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FECCIF25 – IV Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – Setembro / Outubro de 2025

O acesso a água tratada e ainda, o tratamento de água de mananciais, subterrâneas e esgoto permitiu o avanço da qualidade de vida da população mundial. As pesquisadoras desse trabalho tiveram como inspiração, coletar dados do rio São Lourenço do Turvo, com nascente no município de Matão-SP, cidade de residência atual das estudantes atrelando a pesquisa em conjunto ao componente curricular Projeto Integrador do curso Técnico em Química integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Matão. O projeto tem como objetivo analisar a qualidade da água do Rio São Lourenço do Turvo, classe 1 por meio de análises microbiológicas e físico-químicas, tais como presença de E. Coli, pH, turbidez, dureza, alcalinidade total, cloreto e CO2 livre durante os meses de abril e setembro de 2025. A coleta ocorreu no mesmo ponto, localizado no distrito com o mesmo nome do rio pertencente ao município de Matão. Os dados obtidos foram comparados com os padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA n° 357/2005 (atualizada em 2011) e pela portaria GM/MS nº 888/2021. Os resultados indicam que os parâmetros de análise estão dentro da normalidade. A pesquisa contribui com a verificação da qualidade da água visando garantir esse recurso essencial a vida para as gerações presentes e futuras.

RESUMO

INTRODUÇÃO

OBJETIVOS

METODOLOGIA

O rio São Lourenço do Turvo em foco: estudos das propriedades físico-químicas

Ana Clara de Souza, Bruna Pelegrini, Kathleen Heloisa Perminio, Mariana Fanti, Sabrina Gomes, Andréia Aparecida Cecílio, João Henrique Saska Romero

1Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – anasd1407@gmail.com

2Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – brunapelegrini207@gmail.com

3Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – kathleenperminio@gmail.com

4Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil - marianafanti@hotmail.com

5Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – sabrina.gomesfonseca2008@gmail.com

6Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – andreiacecilio@ifsp.edu.br

7Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – joaohsromero@ifsp.edu.br

A água é essencial para a manutenção da vida e para o funcionamento dos amplos sistemas que mantêm a sociedade. A alta demanda desse recurso, sua poluição por atividades antropogênicas e mudanças climáticas exigem pesquisas constantes e métodos eficientes de tratamento. Nesse contexto este projeto propõe analisar alguns parâmetros físico-químicos e microbiológicos como fatores essenciais para a qualidade de vida do rio São Lourenço do Turvo localizado no munícipio de Matão e do distrito São Lourenço do Turvo localizado na região central do estado de São Paulo. O ponto de coleta está na Figura 1.

Coletar e analisar as propriedades físico-químicas e microbiológicas da água do rio São Lourenço do Turvo, a fim de avaliar sua qualidade de acordo com os padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA para corpos d’água enquadrados na Classe 1.

Considerando a Resolução CONAMA 357/2005 (atualizada em 2011) e a portaria GM/MS nº 888/2021 conclui-se:

  • valores de turbidez, classe 1, até 40 UNT, portanto, no ponto coletado o rio atende a resolução.
  • Não há valores máximos para alcalinidade total, mas esse parâmetro indica a capacidade do rio em neutralizar ácidos. Os valores encontrados indicam baixa alcalinidade.
  • Concentração máxima de cloreto é de 250 mg/L, valores obtidos compreendem a faixa estabelecida.
  • Dureza total menor que 50 mg/L indica água muito mole.
  • pH entre 6-7, dentro da faixa 6 a 9, conforme resolução.
  • CO2 livre relacionado a presença de ácido carbônico.
  • Coliformes totais encontrados de acordo com valores tabelados.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS n. 888, de 4 de maio de 2021. Altera o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS n. 5, de 28 de setembro de 2017, que trata dos procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 maio 2021, Seção 1, p. 127‑136. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2021/prt0888_07_05_2021.html> . Acesso em: 04 de agosto de 2025.

BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução nº 430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 maio 2011. Disponível em: http://www2.mma.gov.br/port/conama. Acesso em: 04 de agosto de 2025.

As amostras de água foram coletadas mensalmente, de abril a setembro utilizando frascos de polietileno higienizados, identificados e armazenados de forma adequada. A coleta foi realizada sempre no mesmo local, visando a padronização dos dados obtidos. O pH foi medido com fita em pesquisa em campo e depois nova medição com pHmetro no laboratório. As análises físico-químicas de titulação estão representadas na Figura 2.

A análise microbiológica foi realizada no mês de junho por meio da diluição em série, técnica usada para reduzir a concentração de microrganismos e permitir a contagem precisa de UFC, evitando crescimento excessivo nas placas. Utilizaram-se tubos estéreis com solução salina ou água peptonada, pipetas automáticas, álcool 70% para assepsia, luvas descartáveis, bancada asséptica e estufa BMO (35 °C a 37 °C). A amostra foi diluída em proporções padronizadas e 1 mL de cada diluição foi inoculado em placas Compact Dry EC, meio cromogênico pronto para detectar e quantificar coliformes totais (colônias roxeadas) e E. coli (colônias azuis ), amplamente usado em alimentos, águas, cosméticos e matérias-primas.

A contagem dos coliformes totais e termotolerantes, que resultou em 153 colônias arroxeadas, representando os coliformes totais, e 10 colônias azuis, que correspondem aos coliformes termotolerantes. De acordo com a Resolução CONAMA nº 357/2005, águas doces do tipo classe 1, os coliformes termotolerantes não devem ultrapassar 200 NMP/100 mL em 80% ou mais das amostras coletadas. Com base nesse critério, a água do Rio São Lourenço, no ponto analisado, encontra-se dentro do limite permitido do ponto de vista microbiológico, atendendo aos requisitos para Classe 1 no parâmetro de coliformes termotolerantes.

Figura 2. Esquemas de volumetria, respectivamente para, análise de cloreto, alcalinidade, dureza total e CO2 livre.

Figura 1. Ponto de coleta.

Figura 3. Placas com as colônias de E.coli.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

CONCLUSÃO

REFERENCIAS

Quadro 1. Valores obtidos entre abril e julho (parâmetros físico-químicos)*.

*análises em andamento até setembro de 2025.

*2, desvio padrão n = 3 (triplicata)