geral, da Regência Trina Permanente.
  • A Regência Trina Permanente foi uma tentativa de estabelecer uma forma estável de governo durante a menoridade de Dom Pedro II. A regência foi confiável a três regentes, formando a chamada Regência Trina Permanente. Os regentes eram: Diogo Antônio Feijó, padre e político; Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, fazendeiro e político; e Bráulio Muniz, militar e político.

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Regência

  • Reformas e Mudanças Políticas: Durante a Regência Trina Permanente, foram inovadoras algumas reformas políticas e sociais. Entre elas, destaca-se a Lei Feijó (1831), que visava controlar a imigração de escravizados africanos, limitando o tráfico transatlântico.
  • A instabilidade política persistiu durante a Regência Trina Permanente, e o período regencial como um todo foi marcado por uma série de desafios até a maioria de Dom Pedro II em 1840, quando ele substituiu o trono imperial.

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As Questões Regenciais

  • A Regência Una foi um período específico durante o início do período regencial no Brasil (1831-1840 O nomeado para a Regência Una foi o padre Diogo Antônio Feijó, que assumiu o cargo em 1831. Durante seu governo, Feijó envolveu diversos desafios, incluindo conflitos políticos, revoltas regionais e as complexidades de governar um país com uma economia predominantemente agrária e uma sociedade marcada pela escravidão.
  • Centralização do Poder: Ao contrário da ideia inicial de uma regência tríplice, Feijó concentrou grande parte do poder em suas mãos, buscando centralizar o governo para lidar com as crises em curso.
  • Conflitos Políticos A política durante a Regência Una foi marcada por intensos conflitos entre liberais e conservadores
  • Abdicação de Feijó: Diante das crescentes dificuldades e pressões políticas, Diogo Antônio Feijó renunciou ao cargo de Regente em 1834.

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As Questões Regenciais

  • A disputa entre liberais e conservadores durante o período regencial no Brasil foi uma das principais características desse período de transição política. Essa rivalidade refletiu diferentes visões sobre a organização política e social do país, além de divergências sobre o papel do Estado, a descentralização do poder e questões econômicas.
  • Os liberais defendem uma constituição mais progressista e liberal, que limita os poderes da monarca, promovesse a descentralização política e garantisse os direitos civis e as liberdades individuais.
  • Os conservadores, por outro lado, foram mais inclinados a manter uma estrutura de poder centralizada, preservando os privilégios da aristocracia e dando menos ênfase às liberdades individuais.

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Federalismo x Unitarismo

  • Os liberais geralmente apoiavam ideias de federalismo(ideologia política que defendia a descentralização do pode), defendendo uma maior autonomia para as províncias (atualmente estados) em questões locais.
  • Os conservadores, em contrapartida, muitas vezes defenderam o unitarismo (centralização do poder nas mãos do governo central), favorecendo um governo mais centralizado e resistindo à descentralização do poder.

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Maioridade de Pedro II

  • A antecipação da coroação de Dom Pedro II no trono do Império brasileiro, quando ele tinha apenas 13 anos de idade. A Constituição de 1824, que vigorou durante todo o período imperial, exigia como um dos requisitos para a coroação que o imperador tivesse a maioridade, ou seja, que ele tivesse 18 anos de idade.
  • As consequências do golpe foram a centralização do poder nas mãos do imperador e a pacificação das rebeliões nas províncias.
  • Com maioria, Dom Pedro II foi coroado imperador do Brasil em 18 de julho de 1841, tornando-se a segunda monarca do país. Ele substituiu o trono em um contexto de desafios políticos e econômicos.

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Segundo Reinado (1840 - 1889)

  • Acesso ao Trono: Com maioria, Dom Pedro II foi coroado imperador do Brasil em 18 de julho de 1841, tornando-se a segunda monarca do país. Ele substituiu o trono em um contexto de desafios políticos e econômicos.
  • Consolidação do Poder Imperial: O Segundo Reinado foi caracterizado pela consolidação do poder imperial. Pedro II, ao contrário de seu pai, Dom Pedro I, conseguiu estabelecer um governo mais estável, consolidando seu controle sobre as facções políticas e buscando conciliação entre liberais e conservadores.

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Segundo Reinado (1840 - 1889)

  • Estabilidade Política e Reformas: Durante o Segundo Reinado, houve uma estabilidade política relativa, em comparação com o período regencial. Pedro II buscou realizar reformas políticas, econômicas e sociais, incluindo a modernização de instituições e a promoção da educação e cultura.
  • Desenvolvimento Econômico: Durante o Segundo Reinado, o Brasil experimentou um crescimento econômico, impulsionado principalmente pela produção e exportação de café. A economia baseada no trabalho escravo contribuiu para o enriquecimento de grandes proprietários rurais.

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Segundo Reinado (1840 - 1889)

  • Questão Militar: O período foi marcado por alguns conflitos militares, como a Guerra do Paraguai (1864-1870), na qual o Brasil, ao lado da Argentina e do Uruguai, lutou contra o Paraguai. Esse conflito teve impactos significativos nas finanças e na sociedade brasileira.
  • Expansão territorial: O Brasil obteve ganhos territoriais significativos ao final da guerra. Parte do território disputado entre o Paraguai e o Brasil foi incorporado ao território brasileiro, ampliando as fronteiras do país. (parte do estado de mato grosso do sul)
  • A vitória na Guerra do Paraguai consolidou a posição do Brasil como a principal potência militar e econômica na América do Sul. Esse status se refletiu nas relações diplomáticas e nas alianças regionais nos anos subsequentes.

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Segundo Reinado (1840 - 1889)

  • Custo humano e econômico: Apesar da vitória, a guerra teve um custo humano e econômico significativo para o Brasil. Milhares de soldados brasileiros morreram durante o conflito, e os gastos militares foram elevados. A reconstrução pós-guerra exigiu esforços consideráveis.
  • Endividamento externo: Para financiar a guerra, o Brasil contraiu empréstimos significativos no exterior. Isso resultou em um considerável endividamento externo, o que teve implicações para a economia brasileira nas décadas seguintes.

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Segundo Reinado (1840 - 1889)

  • Abolição da Escravidão: Durante o Segundo Reinado, cresceram os movimentos abolicionistas. A Lei Eusébio de Queirós (1850) proibiu o tráfico de escravos, e a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 1888, aboliu definitivamente a escravidão no Brasil.
  • Crise Monárquica: A segunda metade do século XIX foi marcada por uma série de crises econômicas, sociais e políticas. A insatisfação com o regime monárquico cresceu, especialmente entre os militares e a classe média.
  • Proclamação da República: Em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República, encerrando o regime monárquico no Brasil. Dom Pedro II foi deposto, e a família imperial exilou-se.