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A Dietética Como Remédio Racional

Elaborado por Pastor Eduardo Camargo

Cap. XVII do Livro Conselhos Sobre o Regime Alimentar

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Agentes Terapêuticos da Natureza

É importante familiarizar-nos com o benefício do regime em caso de doença. Todos devem compreender o que fazer por si mesmos.

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Há muitos modos de praticar a arte de curar; mas um só existe aprovado pelo Céu. Os remédios de Deus são os simples agentes da Natureza, que não sobrecarregarão nem enfraquecerão o organismo mediante suas fortes propriedades.

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Ar puro e água, asseio, regime adequado, pureza de vida e firme confiança em Deus, são remédios por cuja falta milhares de pessoas estão perecendo; todavia esses remédios estão caindo em desuso, porque seu hábil emprego requer trabalho que o povo não aprecia.

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Ar puro, exercício, água pura, e morada limpa e aprazível, acham-se ao alcance de todos, com apenas pouca despesa; as drogas, porém, são dispendiosas, tanto no gasto do dinheiro, como no efeito produzido no organismo.

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Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino - eis os verdadeiros remédios.

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Toda pessoa deve possuir conhecimento dos meios terapêuticos naturais, e da maneira de os aplicar. É essencial, tanto compreender os princípios envolvidos no tratamento do doente, como ter um preparo prático que habilite a empregar devidamente este conhecimento.

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O uso dos remédios naturais requer certo cuidado e esforço que muitos não estão dispostos a exercer. O processo da natureza para curar e construir, é gradual, e isso parece vagaroso ao impaciente. Demanda sacrifício e abandono das nocivas condescendências.

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Mas no fim se verificará que a natureza, não sendo estorvada, faz seu trabalho sabiamente e bem. Aqueles que perseveram na obediência a suas leis, ceifarão galardão em saúde de corpo e de alma.

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Os médicos aconselham muitas vezes os inválidos a viajar para o estrangeiro, a ir a alguma fonte de água mineral, ou a atravessar o oceano a fim de readquirir a saúde; quando, em nove casos de dez, se essas pessoas comessem com temperança e se empenhassem em exercício saudável com espírito animoso, restaurar-se-iam e economizariam tempo e dinheiro.

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O que Podemos Fazer por nós Mesmos

Quanto ao que podemos fazer por nós mesmos, um ponto há que exige consideração cuidadosa e reflectida. Preciso conhecer-me a mim mesma, preciso ser sempre uma aluna quanto a cuidar dessa construção - o corpo que Deus me deu - para que o possa conservar nas melhores condições de saúde.

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Preciso não me abster de exercício e de ar. Preciso tomar tanta luz solar quanto me seja possível. Preciso ter sabedoria para ser fiel guardiã de meu corpo.

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Eu faria uma coisa muito imprudente se entrasse em um aposento fresco estando suada; mostrar-me-ia desavisada despenseira se me permitisse sentar em uma corrente de ar, expondo-me assim a um resfriado. Seria falta de prudência se me sentasse com pés e membros frios, fazendo assim com que o sangue refluísse das extremidades para o cérebro e os órgãos internos.

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Devo proteger sempre meus pés no tempo húmido. Comeria regularmente da comida mais saudável, que promovesse a melhor qualidade de sangue, e não trabalharia intemperantemente, estando em meu poder evitá-lo.

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E quando transgrido as leis que Deus estabeleceu em meu ser, devo arrepender-me e reformar-me, pondo-me nas mais favoráveis condições sob o cuidado dos médicos providos por Deus - ar puro, pura água, e o precioso Sol medicinal.

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A água pode ser empregada de muitas maneiras para aliviar o sofrimento. Goles de água pura e quente tomados antes de comer (cerca de meio litro), não farão absolutamente mal, antes serão benéficos.

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Remédios Racionais nos Hospitais

A luz que me foi comunicada é que devia ser estabelecido um hospital, e que nele devia ser rejeitada a medicação por drogas, e se empregassem métodos simples e racionais de cura das doenças.

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Defendemos em nossos hospitais o emprego de remédios simples. Desaconselhamos o uso de drogas, pois estas envenenam a corrente sanguínea. Nessas instituições devem ser ministradas sábias instruções quanto à maneira de comer, de beber, de vestir e viver de tal modo que se conserve a saúde.

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A questão da reforma de saúde não é agitada como precisa ser e há de ser. Um regime simples e inteira ausência de drogas, deixando a natureza livre para recuperar as energias gastas do organismo, tornaria nossos hospitais muito mais eficazes em restaurar a saúde dos doentes.

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Um Regime Medicinal

Condescender em comer com demasiada frequência e quantidade exagerada, sobrecarrega os órgãos digestivos e produz um estado febril do organismo. O sangue torna-se impuro, e então ocorrem doenças de várias espécies.

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Manda-se buscar um médico, que receita alguma droga que dá alívio temporário, mas que não cura a doença. Pode mudar sua forma, porém o mal real aumenta dez vezes.

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Os sofredores, nesses casos, podem fazer por si mesmos o que outros não podem fazer tão bem por eles. Devem começar por aliviar a natureza da carga que lhe têm imposto. Devem remover a causa. Jejuem por pouco tempo e dêem ao estômago oportunidade para descansar.

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Muitos vivem em violação das leis da saúde, ignorando a relação que têm para com sua saúde os hábitos de comer, beber e trabalhar. Não despertam para reconhecer sua real condição, até que a natureza protesta contra os abusos que sofre, por meio de dores e incómodos do organismo.

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A intemperança no comer é muitas vezes a causa da doença, e o que a natureza precisa mais é ser aliviada da indevida carga que lhe foi imposta. Em muitos casos de doença, o melhor remédio é o paciente jejuar por uma ou duas refeições, a fim de que os sobrecarregados órgãos digestivos tenham ensejo de descansar.

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Estrita Temperança é Remédio Contra a Doença

Quando um médico vê um doente sofrendo por doença ocasionada por regime alimentar impróprio, ou outros hábitos erróneos, e todavia deixa de dizer-lhe isto, está fazendo um mal a seu semelhante.

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Vendo o contínuo conflito com a dor, trabalhando constantemente para aliviar o sofrimento, como pode o médico manter-se em silêncio? É ele benévolo e misericordioso se não ensina a estrita temperança como o remédio contra a doença?