AVALIAÇÃO
DIAGNÓSTICA
O QUE É UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?
Podemos considerar a avaliação diagnóstica como um tipo de avaliação de aprendizagem que busca compreender e identificar os objetos de conhecimento e os conhecimentos que os estudantes já possuem. Com essa avaliação, é possível conhecer mais sobre o histórico educacional dos estudantes, com detalhes como:
QUAL A DIFERENÇA ENTRE A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E OUTROS TIPOS DE AVALIAÇÃO?
Consideremos outros dois tipos de avaliações mais conhecidos, as avaliações somativas e formativas:
QUAL É O OBJETIVO DE UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?
O principal objetivo de uma avaliação diagnóstica é reconhecer e caracterizar as etapas de aprendizagem em que os alunos estão posicionados. Com essa avaliação, é possível também identificar as limitações e aptidões de cada estudante, além de conceitos e habilidades dominadas ou negligenciadas por cada um.
DESSA FORMA, PODEMOS FRAGMENTAR O OBJETIVO GERAL DAS AVALIAÇÕES DIAGNÓSTICAS EM TRÊS OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
OS BENEFÍCIOS DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PARA O SISTEMA EDUCACIONAL
Vimos que a realização de uma avaliação diagnóstica ao longo da formação serve para que os professores possam conhecer melhor os estudantes, suas competências e suas dificuldades. Constituem, assim, instrumentos de auxílio no planejamento do curso e na escolha das aulas em que os alunos necessitam de reforços ou intensificação de materiais pedagógicos.
Assim, a avaliação diagnóstica, embora esteja vinculada a uma análise aprofundada dos potenciais dos estudantes, conforme visto, também é essencial para contribuir para a melhoria do sistema educacional e das práticas desenvolvidas na IE como um todo.
Uma avaliação bem feita tem condições, inclusive, de verificar a satisfação e a motivação dos docentes, bem como seu rendimento no desempenho das funções. Questões como clima institucional, eficácia dos currículos e das metodologias vinculadas a cada programa e a cada curso também são evidenciadas com uma boa avaliação diagnóstica.
QUANDO A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DEVE SER APLICADA?
Na visão de Benjamin S. Bloom, importante psicólogo e pedagogo americano, a avaliação diagnóstica deve ocorrer em dois momentos distintos:
COMO É FEITA A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?
É possível efetuar a avaliação diagnóstica de diferentes formas. O modelo escolhido pode variar de acordo com a disciplina ensinada, turma, objetivos e estratégias de ensino, entre outros fatores.
Inclusive, é possível utilizar de diferentes testes para traçar uma avaliação diagnóstica. Assim, não é necessário se limitar a um tipo de exercício específico que não irá avaliar os potenciais dos alunos em sua totalidade.
É importante que as tarefas escolhidas para compor a avaliação diagnóstica exijam a aplicação de conhecimentos que os alunos tiveram contato em ciclos anteriores, e que são necessários para o avanço do processo de aprendizagem atual.
Além disso, incluir atividades que abordem temas a serem explorados durante o processo de aprendizagem atual também pode ser muito interessante. Isso permite que o professor descubra se alguns alunos ou a turma como um todo já tiveram algum contato com os temas que pretende explorar.
Um ponto de atenção importante diz respeito à repetição de atividades e alguns vícios causados pela rotina. Por exemplo: é comum que professores utilizem técnicas e formas de avaliação tradicionais ou até mesmo antiquadas, apenas por hábito. Ou, ainda, aplicam formatos de avaliação que são impostos pela IE, mas não cumprem seu papel de diagnóstico.
Reiteramos, então, a necessidade de escolher as técnicas de avaliação de acordo com os objetivos da avaliação de diagnóstico e do processo de aprendizagem de cada conteúdo.
ABAIXO VOCÊ CONFERE ALGUNS TIPOS DE ATIVIDADES QUE PODEM SER UTILIZADAS PARA COMPOR UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA:
Testes discursivos e/ou redações
Provas objetivas
Atividades práticas
Provas orais
Entrevistas
O QUE O PROFESSOR PRECISA SELECIONAR PARA COMPOR UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?
Para compor uma boa avaliação diagnóstica, o professor deve considerar seus objetivos, o que deseja descobrir com a avaliação, e quais os tipos de questões são mais indicados para isso.
Como explicamos na seção acima, é possível selecionar mais de um tipo de questão para compor uma avaliação diagnóstica. Assim, o professor pode, por exemplo, selecionar questões discursivas e também objetivas. Ou propor um trabalho para ser feito em casa, e aplicar uma prova oral em sala, entre outras combinações.
Boas plataformas de aprendizagem oferecem relatórios completos com os resultados das avaliações. Em muitos casos, é possível analisar aluno por aluno, turma por turma, ou até comparar o desenvolvimento de um aluno em relação ao restante da classe.
8 DICAS PARA REALIZAR UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE SUCESSO
Mesmo que tenha um formato simples, a avaliação diagnóstica deve ser feita com qualidade. É importante construir mecanismos avaliativos que revelem informações precisas e, para isso, deve-se manter atenção aos detalhes.
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1. Deixe evidentes os objetivos
2. Delimite as prioridades
3. Se prepare para mudanças
4. Escute os estudantes
5. Mescle os tipos de avaliação
6. Realize avaliações constantes
7. Aproveite a tecnologia
8. Dê respostas aos estudantes
COMO FAZER UM RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?
O relatório de avaliação diagnóstica é um documento que indica o desenvolvimento dos estudantes nos seus testes. Ele auxilia no registro das informações para guiar possíveis alterações no plano de aula, e também para efeito de comparações futuras.
Todo relatório de avaliação diagnóstica deve conter componentes como:
O QUE FAZER APÓS A REALIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?
Como já dito anteriormente, a avaliação diagnóstica não pode ser um fim em si mesma. Mais importante do que investir em uma excelente avaliação é construir um ensino de qualidade e libertador com base nos resultados aferidos.
O primeiro passo após realizar a avaliação é o da análise de dados, no qual os professores devem pegar os resultados e interpretá-los. É interessante, nesse momento, trabalhar com relatórios individuais e coletivos e, sempre que possível, fazer comparações com outras avaliações diagnósticas já realizadas.
Com o relatório em mãos fica mais fácil observar o desempenho dos alunos. Compreender as dificuldades de cada um, e principalmente as suas origens, é um dos principais ingredientes para uma educação de qualidade.
Por fim, o foco deve estar no principal objetivo: solucionar déficits educacionais, tanto individuais quanto de toda uma turma. O conjunto da IE (professores e gestores) deve se preparar para implementar mecanismos que busquem sanar os problemas na aprendizagem dos estudantes.
Diversas atividades complementares podem ser aplicadas aqui, cabendo aos educadores avaliarem as que trarão os melhores resultados. Nesse contexto, a intervenção pedagógica possui um importante papel.
QUAL A IMPORTÂNCIA DE PERSONALIZAR O ENSINO?
Como as pessoas aprendem de forma diferente, e possuem dificuldade em coisas diferentes, nada mais justo do que personalizar as soluções para resolver as defasagens educacionais individuais. Não faz sentido focar em dificuldades particulares para toda uma turma — é importante que cada um possa se fortalecer naquilo em que precisa melhorar.
A personalização do ensino é uma tendência que vem ganhando bastante espaço na educação. Hoje é comum a aplicação de uma diversidade de metodologias, atividades e até mesmo avaliações para diferentes alunos.
Uma aula personalizada respeita as individualidades de cada um, valorizando seus pontos fortes e combatendo suas deficiências. É central que se perceba e respeite que as pessoas possuem habilidades diferentes, e saber que em cada caso é mais interessante desenvolver aspectos específicos, de acordo com o perfil do aluno.
Referência