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Disciplina: Estado e Relações de Poder
O pensamento de Maquiavel
O CONCEITO MODERNO DE POLÍTICA
O Príncipe - Maquiavel
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O Príncipe - Maquiavel
Maquiavel consagra-se com a obra O Príncipe, um tratado de como se deve comportar “o poderoso” para se manter por um longo período no poder.
Maquiavel se apoiou nas questões de Platão, condenação da pleonexia.
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Contexto histórico – 2ª metade sec. XV
Grande mudanças em governos e ideias
sobre o governo
Época medieval:
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Contexto histórico – 2ª metade sec. XV
Novidade: unidade nacional + Rei
=> Monarquias absolutas substituíram as cidades livres e o sistema feudal (revolucionando instituições e civilização medieval)
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Contexto histórico – 2ª metade sec. XV
Classe emergente dos comerciantes , inimiga dos
nobres, aliou-se ao Rei.
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Preocupação Maquiavel
E a Itália?
País dividido entre cinco centros de poder: Veneza, Milão, Florença (Firenze), Roma e Nápoles
Lógica política:
Crise econômica
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Preocupação Maquiavel
de um líder para criar um Estado nacional.
resistir.
primeira década de Tito Lívio”:
Um país nunca pode ser unido e feliz quando não obedece um só governo, republicano ou monárquico, como nos casos da França e Espanha.
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RENASCIMENTO
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Preocupação Maquiavel
O que diferencia Espanha e França da desordem e corrupção na Itália?
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O Príncipe – Percurso da obra
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O Príncipe
Objetivo Geral: como manter o Poder e a ordem (e não como fazer o bem).
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O Príncipe
Duas certezas
1 – História: cíclica (não mais linear)
2 – Psicologia humana: homens são egoístas e ambiciosos.
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O Príncipe
Inovação principal
Metodologia de análise baseada na razão:
selecionados para sustentar suas teses).
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Método Histórico Comparativo
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Natureza humana
Cap XVIII
Príncipe não precisa agir com boa fé:
“...quando, para fazê-lo, precisa agir contra seus
interesses...Este preceito não seria bom se todos
os homens fossem bons”.
Cap XXIII
“...os homens falam sempre com falsidade,
a não ser quando a necessidade os obriga a
serem verídicos”
(Na mesma linha: conselheiros/assessores pensam
todos nos seus próprios interesses)
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Virtú e Fortuna
Virtú 🡪 ação humana
Fortuna 🡪 circunstâncias
Capítulo VI:
“E, examinando as ações e a vida dos mesmos, não se vê que eles tivessem algo de sorte senão a ocasião, que lhes forneceu meios para poder adaptar as coisas da forma que melhor lhes aprouve; e, sem aquela oportunidade, o seu valor pessoal ter-se-ia apagado e sem essa virtude a ocasião teria surgido em vão.”
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Fortuna e Virtú: contra o determinismo
• AMBIÇÃO prudente é virtude fundamental
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Fortuna e Virtú: contra o determinismo
CAPÍTULO XXV
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Fortuna e Virtú: contra o determinismo
CAPÍTULO XXV
De quanto pode a fortuna nas coisas e de que modo se lhe deva resistir
se encolerizam, alagam as planícies, destroem as árvores e os edifícios, carregam terra de um lugar para outro; todos fogem diante dele, tudo cede ao seu ímpeto, sem poder opor-se em qualquer parte. E, se bem assim ocorra, isso não impedia que os homens, quando a época era de calma, tomassem providências com anteparos e diques, de modo que, crescendo depois, ou as águas corressem por um canal, ou o seu ímpeto não fosse tão desenfreado nem tão danoso.”
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Fortuna e Virtú: contra o determinismo
- Ética da convicção: Thomas de Aquino (século 13) em “Sobre a Realeza” dava conselhos ao príncipe cristão: piedade, moderação, caridade, generosidade, honestidade.
- Ética da responsabilidade: Maquiavel: “...para se manter o príncipe deve adquirir a capacidade e não ser bom, e que faça ou não uso dela de acordo com a necessidade”.
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Fortuna e Virtú: contra o determinismo
O interesse essencial de Maquiavel é discutir a Moral, acerca do bom e do mau emprego da crueldade.
Crueldades Bem praticadas:
São as que se cometem todas ao mesmo tempo, no início do reinado, a fim de prover à segurança do novo príncipe.
Crueldades Mal praticadas:
“Conservar a faca na mão” – são as que se arrastam, se renovam e, pouco numerosas no princípio, se multiplicam com o tempo em vez de cessarem.
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Ética e Moral em Maquiavel
Mas que resultado?
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Ética e Moral em Maquiavel
Cap XVII
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Ética e Moral em Maquiavel
Robert Chisholm:
A ética política de Maquiavel tem como um de seus componentes a lealdade e alguma instituição que vai além da fortuna pessoal.
Ou seja: não é somente a conquista e a manutenção do poder.
Ele coloca a ambição necessária do príncipe acima de interesses imediatos: estabelecimento da ordem temporal.
Não fornece a base para uma moralidade universal, apenas para as relações entre as cidadãos e entre governante e governado.
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Ética e Moral em Maquiavel
Cap. XV: O Príncipe “...não deverá se importar com a prática escandalosa daqueles vícios sem os quais seria difícil salvar o Estado”.
Poder pelo poder? Objetivo do príncipe: uma ordem estável em meio a um mundo de contingência e acaso. Somente por esse propósito é que a prática da tirania pode ser usada.
Dupla glória:
Ter fundado um Estado novo;
Ter consolidado com boas armas, boas leis, bons aliados e bons exemplos.
Dupla vergonha:
Ter perdido o trono ao qual nascera;
Não possuir prudência.
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Mais vale ser temido do que amado
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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3º TEMPO
COMENTÁRIOS
EXTRAS
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O Príncipe
Capítulo I: Classificação dos tipos de Estado.
Capítulos II a XI: Como cada um dos tipos de Estado pode ser adquirido, conservado e eventualmente perdido.
Capítulos XII a XIV: Questão Militar: combate às tropas mercenárias.
Capítulos XV a XXIII: Como o Príncipe comporta-se com relação aos súditos e amigos.
Capítulos XXIV a XXVI: Manifesto pela liberação da Itália.
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Classificação dos tipos de Estado
Repúblicas
Estado Hereditários
Principados Novos Inteiramente
Novos
Membros anexados
Com costume de viver livre X Sem costume
Adquiridos pelas armas de outros X Por armas próprias
Adquiridos pela virtude X Pela fortuna.
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Estado – conquista e conservação
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Manifesto pela liberação da Itália.
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Manifesto pela liberação da Itália.
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