Que maconha é essa?
Faça seu próprio kahoot/quiz com o tema!
Proposta elaborada por:
Alunos do Núcleo de Atuação em Saúde - Programa 1: O Psicólogo nas Instituições de Saúde -
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Professoras Dras:
Solange Aparecida Emílio
Vera Mendes
Ruth G. da Costa
Estudantes responsáveis:
Arthur Pimentel
Beatriz Maria
Flora Schroeder Garcia
Isabella Matos
Jenniffer Almeida
Luiza Brum
Marina Nascimento
Nádia Uana
Passo a passo (Sugestão)/Regras
1) A sala será dividida em grupos, sendo que é necessário dois grupos, no mínimo. Cada grupo poderá nomear seu time
2) Um representante de cada grupo entrará com seu celular na sala do jogo na plataforma Kahoot ou outra, e no campo “apelido” deverá colocar o nome da sua equipe.
3) Os participantes ao lerem a pergunta apresentada na tela, deverão discutir em suas equipes se aquela sentença é verdadeira ou falsa.
4) Ao fim do tempo de cada pergunta, é importante que a pessoa que esteja coordenando a partida leia em voz alta a justificativa daquela resposta, para que o objetivo informativo seja alcançado
5) A cada pergunta correta é atribuída uma classificação máxima de 1000 pontos e ao final as equipes somam a quantidade de pontos
As perguntas: Verdadeiro ou Falso?
1. Canabidiol, Cannabis e maconha medicinal, são todos sinônimos para a mesma substância.
(FALSO: A maconha medicinal é um nome popular para o uso terapêutico de substâncias derivadas da planta da maconha, cujo nome científico é Cannabis sativa, diferenciando o uso recreativo daquele com finalidade de saúde. Já o canabidiol, ou CBD, é usado como medicamento e é uma das muitas substâncias que podem ser extraídas da planta, também chamadas de canabinoides. É interessante notar que a contribuição da Cannabis sativa para a medicina se dá principalmente através de dois componentes diferentes: o CBD e THC, que têm efeitos diferentes e são usados em casos específicos.
2. O Canabidiol (CBD) é um dos 80 canabinoides presentes na planta Cannabis sativa e possui os efeitos psicoativos típicos da planta.
(FALSO: O Canabidiol (CBD) NÃO possui os efeitos psicoativos da planta)
3. O canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC), têm estrutura molecular idêntica. Por isso, têm as mesmas propriedades ativas.
(FALSO: O canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC) têm a mesma estrutura molecular. Porém, devido à alteração na organização atômica, têm propriedades ativas muito diferentes.)
4. A canabidiol gera dependência
(FALSO: o CBD isoladamente não produz os efeitos de euforia ou de “barato”. Não causa dependência, vício ou sedação. Atualmente só pode ser prescrito por três especialidades médicas: neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras, que devem seguir regras específicas para sua indicação.)
5. Atualmente, já há pesquisas científicas que são conclusivas em apontar a segurança e eficácia dos canabinóides, para diferentes condições clínicas e enfermidades. Essas pesquisas apresentam diferentes níveis de evidência, ou seja, para cada condição existe, no presente momento, maior ou menor robustez científica que comprove a segurança e eficácia da aplicação terapêutica
(VERDADEIRO: Segundo nota técnica lançada em abril 2023 pela Fiocruz, os pesquisadores destacam um número crescente de pesquisas aponta para o potencial terapêutico de canabinóides na redução de sintomas e melhora do quadro de saúde para dor crônica, espasticidade, transtornos neuropsiquiátricos e náusea, vômito e perda do apetite ligados ao tratamento com quimioterapia.)
6. Com o estudo científico e a autorização jurídica do uso terapêutico das substâncias presentes na Cannabis, consumir maconha de forma recreativa é benéfico da mesma maneira
(FALSO: Os efeitos do uso de um medicamento que contém um componente da planta e é produzido e comercializado sob vigilância dos órgãos públicos competentes, não é o mesmo de quando a planta é fumada ou simplesmente ingerida, vias comuns de escolha para o uso recreativo. Há diversos riscos envolvidos que complexificam a questão. Entre eles, que a criminalização e a consequente falta de regulação da maconha, fazem a origem e a composição da maconha utilizada mais incerta e insegura, podendo conter outras substâncias indesejadas, além do impacto psicossocial desse cenário. Além disso, a combustão durante o fumo leva à produção de substâncias maléficas à saúde e muitos dos componentes da planta são também perdidos na queima.)
7. Não há contraindicações nem efeitos colaterais do uso medicinal da Cannabis.
(FALSO: Não só a Cannabis, mas nenhuma substância é isenta de efeitos colaterais e grupos de maior risco que precisam ser acompanhados de perto, como gestantes, indivíduos com históricos familiares de distúrbios psiquiátricos e adolescentes. Como qualquer tratamento, não se recomenda o uso sem indicação e acompanhamento de especialista, de modo que o médico prescritor deve embasar sua conduta nas evidências existentes e orientar o paciente sobre os possíveis efeitos, tanto benéficos quanto indesejados.)
8. Alguns dos efeitos colaterais do uso de canabidiol são: maior risco de infecções, sonolência, insônia, alteração do apetite, perda de peso, irritabilidade ou agitação.
(VERDADEIRO: Os estudos realizados com essa substância levantaram a possibilidade de todos os efeitos colaterais citados acima.)
9. A cannabis medicinal oferece vantagens como menor risco de efeitos colaterais, mas menor eficácia que algumas medicações que estão em uso.
(FALSO: [...]porque a cannabis medicinal oferece vantagens como menor risco de efeitos colaterais e maior eficácia que algumas medicações que estão em uso”, destaca o Dr. Renato Anghinah, neurologista e professor da USP.)
10. Houve um aumento do uso da cannabis medicinal por idosos
(VERDADEIRO: Em quatro anos, quase quadruplicou a participação das pessoas acima de 65 anos nos pedidos de importação do CBD.)
11. O uso de canabidiol não tem atuação direta nas doenças degenerativas como doença de Parkinson e Alzheimer
(VERDADEIRO: Contrariamente ao que muitos propagam, ele não cura as doenças.No entanto, vários estudos mostram que ajudam a diminuir os sintomas de agitação motora e não motora e distúrbios comportamentais, o que já promove mais qualidade de vida aos pacientes e aos cuidadores)
12. O canabidiol pode ser usado para tratar epilepsia, síndrome do intestino irritável (SII), dor crônica, transtorno do espectro autista (TEA), ansiedade, distúrbios de sono, esclerose lateral amiotrófica (ELA), acne, glaucoma
(VERDADEIRO: O canabidiol pode acalmar o sistema nervoso central, ajudando a tratar a ansiedade e até a melhorar a qualidade do sono, reduzindo também os sintomas do TEA e podendo auxiliar o ganho de peso em pacientes com anorexia nervosa. Ele pode também atuar como um analgésico no tratamento de dores crônicas e da SII, reduz a incidência de convulsões epilépticas, e ajuda a diminuir a pressão intraocular, auxiliando no tratamento de glaucomas. Além disso, também normaliza a produção em excesso de lipídeos sebáceos e aumenta a hidratação da pele, aliviando a inflamação associada à acne. Em conclusão, a descoberta do Sistema Endocanabinóide alavancou um importante avanço no âmbito de pesquisas sobre a utilização terapêutica da cannabis em diversas disfunções.)
13. Existem três indicações que já constam em consensos médicos para o uso de canabidiol: epilepsia (que começou com a epilepsia infantil refratária), autismo e dor neuropatia/dor crônica. Hoje, já é usado para tratar epilepsia em adultos, ansiedade, sono.
(VERDADEIRO)
14. A prescrição de canabidiol no território brasileiro é autorizada para o tratamento de epilepsia refratária em crianças e adolescentes, para redução de sintomas de ansiedade e para tratamento de sintomas do transtorno de espectro autista.
(FALSO: Em outubro de 2022 o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nova norma de prescrição de canabidiol, que restringe sua prescrição somente ao tratamento de epilepsia refratária em crianças e adolescentes com síndrome de Dravet e Lennox-Gastraut ou complexo de esclerose tuberosa, ficando assim proibida a prescrição terapêutica para qualquer outra condição que não essas. De acordo com o CFM, essa resolução tem o objetivo de evitar a prescrição de canabidiol como alternativa a tratamentos mais rigorosamente e cientificamente comprovados para outros transtornos e doenças. Uma das críticas a essa decisão é que ela se assemelha mais a um posicionamento político da entidade do conselho federal de medicina, do que a uma decisão cientificamente e logicamente embasada, já que restringe o desenvolvimento de mais conhecimentos sobre o uso da substância.)
15. Os efeitos terapêuticos do uso do canabidiol foram descobertos mais recentemente, particularmente depois do reconhecimento de um sistema endocanabinóide no corpo humano na década de 1990.
(FALSO: Embora o interesse científico ocidental pela substância do canabidiol, presente na planta cannabis sativa, seja razoavelmente recente e tenha surgido principalmente depois da descoberta do sistema endocanabinoide, as propriedades terapêuticas dessa planta são exploradas há milhares de anos pela medicina tradicional de povos originários, sendo remontadas a região geográfica que abrange o sul da Ásia e a região oriental do Mediterrâneo.)
16.Qualquer profissional da saúde pode prescrever canabidiol
(Falso. Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina n° 2.113/14:
Restrito aos especialistas: Apenas as especialidades de neurologia e suas áreas de atuação, de neurocirurgia e de psiquiatria poderão prescrever o canabidiol.)
Referências
Canabidiol: uso e importância no tratamento de doenças. Autor desconhecido. Disponível em: <https://eephcfmusp.org.br/portal/online/canabidiol-no-tratamento-de-doencas/>. Acesso em: 9 jun, 2023
CANNABIS: por que a legislação não avança? Estadão, São Paulo, 11 ago. 2022. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2022/08/11/cannabis-por-que-a-legislacao-nao-avanca.htm#:~:text=S%C3%A3o%20Paulo%20%2D%20O%20Projeto%20de,h%C3%A1%20mais%20de%20um%20ano. Acesso em: 20/06/2023
DE MATTOS, M. et al. Canabidiol: o potencial terapêutico de um componente da maconha – farmacoLÓGICA. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/farmacologica/2018/06/24/canabidiol-o-potencial-terapeutico-de-um-componente-da-maconha/>. Acesso em: 2 jun. 2023.
FIOCRUZ. Estado atual das evidências sobre usos terapêuticos da cannabis e derivados e a demanda por avanços regulatórios no Brasil. Fundação Oswaldo Cruz, 2023. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/sites/portal.fiocruz.br/files/documentos_2/nt_canabinoides_20230419.pdf. Acesso em: 20/06/2023
FORTES, E.; RODRIGUES FORTES, S.; DE BRITTO RIBEIRO, M. L. CFM - Conselho Federal de Medicina. Disponível em: <https://portal.cfm.org.br/canabidiol/motivos.php>. Acesso em: 19 jun. 2023.
OLIVEIRA, N. Cannabis medicinal: realidade à espera de regulamentação. Agência Senado, 2021 Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2021/07/cannabis-medicinal-realidade-a-espera-de-regulamentacao. Acesso em: 20/06/2023.
PROJETO prevê distribuição gratuita de medicamento à base de canabidiol no SUS. Câmara dos Deputados, 14 mar.2023. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/944102-projeto-preve-distribuicao-gratuita-de-medicamento-a-base-de-canabidiol-no-sus/. Acesso em: 20/06/2023
VILELA, Pedro Rafael. CFM publica nova norma sobre prescrição de canabidiol: texto estabelece restrições para tratamentos à base de cannabis. In: Agência Brasil, 14 out. 2022. Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-10/cfm-publica-nova-norma-sobre-prescricao-de-canabidiol> Acesso em: 21 jun. 2023.
MEMED. Quais doenças podem ser tratadas com o canabidiol. 30 jul. 2022. Disponível em: <https://blog.memed.com.br/quais-doencas-podem-ser-tratadas-com-o-canabidiol/> Acesso em: 21 jun. 2023.