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Existe um número considerável de alunos, de todas as idades e diferentes anos de escolaridade, que apresentam dificuldades nas aulas de Matemática ou dizem não gostar ou não ver utilidade na matéria lecionada nestas aulas.

A rejeição que existe por parte destes alunos relativamente à Matemática começa desde os primeiros anos de escolaridade e não apenas em faixas etárias mais elevadas, como se poderia pensar.

Muitas vezes, os alunos entram na escola já com preconceitos criados pelos que os rodeiam sobre como é difícil aprender Matemática, o quão aborrecidas são as aulas desta disciplina, ou o quanto todas aquelas fórmulas são inúteis e jamais serão usadas na sua vida prática a menos que escolham seguir uma carreira na área de ciências.

É importante mudar esses preconceitos…

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Problemas identificados:

  • Os alunos não reconhecem a utilidade da disciplina;
  • Têm dificuldades em relacionar conteúdos;
  • Decoram os conceitos, em vez de os entender, o que leva a que os conteúdos sejam “esquecidos”;
  • Dificuldade em interpretar perguntas;
  • Dificuldade em gerir o tempo de trabalho individual;
  • Todos os esforços feitos pelo grupo de matemática em encontrar medidas de promoção do sucesso na disciplina têm revelado uma eficácia aquém do esperado e desejado pelos docentes, de acordo com o investimento destes;
  • Importância de encontrar uma medida que, não só seja aplicável a todos os alunos que queiram ser ajudados, mas que seja igualmente flexível e exequível, sendo adaptável a cada situação específica de dificuldades da turma/aluno;

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Objetivos Gerais do Projeto

  • Encontrar uma medida para TODOS os alunos que queiram ser ajudados;
  • Trabalhar não só o insucesso, mas também a qualidade do sucesso;

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Objetivos Específicos do Projeto

  • Estimular e desenvolver o gosto pela matemática;
  • Combater o insucesso na disciplina e privilegiar a qualidade do sucesso;
  • Promover nos alunos hábitos e métodos de trabalho e estudo;
  • Proporcionar situações que desenvolvam a concentração e o empenho dos alunos;
  • Desenvolver capacidades de raciocínio matemático e de resolução de problemas e privilegiar a comunicação matemática;
  • Incentivar nos alunos o espírito crítico;
  • Realçar a importância do sucesso escolar;
  • Fomentar nos alunos a entreajuda, através de mentorias;
  • Aproveitar a capacidade de cada docente para uma área mais específica para, desta forma, ajudar um maior número possível de alunos;

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Operacionalização

Criar um espaço de estudo de Matemática “Clínica da Matemática”:

  • Frequentado pelos alunos que querem superar as suas dificuldades, diagnosticadas pelo professor (não tem necessariamente de ser só para alunos com insucesso na disciplina);
  • Frequentado pelos alunos que querem desenvolver as suas capacidades;
  • Permitir aos alunos que queiram ser os “Enfermeiros da Matemática” e ajudar os seus colegas, integrar um regime de mentoria.

O professor encaminha o aluno para um “tipo de consulta” (podem ter o formato de consulta online) de acordo com o seu diagnóstico, assegurando que o aluno quer essa ajuda:

  • SOS Métodos de estudo e trabalho;
  • SOS Motivação;
  • SOS Frações/SOS Equações/SOS Escalas/…;
  • Preparação para as Provas Finais e Testes;
  • Pode-se pensar (mediante compatibilidade de horários) em SOS Assessoria, de forma pontual, para determinados conteúdos e mediante dificuldades específicas da turma;

Os alunos podem frequentar de forma autónoma a “Clínica da Matemática”, por exemplo:

  • Consulta de desenvolvimento – um aluno que esteja no nível 4 e que pretenda chegar ao 5, pode usufruir desta modalidade, por iniciativa própria ou por encaminhamento do professor.

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Operacionalização

Horário: As horas que temos este ano de TEIP, serão convertidas em “Horas de Clínica”. Todos os docentes de matemática deverão ter no seu horário uma a duas horas TEIP de forma a existir um envolvimento de todos os docentes no projeto. Todas as horas de trabalho de escola devem ser mobilizadas para este projeto, sempre que possível. Quarta-feira à tarde poderia ser o dia indicado para o maior funcionamento do projeto, se possível.

Organização das consultas: Tem-se um horário em Excel, partilhado com todos os professores da disciplina, que o professor da turma preenche na respetiva hora que pretende a consulta, preenchendo igualmente “a requisição “ da mesma (que será assinada também pelo EE do aluno). Essa requisição deve indicar as dificuldades específicas do aluno a serem trabalhadas.

Cada professor deve assegurar, de acordo com o seu perfil, as consultas SOS. (por exemplo, um professor que tenha uma grande apetência por curiosidades matemáticas, pode dinamizar a consulta “SOS motivação”; outro professor que insista mais em métodos de estudo pode dinamizar essa consulta, ou produzir materiais de apoio a essa consulta)

Nas consultas SOS teste, o professor pode ter a ajuda dos “Enfermeiros da Matemática”, ou os mesmos podem trabalhar de forma autónoma, depois de orientados pelo professor.

Quando um professor não tem consultas: Deve usar as horas para preparar os materiais para as consultas das diferentes “Especialidades”.

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Monitorização do projeto:

  • Comparação entre os resultados obtidos pelos alunos antes de frequentar a clínica e depois;

  • Questionários online aos alunos/enfermeiros que frequentaram a clínica;

  • Questionários online aos professores de matemática;

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Vantagens da “Clínica da Matemática”

  • Apoios pontuais, de acordo com dificuldades específicas do aluno, sem o sobrecarregar com horas ao longo do ano;
  • Permite apoiar alunos com insucesso, mas também melhorar a qualidade do sucesso, investindo também nos alunos mais interessados que queiram melhorar os seus resultados;
  • Não estamos numa sala a resolver exercícios e os alunos a olhar sem se conseguir que estes participem de forma ativa (apenas frequentam as consultas os alunos que realmente querem melhorar);

Outras notas:

  • Podemos ter autocolantes com frases de motivação (para a faixa etária mais nova pode resultar);