FRANCISCO
SOUSA
GEOGRAFIA
POPUL. E NATUREZA:
EUROPA, ÁSIA E OCEANIA
29/04/2022
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ROTEIRO DE AULA
CONTEÚDO: População e Natureza: Europa, Ásia e Oceania
HABILIDADE:
(EF09GE04) Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais.
OBJETIVOS:
• Perceber como o ambiente, os recursos naturais, o clima e o relevo influenciam no modo de vida das populações;
• Caracterizar o quadro natural da Europa, Ásia e Oceania, destacando as diferenças de paisagens e os modos de viver dos diferentes povos.
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EUROPA: QUADRO NATURAL
Considerando características de clima, vegetação e relevo, o continente europeu pode ser regionalizado em três porções: Europa do Norte, Europa Oceânica e Continental e Europa do Sul.
Localização da Europa
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• Europa do Norte
Situada, em sua maior parte, em latitudes superiores a 60° N, nela predominam o clima polar, com a vegetação de Tundra, e o clima frio, com a Floresta Boreal, chamada também de Floresta de Coníferas ou Taiga, intensamente explorada pela atividade madeireira e pela indústria de papel e celulose. Em relação ao relevo, destacam-se os Alpes Escandinavos e a Planície Lacustre da Finlândia.
• Europa Oceânica e Continental
Nessa região, que compreende as grandes planícies europeias situadas entre as terras de clima frio, ao norte, e as cadeias de montanhas, ao sul, predominam os climas temperado continental e oceânico. Na porção oriental, ocorre o clima semiárido, abrangendo a porção oeste do Mar Cáspio com vegetação de estepes. O meio natural encontra-se profundamente alterado pela ação humana. Essa região abriga grandes cidades, como Paris, Londres, Berlim e Moscou.
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• Europa do Sul
Região voltada para o Mar Mediterrâneo, que se estende da Espanha até o Cáucaso e apresenta as seguintes formações do relevo: as Altas Montanhas (Pireneus, Alpes, Cárpatos e Cáucaso), que, em razão das elevadas altitudes e do clima frio, dificultam a fixação humana; as Montanhas Mediterrâneas (os Montes Apeninos, na Itália, os Alpes Dináricos e os Bálcãs, que compreendem Grécia, Albânia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Croácia etc.); e as Planícies e os Planaltos Mediterrâneos. O clima mediterrâneo caracteriza parte das montanhas e as planícies e os planaltos dessa região, cuja paisagem natural sofreu intenso processo de ocupação humana. Nessa área localizam-se cidades importantes, como Lisboa, Madri, Marselha e Milão.
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RIOS: O USO INTENSO DE UMA HERANÇA NATURAL
A Europa apresenta rica e bem distribuída rede hidrográfica, que, historicamente, constituiu vias naturais de circulação — fator essencial para a prosperidade de várias regiões e cidades — e continua exercendo papel relevante na navegação, na produção de energia elétrica, na irrigação de terras para a agricultura, na piscicultura e no turismo. Três rios que percorrem o território europeu se destacam pela importância econômica: Volga, Danúbio e Reno.
• Rio Volga
O mais extenso rio da Europa nasce no Planalto de Valdai, na porção europeia da Rússia, percorre 3.690 quilômetros, descreve uma ampla curva em torno de Moscou e deságua em um grande delta no Mar Cáspio. Embora suas águas fiquem congeladas no inverno, esse rio é responsável por cerca de 50% do tráfego fluvial russo. Além disso, ao longo de seu curso, há várias barragens e hidrelétricas.
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• Rio Danúbio
Com 2.860 quilômetros, o Rio Danúbio nasce na Alemanha e atravessa oito países até desembocar no Mar Negro. Quatro capitais são banhadas por esse rio: Viena (Áustria), Bratislava (Eslováquia), Belgrado (Sérvia) e Budapeste (Hungria). A bacia hidrográfica do Rio Danúbio tem muita importância para a economia da Europa centro-oriental, pois permite que embarcações cheguem ao Mar Negro e então ao Mar Mediterrâneo — que constitui uma plataforma comercial para atingir os mercados mundiais.
• Rio Reno
Esse rio é um eixo fundamental para a integração econômica entre Suíça, Alemanha, França e Países Baixos. Com 1.326 quilômetros da nascente (nos Alpes Suíços) à foz (no Mar do Norte), fica próximo ao principal porto europeu, o de Roterdã, nos Países Baixos.
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OCUPAÇÃO E USO DA TERRA
Há estreita relação entre as características físico-naturais da Europa, a ocupação humana e os usos da terra. Comparando os mapas anteriores, podemos observar que, do extremo norte ao extremo sul, o clima, o relevo e o solo exerceram grande influência ou condicionamentos na ocupação humana e nos usos da terra desse continente, como nos demais.
No extremo norte, na altura da latitude do Círculo Polar Ártico (66° N), abrangendo a Península da Escandinávia e o Norte da Finlândia e da Rússia, em razão do clima polar, as densidades demográficas são baixas, menos de 1 hab./km2, e as terras são improdutivas, mas há criação de renas por “povos do frio”.
Próximo à latitude 60° N, também por causa do clima, as densidades demográficas são baixas e o domínio nessa região é da Taiga, formação florestal de coníferas (pinheiros e outros), explorada para a extração de madeira e celulose para as fábricas de papel.
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Entre as latitudes de 40° N e 60° N, já no domínio de clima temperado e de extensas planícies, as densidades demográficas são mais elevadas e abrigam grandes e importantes cidades europeias, como Londres, Paris, Berlim, Praga e Varsóvia; é a principal área de cultivo de cereais (trigo, aveia, milho etc.) e de associação entre culturas variadas, como a beterraba açucareira e a pecuária; entre essas latitudes e no extremo leste da Europa e do lado ocidental do Mar Cáspio e estendendo-se para o norte, o clima é semiárido, com manchas de população entre 10 e 50 hab./km2 e de 1 a 10 hab./km2, e pratica-se a agricultura irrigada do algodão e da beterraba açucareira e a criação de gado.
Na Europa do Sul, nas proximidades do paralelo 40° N, além das altas montanhas — Pirineus, Alpes etc. —, onde ainda há o nomadismo pastoril, as densidades demográficas variam entre 50 a 100 hab./km2, de 100 hab./km2 a 200 hab./km2 e mais de 200 hab./km2; cidades importantes aí se localizam, como Lisboa, Madri, Roma, Belgrado, Bucareste e Istambul é o domínio do clima mediterrâneo e da agricultura mediterrânea, em que se destacam a produção de tabaco, uva, azeitona, frutas cítricas e criação de gado, entre outros.
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