SLIDE PARA O PROFESSOR (ESSE SLIDE NÃO APARECE NA APRESENTAÇÃO)
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
O LIVRO DE ESTER
Nesta lição, iniciaremos o estudo sobre o livro de Ester. Nesta rica oportunidade, seus alunos aprenderão que a providência divina se mostra muito evidente neste livro, embora o nome de Deus não apareça em seus escritos como é de costume nos livros hagiógrafos. O Livro narra a ascensão de Ester ao cargo de rainha e esposa do rei Assuero, bem como relata a eminente perseguição e tentativa de extermínio do povo judeu.
Ester, por sua vez, foi escolhida e estrategicamente colocada no trono para intervir e preservar o seu povo desse ultraje. De modo geral, o livro de Ester revela o cuidado providencial de Deus para com Seu povo. Após o cativeiro babilônico, a nação ficou fragmentada e sem perspectiva de quando voltaria a se organizar em sua própria terra. Todavia, no tempo determinado por Deus, Ciro (539 a.C.) assume o trono e ordena o retorno dos judeus para as terras de Israel. Após a primeira leva retornar, Assuero ascende ao trono pérsio e a história de Ester assume o protagonismo por volta de 483 a 473 a.C.
SLIDE PARA O PROFESSOR (ESSE SLIDE NÃO APARECE NA APRESENTAÇÃO)
De acordo com o Comentário Bíblico Beacon (CPAD, 2005), quanto à mensagem espiritual do livro, considera-se que “o ensino do livro de Ester pode ser sintetizado da seguinte forma:
Em seu sentido geral, o livro de Ester é a descrição mais exata de que o Senhor, de fato, intervém, para que Seus servos sejam inseridos nas diversas camadas da sociedade. É Deus quem escolhe e prepara Seus servos para esse tipo de missão tão complexa. Quando somos chamados por Deus, devemos ter em mente que foi para este tempo trabalhoso que Ele nos escolheu. Nesse sentido, devemos confiar que não faltará a providência divina para nos capacitar a lidar com as vicissitudes deste tempo.
SUMÁRIO
Lição 1: Duas importantes mulheres na história de um povo
Lição 2: O livro de Rute
Lição 3: Rute e Noemi: Entrelaçadas pelo Amor
Lição 4: O encontro de Rute com Boaz
Lição 5: O casamento de Rute e Boaz: A remição da família
Lição 6: O livro de Ester
Lição 7: A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester
Lição 8: A resistência de Mardoqueu
Lição 9: A conspiração de Hamã contra os judeus
Lição 10: O plano de livramento e o papel de Ester
Lição 11: A humilhação de Hamã e a honra de Mardoqueu
Lição 12: O banquete de Ester: denúncia e livramento
Lição 13: Ester, a portadora das Boas-Novas
Comentarista: Silas Queiroz
3° TRIMESTRE DE 2024
O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração
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LIÇÃO 6
11 de Agosto de 2024
O LIVRO DE ESTER
O LIVRO DE ESTER
LIÇÃO 6
11 de Agosto de 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ester 1.1-9
1 E sucedeu nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias,
2 Que, naqueles dias, assentando-se o rei Assuero no trono do seu reino, que estava na fortaleza de Susã,
3 No terceiro ano do seu reinado, fez um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e Média e os nobres e príncipes das províncias,
4 Para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber: cento e oitenta dias.
5 E, acabados aqueles dias, fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ester 1.1-9
6 As tapeçarias eram de pano branco, verde, e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore; os leitos de ouro e de prata, sobre um pavimento de mármore vermelho, e azul, e branco, e preto.
7 E dava-se de beber em copos de ouro, e os copos eram diferentes uns dos outros; e havia muito vinho real, segundo a generosidade do rei.
8 E o beber era por lei, sem constrangimento; porque assim tinha ordenado o rei expressamente a todos os oficiais da sua casa, que fizessem conforme a vontade de cada um.
9 Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres, na casa real do rei Assuero.
Concluímos o estudo de Rute.
Nesta lição iniciamos o estudo do livro de Ester. Rute é cheio de referências expressas ao nome de Deus. Ester, por sua vez, tem como característica singular, e sempre destacada, a completa ausência do nome de Deus.
Nem por isso o agir divino deixa de estar patente no livro. Ester não contém alusões diretas ao Deus da providência, mas nos apresenta uma história cujo roteiro é, por inteiro, uma manifestação da providência de Deus.
INTRODUÇÃO
PALAVRA CHAVE: ESTER
PROTAGONISTA DO LIVRO
Ester, também conhecida como Hadassa, é uma personagem bíblica célebre por sua beleza, coragem e sabedoria. Ela era uma jovem judia que vivia na Pérsia e foi criada por seu primo Mardoqueu, após ficar órfã. Ester se destacou ao ser escolhida para se tornar rainha do império persa, casando-se com o rei Assuero (Xerxes I).Apesar de sua posição elevada, Ester manteve sua identidade judaica em segredo. Quando seu povo enfrentou a ameaça de extermínio planejada pelo oficial Hamã, Ester demonstrou grande coragem ao arriscar sua vida para interceder junto ao rei. Ela revelou sua origem judaica e expôs a trama de Hamã, resultando na salvação dos judeus e na queda de seu inimigo.Ester é lembrada como um exemplo de força, fé e lealdade, sendo uma figura de destaque tanto na tradição judaica quanto na cristã. Sua história é celebrada na festa de Purim, que comemora a salvação dos judeus graças à sua intervenção.
Da mesma forma que Rute, Ester pertence aos Escritos, os onze livros que compõem a terceira seção da Bíblia Hebraica. E nesta seção integra os Megillot, os cinco livros curtos lidos anualmente nas festas judaicas.
As categorizações de Rute e Ester também são semelhantes na Bíblia Cristã, na qual figuram entre os livros históricos. Por sua reconhecida canonicidade, Ester compõe o conjunto da revelação divina escrita, completa e perfeita
(2 Tm 3.16,17).
1- A categorização de Ester.
I – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO
O Livro de Ester tem 10 capítulos. Dentre suas características literárias destaca-se sua objetiva historicidade, vista na expressa referência ao rei persa Assuero (Et 1.1) e em vários outros detalhes factuais, além de seu caráter de fonte primária para a Festa de Purim, anualmente celebrada pelos judeus (Et 9.20-32). O estilo narrativo é menos dialógico que o de Rute. O texto é mais do narrador que dos personagens.
2- Características literárias
I – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO
O autor de Ester é desconhecido. Muitos estudiosos consideram que o livro foi escrito por um judeu que viveu na Pérsia, pelo fato de o autor demonstrar amplo conhecimento da cidade de Susã e de sua estrutura, e de importantes documentos do Império Persa. Considerando essa possível autoria e algumas evidências internas, acredita-se que o livro seja datado ainda do século V a.C. (por volta de 460 a.C.), logo após a morte de Assuero, ocorrida em 465 a.C. Outro fator levado em conta para essa datação é de ordem linguística: o autor empregou algumas palavras persas em meio ao hebraico, mas não fez uso algum de expressões originárias do grego, o que revela um estilo anterior à ascensão da Grécia sobre a Pérsia, que se deu com Alexandre, o grande, em 330 a.C.
3- Autoria e data
I – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO
Autor: Desconhecido (tradicionalmente atribuído a Mordecai, primo de Ester)
Escrito: Aproximadamente 473 a.C.
Língua que Foi Escrita: Hebraico
Curiosidade: O livro de Ester é o único na Bíblia que não menciona Deus diretamente.
Palavra-Chave: Coragem
Ester, uma jovem judia, torna-se rainha da Pérsia e, com coragem, arrisca sua vida para salvar seu povo de um plano de extermínio arquitetado pelo vilão Hamã.
SINOPSE I
O Livro de Ester tem 10 capítulos e está classificado na categoria de livros históricos da Bíblia Cristã.
Para uma melhor compreensão do contexto histórico do Livro de Ester é importante mencionar o final do período da monarquia do povo hebreu. Em 722 a.C. houve a queda do Reino do Norte sob os assírios (2 Rs 17.6). Pouco mais de 100 anos depois, Judá, o Reino do Sul, foi levado para o Cativeiro Babilônico em três levas: 605, 597 e 586 a.C. Conforme Jeremias havia profetizado, o exílio na Babilônia duraria 70 anos (Jr 25.11; 29.10-14). Foi um período em que Deus tratou com Judá, principalmente para extirpar a idolatria que havia contaminado a nação (Ez 36.16-25). Deus abomina todo o pensamento, sentimento e comportamento idolátricos (Rm 1.18-25). Por isso, nada em nossa vida pode ocupar o lugar que pertence a Ele (1 Jo 2.15-17). “A soberania de Deus não encontra limites. Ele age em qualquer época ou lugar para cumprir seus propósitos.”
1- O povo hebreu no exílio
II – O CONTEXTO HISTÓRICO
Ao mesmo tempo em que julgava Judá por sua idolatria, o Deus Eterno, Juiz de toda a terra, exercia seu justo juízo sobre a Babilônia, por sua iniquidade (Jr 25.12). Antes, já havia julgado a Assíria, como profetizado por Naum: Deus não tem o culpado por inocente (Na 1.2,3). Em 539 a.C. Ciro venceu os babilônios e anexou seu território ao Império Persa. Logo no primeiro ano de reinado, “despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia” e o fez decretar o retorno do povo judeu para Jerusalém (Ed 1.1-3). Daniel havia se humilhado diante de Deus, jejuando e orando fervorosamente para a restauração de Jerusalém, confessando os pecados da nação de Israel (Dn 9.1-19). O ensino bíblico a respeito de nosso relacionamento com as estruturas de poder terreno é sempre confiar na soberania divina, buscando, com humildade, a intervenção de Deus em nosso favor (2 Cr 7.14). Agindo assim, poderemos ter “uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”, e contribuir para o cumprimento do maior propósito de Deus, que é a salvação de todos os homens, inclusive dos que não governam segundo os valores divinos (1 Tm 2.1-4).
2- O fim do exílio.
II – O CONTEXTO HISTÓRICO
Ester registra fatos ocorridos na capital do Império Persa, Susã, entre o primeiro e o segundo retorno dos judeus para Jerusalém. Estima-se que mais de 1 milhão de judeus viviam na região da Babilônia. Mesmo com o decreto de Ciro, que permitia a volta para Jerusalém, a maioria absoluta dos judeus decidiu pelo que lhes parecia mais cômodo: permanecer nas cidades que ocupavam na Babilônia. Somente cerca de 50 mil voltaram para Jerusalém no primeiro grupo, liderados por Zorobabel (Ed 1.5; 2.64,65), no segundo ano do reinado de Ciro (538 a.C.). Esse período da história é narrado do capítulo 1 ao capítulo 6 do livro de Esdras. Entre o capítulo 6 e o capítulo 7 há um intervalo de aproximadamente 60 anos. É na segunda metade desse período que se passam os fatos do livro de Ester (483-473 a.C.).
3- O pós-exílio
II – O CONTEXTO HISTÓRICO
SINOPSE II
Os fatos registrados no Livro de Ester se passam na capital do Império Persa, Susã, entre o primeiro e o segundo retorno dos judeus para Jerusalém.
O principal propósito do livro de Ester é registrar o cuidado providencial de Deus com o seu povo, a despeito de suas escolhas fora de seu propósito. Ao decidirem permanecer na Babilônia, sob os domínios do Império Persa, os judeus olharam para a estabilidade que imaginavam ter conquistado, não apenas no aspecto econômico, mas também cultural, social e religioso. Os persas tinham fama de benevolência com os povos que dominavam, principalmente quanto à liberdade religiosa. O retorno a Jerusalém exigia renúncia e disposição para uma viagem penosa e para a dura reconstrução de uma cidade totalmente destruída. Para muitos, pareceu melhor ficar na Babilônia: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12).
1- A providência divina
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
Ester nos transmite como mensagem o perigo de confiar nas falsas estabilidades que as estruturas do mundo nos oferecem, e costumam parecer mais vantajosas. Estava tudo indo muito bem em Susã, até surgir a ordem de extermínio total dos judeus (Et 3.7-13). A falsa segurança foi embora. O povo de Judá dependia novamente da intervenção divina para sua sobrevivência. Ester nos mostra Deus agindo mais uma vez, movendo as estruturas humanas; agora, no grande e poderoso Império Persa. Seja qual for a circunstância, é melhor confiar no Senhor do que no homem (Sl 118.8,9).
2- Uma falsa estabilidade.
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
Ester nos transmite como mensagem o perigo de confiar nas falsas estabilidades que as estruturas do mundo nos oferecem, e costumam parecer mais vantajosas. Estava tudo indo muito bem em Susã, até surgir a ordem de extermínio total dos judeus (Et 3.7-13). A falsa segurança foi embora. O povo de Judá dependia novamente da intervenção divina para sua sobrevivência. Ester nos mostra Deus agindo mais uma vez, movendo as estruturas humanas; agora, no grande e poderoso Império Persa. Seja qual for a circunstância, é melhor confiar no Senhor do que no homem (Sl 118.8,9).
2- Uma falsa estabilidade.
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
O livro de Ester tem como propósito, também, registrar a instituição da Festa de Purim, ordenada por Mardoqueu depois do grande livramento que os judeus receberam (Et 9.20-28). Purim é o plural da palavra pur (“lançar sorte”). Conforme Ester 3.7, Hamã lançou sorte para fixar o dia da morte dos judeus. A festa comemora a frustração desse nefasto plano diante da providencial ação divina para a libertação de seu povo. A soberania de Deus não encontra limites. Ele age em qualquer época ou lugar para cumprir seus propósitos.
3- A Festa de Purim.
III – PROPÓSITO E MENSAGEM
SINOPSE III
O propósito do livro é registrar a providência de Deus com seu povo; sua mensagem é a respeito do perigo de se confiar nas falsas estabilidades.
O Livro de Ester nos lembra de que vivemos neste mundo, mas não devemos confiar em suas estruturas. Todos os reinos deste mundo passarão (Dn 2.37-45). Por isso, a Palavra de Deus diz que “a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).
CONCLUSÃO
REVISANDO O CONTEÚDO
1- Qual a característica mais destacada do Livro de Ester?
2- Quais as evidências da historicidade do Livro de Ester?
Ester, por sua vez, tem como característica singular, e sempre destacada, a completa ausência do nome de Deus.
Muitos estudiosos consideram que o livro foi escrito por um judeu que viveu na Pérsia, pelo fato de o autor demonstrar amplo conhecimento da cidade de Susã e de sua estrutura, e de importantes documentos do Império Persa.
REVISANDO O CONTEÚDO
3- Qual o contexto histórico de Ester em relação ao período pós-exílico?
4- Qual o principal propósito do livro de Ester?
Ester registra fatos ocorridos na capital do Império Persa, Susã, entre o primeiro e o segundo retorno dos judeus para Jerusalém.
O principal propósito do livro de Ester é registrar o cuidado providencial de Deus com o seu povo, a despeito de suas escolhas fora de seu propósito.
5- Que mensagem principal podemos extrair de Ester?
Ester nos transmite como mensagem o perigo de confiar nas falsas estabilidades que as estruturas do mundo nos oferecem, e costumam parecer mais vantajosas.
Lição 7: A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester
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