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AVALIAÇÃO DA PROGRESSÃO DA TAUPATIA EM MODELO MURINO DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Oliveira. M.E.; Goto, L.G.Y.A.; Marinho, L.S.R.; Higa, G. S. V.; Kihara, A.H.

A Doença de Alzheimer (DA), principal causa de demência, caracteriza-se por perda de memória e acúmulo de placas β-amiloides e emaranhados neurofibrilares formados pela proteína tau hiperfosforilada. O modelo murino PS19, que expressa a mutação P301S em tau humana, permite estudar a progressão da taupatia. No entanto, estudos recentes indicam variações no início das alterações patológicas, destacando a necessidade de uma reavaliação molecular atualizada.

INTRODUÇÃO

Investigar a cronologia das alterações neuropatológicas no modelo murino PS19, relacionando o acúmulo de tau hiperfosforilada à degeneração sináptica em diferentes estágios da Doença de Alzheimer.

OBJETIVOS

Figura 1 – Desenho Experimental e Abordagens Metodológicas. A figura esquematiza os principais protocolos empregados na pesquisa com camundongos PS19. O painel (A) detalha o processo de genotipagem por PCR convencional e análise por eletroforese para a confirmação do genótipo dos animais. O painel (B) ilustra as etapas de extração de RNA de hipocampos e a posterior análise de expressão gênica por qPCR. O painel (C) representa o protocolo de perfusão para obtenção do tecido cerebral, o preparo dos cortes e a análise histológica por Imunofluorescência (IF).

METODOLOGIA

RESULTADOS

CONCLUSÃO

Center for Mathematics, Computing and Cognition - CMCC, UFABC - Federal University of ABC São Bernardo do Campo, SP

Figura 2: Perda sináptica progressiva no modelo de taupatia PS19. (A) Representação esquemática da degeneração do terminal pré-sináptico. No estado controle (WT), a sinapse apresenta alta densidade de vesículas sinápticas e das proteínas associadas Syp e Syn. Nos animais PS19, observa-se uma perda progressiva destes componentes aos 3 meses, que se torna severa aos 6 meses. (B, C) Análise da expressão gênica relativa por qPCR dos marcadores pré-sinápticos Sinaptofisina (B) e Sinapsina (C) em tecido cerebral de camundongos controle (WT) e PS19 com 3 e 6 meses de idade. Os dados nos gráficos representam a expressão relativa média, normalizada pelo grupo controle de cada idade.

Figura 3: Perfil de reatividade glial atípica no modelo de taupatia PS19. (A) Representação esquemática da reatividade astrocitária. A expressão de GFAP é representada por filamentos internos e a de Conexina 43 (Cx43) por canais na membrana. Em comparação aos astrócitos controle (WT), os astrócitos PS19 de 3 meses apresentam um aumento de GFAP. Aos 6 meses, o perfil se torna atípico, com os níveis de GFAP retornando ao basal, enquanto a expressão de Cx43 aumenta massivamente. (B) Análise da expressão gênica relativa do gene da Conexina 43 (Cx43). (C) Análise da expressão gênica relativa do gene do GFAP. Os dados nos gráficos representam a expressão relativa média em tecido cerebral de camundongos controle (WT) e PS19 com 3 e 6 meses de idade.

Figura 4: Supressão progressiva da proliferação celular no modelo de taupatia PS19. (A) Representação esquemática da análise de células Ki67-positivas (em proliferação, com núcleo rosa) no giro denteado do hipocampo. Em comparação aos animais controle (WT), que mantêm um nível basal de proliferação, o modelo PS19 exibe uma redução no número de células Ki67+ aos 3 meses, que se torna severa aos 6 meses. (B) Análise da expressão gênica relativa do gene Ki67 por qPCR em tecido cerebral de camundongos controle (WT) e PS19 com 3 e 6 meses de idade. Os dados no gráfico representam a expressão relativa média, normalizada pelo grupo controle de cada idade.

AGRADECIMENTOS

Este trabalho fornece uma caracterização molecular detalhada da progressão da patologia no modelo PS19. Nossos achados preliminares sugerem fortes tendências que corroboram a literatura, indicando que a disfunção sináptica é um evento precoce e progressivo. Além disso, revelamos uma tendência de reatividade glial atípica (com aumento de Cx43 e sem a regulação de GFAP) e severa supressão da proliferação celular Ki67. Estes resultados aprofundam a compreensão da patogênese da taupatia. As direções futuras concentram-se em expandir o N amostral para validação estatística e investigar o papel dos astrócitos na comunicação intercelular via Cx43. Buscaremos, também, explorar o funcionamento do sistema glinfático, visando o clearance da proteína tau patológica.