Regime Dietético nos Hospitais
Elaborado por Pastor Eduardo Camargo
Cap. XVI do Livro Conselhos Sobre o Regime Alimentar
Cuidado Racional e Boa Alimentação
Cumpre estabelecerem-se instituições, onde os que estão sofrendo enfermidades sejam colocados sob o cuidado de médicos-missionários tementes a Deus, sendo tratados sem drogas.
Desejamos construir um hospital onde as doenças sejam curadas pelas próprias provisões da Natureza, e onde o povo seja ensinado a tratar-se a si mesmo quando doentes;
onde aprendam a comer com temperança comida saudável, e sejam educados a recusar todos os narcóticos - chá, café, vinhos fermentados, e estimulantes de toda espécie - e a rejeitar a carne de animais mortos.
Buscar o Conforto e a Boa Vontade do Doente
Aos doentes deve ser proporcionada abundância de alimento saudável e apetecível, preparado e servido de modo tão convidativo, que eles não tenham nenhuma tentação de desejar carne.
Parte da obra médico-missionária que nossos obreiros do hospital devem realizar é mostrar o valor do alimento saudável.
É certo que nem chá, nem café nem carne sejam servidos em nossos hospitais. Para muitos, isto é uma grande mudança e rigorosa privação. Forçar outras mudanças, como seja a do número de refeições por dia, é provável em alguns casos causar mais danos que bem.
A Educação Deve Acompanhar a Reforma
Ao tratar com os doentes de nossos hospitais, devemos raciocinar de causa para efeito. Precisamos lembrar que os hábitos e práticas de uma existência não podem ser mudados num momento.
Deveriam ser feitas palestras, explicando por que são essenciais as reformas no regime, e mostrando que o uso de alimentos grandemente temperados causa inflamação nas delicadas membranas dos órgãos digestivos. Mostre-se por que nós, como um povo, temos mudado nossos hábitos de comer e beber.
Em todos os nossos hospitais deve ser provido cardápio liberal para a sala de jantar dos pacientes. Não tenho visto coisa alguma muito extravagante em nenhuma de nossas instituições médicas; mas vi algumas mesas em que faltava decididamente uma provisão de alimento convidativo, bom e apetitoso.
Alimentos Cárneos Não Fazem Parte �da Dieta do Hospital
Fui claramente instruída pelo Senhor quanto a não se pôr alimentos cárneos diante dos pacientes nas salas de jantar de nosso hospital.
Foi-me concedida luz quanto a poderem os pacientes receber carne, se, depois de haverem ouvido as palestras na sala de visitas, insistirem ainda em que lhes demos isto; mas que, em tais casos, ela deve ser comida em seus próprios quartos.
Nenhuma Prescrição de Alimento Cárneo
Foram-me dadas instruções quanto a não deverem ser empregados em nossas instituições, médicos que comam carne e a prescrevam a seus pacientes, visto falharem decididamente no educar os pacientes em rejeitar aquilo que os torna doentes.
Os médicos empregados em nossas instituições devem ser reformadores a esse respeito e em todos os outros. Muitos dos pacientes estão a sofrer em virtude de erros dietéticos. Importa ensinar-lhes o caminho melhor. Como, porém, pode um médico que come carne fazer isso?
Cuidado no Prescrever Exclusão Completa da Carne
Não deveis fazer prescrições dizendo que nunca devam ser usados alimentos cárneos, mas educar a mente, e deixar aí penetrar a luz.
Não se insista para que essa mudança seja feita abruptamente, em especial tratando-se de pessoas com sobrecarga de contínuo trabalho. Seja a consciência educada, estimulada a vontade, e a mudança pode ser feita muito mais depressa e de boa vontade.
A Dra. ________ perguntou-me se, sob quaisquer circunstâncias, eu aconselharia tomar caldo de galinha, estando uma pessoa doente e não podendo aceitar no estômago nenhuma outra coisa. Eu disse: "Há pessoas morrendo de tuberculose que, se pedirem caldo de galinha, devem recebê-lo. Mas eu teria muito cuidado.
Não Sejam Prescritos Chá, Café e Carne
Não prescrevereis carne, chá ou café a vossos pacientes, mas fareis palestras na sala de visitas mostrando a necessidade de uma dieta simples.
Educarem os médicos de nossas instituições por preceito e por exemplo os que se encontram sob seus cuidados a seguirem uma dieta de carne, depois de anos de instruções da parte do Senhor, inabilita-os para serem superintendentes de nossos institutos de saúde.
Não Servir Bebidas Alcoólicas
Permitíssemos nós que os doentes tivessem bebidas intoxicantes em seus quartos, ou lhes servíssemos carne, e não poderíamos dar-lhes o auxílio que devem receber ao vir para nossos hospitais.
A Educação da Mesa do Hospital
No preparo do alimento, devem-se manter brilhando os áureos raios da luz, ensinando os que se sentam à mesa a maneira de viver.
O preparo da comida para os pacientes do hospital requer atenta e cuidadosa atenção. Alguns dos pacientes provêm de lares em que as mesas se acham diariamente carregadas de alimentos extravagantes, e todo esforço deve ser feito para pôr diante deles comida apetecível e ao mesmo tempo saudável.
Recomendar a Reforma de Saúde
O Senhor quer que a instituição com que vos achais ligados seja um dos lugares mais satisfatórios e aprazíveis do mundo.
Desejo que mostreis especial cuidado em prover aos pacientes uma alimentação que não ponha em risco a saúde, e recomende ao mesmo tempo nossos princípios da reforma de saúde.
A Mesa dos Auxiliares
De todo o hospital, são eles os que devem ser abundantemente fornecidos dos melhores e mais saudáveis e revigorantes alimentos.
A mesa de vossos auxiliares deve ser provida, não de carne, mas de abundante provisão de bons frutos, cereais e verduras preparados de maneira deliciosa e saudável.
O Cozinheiro é Um Médico-Missionário
O cozinheiro de um hospital deve ser totalmente reformador de saúde. Um homem não se acha convertido a menos que seu apetite e regime dietético correspondam a sua profissão de fé.
O cozinheiro em um hospital deve ser um médico-missionário bem experiente. Deve ser pessoa capaz, apta a experimentar por si mesma.
Deve haver em nosso hospital cozinheiro que entenda plenamente do trabalho, pessoa de bom discernimento, que possa experimentar, que não introduza no alimento os ingredientes que devam ser evitados.
Fim