PAUTA
Formação Pedagógica:
�PLANEJAMENTO: �a engrenagem da boa educação�
PLANEJAMENTO: a engrenagem da boa educação
Realizado em três esferas - rede, escola e professor -, o planejamento é o mecanismo ideal para garantir a aprendizagem
O planejamento geralmente há momentos específicos para discussões entre profissionais de três níveis: os responsáveis pela articulação do trabalho na rede, os gestores e os professores. Todos, nesse momento, ficam concentrados em antever ações que vão contribuir para o desenvolvimento educacional dos estudantes.
Mas o que dever ser feito para que esse rico processo não resulte apenas em intenções, bem parecidas com promessas.
Segundo Danilo Gandin, autor do livro A Prática do Planejamento Participativo,
o planejamento é um processo vivo e não se resume ao preenchimento de quadros com planos que, sob o pretexto de serem flexíveis, nunca são praticados como foram concebidos.�
Por isso, nesse processo é importante garantir que sejam seguidas três etapas:
a elaboração, a execução e a avaliação.
Na primeira, é necessário que o grupo explicite os ideais que norteiam suas ações.
Qual realidade sonhamos vivenciar(metas)?
Que tipo de pessoas formamos (planejar com base nos resultados que temos)?
Que Educação queremos para crianças e jovens(análise de impacto)?
Conhecendo o desejado, é hora de analisar a realidade existente. Para que o planejamento seja realmente um instrumento de trabalho, é preciso colocá-lo em prática, ou seja, agir de acordo com o que foi imaginado. E só será possível perceber se o quadro encontrado está sendo transformado na direção da realidade desejada se houver algum tipo de acompanhamento das ações.
ANÁLISE DAS AÇÕES DE ENSINO-FINAL DE CADA MÊS��
Da rede saem as diretrizes para o trabalho das escolas�O planejamento da Educação na esfera das redes de ensino é o instrumento que possibilita a disseminação das políticas públicas educacionais entre os gestores, coordenadores pedagógicos e professores. Esse é o primeiro passo para que as políticas nacionais, estaduais ou municipais sejam incorporadas ao cotidiano escolar. O momento requer maior trabalho dos profissionais da secretaria em parceria com diretores e coordenadores pedagógicos.�
Com base nelas são determinadas ações prioritárias, que vão nortear as atividades do ano. Essas ações envolvem desde a formação continuada até questões sobre currículo, expectativas de aprendizagem, estratégias de avaliação etc. O grande desafio de diretores e coordenadores pedagógicos que participam dessa etapa é levar todas as informações para ser discutidas na escola.�
Eis a necessidade do
Alinhamento semanal
e/ou mensal
Coordenador é fundamental para o planejamento na escola�
No momento de a escola planejar, as orientações obtidas pelos gestores nas reuniões gerais da rede são essenciais. Elas devem ser compartilhadas com a equipe, que tem ainda de resolver outras questões que dizem respeito somente à escola. É preciso organizar o tempo com rigor para que todas as questões sejam realmente discutidas. "Há uma tentação em gastar tempo com a resolução de problemas administrativos e burocráticos. Cabe ao coordenador pedagógico mediar esse processo.�
Há a descrença na utilidade do planejamento. Ele aponta que alguns professores consideram impossível dar conta da tarefa por diferentes motivos:
o trabalho em sala de aula é dinâmico e imprevisível;
faltam condições mínimas, como tempo;
e existe o pensamento de que nada vai mudar e, portanto, basta repetir o que já tem sido feito.
Há também aqueles que acreditam na importância do planejamento, mas não concordam com a maneira como é feito.�
Diante desse complexo cenário, o coordenador assume o papel fundamental de organizar e conduzir o trabalho. O que está em jogo aí é a participação dos profissionais na organização de suas atividades. "O mais difícil é combinar todas as ideias. Ao mesmo tempo, é isso que deixa o trabalho mais rico“.
Para que o planejamento possa ser feito com a participação de todos os envolvidos, bom que aconteça em três momentos: um individual, outro em pequenos grupos e, por fim, no plenário(coletivo), com todos.
"A etapa individual é necessária para que cada pessoa se pronuncie, tome uma posição, traga para o conjunto a riqueza do seu pensamento", afirma. Em seguida, essas reflexões individuais precisam ser discutidas em grupos e a síntese de cada um apresentada à equipe inteira.�
O acompanhamento e/ou monitoramento deve ser feito mensal, com todo o grupo de professores da turma, para avaliar os resultados das estratégias utilizadas e impacto nos resultados.
Hora de o professor pensar�Apesar de restrito, o planejamento do professor é tão importante quanto as demais etapas, pois ele se refere às ações que interferem diretamente no processo de ensino e aprendizagem. O momento é voltado para a organização do trabalho didático. �Quais conteúdos serão trabalhados? �Que estratégias pedagógicas serão empregadas?�Como serão as atividades e as avaliações?�Uma parte desse trabalho pode ser feita em conjunto entre os professores e outra, mais detalhada, elaborada individualmente, de acordo com as características de cada turma.�O ponto de partida é o documento com a síntese do último planejamento, que deve ser cruzado com as avaliações. �O que foi previsto e o que de fato foi realizado? �Quais as expectativas de aprendizagem para cada disciplina? �Mediar esse balanço é tarefa do coordenador.�
Depois de definido "o que" e "o quando" será trabalhado, é preciso estabelecer "o como" e cada professor decide que estratégias pedagógicas irá empregar.
Além de ser uma ferramenta pedagógica imprescindível, o planejamento também promove a utilização mais eficiente dos recursos e do tempo na escola. Quando todos os professores decidem previamente o que vão fazer e quando.��
PROFESSOR
Finalmente, o foco do planejamento se fecha sobre o trabalho didático.
A tarefa dos professores começa com o estudo dos resultados da avaliação
realizada no fim de cada mês. A equipe dá atenção aos pontos que concentraram dificuldades de aprendizagem e a estratégias que funcionaram ou não. É hora, então, de escolher os objetivos gerais e alinhar ações para resultados.
Ação
Reflexão
ação
A importância da
observação de sala de aula
De quem é a �sala de aula?
Apesar de maior cobrança por resultados
na educação, sala de aula ainda é um lugar privado
– Compartilhar a responsabilidade com demais integrantes da escola e secretaria de educação
– Detectar problemas de ensino e trabalhar de maneira personalizada o
aperfeiçoamento das práticas pedagógicas
– Aprender com os bons professores
Como fazer isso:
– Utilizando a observação de sala de aula como instrumento de desenvolvimento professional docente
Ronda instrucional
O que determina a aprendizagem é o que os alunos estão fazendo na aula (as atividades propostas e o nível de engajamento )
• O foco desta metodologia é o ensino e não os professores.
• Antes das observações:
– Cultura de trabalho coletivo com foco na melhoria das práticas
pedagógicas
– Expectativas do que é um ensino efetivo/de qualidade
– Normas e regras claras para garantir a confiança entre os professores
– Capacitação para observar aula e dar feedback
• O observador deve descrever o que vê e não emitir julgamento
• O feedback deve ser capaz de fazer relação de causa e efeito
CICLO
José Fco/ Fco de Assis / São João Bosco / Fco Adeodato/ Monsenhor Odécio/�João Damasceno/ Mário Louzada/ Paulo Sarasate/ Marciano/ Antônio Faustino/ �Fco Romão/ Antônio Faustino/ Prof.ª Antônia Maria de Jesus/ José Batista�São Rdo/ Creche Geraldo Ferreira/ José Lopes/Rdo Jovino/ Creche Sorriso de Criança/�Lúcio Marques/Miguel Abílio, Crispin José/ Minervino José/Creche Rda de Sousa/�João Luiz/Fco Cipriano/Fco Sales/Creche Criança Feliz/CEI Santa Luíza���
João Adeodato/ João Pereira���