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FECCIF24 – III Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – de 21 a 26 de Outubro de 2024

A Antroponomástica, como já visto previamente, é uma das áreas da onomástica que busca entender a sociedade em seus aspectos gramaticais, etimológico, sócio-históricos e geográficos através do estudo dos nomes próprios de cada um dos indivíduos que nela estão inseridos. Devido a sua importância, é notória a necessidade de ferramentas que visam facilitar a prática, o desenvolvimento e a pesquisa dessa esfera de conhecimento. O objetivo geral deste projeto é reproduzir e aprimorar a plataforma Namicz, uma ferramenta de visualização de dados demográficos e geográficos relacionados a frequência de nomes transformando-a em um aplicativo Desktop, e permitindo com que os usuários a instalem e utilizem de forma simples e fácil. Portanto, é necessário compreender o funcionamento da API de serviço de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) a fim de garantir um tratamento adequado das informações recebidas dela, além de compreender os conceitos de User Interface/Experience para que haja uma seleção assertiva das tecnologias empregadas para a evolução do projeto. O resultado desse trabalho é um software que é capaz de exibir, filtrar e organizar dados de uma API de serviço de dados. E seu funcionamento é baseado em requisições HTTP ao sistema do IBGE que permite aos usuários analisar diferentes ocorrências de nomes em todos os estados brasileiros. Por conta disso, a disponibilidade dos dados de malhas geográficas e de nomes pelo poderoso ecossistema de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi fundamental para a elaboração do projeto. Em suma, o produto construído se destaca por ser intuitivo e apresentar informações relevantes e detalhadas sobre nomes, suas variações e distribuições geográficas dentro do país. Além disso, a inclusão de recursos visuais como geomapas enriquece a experiência do usuário e facilita a compreensão dos dados apresentados.

RESUMO

INTRODUÇÃO

OBJETIVOS

METODOLOGIA

Divulgação da antroponomástica: desenvolvendo e aprimorando uma interface gráfica de visualização de frequência de nomes baseada na API de serviço de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Matheus Camargo¹, Victor Hugo², Victor Samuel3, Cecília Pereira (orientadora)4

1Instituto Federal de São Paulo, Campinas, Brasil - matheus.ginebro@aluno.ifsp.edu.br

2Instituto Federal de São Paulo, Campinas, Brasil - d.hugo@aluno.ifsp.edu.br

3Instituto Federal de São Paulo, Campinas, Brasil - victor.samuel1@aluno.ifsp.edu.br

4Instituto Federal de São Paulo, Campinas, Brasil – cecilia.andrade@ifsp.edu.br

A Antroponomástica, também conhecida como Antroponímia, se dá por uma área da onomástica que visa entender mais sobre uma sociedade por meio do estudo dos nomes próprios de seu povo. Portanto, destaca-se a importância dessa área para o caráter de formação histórica e cultural de um povo, visto que ela pode nos revelar muito sobre suas crenças, tradições e valores associados aos seus nomes.

Apesar de seu valor e todos os benefícios que o estudo dessa área pode trazer para a sociedade, esse campo de pesquisa não é um assunto muito difundido atualmente, muito por conta da sua complexidade na questão de obtenção de dados para que possam ser trabalhados.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) possui esses dados e é capaz de fornecê-los de forma livre, porém, para isso é necessário consumir de sua Interface de Programação de Aplicação (API) por meio de requisições, o que demanda um certo nível de conhecimento em programação.

O nosso objetivo é utilizar a API de serviço de dados do IBGE para desenvolver um software que visa facilitar o uso e principalmente a exportação dos fenômenos de nomes, tendo em vista o pouco reconhecimento que a antroponímia tem na sociedade atualmente. Por meio dessa interface gráfica simples e intuitiva, os usuários poderão acessar os dados de forma fácil e visualmente agradável, tornando essas informações acessíveis para o público em geral.

Para o desenvolvimento do projeto, foi necessário a escolha de diferentes tipos de bibliotecas, tecnologias e Frameworks (que no mundo da programação se referem a padrões de aplicações reutilizáveis). Com isso, além de uma plataforma visualmente agradável e funcional, esperamos que ela funcione a longo prazo, o que necessita qualidade de programação e demais escolhas. Portanto, escolhemos as melhores tecnologias que nos forneceriam qualidade e usabilidade ideal. São elas: NodeJS, ReactJS, viteJS, ElectronJS, MaterialUI, Mapbox GL JS, TailwindCSS e GitHub.�A maneira que o IBGE disponibiliza de fato seus dados é através de APIs e endpoints, que consistem em rotas da web onde é possível passar parâmetros através da URL da API e de acordo com a requisição terá como resultado uma resposta, também sendo possível passar filtros. Essa dinâmica de requisições e respostas acontece em todos os sites para trazer os dados para o usuário. No nosso caso, o IBGE disponibiliza os seguintes endpoints e filtros: Frequência por nome, sendo possível aplicar os seguintes filtros: sexo, localidade e unidade de federação. Ranking de nomes, sendo possível filtrar com: sexo, localidade e década.�Desse modo, algumas telas foram feitas com base nas respostas dos endpoints. O aplicativo conta com três grandes telas: Landing Page (LP), Mapa e Mais Informações.�A LP é a primeira tela, nela está descrito um pouco sobre a Antroponomástica e o objetivo do projeto, assim como tecnologias e demais links com o objetivo de divulgar a página.�A tela do Mapa consta com um mapa carregado graficamente pelo Mapbox GL JS, e apresenta um menu de filtros com o ranking do Brasil e uma barra de pesquisa. Ao pesquisar um nome foi implementado uma requisição de Frequência de Nome com filtro por UF, com sua resposta foi possível construir um mapa de calor do Brasil conforme a ocorrência dos nomes. Alterar os filtros modificará o ranking nacional que foi uma implementação direta do endpoint de Ranking de Nomes.�Na tela de Mais Informações temos uma localidade selecionada e dois gráficos. O primeiro gráfico é um ranking de nomes, outra implementação direta porém agora plotada em um gráfico de barras. O segundo é a frequência de nome conforme as décadas disponíveis, filtrado pela localidade selecionada, que também é uma implementação direta porém plotada.�Para a prototipagem e planejamento da plataforma utilizamos o Figma como editor gráfico, pois ele permite a utilização de templates, prototipagem interativa, colaboração em tempo real e utilização de plugins, como ícones, paletas de cores e componentes.�Após finalizarmos a prototipagem, demos início ao desenvolvimento do código do projeto, e com isso, adotamos algumas das mais modernas tecnologias: incluindo React para a componentização das telas, Vite como gerenciador de aplicação e Tailwind-CSS para uma boa estilização. O uso dessas ferramentas nos permitiu criar uma interface gráfica interativa e integrada.

O nosso resultado foi um software capaz de exibir, filtrar e organizar dados da API de serviço de dados do IBGE relacionados a nomes e malhas geográficas. E de forma dinâmica, clara e objetiva, conseguimos fazer com que os usuários possam observar as ocorrências de nomes em todos os estados brasileiros. Segue o exemplo da frequência do nome “Maria” de acordo com os estados do Brasil no intervalo de 1930-2010:

�A integração com a API de serviço de dados do IBGE foi essencial para obter e fornecer informações importantes e relevantes para a divulgação da antroponomástica brasileira. Utilizando consultas por localidade, gênero e/ou década, fomos capazes de criar visualizações dinâmicas e personalizadas.�A fim de criar uma plataforma agradável, de fácil utilização, e interativa, definimos as seguintes funcionalidades e características que precisávamos alcançar: Visualizações dinâmicas, incluindo mapas e gráficos, permitindo ao usuário desenvolver e aprofundar mais seus conhecimentos sobre a antroponomástica brasileira; Filtros avançados, que incluem filtros de dados por localidade, gênero e década.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

REFERÊNCIAS

CONCLUSÃO

Concluímos inicialmente que alcançamos um marco significativo ao iniciar o desenvolvimento de um software interativo de fácil navegação dedicada à divulgação da antroponomástica brasileira, e discutimos algumas possíveis melhorias que poderão ser implementadas futuramente.�A plataforma se destaca por sua interface intuitiva, que permite aos utilizadores explorar informações detalhadas sobre nomes pessoais, suas variações e distribuições geográficas dentro do país. Além disso, a inclusão de recursos visuais, como mapas e gráficos, enriquece a experiência do usuário e facilita a compreensão dos dados apresentados.�Para o futuro, vislumbramos uma série de melhorias de design que podem ser implementadas para tornar a plataforma mais interessante e agradável para as pessoas, além do desenvolvimento de um terceiro filtro por município, que poderia tornar mais completo o acesso a tais informações.�A importância de um acesso descomplicado a esses dados transcende o âmbito acadêmico, alcançando o interesse do público em geral. A plataforma serve como um recurso educacional valioso, visto que pode ser usada como uma ferramenta de conscientização cultural que promove a apreciação da diversidade onomástica brasileira. Democratizandio o acesso às informações da API de serviço de dados do IBGE relacionadas a nomes, contribuímos para o fortalecimento da identidade cultural brasileira e incentivamos o reconhecimento da riqueza presente na nossa herança linguística.

AMARAL, SEIDE. Nomes Próprios de Pessoa: Introdução à Antroponímia Brasileira. São Paulo: Editora Blucher, 9 de julho de 2021. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=MTHrDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP1&dq=nomes+pr%C3%B3prios&ots=N_C77K7N0t&sig=e5MHNNJ_pIg3CjPjZ7VorGZy9x8#v=onepage&q&f=false. Acesso em: 05 de maio de 2024

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. API de Dados do IBGE. Disponível em: https://servicodados.ibge.gov.br/api/docs/. Acesso em: 2 de fevereiro. de 2024