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PLANO DE AÇÃO COM VISTA À ESTRUTURAÇÃO DA REDE DE AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE PARA ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA POPULAÇÃO EXPOSTA AO AMIANTO

FLÁVIA NOGUEIRA E FERREIRA DE SOUSA

COORDENADORA-GERAL DE SAUDE DO TRABALHADOR

MINISTÉRIO DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE SAÚD AMBIENTAL, DO TRABALHADOR E DAS EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA

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    • O amianto representa um problema de saúde pública, para o qual o setor saúde tem buscado definir e implementar ações voltadas para atenção integral à saúde das populações expostas e potencialmente expostas a essa substância cancerígena;
    • O Brasil era um dos maiores produtores e exportadores mundiais de amianto e o utilizava em larga escala até o final de 2018, reduzindo significativamente a partir de 2019;
    • Suas fibras foram muito utilizadas em uma grande variedade de aplicações industriais, principalmente, na produção de telhas, caixas-d'agua, entre outros produtos.

CONTEXTUALIZAÇÃO

PROCESSO SAÚDE-DOENÇA

    • A exposição ao amianto - associada ao aparecimento de alguns tipos de cânceres e outras doenças crônicas, como:

    • A asbestose;
    • O câncer de pulmão;
    • O mesotelioma.

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Coeficiente de Incidência para Câncer e Pneumoconioses relacionadas ao trabalho, devido a exposição ao amianto, para 1 milhão de trabalhadores, Brasil, 2006 a 2022*(N: 2.291)

DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

Coeficiente de Mortalidade devido a doenças relacionadas a exposição ao amianto para 1 milhão de habitantes, Brasil, 2006 a 2021* (N: 3.563)

*Dados sujeitos a alteração

Fontes: Sistema de Informações sobre Mortalidade– Ministério da Saúde. IBGE

*Dados sujeitos a alteração

Fontes: Sistema Nacional de Notificações (Sinan)– Ministério da Saúde. PEAO/PNAD -IBGE

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Coeficiente de incidência acumulada de Câncer e Pneumoconioses relacionadas ao Trabalho devido à exposição ao Amianto por 1 milhão de trabalhadores, por UF, Brasil 2006 - 2022

Coeficiente de Mortalidade acumulada devido a doenças relacionadas a exposição ao amianto por 1 milhão de habitantes, por UF, Brasil 2006 - 2021

Fontes: Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Ministério da Saúde. PEAO - PNAD, IBGE.

Fontes: Sistema de Informação sobre Mortalidade – Ministério da Saúde. IBGE.

DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

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Notificações Sinan - Grandes Grupos CBO (N: 2.291)

Óbitos por Grandes Grupos de CBO (N: 3.563)

Fontes: Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Ministério da Saúde..

Fontes: Sistema de Informação sobre Mortalidade – Ministério da Saúde.

DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

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Ocupações mais frequentes de Câncer e Pneumoconioses relacionadas ao Trabalho devido à exposição ao Amianto, Sinan, Brasil, 2006 a 2022*.

Atividades econômicas mais frequentes de Câncer e Pneumoconioses relacionadas ao Trabalho devido à exposição ao Amianto, Sinan, Brasil, 2006 a 2022*.

Fontes: Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Ministério da Saúde..

DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

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Ocupações mais frequentes entre os óbitos de DRA, Brasil, 2006 - 2022

Fontes: Sistema de Informação sobre Mortalidade – Ministério da Saúde.

DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

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DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

1.332 (58,2%)

Notificações de Cancêr Relacionado ao trabalho e Pneumoconiose realizadas por Cerest entre 2006 a 2022 no SINAN

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5 Cerests com maior número de notificações de Câncer Relacionado ao Trabalho e Pneumoconiose, no Brasil, de 2006 a 2021.

DOENÇAS RELACIONADAS AO AMIANTO

Fontes: Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Ministério da Saúde.

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10

27 estaduais e 183 regionais e municipais

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Vigilância epidemiológica

Vigilância de ambientes e processos de trabalho

VISAT

Atribuição dos CEREST

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Rede Nacional de Atenção Integral a Saúde do Trabalhador - Renast

CEREST

Retaguarda Especializada

Integração

Retaguarda Especializada

Intersetorialidade

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13

% de Cerest no Brasil com atuação satisfatória

80%

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LEGISLAÇÃO BRASILEIRA - AMIANTO

1995/1999

2001/ 2008

2017

2019

2021

    • Portaria nº 1.339/1999/MS: reconheceu a relação de causalidade entre a exposição ao amianto.
    • Lei 9.055/1995 (Decreto 2.350/1997):

Proibiu a utilização do amianto anfibólio

    • ADI 3.937/SP (2007), ADI 3406/RJ, 3470/RJ e 3357/RS;
    • ADI 4.066/DF (2008).
    • Lei 10.813/2001 e Lei 12.684/2007 (SP), Lei 2.210/2001 (MS), Lei 3579/2001 (RJ), Lei 11.643/2001 (RS), entre outras: Proibiram a utilização do amianto tipo crisotila em âmbito estadual.
    • 1º de fevereiro de 2019: A decisão do STF é publicada no Diário da Justiça e a mina goiana suspende suas atividades.
    • Lei Estadual nº 20.514/2019: Autoriza, em Goiás, a extração e o beneficiamento do amianto crisotila para fins de exportação;
    • ADI 6200/2019: Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da Lei 20.514/2019.
    • Declarada Inconstitucionalidade do Art. 2º da Lei Federal 9.055/19955: A partir desta decisão do STF, tornaram-se vedadas a extração, industrialização, comercialização e utilização de qualquer tipo de amianto no paí;

    • Ação Civil Pública (1002022-72.2021.4.01.3505)
    • Em 2021, o Ministério Público Federal ajuizou uma Ação Civil Pública, o que levou com que a Justiça Federal determinasse a suspensão imediata da exploração da cristola em Goiás. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu essa decisão, fazendo valer a lei estadual goiana.

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As intervenções sobre o problema da exposição ao amianto são, em alguns aspectos, reconhecidas como de difícil implantação, fazendo-se necessário um Plano de Ação norteador que busque articular as ações do SUS e deste com outros setores, para superação dos obstáculos evidenciados pelo subregistro, informações de baixa qualidade e retrocessos nas legislações loco-regionais para banimento, em busca de justiça social e garantia de interação dialógica e protagonismo dos segmentos envolvidos.

JUSTIFICATIVA

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à OMS, reconhece todos os tipos de amianto como carcinogênicos para seres humanos e considera que não há níveis seguros para a exposição às suas fibras (INTERNATIONAL AGENCY RESEARCH ON CANCER, 2012; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2012)

250 MIL TON.

O Brasil já chegou a produzir, em média, 250 mil toneladas de fibra de amianto ao ano.

2021 - 2026

Estima-se que o país atingirá o pico do número de casos de doenças relacionadas ao amianto entre 2021 e 2026.

t

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    • O Plano de Ação contém princípios, populações prioritárias, e definindo 6 eixos estruturantes:

1) Vigilância epidemiológica;

2) Vigilância de ambientes e processos de trabalho;

3) Atenção integral à saúde da população exposta ao amianto;

4) Qualificação da Rede, estudos e pesquisas;

5) Comunicação e informação;

6) Articulação intersetorial, participação e controle social.

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA - AMIANTO

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1. Introdução

2. Justificativa

    • Legislação
    • Doenças Relacionadas ao Amianto

3. GT e Processo de elaboração do Plano

4. Objetivos do Plano de Ação

5. Princípios e Diretrizes do Plano de Ação

6. Populações prioritárias para os objetivos do Plano

7. Plano de Ação

    • Eixo 1. Vigilância epidemiológica
    • Eixo 2: Vigilância de ambientes e processos de trabalho
    • Eixo 3. Atenção integral à saúde da população exposta ao amianto
    • Eixo 4. Qualificação da Rede, estudos e pesquisas
    • Eixo 5. Comunicação e informação
    • Eixo 6. Articulação intersetorial, participação e controle social

8. Outras Ações do Ministério da Saúde (CGSAT/DSASTE/SVS)

9.Considerações Finais

10. Referências bibliográficas

SUMÁRIO

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COORDENAÇÃO DO PLANO

Departamento de saúde ambiental, do trabalhador e de vigilância de emergências em saúde pública

Daniela

DSASTE

Flávia

CGSAT

Iara

CGVAM

Ana

CGSAT

Thais

CGVAM

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GRUPO DE TRABALHO

Coordenação-Geral de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador

Letícia

Eliezer

Regina

Simone

Karla

Maria Paula

Juliana

Flávia

Trícia

Fernando

Edna

Bruno

Márcia

Geordeci

Luciana

Fernanda

DSASTE, CEREST, MPT, ABREA, Universidades, CISTT, Atenção primária

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2018: II Seminário Internacional de Amianto - demanda dos trabalhadores e presentes para constituição de GT e elaboração de Plano de Ação para atenção integral à saúde.

2019: publicação da Portaria nº 21, que instituiu o Plano.

2021: reunião técnica no 9º Renastão, organizado pela CGSAT marcou a retomada das atividades do GT.

2022: revisão do Plano e apresentação na Câmara Técnica de Saúde do Trabalhador do CONASS.

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PLANO

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OBJETIVOS DO PLANO DE AÇÃO

I- conhecer o perfil epidemiológico relacionado à exposição ao amianto e seus efeitos na saúde;

II- caracterizar as áreas e os grupos de risco prioritários nas etapas da cadeia produtiva do amianto, que envolve a extração, produção, transporte, armazenamento, distribuição, consumo e destinação final de produtos;

III- estabelecer protocolo específico para o monitoramento de saúde das populações expostas, iniciando pelos grupos mais vulneráveis;

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IV - realizar a vigilância de ambientes e processos de trabalho

V - orientar a organização da Rede de Atenção à Saúde(RAS) para acolhimento da população exposta ao amianto visando à integralidade do cuidado

VI- promover a participação dos movimentos sociais e representantes dos trabalhadores na formulação e implementação das ações

OBJETIVOS DO PLANO DE AÇÃO

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VII – cooperar com outras áreas governamentais e setores da sociedade civil;

VIII – incentivar estudos e pesquisas sobre saúde e uso do amianto, bem como o uso de tecnologias substitutivas

IX – desenvolver e divulgar iniciativas voltadas para a promoção e proteção à saúde das populações expostas ao amianto aos profissionais de saúde, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS);

X – desenvolver estratégias de comunicação, informação e educação em saúde para a população sobre os riscos de exposição ao amianto

OBJETIVOS DO PLANO DE AÇÃO

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INTEGRALIDADE

A integralidade do cuidado em saúde das populações expostas ao amianto;

A transparência na condução das ações e a participação dos segmentos interessados da sociedade, especialmente os trabalhadores da cadeia do amianto;

A intersetorialidade como via de mudança do arcabouço jurídico brasileiro e das políticas públicas relacionadas a amianto.

O direito e o acesso da população à informação sobre os riscos, danos e medidas de proteção à saúde relacionada ao amianto.

TRANSPARÊNCIA

INTERSETORIALIDADE

DIREITO E ACESSO

PRINCÍPIOS NORTEADORES

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A orientação da rede de ações e serviços de saúde do setor público e do setor privado, nas três esferas de gestão, para a atenção integral à população exposta ao amianto;

A incorporação das ações nos Planos de Saúde Estaduais e Municipais e nos Programas de Ação anuais;

O apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) para efetivação das ações do plano;

A produção e divulgação de informações sobre o tema para toda a sociedade.

DIRETRIZES GERAIS

O monitoramento e avaliação sistemática da execução das ações;

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População de trabalhadores expostos

POPULAÇÕES PRIORITÁRIAS

População ambientalmente exposta

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O PLANO E SEUS EIXOS DE ATUAÇÃO

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EIXO 1. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

1.Elaborar o perfil epidemiológico e produtivo relacionado à exposição ao amianto e Doenças Relacionadas ao Amianto (DRA) entre trabalhadores e população ambientalmente exposta.

2.Levantar dados de empresas investigadas e inspecionadas pelos órgãos públicos (lista de trabalhadores, inconformidades encontradas, dados sobre doenças e acidentes).

3.Identificar e estimar a população de trabalhadores expostos no Brasil, estados e municípios, por atividade econômica.

4.Identificar as localidades prioritárias onde exista população ambientalmente exposta no Brasil, estados e municípios.

5.Monitorar os registros no Sistema de Informação de Saúde relacionados à exposição ao amianto.

6.Estabelecer Estados e Municípios prioritários para vigilância da exposição ao amianto.

7.Notificar, investigar e realizar a busca ativa de casos de DRA e de áreas contaminadas por amianto

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1.Realizar inspeção sanitária em saúde do trabalhador em ambientes e processos de trabalho em que existe exposição ao amianto.

2.Implantar sistema de registro das ações de Visat.

3.Monitorar o cumprimento das legislações específicas sobre deveres dos empregadores em relação aos trabalhadores expostos.

EIXO 2: VIGILÂNCIA

DE AMBIENTES E PROCESSOS DE TRABALHO

EIXO 3: ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA POPULAÇÃO EXPOSTA AO AMIANTO

1. Identificar, na rede de serviços, os pontos de atenção para o cuidado integral da população exposta.

2. Elaborar e implementar linha de cuidado nas RAS, nos diferentes níveis de complexidade.

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1. Incentivar estudos e pesquisas relacionados ao amianto e seus impactos sobre a saúde, trabalho e ambiente e fortalecer a produção de evidências científicas.

2. Capacitar os profissionais de saúde sobre DRA.

3. Capacitar profissionais de saúde dos estabelecimentos componentes da rede para diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças relacionadas ao amianto.

Eixo 4.

Qualificação da RAS, estudos e pesquisas

4. Orientar para o processo de desamiantização (quando necessário e tecnicamente viável) e a gestão integrada dos resíduos de amianto.

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1.Elaborar e divulgar materiais sobre DRA.

2.Desenvolver estratégias de comunicação de risco.

EIXO 5. COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

EIXO 6. ARTICULAÇÃO INTRA

E INTERSETORIAL, PARTICIPAÇÃO E

CONTROLE SOCIAL

1.Promover ações intra e intersetorias com órgãos e entidades que tenham interfaces com a temática.

2.Mapear e integrar os fóruns intra e intersetoriais de interesse da VSA e Visat.

3.Estimular iniciativas e apoiar o poder executivo e legislativo dos municípios, estados e união em ações relacionadas ao banimento e gestão dos resíduos do amianto.

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PRÓXIMAS ETAPAS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO AMIANTO

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Publicar o Plano de Ação;

•Pactuar responsáveis nos diferentes níveis e periodicidade das ações, e envolve-los para a execução das ações;

•Considerar todas as ações, objetivos e indicadores do Plano na implantação das ações;

•Elaborar o plano operativo do Plano de Ação para cada ente federado;

•Realizar articulações intra e Intersetoriais;

•Ampliar a rede de serviços especializada para atenção integral;

PRÓXIMOS PASSOS...

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OUTRAS AÇÕES NO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA PARA A VIGILÂNCIA DAS POPULAÇÕES EXPOSTAS AO AMIANTO NO BRASIL

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Gestão da RENAST

Educação Permanente,

Comunicação e Informação

Vigilância Epidemiológica

em Saúd do Trabalhador

Vigilância de Ambientes

e Processos de Trabalho

Competências da CGSAT

Apoiar Tecnicamente os Estados

Desenvolver estratégias de comunicação e informação em Saúde

Promover Ações de Educação Pemanente

Coordenar e Implementar a PNSTT e RENAST

Participar na formulação e na implementação das políticas intra e intersetoriais

Elaborar Normas Técnicas

    • Coordenar e implementar em âmbito nacional a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância, assistência, proteção, recuperação, reabilitação, prevenção e promoção da saúde, bem como a incorporação da categoria trabalho como determinante do processo de saúde-doença dos indivíduos e da coletividade, de forma a promover a Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

MISSÃO

VISÃO

Ética, respeito, transparência, eficiência, compromisso social e com a saúde pública, impessoalidade e moralidade administrativa..

Implantar em todo território nacional a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

VALORES

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TERESINA/PI, RIO BRANCO/AC, PORTO VELHO/RO, VITÓRIA/ES E MACAPÁ/AP

IMPLANTAÇÃO DE 5 CEREST EM CAPITAIS:

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EXISTÊNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE CONTEMPLANDO O AMIANTO

PNEUMOCONIOSE

CÂNCER REL. AO TRABALHO

DECLARAÇÃO DE ÓBITO - SIM

SISTEMA DE INFORMAÇÕES HOSPITALARES - SIH

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PORTARIA GM/MS Nº 2.236, DE 2 DE SETEMBRO DE 2021

Altera a Seção I do Capítulo III do Título VII da Portaria de Consolidação GM/MS nº 1, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre o Cadastro Nacional de Usuários do SUS e para estabelecer o uso do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como forma preferencial de identificação de pessoas na saúde para fins de registro de informações em saúde e instituir o sistema CONECTE SUS CIDADÃO.

Resolve:

"Art. 260. O CadSUS deve conter as seguintes informações cadastrais:

I - dados de identificação, incluindo outros números de documentos que facilitem o processo de identificação de pessoas;

II - dados de endereçamento e domicílio da pessoa;

III - dados de meios de contato com a pessoa ou com familiares ou responsáveis;

IV - filiação da pessoa;

V - informações sociodemográficas da pessoa, incluindo:

a) ocupação, codificada utilizando a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO;

b) atividade econômica, codificada utilizando a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE; e

c) escolaridade.

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ATUALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS TÉCNICOS

IMPORTANTES PARA A VIGILÂNCIA DO AMIANTO

ORIENTAÇÕES

TÉCNICAS DE VIGILÂNCIA DE AMBIENTES E PROCESSOS DE TRABALHO

GUIA

ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA

ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE ÓBITOS POR CAUSAS EXTERNAS RELACIONADOS AO TRABALHO

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    • A vigilância do câncer no país foi estruturada pela Portaria Interministerial nº 9, de 7 de outubro de 2014, que publicou a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH), que incluiu o amianto como agente cancerígeno.

LISTA NACIONAL DE AGENTES CANCERÍGENOS PARA HUMANOS (LINACH)

Elaboração das Diretrizes Nacionais de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho

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PROJETOS PARA SUBSIDIAR A VIGILÂNCIA DO CÂNCER RELACIONADO AO TRABALHO

RELATÓRIO TÉCNICO: ANÁLISE REGIONALIZADA DO CÂNCER NO BRASIL: SUBSÍDIOS PARA A VIGILÂNCIA DO CÂNCER RELACIONADO AO TRABALHO NO PAÍS

ATLAS DO CÂNCER RELACIONADO AO TRABALHO

CÂNCER E TRABALHADORES RURAIS: UM ESTUDO DE COORTE

PROJETO Carex Brasil

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DIRETRIZES BRASILEIRAS PARA DIAGNÓSTICO DO MESOTELIOMA MALIGNO DE PLEURA

As Diretrizes Brasileiras para Diagnóstico de Mesotelioma Maligno de Pleura têm como principal objetivo contribuir para sistematizar e padronizar os procedimentos diagnósticos desse tipo raro de tumor, entendendo que a sua disponibilização e uso favorecerão a redução dos casos falsos negativos, permitindo traçar a real magnitude da doença no país, passo fundamental para vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente.

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ATUALIZAÇÃO DO PROTOCOLO DE COMPLEXIDADE DIFERENCIADA: PNEUMOCONIOSES

CADERNOS DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO TRABALHADOR:

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

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SISTEMA DATATOX - AMIANTO

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PROJETO CAREX BRASIL

    • O Carex (“CARcinogen EXposure”) é um sistema internacional de informação para estimar os trabalhadores expostos a agentes cancerígenos

Agrotóxicos

Amianto

Sílica

Benzeno

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SISCAREX

DATATOX

VIGILÂNCIA PARTICIPATIVA

SISVAPT

QUESTIONÁRIO PARA INVESTIGAÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS COM O TRABALHO

SISVISAT

SISTEMA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR

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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA (PEPSATT)

ROQUE

OLGA

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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA (PEPSATT)

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ENTRE OUTROS...

ABRIL

ABRIL

JULHO

AGOSTO

OUT

2023

22/23

17

28

28

28

15

AGROTÓXICO

AMIANTO

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CURSOS AUTOINSTRUCIONAIS 1º semestre de 2022

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CURSO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DE POPULAÇÕES EXPOSTAS AO AMIANTO 2023

CGSAT e CGVAM

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COLABORA DSASTE

COLABORA CGSAT https://colaboradsaste.saude.gov.br/

Este ambiente virtual cria uma relação de colaboração, inovação, treinamento com uso de podcasts, fóruns para debates, videoaulas, questionários e conteúdos dinâmicos. Esse ambiente virtual foi possível por meio de uma plataforma Moodle, um sistema de código aberto e gratuito, e está hospedado no servidor do DataSUS/MS.

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https://colaboradsaste.saude.gov.br/

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PAINEL SITUACIONAL

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA EM SAÚDE DO TRABALHADOR

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Diversas estratégias vêm sendo desenvolvidas pelo Ministério da Saúde e colaboradores no sentido de estruturar e fortalecer as ações e os serviços de saúde para promover a atenção integral à saúde da população exposta no Brasil.

Todas essas estratégias, bem como os planos e diretrizes publicadas, precisam ser efetivamente incorporadas na rotina dos serviços de saúde e alcançar os profissionais de saúde nos diferentes níveis de atenção.

Por fim, todas as informações e ações propostas no Plano são essenciais para reduzir os riscos relacionados à exposição ao amianto, os custos sociais e financeiros, a carga das doenças e os impactos aos trabalhadores, populações expostas e ao SUS, garantindo a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT) e da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.120, de 1º de julho de 1998. INSTRUÇÃO NORMATIVA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS. 1998.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente – MMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Resolução nº 307, de 05 de julho de 2002. 2002.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Saúde e Ministério da Previdência Social. Portaria Interministerial nº 9, de 7 de outubro de 2014. Publica a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH), como referência para formulação de políticas públicas. 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre os sistemas e os subsistemas do Sistema Único de Saúde. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Atlas do Câncer Relacionado ao Trabalho no Brasil, 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Portaria nº 21, de 18 de abril de 2019. Institui o Plano de Ação com vista à estruturação da rede de ações e serviços de saúde para atenção integral à saúde da população exposta ao amianto. 2019a.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde. Coordenação-Geral de Gestão de Tecnologias em Saúde. Coordenação de Gestão de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. Diretrizes Brasileiras para Diagnóstico do Mesotelioma Maligno de Pleura. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública. Atlas do Câncer Relacionado ao Trabalho no Brasil: Análise Regionalizada e Subsídios para a Vigilância em Saúde do Trabalhador. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.

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BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Norma Regulamentadora NR 15 – Atividades e Operações Insalubres. Portaria MTP nº 426, de 07 de outubro de 2021. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-15-atualizada-2021.pdf. 2021b.

Castro H, Giannasi F, Novello C. A luta pelo banimento do amianto nas Américas: uma questão de saúde pública. Ciência & Saúde Coletiva. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232003000400013. 2003.

Ferrante D, Mirabelli D, Tunesi S, Terracini B, Magnani C. Pleural mesothelioma and occupational and non-occupational asbestos exposure: A case-control study with quantitative risk assessment. Occup Environ Med 2016; 73:147–53. https://doi.org/10.1136/oemed-2015-102803.

INTERNATIONAL AGENCY FOR RESEARCH ON CANCER (IARC). Asbestos (chrysotile, amosite, crocidolite, tremolite, actinolite, and anthophyllite). IARC Monogr Eval Carcinog Risks Hum. 2012.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Amianto: Exposições no trabalho e no ambiente. Disponível em: https://www.inca.gov.br/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/amianto. 2022. Acessado em: 26/01/2022.

Otero UB, Mello MSC. Fração atribuível a fatores de risco ocupacionais para câncer no Brasil: Evidências e Limitações. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 62, n. 1, p. 43-45, 2016.

Prüss-Üstün A, Vickers C, Haefliger P, Bertollini R. Knowns and unknowns on burden of disease due to chemicals: a systematic review. Environ Health. 10:9. DOI: 10.1186/1476–069X-10–9. 2011.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Regional Office for Europe. National Programmes for Elimination of Asbestos-related Diseases: Review and Assessment. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/108610. Acessado em 28/01/2022. 2012.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Amianto Crisótilo. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/143649. Acessado em 26/01/2022. 2017.

REFERÊNCIAS

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flavia.ferreira@saude.gov.br

OBRIGADA!

"Trabalhar SIM

Adoecer Não!"