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Colelitíase e Síndrome Colestática

Dr Tiago Lima – Cirurgião do Aparelho Digestivo

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Anatomia

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Metabolismo da bilirrubina

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VIAS BILIARES

  • DOENCAS BENIGNAS LITIASICAS*
  • DOENCAS BENIGNAS ALITIASICAS
  • DOENCAS MALIGNAS*

- TUMORES PERIAMPULARES

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�COLELITÍASE�

  • Cálculos: Amarelos (75%) ; Marrons ou pretos (hemólise)
  • Amarelos – colesterol
  • Marrons ou castanhos – associado a infecção
  • Pretos - bilirrubinato de cálcio (hemólise crônica , cirrose pois com disfunção hepatocelular pode haver aumento da secrecao de bilirrubina não conjugada)

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COLELITÍASE

  • FATORES DE RISCO – 4 “F”
  • sobrepeso ou obesidade (fat),

- Dieita pobre em fibras, bile constantemente hipersaturada de colesterol

  • sexo feminino (female),
  • idade fértil (fertility),

- estrogênio e progesterona (estrógeno age no hepatócito estimulando a síntese de colesterol e progesterona reduz a contratilidade da vesícula),

  • 40 (forty) ou mais anos de idade.

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COLELITÍASE

  • FATORES DE RISCO
  • Genética (indígenas com mutação do gene LITH)

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  • Dismotilidade biliar
  • hipertrigliceridemia vagotomia troncular,
  • NPT total – ausência de estimulo na vesícula,
  • diabéticos
  • gestante
  • lesões medulares

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  • Hiperlipidemia e Fibrato
  • Octreotide análogo da somastotatina causa estase biliar;
  • Ceftriaxone: fartamente secretado na bile pode supersatura-la e preciptar cristais.

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COLELITÍASE

  • FATORES DE RISCO

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  • Ressecção ileal – diminui pool de sais biliares reabsorvidos
  • Doença de Crohn no íleo
  • Anemia hemolítica (anemia falciforme, talassemia e microesferoctiose)

- precipitação da bilirrubina não conjugada na arvore biliar)

  • Cirrose - conjugação deficiente de bilirrubina no hepatócito
  • Infecções biliares (cálculos CASTANHOS – altera conjugação bilirrubina)

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COLELITÍASE

  • Clinica:
  • Dor abdominal aguda e continua,
  • Quadrante superior direito (ponto cístico);
  • Irradia para a escápula ou dorso;
  • Duração entre 30 minutos e 5 horas e
  • relacionada a alimentação (alimentos gordurosos)
  • Náuseas e vômitos podem estar presentes.

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COLELITÍASE

  • Diagnóstico:
  • USG de abdome (sensibilidade e especificidade 95%)
  • RNM

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COLELITÍASE - Complicações

  1. Colecistite,
  2. Coledocolitiase,
  3. pancreatite,
  4. colangite,
  5. abscesso hepático,
  6. vesícula em porcelana,
  7. íleo biliar,
  8. Síndrome de Mirizzi

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COLELITÍASE

  • Tratamento:

Colecistectomia VDL para sintomáticos

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COLELITÍASE ASSINTOMÁTICA

  • Assintomáticos (avaliar risco de complicações)
  • Cálculo > 3 cm
  • Associação com pólipo de vesícula
  • Vesícula em porcelana
  • Anomalia congênita da vesícula
  • Microesferocitose hereditária com litíase (cálculos pretos)

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Lama biliar

Colecistectomia profilática

- Dois episódios recorrentes de dor

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  • Diagnostico: Eco-endoscopia

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COLELITÍASE

  • Diagnostico diferencial:
  • Colesterolose – deposição de colesterol em macrófagos da mucosa da vesícula biliar (na forma de pólipos ou não) produzindo um aspecto macroscópico clássico de “VESICULA EM MORANGO”
  • Adenomiomatose – formação de bandas hipertróficas de musculo liso que crescem para a luz da vesícula. Desenvolvem-se pólipos granulomatosos e a parede da vesícula afina.
  • Diagnostico: USG
  • tratamento cirúrgico: sintomáticos.

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Visão Critica de Strasberg

  1. Trígono de Calot livre de tecido gorduroso (dissecado)
  2. Parte inferior da vesícula separada (liberada) do fígado (placa hilar)
  3. Identificação de apenas 2 estruturas entrando na vesícula (artéria e ducto cístico)

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Existe tratamento clinico para colelitiase?�

URSO (Ursodesoxicolato) dissolve pequenos cálculos

Dissolução parcial dos cálculos em 60% dos casos

Dissolução é ineficaz:

    • cálculos pigmentados (radiopacos)
    • cálculos maiores que 5mm

Tratamento e contraindicado:

    • gravidas: teratogênico
    • Cálculos maiores que 15 mm

Efeitos colaterais: diarréia e aumento de TGP sérica em 1% dos pacientes

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Colicistite Aguda

  • Definição: processo inflamatório da vesícula biliar causado por obstrução do ducto cístico por um cálculo

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  • Clinica:
  • dor semelhante a colelitíase,
  • com duração maior que 5-6 horas.
  • Sinal de Murphy positivo.
  • Febre pode estar presente em quadros complicados.

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PADRÃO BILIAR

  • A bile é estéril! Mas...
  • Culturas positivas são achados comuns em pacientes com cálculo.
  • Na ausência de inflamação as culturas são positivas em:
  • 15% dos pacientes com colelitíase
  • 60% com coledocolitíase e
  • 75% com icterícia

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  • Bacterias: E.coli mais comum.
  • Seguida por Klebisiella, Enterococcus faecalis, proteus e clostridium.
  • Flora: bastonetes Gram-negativos, enterecocos e anaerobios.

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Colicistite Aguda

  • Diagnóstico:

* USG de abdome

  1. cálculos no colo da vesícula,
  2. espessamento da parede,
  3. liquido peri-vesicular
  4. aumento da interface entre o fígado e a vesícula,
  5. sinal de murphy ultrassonográfico (dor ao toque do transdutor),
  6. aumento significativo do diâmetro transverso do fundo da vesícula.

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  • Cintilografia com HIDA: mais acurado, todavia pouco utilizado �- Tecnesio enche por retroalimentação a vesícula normal. Porem, �- não se vê contraste na vesícula normal.

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Colicistite Aguda

  • Diagnóstico diferencial:
  • Apendicite aguda,
  • Pancreatite aguda biliar e
  • Úlcera péptica perfurada,
  • Pielonefrite,
  • Litíase renal,
  • Gastrite,
  • Abscesso hepático,
  • Diverticulite (do ângulo hepático)
  • Peri-hepatite gonocócica (sindrome de Fitz-Hugh-Curtis)

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Colicistite Aguda

  • Tratamento:
  • Internação, hidratação, analgesia, jejum, ATB
  • Colecistectomia VDL ou aberta

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  • Antibioticoterapia:
  • Bastonetes Gram-negativos, enterecocos e anaerobios.
  • * Monoterapia de amplo espectro (amoxiclavulanato, ampicilina+sulbactam)
  • *Combinação de cefalosporina 3 (ceftriáxona) ou quinolona (ciprofloxacino ou levofloxacino) + metronidazol.

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  • Tempo (controverso): 7 – 10 dias complicadas ou até 24h após a cirurgia não complicadas.

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  • Tratamento definitivo: CIRURGIA

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  • NÃO existe diferença do tratamento precoce ou após ATB.
  • “Esfriar” o processo esta em desuso

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TIPOS INCOMUNS DE COLECISTITE

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  • - COLECISTITE ENFISEMATOSA AGUDA
  • Gás na parede da vesícula.
  • Maioria homens e diabéticos
  • Tratamento: colecistectomia emergencial: risco de gangrena e perfuração é altíssimo

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  • - COLECISTITE TIFOIDE
  • Evento raro no curso clinico da febre tifoide
  • Cultura da bile é positiva para S. typhi
  • risco de perfuração é alto.
  • Tratamento: Colecistectomia emergencial

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SINDROME DE MIRIZZI�

  • Síndrome de obstrução do hepático comum causada por compressão de calculo grande impactado no infundíbulo
  • Inserção baixa de um ducto cístico longo parece ser fator predisponente importante.
  • rara (< 1% das colecistectomias)

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COLEDOCOLITÍASE

  • Clinica:
  • Icterícia,
  • Colúria e acolia fecal.
  • Prurido (não frequente) .
  • Icterícia flutuante (diferente da progressiva dos tumores)

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  • Laboratório:
  • Elevação de bilirrubina sérica as custas de direta e
  • Canaliculares (principalmente FA > 150)
  • Pode ocorrer elevação de transaminases (> 100 U/L)

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COLEDOCOLITÍASE

  • Complicações:
  • Colangite , abscesso hepático pirogênico, pancreatite e cirrose biliar secundaria.

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  • Diagnostico:
  • Depende do risco do paciente
  • USG de abdome;
  • Colangiografia perioperatória;
  • Colangio-RNM;
  • CPRE

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  • Tratamento: expectante x extração endoscópica do calculo x derivação biliodigestiva

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COLEDOCOLITÍASE

  • Como investigar:

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  • Alto risco: icetericia flutuante + Calculo no colédoco -> CPRE
  • Medio risco: colédoco > 5mm e sem calculo aparente + 2 (BT , FA , Transaminases altos e pancreatite/ colangite -> Colangio RNM (se calculo CPRE)
  • Baixo risco: risco médio + colédoco < 5mm -> colangio intra-op (exploração vdl)
  • Muito baixo: nenhum dos fatores -> CVL

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COLEDOCOLITÍASE

  • Colédoco > 2 cm tem
  • Muito risco de estase biliar e novos cálculos
  • Indicado derivação biliodigestiva
  • Melhor hepatojejunostomia em y de roux

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COLANGITE

  • Definição:
  • Infecção bacteriana do trato biliar, quase sempre associada a uma síndrome obstrutiva.
  • Sinais e sintomas produzidos por uma inflamação via biliar

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  • Causas:
  • Cálculos (maioria dos casos)
  • Tumor periampular fazem formas mais graves.
  • Outras causas estenose: pancreatite, procedimentos invasivos (CPRE, CTP) , parasitas (thrchiris-trichiura e áscaris lumbricoides).

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COLANGITE

  • Clinica:
  • * Tríade de CHARCOT (dor abdominal ; ictericia e febre com calafrios)
  • * Pentade de REYNOLDS (hipotensao e depressão do sistema nervoso central – confusão + letargia)

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  • Diagnostico: Clinico

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COLANGITE

  • Tratamento: ATB e drenagem da via biliar
  • *Não grave: drenagem eletiva
  • *Grave: drenagem de urgência

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  • Metade dos casos de abscesso hepático é devido a doenças do trato biliar incluindo colangite

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Tumores periampulares

  • Tumores distancia máxima de 2cm da papila duodenal
  • Cabeça de pâncreas
  • Colangiocarcinoma Distal
  • Segunda porçao Duodenal
  • Papila

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  • > 50% Cabeça de pâncreas
  • Demais 30%
  • Não consegue determinar origem 10 a 15%
  • Ictericia não flutuante + bilirrubina > 10
  • Clinica aparece em fases mais tardias

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OUTRAS CAUSAS DE COLESTASE

  • LITIASE INTRA-HEPATICA PRIMARIA ou HEPATOLITIASE
  • Formação de cálculos intra-hepáticos predispõe a infecções recorrentes das vias biliares.
  • Tratamento é cirúrgico

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  • COLANGITE ESCLEROSANTE (PRIMARIA)
  • Doença das grandes vias biliares (intra e extra hepáticas)
  • processo inflamatório-fibrosante, estenosante e progressivo.
  • Associado a RCU

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  • CISTOS DE VIAS BILIARES

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  • LESOES IATROGENICAS DE VIAS BILIARES
  • Vazamento ou fístula ; Obstrução (ligadura) ou estenose Cicatricial

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