Pesquisa, Metodologia, Criatividade.
PROF. DR. EMERSON BRITO
https://www.youtube.com/watch?v=BP05LEGagQA
PROCESSO DE CRIAÇÃO
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O criar está relacionado com o ato de reorganizar um campo de percepção, constituindo uma nova ordem, uma nova ideia, a partir dos dados já conhecidos.
Pesquisa na Academia
“Pode-se definir pesquisa como o processo formal e sistêmico de desenvolvimento do método científico, que tem como objetivo descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”.
GIL, A. C. Método e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas. 1999.
Segundo Vilém Flusser, “toda pesquisa é espontaneamente, política, artística e científica, ou não é pesquisa, mas gesto mentiroso.
Porque o gesto de pesquisar passa a ser um dos gestos da vida humana, isto é, busca de valores e sentido. Trata-se de reformulação não apenas da ciência moderna, mas também da arte e da política modernas”.
FLUSSER, Vilém. Gestos. São Paulo: Annablume, 2014. P. 56.
Por que surge a pesquisa?
A afirmação de Flusser revela uma perspectiva profunda sobre o ato de pesquisar. E, a partir dela, compreendemos que a pesquisa genuína surge de uma curiosidade intrínseca, espontânea, de um impulso natural para entender o mundo ao nosso redor.
As escolhas de tópicos, métodos e abordagens de pesquisa sofrem influências diversas: do autor, do momento cultural, das instituições etc.
A pesquisa é uma forma de manifestação criativa e seu desenvolvimento é processo de criação.
A criatividade está envolvida na formulação de hipóteses, na seleção de métodos e caminhos de investigação e na interpretação dos resultados.
O que é uma hipótese?
No entanto, é gesto ligado à ciência. Ela segue princípios científicos, como observação, experimentação, �análise crítica e �revisão por pares.
Mas, o pesquisador contemporâneo pode investigar levando em conta a sua subjetividade, pois, entende-se que o ato de pesquisar não é apenas sobre fatos; é sobre atribuir significado. �
https://www.youtube.com/watch?v=VvUn2GGQmR4
A Objetividade em ciência, os paradigmas e a racionalidade científica
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O que seria pesquisa assim entendida em Arte, Arquitetura, Comunicação, Design ?�Cite exemplos!
Pesquisar nos coloca diante do mundo, da nossa existência e nos instiga a encontrar valores que guiem nossas ações.
No contemporâneo a pesquisa transcende os limites disciplinares e desafia a separação rígida entre ciência, arte, cultura, política etc propondo uma visão mais integrada.
Em 1901, a vida do neuropsiquiatra Alois Alzheimer se cruzou com a de Auguste Deter. A paciente, anos mais tarde, faria com que o médico se tornasse famoso em todo o mundo.�Diante de seus olhos, o neuropsiquiatra tinha um caso estranho, que ele nunca havia visto antes.�"A paciente está sentada na cama com o rosto indefeso. Qual é o nome dela? -Auguste. -Qual é o nome do marido? -Auguste, eu acho. Parece que ela não entendeu a pergunta."�
https://www.youtube.com/watch?v=kBiMLbiu7g4
Você sabe qual foi o primeiro caso documentado da doença de Alzheimer ?
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https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0j2mlvv0yo
Diz Edgar Morin: “Conhecer o humano e, antes de mais nada, situá-lo no universo, e não separá-lo dele. [...] todo conhecimento deve contextualizar seu objeto, para ser pertinente. ‘Quem somos?’ é inseparável de ‘Onde estamos?’, ‘De onde viemos?’, ‘Para onde vamos?’”
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.
Intervenção urbana com esculturas flutuantes monumentais na forma de garrafas de refrigerante.��A obra participou da Bienal Internacional de Arte Contemporâneo da America do Sul (Bienal Sur) em diversas localidades da Argentina.��Ocupou o Rio Tietê (2008), a represa Guarapiranga (2010), o lago de Bragança Paulista (2012) e a praia de Santos (2014).��A obra remete a um significado ecológico por sua forma e contexto na paisagem urbana contaminada. A apropriação e o jogo de escala de um ícone do consumo revela a complexa relação do homem com a natureza e uma provocação aos sentidos anestesiados no cotidiano urbano. Mas o trabalho também aponta para uma navegação poética e uma mensagem compartilhada com o público por meio de ações sociais durante o período expositivo. Em São Paulo, por exemplo, 3 mil crianças fizeram a navegação dentro do rio Tietê com a monitoria do Itaú Cultural.��Na Argentina, as esculturas navegaram pelo Rio Paraná e Rio da Prata até atracar na foz poluída do Rio Riachuelo-Matanza, no bairro icônico de La Boca, onde ocorreram as atividades sociais nas escolas.
https://www.youtube.com/watch?v=NNlkcIqt908
Garrafas Pet - Eduardo Srur
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No contemporâneo, a pesquisa envolve a elaboração do conhecimento científico de modo cooperativo. Isso ocorre por meio do estabelecimento de um diálogo essencial entre o pesquisador e o objeto de estudo. A atitude do pesquisador é fundamental, pois dela depende a continuidade desse diálogo entre os diversos eixos de uma pesquisa. É nesse diálogo que se constrói um conhecimento relacional e contextual, gerado nas interações que ocorrem entre ambos, a partir da realidade em que estão imersos.
A metodologia de pesquisa consiste na descrição detalhada do processo de condução do trabalho de pesquisa abraçando, no entanto, a sua complexidade. Por isso é importante ressaltar que delimitar uma metodologia não significa seguir um conjunto rígido de regras, mas sim construir um procedimento que se ajuste aos objetivos específicos do trabalho e leve em conta suas peculiariedades. �
Metodologia é o plano de ação que guia os pesquisadores desde a formulação das perguntas até a análise dos dados coletados. É como um mapa que indica o caminho para resultados significativos e confiáveis. Uma boa metodologia não apenas descreve as escolhas feitas, mas também justifica por que essas escolhas foram feitas e alinha os métodos e técnicas com os objetivos e metas da pesquisa.
O que é uma justificativa?
Importância
Viabilidade
Atualidade
Originalidade
No trajeto de uma investigação científica uma metodologia bem estruturada é essencial para obter resultados válidos e confiáveis. Um processo metodológico falho pode comprometer a validade e a confiabilidade dos resultados.�
O QUE SERIA FALHO?
Mas, como escolher uma metodologia adequada? São os objetivos da pesquisa que influenciam a escolha metodológica. Se a pesquisa é exploratória, por exemplo, uma abordagem qualitativa pode ser mais adequada. A metodologia é o instrumento para elaborar o conhecimento científico, permitindo a discussão e a compreensão dos fenômenos estudados.
Não haveria criatividade sem a curiosidade...
POR QUÊ?
Cecilia Almeida Salles, em sua teoria crítica dos processos de criação, aborda a criatividade como um diálogo constante entre o sujeito criativo e o objeto de sua criação. Para ela, a criatividade não é um ato isolado, mas sim um processo contínuo de interação, experimentação e transformação.
Prática diária
A pesquisadora enfatiza que a criatividade não deve ser vista como algo separado da prática diária, mas sim como uma parte intrínseca da vida e do fazer artístico. A criatividade, segundo Salles, é uma força que permeia todas as esferas da existência e que se manifesta na busca por significado, na expressão e na construção de novos sentidos
Pesquisa social
https://www.youtube.com/watch?v=DO3r2TWjJyY
A criatividade sempre foi a base da inovação (e da improvisação) desde tempos imemoriais. Ela encoraja a todos a questionar, experimentar e buscar alternativas para solucionar problemas e propor novas ideias. O desenvolvimento do ser criativo envolve, entre outras coisas, comunicação, colaboração e estímulo a autoexpressão, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais.
REFERENCIAS
COLAPIETRO, Vincent. Os locais da criatividade: sujeitos fissurados, práticas entrelaçadas. In: Pinheiro, A.; SALLES, Cecília (Org.)Jornalismo expandido, práticas e sujeitos entrelaçados. São Paulo, Intermeios, 2016, pp.43-61.
CUNHA, Antônio Eugênio. Práticas Pedagógicas para a inclusão e diversidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Walk, 2012.
FLUSSER, Vilém. Gestos. São Paulo: Annablume, 2014.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
MATHIAS, Ronaldo. Antropologia e arte. São Paulo: Nova Alexandria, 2024.
SALLES, Cecilia. Redes da criação: construção da obra de arte. Vinhedo: Editora Horizonte, 2006.
_____, Cecilia. Gesto inacabado: processo de criação artístico.5ª ed. São Paulo: Intermeios, 2011.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo : Cortez, 2013.