Uma revisão e teoria integrativa da avaliação cognitiva
Causas e consequências das emoções no comportamento do consumidor
[Open]
O objetivo do artigo é triplo:
O artigo propõe uma teoria integrativa baseada na avaliação cognitiva (cognitive appraisal theory) para entender como as emoções influenciam o comportamento do consumidor.
Em vez de tratar emoções de forma genérica, os autores defendem que certas características dos eventos (como desejabilidade e responsabilidade) provocam emoções específicas, que por sua vez afetam o processo de decisão de compra. O objetivo é oferecer uma base teórica clara para conectar emoções e comportamento de consumo.
INTRODUÇÃO
[Open]
TEORIA DA AVALIAÇÃO COGNITIVA
Evento/ Situação
Uma ou mais avaliações:
Emoções:
Comportamento do Consumidor
Efeito Direto
[Open]
AGENDA
1
2
3
4
METODOLOGIA
AVALIAÇÃO COGNITIVA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
[Open]
METODOLOGIA DA PESQUISA
Lazarus, R. (1983, 1984, 1987)
Principal teórico da avaliação cognitiva. Defende que as emoções resultam de avaliações cognitivas sobre eventos (ex.: controle, agência, desejabilidade).
A abordagem é principalmente conceitual e teórica, com base em uma revisão integrativa da literatura. Os autores analisam estudos prévios sobre avaliação cognitiva, emoções e comportamento do consumidor, propondo proposições teóricas (P1 a P4) que relacionam tipos de emoções com o grau de esforço cognitivo no processo decisório. Além disso, são discutidas ferramentas existentes como o Consumption Emotion Set (Richins, 1997) e medidas de extensão do processamento de informação (Luce et al., 1997) para futuras aplicações empíricas.
Smith, C.A. & Ellsworth, P.C. (1985)
Descreveram dimensões de avaliação (como agência e controle) que levam a diferentes emoções.
Weiner, B. (2000)
Propôs uma teoria de atribuição com foco em agência, controle e estabilidade como fatores-chave para emoções como culpa e raiva.
Yi, Y. & Baumgartner, H. (2004)
Estudaram como diferentes emoções (culpa, raiva) influenciam estratégias de enfrentamento no consumo.
Luce, M.F., Bettman, J.R., & Payne, J.W. (1997)
Contribuíram com medidas para avaliar o grau de extensão do processamento de informação em decisões de consumo.
Richins, M.L. (1997)
Desenvolveu a Consumption Emotion Set, uma medida para identificar emoções específicas ligadas ao consumo.
Folkes, V.S. (1988)
Estudou a atribuição de culpa em contextos de consumo, especialmente pós-compra.
Shiv, B. & Fedorikhin, A. (1999)
Pesquisaram o papel da emoção versus cognição em decisões de consumo impulsivas.
Lerner, J.S. & Keltner, D. (2000)
Mostraram como emoções específicas (ex.: medo, raiva) afetam percepções de risco.
Ruth, J.A., Brunel, F.F., & Otnes, C.C. (2002)
Exploram como diferentes avaliações cognitivas afetam emoções múltiplas em contextos de consumo.
[Open]
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
As emoções desempenham um papel mediador importante entre as características de eventos ou situações e os comportamentos de consumo. Entretanto, reconhece-se também a existência de efeitos diretos dos eventos sobre o comportamento, sem a mediação emocional. As emoções mais recorrentes nos contextos de consumo – como orgulho, gratidão, culpa e raiva – influenciam o nível de esforço cognitivo no processo de tomada de decisão.
Conexão entre Emoções e Decisões de Consumo: O comportamento do consumidor é definido como o processo de decisão que envolve escolhas e ações de compra, fortemente influenciadas por emoções derivadas de como o consumidor avalia cognitivamente uma situação ou evento.
IMPLICAÇÕES PARA O MARKETING
Entender esse processo permite que profissionais de marketing prevejam e até influenciem comportamentos de consumo ao estimular certas emoções nos consumidores, por meio de publicidade, branding ou experiência de compra.
[Open]
Pontos-Chave do Artigo:
Apresentação das quatro avaliações propostas no artigo: desejabilidade do resultado, agência, justiça e certeza.
Se você derrubou seu telefone e quebrou a tela (um evento indesejado auto-causado), pode sentir culpa.
Essa emoção pode fazer com que você aceite a perda e não gaste muito tempo pesquisando para consertar ou substituir (menos processamento de decisão).
Mas se o telefone quebrou porque a assistência técnica (outro agente) fez um trabalho ruim (um evento indesejado causado por outro), você provavelmente sentirá raiva.
A raiva, especialmente quando você acredita que a situação poderia ter sido controlada por outra pessoa, pode levar a comportamentos como reclamar e buscar reparação (mais processamento ativo para resolver o problema).
Entender esse processo permite que profissionais de marketing prevejam e até influenciem comportamentos de consumo Diferentes estágios da pesquisa sobre emoções no marketing:
estimular certas emoções nos consumidores, por meio de publicidade, branding ou experiência de compra.
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
[Open]
AVALIAÇÃO
COGNITIVA
EMOÇÕES
Marketing
Logística
Finanças �& Fiscal
PRINCIPAIS AVALIAÇÕES COGNITIVAS
Agência: Quem é responsável pelo evento – o próprio consumidor ou outro agente.
Justiça: Percepções de equidade ou injustiça (relacionada à agência).
1
Desejabilidade do Resultado: Quão positivo ou negativo é o resultado para o consumidor.
2
3
DESEJABILIDADE DO RESULTADO
AGÊNCIA
JUSTIÇA
CERTEZA
Certeza: Nível de previsibilidade dos resultados.
4
Eventos (in)desejáveis causados por si mesmo
Eventos (in)desejáveis causados por outros
Orgulho
Culpa
Gratidão
Raiva
[Open]
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Orgulho decorre de eventos positivos causados por si; gratidão de eventos positivos causados por outros.
P1
Culpa vem de eventos negativos auto-causados; raiva de eventos negativos causados por terceiros.
Orgulho leva a um processamento mais extensivo de informações do que a gratidão.
Culpa leva a decisões menos extensivas do que a raiva.
RESULTADOS E ANÁLISE DA PESQUISA
P2
P3
P4
Essas associações sugerem que emoções moldam a profundidade e o estilo da tomada de decisão do consumidor, como maior busca por informações ou ações impulsivas.
[Open]
Os autores incentivam o desenvolvimento de uma teoria abrangente das emoções no consumo, com foco em:
PARA PESQUISAS FUTURAS
[Open]
A teoria integrativa de avaliação cognitiva oferece uma estrutura sólida para entender o impacto das emoções no consumo.
Há lacunas na pesquisa empírica: ainda é necessário testar experimentalmente as proposições apresentadas.
A consolidação de uma teoria unificadora é essencial para o avanço do estudo das emoções no comportamento do consumidor.
Futuros estudos devem explorar as emoções mistas e os efeitos diretos das avaliações cognitivas nas decisões.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
[Open]
OBRIGADO!
[Open]