ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
3º TRIMESTRE 2026
Sermão do Monte
Sermão do Monte
LIÇÃO 02 – O Sal da Terra e a Luz do Mundo
Texto Áureo:
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt. 5.16)
Sermão do Monte��LIÇÃO 02 – O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
ESBOÇO
Introdução
I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL A TERRA (Mt. 5.13)
II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
Conclusão
SERMÃO DO MONTE�LIÇÃO 02 – O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
Introdução:
O Sermão do Monte se inicia com a declaração das bem-aventuranças, nas quais o Senhor Jesus aponta as qualidades espirituais que constituem a razão da esperança do verdadeiro súdito e herdeiro do reino dos céus. Em seguida, Ele pronuncia os próprios discípulos como participantes desta sorte, inclusive no que diz respeito a serem perseguidos por Sua causa. Agora, comparando-os ao sal da terra e à luz do mundo, o Senhor Jesus ressalta que os súditos do reino dos céus não apenas podem ser odiados e perseguidos por causa de suas palavras e obras, mas também e mesmo nessas circunstâncias, devem dar testemunho da justiça de Deus e proclamar a Sua glória a todos os homens.
Sermão do Monte��LIÇÃO 02 – O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
ESBOÇO
Introdução
I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL A TERRA (Mt. 5.13)
II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
Conclusão
Sermão do Monte�LIÇÃO 02 – O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL DA TERRA (Mt. 5.13)
1.a - A declaração “vós sois” é enfática e categórica, como o são as bem-aventuranças, e determinam não o que todo o cristão pode, mas deve ser. Trata-se de uma comparação que leva em conta a importância ou utilidade do sal e da luz para os homens. No caso do sal, dentre as muitas qualidades e utilidades deste mineral nos tempos de Cristo, assim como em nossos dias, pelo menos duas delas estão em vista no contexto desta passagem: o sal como tempero e como agente de preservação.
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I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL DA TERRA (Mt. 5.13)
1.b - Em primeiro lugar, o verdadeiro cidadão do reino dos céus – aquele que participa das bem-aventuranças anteriormente proclamadas por Cristo – é ou traz em si um elemento que o distingue radicalmente dos demais homens como uma criatura melhor, preferível e agradável a Deus, por estar alinhado com os propósitos do Seu reino – por ser, de fato, um filho do reino e as primícias da criação, em oposição aos filhos deste mundo que, como um prato insípido, pela sua morte em pecados se fizeram reprováveis e inúteis aos olhos de Deus. Por isso também o tempero simbolizado pelo sal é empregado na Escritura como sinônimo da sabedoria divina que deve pautar o andar reto para com Deus e os homens, tornando os súditos do reino louváveis mesmo por aqueles que os odeiam (cf. Mc 9.50; Cl 4.6; 1 Pe 2.11-12).
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I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL DA TERRA (Mt. 5.13)
2. Em segundo lugar, a excelência de um caráter renovado não apenas é frutífera e benéfica para aquele que a possui, mas também para aqueles que são testemunhas das suas obras e palavras. O mundo, em sua corrupção pecaminosa, caminha para a total destruição, mas, enquanto estiverem neste mundo, os filhos do reino exercem poderosa influência santificadora e preservadora através do seu testemunho, pelo qual outros ainda podem ser trazidos para o reino de Deus e o mundo preservado pelo tempo necessário até o dia da sua destruição final (Jo 17.15-18; 2 Pe 3.7-9).
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I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL DA TERRA (Mt. 5.13)
3. Consideremos ainda que ambos estes aspectos estão presentes no uso do sal nos sacrifícios oferecidos sob a Lei, onde era chamado o “sal do concerto” (Lv 2.13), e que prefiguram tanto o sacrifício perfeito de Cristo Jesus, como também não deixam de ilustrar a verdade de que os discípulos são súditos de um reino sacerdotal, onde, à semelhança de seu Mestre, devem oferecer suas próprias vidas como sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, renunciando ao modo de viver e pensar insípido deste mundo e jamais permitindo que seus pensamentos, palavras e obras percam o sal da temperança e sabedoria divina (cf. Rm 12.1-3).
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ESBOÇO
Introdução
I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL A TERRA (Mt. 5.13)
II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
Conclusão
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II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
1. A próxima comparação, onde Cristo afirma que os discípulos são a luz do mundo, não é mais difícil de compreender que a primeira. O súdito do reino dos céus participa de uma qualidade de vida espiritual mais excelente que a daqueles que não pertencem ao reino, razão pela qual Deus preservará este mundo enquanto puder colher dele mais dessas primícias. Mas, além disso, o discípulo de Cristo também exerce um papel importante e indispensável em relação ao próprio mundo, pois ele está no mundo, e tudo o que faz, faz neste mundo, sendo testemunhado pelos homens, para bem ou para mal.
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II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
2.a É da natureza da luz ser comunicativa, propagando-se e iluminando todo o ambiente e aqueles que estiverem no seu alcance. A luz dispersa as trevas, mostrando as coisas tais como são. Por isso é tão útil, ou melhor, indispensável, para o homem que deseja saber para onde vai e o que está fazendo. Espiritualmente, o mundo jaz na escuridão do pecado e da morte – está nas trevas exteriores ao reino dos céus, trevas onde só há choro e ranger de dentes. Nem as religiões, nem as filosofias, nem todo o avanço e conhecimento técnico desenvolvidos ao longo de eras são capazes de retirar o homem dessa escuridão, mas somente a graça e a verdade de Deus, tal como reveladas na pessoa do Filho (Jo 1.4-5).
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II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
2.b Seguir a Cristo, fazer-se Seu discípulo, súdito do reino dos céus, por graça e obra do Espírito Santo, é vir para essa luz e passar a andar e viver sob ela – é, de fato, ter a luz da vida em si mesmo (Jo 8.12). Logo, o discípulo de Cristo se torna luz para os que estão de fora, dando testemunho da verdade por suas palavras e obras, e assim servindo de referência para o mundo (cf. Ef 5.8; Fp 2.15), tal como uma cidade construída em um alto monte, ou uma candeia acesa no velador.
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II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
3. O caráter santo de um súdito do reino de Deus simplesmente não pode passar despercebido pelo mundo, mas antes deve contrastar com as obras más daqueles que estão na escuridão, seja para atrair para a luz os que são da luz, ou para despertar a repulsa dos que são da escuridão. Notemos, por fim, que assim como na comparação com o sal há uma nítida exortação ao cuidado para que não percamos o tempero da excelência cristã, do mesmo modo aqui Jesus nos exorta a não negligenciarmos a relevância do nosso testemunho diante do mundo: “não se pode esconder”, “nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire”.
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ESBOÇO
Introdução
I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL A TERRA (Mt. 5.13)
II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
Conclusão
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III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
1.a O Senhor conclui esta breve seção do Seu discurso com uma prescrição àqueles que primeiro comparara ao sal, e agora, à luz do mundo: “assim resplandeça a vossa luz”. Bem entendida esta expressão, significa que devemos ser aquilo que nossa nova condição ou natureza espiritual, concedida pelo Espírito de Deus, nos permite ser – andar e viver nos termos do reino dos céus, não nos envergonhando, mas nos alegrando em ver aquelas bem-aventuranças cumprindo-se em nossas vidas, e cuidando para não nos conformarmos aos padrões inferiores deste mundo, e não nos vermos entre aqueles que trocaram as virtudes do reino pelo louvor dos homens (cf. Lc 6.24-26; Gl 5.25).
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III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
1.b Notemos que a relevância do discípulo para o mundo consiste no testemunho de suas obras. Não se trata aqui de exibicionismo vão, como uma religiosidade exterior, mas de atitude ou comportamento que corresponde a uma disposição e mentalidade interior, verdadeiramente moldada pela justiça do reino de Deus. Embora o testemunho que consiste em palavras seja importante, indispensável mesmo, é pela prática do que dizemos ou confessamos que o mundo saberá que de fato há um Deus que ama, é bondoso, perdoador, etc. (Jo 13.34, 35; At 2.47).
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III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
2. Este é, portanto, o propósito ou a finalidade pela qual Deus nos fez participantes do Seu reino, tornando-nos bem-aventurados e assim excelentes para Si e relevantes para o mundo – por causa da Sua glória. Quando o homem é instado, pelas obras de um discípulo de Cristo, a indagar a razão pela qual ele faz tais coisas, ou sofre e suporta adversidades por tais coisas, sua consciência é aguilhoada pelo senso da existência de Deus, e, segundo o propósito inescrutável do Todo-poderoso para com cada vida humana, a declarar sua oposição ao Criador ou aceitá-lo e glorificá-lo, curvando-se à realidade do Seu reino e glorificando ao seu Filho, Jesus Cristo (Fp 2.9-11).
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I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL A TERRA (Mt. 5.13)
II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
Conclusão
SERMÃO DO MONTE�LIÇÃO 02 – O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
Conclusão
A exortação ilustrada nos versos que ora estudamos está em estreita ligação com as bem-aventuranças. Se somos daqueles que, pelo arrependimento e perdão dos pecados, nos tornamos participantes do reino de Deus, e agora declarados felizes, benditos, pois destinados a uma herança que nos está preparada antes da fundação do mundo, então repousa sobre nós a responsabilidade de anunciar as riquezas deste reino aos que estão de fora e que, como nós, poderão dar glória a Deus e se fazerem nossos coerdeiros na vida eterna.
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ESBOÇO
Introdução
I – A EXCELÊNCIA DAQUELE QUE É COMO O SAL A TERRA (Mt. 5.13)
II – A RELEVÂNCIA DAQUELE QUE É COMO A LUZ DO MUNDO (Mt. 5.14,15)
III – O PROPÓSITO DA EXCELÊNCIA E RELEVÂNCIA CRISTÃ (Mt. 5.16)
Conclusão
Texto Áureo:
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt. 5.16)
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SERMÃO DO MONTE