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Entre a Terra e o Céu

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Sumário da obra

  • CAPÍTULO 1 = Em torno da prece
  • CAPÍTULO 2 = No cenário terrestre
  • CAPÍTULO 3 = Obsessão
  • CAPÍTULO 4 = Senda de provas
  • CAPÍTULO 5 = Valiosos apontamentos
  • CAPÍTULO 6 = Num lar cristão
  • CAPÍTULO 7 = Consciência em desequilíbrio
  • CAPÍTULO 8 = Deliciosa excursão
  • CAPÍTULO 9 = No Lar da Bênção
  • CAPÍTULO 10 = Preciosa conversação
  • CAPÍTULO 11 = Novos apontamentos
  • CAPÍTULO 12 = Estudando sempre
  • CAPÍTULO 13 = Análise mental
  • CAPÍTULO 14 = Entendimento
  • CAPÍTULO 15 = Além do sonho
  • CAPÍTULO 16 = Novas experiências
  • CAPÍTULO 17 = Recuando no tempo
  • CAPÍTULO 18 = Confissão
  • CAPÍTULO 19 = Dor e surpresa
  • CAPÍTULO 20 = Conflitos da alma
  • CAPÍTULO 21 = Conversação edificante
  • CAPÍTULO 22 = Irmã Clara
  • CAPÍTULO 23 = Apelo maternal
  • CAPÍTULO 24 = Carinho reparador
  • CAPÍTULO 25 = Reconciliação
  • CAPÍTULO 26 = Mãe e filho
  • CAPÍTULO 27 = Preparando a volta
  • CAPÍTULO 28 = Retorno
  • CAPÍTULO 29 = Ante a reencarnação
  • CAPÍTULO 30 = Luta por renascer
  • CAPÍTULO 31 = Nova luta
  • CAPÍTULO 32 = Recapitulação
  • CAPÍTULO 33 = Aprendizado
  • CAPÍTULO 34 = Em tarefa de socorro
  • CAPÍTULO 35 = Reerguimento moral
  • CAPÍTULO 36 = Corações renovados
  • CAPÍTULO 37 = Reajuste
  • CAPÍTULO 38 = Casamento feliz
  • CAPÍTULO 39 = Ponderações
  • CAPÍTULO 40 = Em prece

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  • PRINCIPAIS PERSONAGENS

CLARÊNCIO

HILÁRIO

ANDRÉ LUIZ

EULÁLIA

EVELINA E JULIO

ODILA -AMARO

ZULMIRA-AMARO

CLARA

ANTONINA

LEONARDO –AVO

MÁRIO SILVA - ESTEVES

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  • I – EM TORNO DA PRECE
  • No Templo do Socorro, o Ministro Clarêncio comentava a sublimidade da prece. Dizia ele que todo desejo é manancial de poder.

A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que lhe corresponde. Conforme a sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina.

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Uma jovem entra no recinto: - Irmão Clarêncio, uma de nossas pupilas do quadro de reencarnações sob suas diretrizes pede socorro com insistência. É assunto inquietante, mas numa prece refratada.

  • II –NO CENARIO TERRESTRE

Hilário : O que vem a ser uma oração refratada?

Aquela , cujo impulso inicial teve sua direção desviada, passando a outro objetivo. Dirigida a um Espírito que não se encontra em condições de atender, é redirecionada pela espiritualidade para outros atendentes em condições de auxílio.

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  • II –NO CENARIO TERRESTRE

A prece foi feita por Evelina que apesar da fragilidade do novo corpo, vem sustentando imensa luta moral. O pai, sobrecarregado de questões íntimas, tem a saúde periclitante, a madrasta (Zulmira), vem sofrendo obstinada perseguição da desventurada Odila, a genitora de Evelina e Julio.

  • Odila não se resignou a perder a primazia feminina no lar. Há dois anos empenho energia e boa vontade por dissuadi-la, vivendo nos laços escuros do ciúme e não nos ouve esquecida dos compromissos que abraçou.

  • Zulmira, por sua vez, a segunda esposa de Amaro, desde a morte do pequenino Júlio caiu em profundo abatimento

  • Júlio desencarnou afogado, consoante as provas de que se fêz devedor

Chame a irmã Eulália.

Irmã – disse Clarêncio – este gráfico registra aflitivo apelo de Evelina, cuja volta ao aprendizado na carne foi garantida por nossa organização. Parece-me estar a pobrezinha em extremas dificuldade.

– A genitora de Evelina?

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  • II –NO CENARIO TERRESTRE

Evelina, depois de perder o maninho em trágicas circunstâncias, acha-se desorientada, entre o genitor aflito e a segunda mãe, em desespero.

Odila envolvida nas teias das próprias criações mentais, não se mostra capaz de corresponder à confiança e à ternura da menina. Ela, tem insistido com tal vigor na obtenção de socorro espiritual que as suas rogativas, quebrando a direção, chegam até aqui.

Compreendem agora o que seja uma oração refratada? Evelina recorre ao espírito materno que não se encontra em condições de escutá-la, mas a solicitação não se perde... Desferida em elevada frequência, a súplica de nossa irmãzinha vara os círculos inferiores e procura o apoio que lhe não faltará.

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  • II –NO CENARIO TERRESTRE

A equipe põem-se a caminho ao Rio de Janeiro para a casa de Amaro pai de Evelina, que tem no pretérito, complicados compromissos. Em muitas ocasiões, usou projetis e lâminas de ferro para o mal e hoje, é servidor numa ferrovia.

E Evelina, cuja reencarnação foi por nós organizada, faz alguns anos, está ligada aos pais, através de imenso amor, desde séculos remotos vindo a este lar e as situações das quais necessita para a própria ascensão, tazendo consigo a tarefa de ajuda-los.

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  • III –OBSESSÃO

Hilário e eu, instintivamente abeiramo-nos de Odila para afastá-la com a presteza possível, mas Clarêncio nos deteve. A violência não ajuda. As duas estao ligadas.

Separá-las à força seria a dilaceração de conseqüências imprevisíveis, podendo até causar a morte do corpo.

É necessário buscar alguém que já tenha amealhado na alma bastante amor e bastante entendimento para conversar com o poder criador da renovação.

– Contamos em nossas relações com a irmã Clara.

Precisamos ficar atentos que nem sempre a pessoa mais preparada é a mais intelectualizada, mais sim a que cultivou mais o amor.

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  • III –OBSESSÃO

Zulmira, dominada pelo arrependimento de não ter ajudado a criança no afogamento e atormentada pela noção de culpa,desceu, em espírito, ao padrão vibratório de Odila que a seguia em silêncio e revoltada.

Enquanto se mantinha com a paz de consciência, defendia-se naturalmente contra a perseguição invisível, mas condenando a si mesma, resvalou em deplorável perturbação, à maneira de alguém que desertasse de uma casa iluminada, embrenhando-se numa floresta de sombra.

  • Mas, à frente da Lei, Zulmira é culpada?

  • Não, no sentido real da Lei, Zulmira não é culpada.

Todavia, quem de nós não é responsável pelas idéias que arroba de si mesmo?

Nossas intenções são atenuantes ou agravantes das faltas que cometemos. Nossos desejos são forças mentais coagulantes, materializando-nos as ações que, no fundo constituem o verdadeiro campo em que a nossa vida se movimenta.

Interessante entendermos que a condenaçāo nāo é externa e sim da nossa consciência, e a reparaçāo encontra-se no mesmo local.

Odila como se registrasse nossa presença grita:

-Ninguem a libertará! assassina, assassina…

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  • IV –SENDA DE PROVAS

E o pequeno, em toda a história? – inquiri, admirado.

Júlio foi conduzido à região que lhe é própria.

Júlio trazia consigo a morte prematura no quadro de provações. Era um suicida reencarnado...

Zulmira, sofre o resultado das infelizes deliberações que albergou no espírito. Padece o retorno das vibrações envenenadas que arremessou na direção de Julio. Pelo ciúme, criou ao redor de si mesma um ambiente pestilencial, em que os seus próprios pensamentos malignos conseguiram prosperar.

  • Mas, Odila não poderia vê-lo, certificando-se de toda a verdade?

  • Infelizmente, a infortunada criatura tem o centro genésico plenamente descontrolado e isso lhe impede a visão mais ampla.

  • Odila possui admiráveis qualidades morais que jazem, por enquanto, eclipsadas... Desencarnou em largo vigor de seu idealismo feminino, sem uma fé religiosa capaz de reeducar-lhe os impulsos, modo, e a superexcitação em que se encontrara.

  • Semelhante estado, é transitório e esperamos se submeta ao tratamento de reajuste em breve. Melhorada a situação dela, o problema terá imediata e construtiva solução

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  • VI –NUM LAR CRISTÃO

Clarencio sugere que para poderem estudar e entender melhor como ajudar visitariam Julio. Acompanhariam duas irmãs encarnadas à visitação dos filhinhos que as precederam na grande viagem da morte e que se encontram no mesmo sítio em que Júlio se demora asilado.

  • Clarencio nos leva ao lar de Antonina, uma das māes que acompanhariamos. Seu filhinho, Marcos, desencarnou e ela ficou com mais 3 filhos abandonada pelo esposo.
  • Porém, quando chegaram na casa de Antonina, viram um velinho desencarnado e fardado que, após, foi identificado como o avô de Antonina

ANTONINA

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  • VII –CONSCIÊNCIA EM DESEQUILÍBRIO

Observando o velho densificaram o seus perispiritos para que ele os visse. Exclamando perguntou: – São oficiais ou praças? Estão pró ou contra? Quem trouxe aqui a idéia de perdoar nesse Evangelho no lar de minha neta?

  • Eu em vida fui requisitado para servicos exclusivos para um General quando por influência do meu miserável perseguidor Esteves, sofri transferência injusta e o mesmo seduziu minha amada

  • O ódio passou a dominar-me e encontrando-o e com a mesma cordialidade fingida com que me abraçara pela primeira vez, arranquei-lhe a vida envenenando-o

Estou certo de que pratiquei a justiça, mas este homem realmente não me abandona! Lutei tanto! Casei, organizei família, devotei-me à religião, e admiti que tudo estivesse amplamente solucionado; mas, depois de retirar-me do corpo físico, longe de encontrar o céu que parece cada vez mais distante de mim, reconheço que este homem continua a perseguir-me por dentro!

Clarêncio retorna e densifica-se para auxilia-lo. Abraça-o e o ancião comenta que vinha suplicar o socorro de Antonina, sua neta, a única pessoa que se lembra dele com amor e lhe oferece asilo na oração. Clarêncio põe a māo em sua destra e relata: este é Leonardo Pires, desencarnaou a 20 anos. José Esteves já reencarnou, mas Leonardo fixou-se na imagem do assassinado que se revitaliza, cada dia, ao influxo das sugestões da própria consciência que se considera culpada. É a lei de causa e efeito a cumprir-se.

André passa a māo em sua destra e pede que ele ore pedindo ajuda. Ele diz que fez isso e que seu antigo general aparece e disse que o socorro chegara.

Ele pede a André que o ajude e procura abraça-lo.

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Clarêncio promete-lhe ajuda, diz que guarde a casa e os meninos enquanto levam Antonina e que no dia seguinte chegará seu socorro.

Viajando com a velocidade do pensamento, amparada por Clarencio que as protegem no circulo fechado de forças, ela questiona:- porque não transformar a mesma em transferência definitiva? Quem na terra imagina as deliciosas sensaçoes de almas livres?

Enquanto conversavam Antonina, em desdobramento, surgiu e veio ao encontro deles. Leonardo reconhecendo-a bradou: Antonina! Socorre-me, todos na família me esqueceram, com exceção de ti. Não me abandones! Vovô o que fazes?

  • VIII –DELICIOSA EXCURSÃO

A medida que avançavamos ondas de perfume acentavam-se, em torno de nós. Flores abundantes. Sentiamo-nos magnetizados com a beleza.

C: Agora voces visitarāo filhinhos abençoados que a morte os arrebatou ao convivio. Voces se sentem como num paraiso de amor. Mas e os filhinhos que ficam? Teremos paz sem alegria para os que moram em nosso coraçāo?

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  • XI–NO LAR DA BÊNÇÃO

Temos aqui importante colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal.

Antonina se encontra com o filho Marcos e Clarêncio, André e Hilário seguem para o lar da Irmã Blandina, onde se encontra Júlio, ja que ainda sofre anormalidades que não lhe permitem o convívio com as crianças felizes.

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  • XI–NO LAR DA BÊNÇÃO

Júlio, até hoje, ainda não se refez completamente. Ainda grita sob pesadelos inquietantes, como se estivesse a sofrer sob as águas.

Envolveu-se em compromissos graves. Desentendendo-se com alguns laços afetivos do caminho, confiou-se a extrema revolta, aniquilando o veículo físico. Rendendo-se à paixão, sorveu grande quantidade de corrosivo. Salvo, a tempo, sobreviveu à intoxicação, mas perdeu a voz, em razão das úlceras.

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Depois do grupo conhecer o pequeno Júlio, filho de Odila e de Amaro, Antonina volta a sua residencia. Começa a ajuda ao velhinho no seu lar (Leonardo)

O ancião trazia um veículo semelhante ao nosso, segundo os princípios organogênicos que presidem à constituição do corpo espiritual, contudo mostrava-se tão pesado e tão denso como se ainda envergasse a túnica de carne

  • XII–ESTUDANDO SEMPRE

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Leonardo soerguera-se refeito, vigoroso clamou: – Lola! estás aqui? Sinto-te a presença... Onde te ocultas? Ouve-me!

Com espanto, vimos dona Antonina escapar do aposento, no corpo espiritual. Avançou ao nosso encontro, e, avistando o avô transfigurado, estampou súbita alteração facial, renovando-se igualmente aos nossos olhos.

  • XIII–ANALISE MENTAL
  • Antonina é Lola Ibarruri reencarnada.
  • Leonardo está vinculado a ela por laços de imenso amor.
  • Lola, tendo outrora abandonado o marido Leonardo (que agora era seu avô) por Esteves (Mário Silva), foi induzida a desposar um homem animalizado, com quem se encontra igualmente enleada por laços do pretérito , que relegou-a ao esquecimento.
  • Criou-se o ódio entre Leonardo e Esteves (Mário Silva) onde o primeiro assassinou este ultimo envenenado;

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LAR DA BENÇÃO

IRMÃ BLANDINA

ESTEVES-MÁRIO SILVA

ZULMIRA-LINA

LEONARDO –AVO

ODILA

AMARO-ARMANDO

JULIO

EVELINA

ANTONINA-LOLA

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CAPÍTULO 18 - CONFISSÃO

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A história:

  • Armando (Amaro) Júlio e Esteves (Mário Silva) eram amigos inseparáveis. Esteves se apaixona e casa com Lina Flores (Zulmira). Quando Júlio e Armando a conhecem se apaixonam por ela;
  • Júlio e Lina tornam-se amantes;
  • Esteves descobre e foge para Assunção – conhece Lola e a desposa de Leonardo;
  • Lina apaixona-se por Armando (Amaro) e deixa Júlio que suicida-se;
  • Armando foge de Lina, volta ao Rio de Janeiro;
  • Lina morre em busca de Armando (Amaro)

  • XVIII–CONFISSÃO

ZULMIRA-LINA

ESTEVES-MÁRIO SILVA

AMARO-ARMANDO

JULIO

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A dor é o grande e abençoado remédio. Reeduca- nos a atividade mental, reestruturando as peças de nossa instrumentação para a vida eterna.

Depois do poder de Deus, é a única força capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a indispensáveis modificações, com vistas ao Plano Divino.

Clarêncio-Nosso Júlio, renascerá num equipamento fisiológico deficitário que, lhe retratará a região lesada a que nos reportamos “centro laríngeo”.

Sua mãe será Odilia e, após desencarne, Zulmira, que outrora era Lina, motivadora do suicídio de Julio em outra encarnação

JULIO

  • XXI–CONVERSAÇÃO EDIFICANTE

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O Ministro pede ajuda a a Irmã Clara, em favor do esclarecimento de Odila

Mas para que Júlio, ora suicida, ora afogado por displicência, precise renascer no ventre de Zulmira. Para tanto, Odila deve parar o processo obcessor

…para tanto….

  • XXII–IRMÃ CLARA

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Amargurada mulher devia

renunciar ao companheiro que

permanecia na Terra

  • XXII–IRMÃ CLARA

Irmã Clara trabalhadora sublimada e antiga amiga de Odila, toca seu coração , falando com absoluta simplicidade e à maneira de um anjo maternal dirigindo-se aos filhinhos.

Odila pede : Anjo de Deus, socorre-me! socorre-me!... Estou aqui, vingando-me por amor... Esta mulher tomou-me o marido e assassinou-me o filhinho!... Quem ama faz justiça pelas próprias mãos!...

CLARA

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Clareia o próprio caminho, a fim de reencontrares o teu anjo e embalá-lo, de novo, ao invés de te consagrares inutilmente à vingança que te cega os olhos e enregela o coração.

Clara, alcançara o ponto sensível daquela alma atribulada

  • XXIII–APELO MATERNAL

CLARA

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CAPITULO 26 - MÃE E FILHO

A criança doente transformou-se, de súbito quando viu Odila que, sensibilizada por Clara, desiste da obsessão…..

– Mãe! gritou, Júlio, e completamente modificado, contava-lhe quanto lhe doía a garganta, mostrando-lhe a glote extensamente ferida

Odila:– Aflige-me encontrá-lo assim , não posso atinar com a razão de uma úlcera tão grande, sem o corpo de carne... Não tenho bases para entender de uma só vez tudo quanto vejo, mesmo porque também eu andava louca, incapaz de raciocinar...

  • XXVI–MAE E FILHO

JULIO

ODILA

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CAPITULO 27 - PREPARANDO A VOLTA

ODILA

CLARA

  • XXVII–PREPARANDO A VOLTA

Assistida por irmã Clara, Odila voltra ao antigo lar, no propósito de acompanhar Zulmira no reencarte de Julio, seu filho

Porém, o sucida que Julio foi, nascerá e logo sofrerá desencarne para sua purificação e de seus pais, Zulmira e Amaro que, em vida anterior propiciaram que Julio fosse levado ao ato extremo

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O pequeno Júlio desenvolvia-se mas, por mais adequados fossem os tratamentos , trazia doloroso estigma na garganta e a extensa ferida na glote, o que lhe dificultava a nutrição.

Caiu em profunda crise de amidalite e gripe e a ajuda do dedicado enfermeiro Mário Silva é pedida.

JULIO

  • XXX–NOVA LUTA

Mário Silva que então já tinha se reaproximado de Antonina (Lola) por laços afetivos e por ter socorrido sua filha, recorre a casa do pequenino Júlio e se depara com a surpresa de que a mãe do pequenino era Zulmira, mulher que amara perdidamente, mas o abandonara para ficar com Amaro

MÁRIO SILVA

ANTONINA

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Quando viu a mulher que amara apaixonadamente, trazendo o pequenino ao colo, registrou súbita vertigem de revolta. Zulmira pagar-lhe-ia, caro, a deserção. Contemplou a criancinha e deu curso a incontida animosidade.

A idéia de que Amaro e a esposa sofreriam , com a morte do petiz, acalentou-lhe o duro propósito de desforço. E se cooperasse com a morte, auxiliando aquele rebento enfermiço a desaparecer?

  • XXXII–RECAPITULAÇÃO

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Embora lembrando das lições do Evangelho e das palavras de Antonina, que se tornara excelente matriarca espírita, desejou a morte do menino , aplicando-o soro que agilizou o processo de desencarne.

Silva experimentou uma comoção a agitar-lhe o peito, enquanto ouvia a uma voz dele mesmo, gritava-lhe na consciência: – Assassino! Assassino!...

O pequenino Júlio chega ao desencarne, acelerado pelas mãos de Mario Silva…

JULIO

MÁRIO SILVA

  • XXXII–RECAPITULAÇÃO

Júlio, por sua vez, retornava ao Lar da Bênção nos braços de Odila, aliviado , tranqüilo e reajustado.

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CAPITULO 35 REERGUIMENTO MORAL

  • Em casa ainda superexcitado com os acontecimentos da vespera, Silva recebe ação magnetica de Clarencio que o impulsiona e o faz ir ao encontro das palavras sabias de Antonina.
  • Com Antonina, Mário Silva desabafa o que fez e como se sentia;
  • Recebe o acolhimento da bela e jovem viúva que o induz a ir na casa dos pais do pequenino Julio, inimigos de tempos de outrora, buscando se reconciliar com sua consciência;
  • Chegando lá percebe que Zulmira encontra-se em estado deprimente de saúde, necessitado com urgência de uma transfusão de sangue, o qual se disponibiliza de pronto a ajudar, com fim de se reajustar com a sua consciência e com aquela família;

Ganhamos o domicílio de Mário, encontrando-o em pesadelo aflitivo, sentindo-se culpado da morte do pequeno Júlio

  • XXXV–REERGUIMENTO MORAL

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Antonina - A morte do corpo nem sempre é o pior que nos possa acontecer. Quantas vezes os pais são constrangidos a acompanhar a morte moral dos filhos, no crime ou na viciação que não conseguem interromper? Também perdi um dos rebentos que Deus me confiou, mas procurei acomodar-me à saudade sem revolta, porque a Sabedoria do Senhor não deve ser menosprezada.

  • XXXVI–CORAÇÕES RENOVADOS

Quando os amigos se afastaram, Clarêncio cercou Zulmira de cuidados especiais. A injeção de sangue renovador de Mário Silva lhe fizera grande bem.

Pouco a pouco, acomodaram-se-lhe os centros de força ela adormece .

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Zulmira no lar da Bênção

Zulmira quando abraçara Júlio, desfez-se em pranto vendo Odila, que tentava soerguer-la, reconhece-a e recorda o afogamento de Julio. O remorso voltou a refletir-se-lhe na mente e, atribulada disse:

Odila! perdoa-me, perdoa-me!... Agora vejo o inferno que te impus, despreocupando-me de teu filhinho... Hoje, pago com lágrimas minha deplorável displicência! Ajuda-me, querida irmã!... Sê para o meu Júlio a guardiã que não fui para o teu!

JULIO

  • XXXVII–REAJUSTE

ODILA

ZULMIRA

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Após o reencontro revigorante, Zulmira despertou no corpo físico. Retomando o equipamento cerebral mais denso, não conseguiu articular a lembrança do delicioso sonho.

Guardava a impressão nítida de que revira o filhinho em alguma parte e semelhante certeza lhe restaurara a calma e a confiança. Sentia-se mais leve, quase feliz.

  • XXXVII–REAJUSTE

JULIO

ZULMIRA

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Júlio, na vida espiritual, aguardava sem sofrimento a ocasião oportuna de regresso ao campo físico

C- Antonina, quando em nossas atividades de socorro ao irmão Leonardo Pires, se comprometeu a colaborar, maternalmente, para que ele obtenha novo corpo na Terra.

Amaro e a esposa acompanharam o culto evangélico na residência de Antonina

C– O amor é assim uma força que transforma o destino.

Enquanto Mário Silva habituava-se ao convívio de Antonina

Zulmira, sob a influência benéfica da nova amizade com Antonina, renovara-se para a alegria de viver

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Na festa do matrimônio, Evelina, a autora da prece refratada que deu início de todo o pedido de Socorro, é apresentada a Lucas, irmão de Antonina, com quem se casará.

Após a reconciliação entre Amaro, Zulmira com Mário Silva, Mário é levado ao matrimônio com Antonina

LUCAS

  • XXXVIII–CASAMENTO FELIZ

EVELINA

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CAPITULO39 PONDERAÇÕES

No bercario Clara fala para Antonina, que Zulmira compreende hoje, sem necessidade de maior incursão no passado, o santo dever de asilar o pequeno Júlio no santuário materno e que era imperativo o descanso mental para a segunda esposa do ferroviário.

E lhe pergunta se está ela consciente de que a maternidade a espera de novo, em tempo breve.

  • XXXIXII–PONDERAÇÕES

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  • XXXIXII–PONDERAÇÕES

MÁRIO SILVA

ANTONINA

ZULMIRA

AMARO

JULIO

LEONARDO

Lares que os progenitores destruíram, agora reedificarão através da maternidade

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Clarêncio estampou o sorriso de sua velha sabedoria e falou:

– Não, André. A história não acabou. O que passou foi a crise que nos ofereceu motivo a tantas lições. Nossos amigos, pelo esforço admirável com que se dedicaram ao reajuste, dispõem agora de alguns anos de paz relativa, nos quais poderão replantar o campo do destino. Entretanto, mais tarde, voltarão por aqui a dor e a prova, a enfermidade e a morte, conferindo o aproveitamento

de cada um. É a luta aperfeiçoando a vida, até que a nossa

vida se harmonize, sem luta, com os Desígnios do Senhor.

Andre pergunta– Nossa história terminará, assim, com um casamento risonho,à moda de um filme bem acabado?

  • XXXX–EM PRECE

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  • XXXX–EM PRECE

Amado Jesus

Abençoa nossa hora festiva que te oferecemos em sinal de carinho e gratidão

Ajuda os nosso companheiros que hj se consorciam

Convertendo-lhes a esperança em doce realidade

Ensina-nos senhor, a receber no lar a cartilha de luz que nos deste no mundo

Generosa escola de nossos corações para a vida imortal

Faze-nos compreender no campo em que lutamos a rica sementeira da renovação e fraternidade em que a todos nos cabe apreender e servir

Que possamos, enfim, ser mais irmãos uns dos outros, no cultivo da paz pelo esforço no bem

Tu que consagrastes a ventura doméstica nas bodas de Canaa

Transforma a água viva de nossos sentimentos em dons inefáveis de trabalho e alegria

Reflete o teu amor na simplicidade de nossa existência

Como o sol se retrata no fio d’água humilde

Guia-nos, Mestre, para o teu coração que anelamos eterno e soberano sobre o nosso destino

E que Tua bondade comande a nossa vida

É o nosso voto ardente agora e para sempre

Assim seja!

Entre a Terra e o Céu